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12.12.12

A batalha de um Mundo como fosse o nosso!

 

Uma obra-prima da literatura, por outras palavras que podem caracterizar The Lord of the Rings, uma epopeia, que mesmo descrevendo um complexo e detalhado mundo fantástico e alternativo onde humanos partilham o mundo com elfos e outros seres de palmo e meio como os amados Hobbits, as paginas deste épico de aventura tem muito que se diga sobre o nosso mundo actual. Mesmo narrado com certo tom maniqueísta, a obra mundialmente famosa do escritor e professor de Inglês de Oxford é uma fonte de inspiração para qualquer um, mesmo sob parâmetros algo primários e recorrendo constantemente às memórias deste. J. R. R.Tolkien havia escrito na sua trilogia literária a eterna batalha entre o bem e o mal, apresentando um cenário em bruscas e constantes mudança envolvidas por sombras, contudo é no meio dessa escuridão literal e metafórica que brilha a única luz que resta, menosprezada e subvalorizada, porém face a todo os acontecimentos e aos contrários resultados, o dito bem acaba por vencer mesmo sofrendo e não pouco. The Lord of the Rings é uma homenagem à esperança em tempos difíceis, uma história de grandeza que demonstra que mesmo em momentos negros, certas luzes, por mais pequenas que sejam, dificilmente serão apagadas e tomadas como vencidas. Peter Jackson parece ter estudado a lição trazida por Tolkien e conseguir extrair tal vento para a grande tela, assumindo a referência e respeitando as reminiscências do autor, culminando sentimentos de esperança que surgem onde tudo parece encontrar-se perdido e por entre batalhas quase a roçar o interminável.

 

 

Assim chegamos ao último filme de uma das mais belas trilogias do cinema, uma aventura que arrecada neste terceiro tomo todo o peso dramático dos seus personagens. Os efeitos especiais soberbos aliam-se a uma banda sonora épica e de grande dimensão, os actores dão o melhor de si sem nunca individualizar-se, simulando intensamente viver as situações pelos quais os seus personagens passam. Na adaptação do terceiro livro, a fasquia é elevada, porém Peter Jackson faz jus às expectativas, recriando aqui toda a emoção esperada e multiplicada por dez.

 

 

The Return of the King tenta reencontrar o lirismo algo aventureiro do arranque do primeiro filme com a maturidade de The Two Towers e o resultando são imagens de perder o fôlego, acção que glorifica a violência mas não a torna gratuita mas sim indispensável, uma exploração mais fortalecida por personagens com muito para oferecer, destacando o atrevimento em constituir Gollum, genialmente personificado por Andy Serkis, uma criatura digital que passa de simples imagem computorizada a uma personagem aspirada a carne e osso (uma lição para George Lucas e o seu Jar Jar Binks) e o confronto intrínseco de Frodo Baggins (Elijah Wood numa das suas melhores interpretações).

 

 

O filme bem pode ser longo e o final ainda mais extenso, todavia aufere-nos a mesma sensação daquele que sentimos quando terminamos um grande e bem escrito livro - a concretização absoluta. Inesquecível! Peter Jackson demonstra ao mundo da indústria cinematográfica de que até mesmo um antípoda vindo directamente do cinema trash pode criar uma das mais belas histórias contadas pela Sétima Arte. Inegavelmente épico e emocionante!

 

“I give you the light of Eärendil, our most beloved star. May it be a light for you in dark places, when all other lights go out.”

 

Real.: Peter Jackson / Int.: Elijah Wood, Sir Ian McKellen, Sean Astin, Billy Boyd, Orlando Bloom, Kevin Conway, Hugo Weaving, Brad Dourif, Martin Csoka, Bernard Hill, Sir Ian Holm, Christopher Lee, Dominic Monaghan, Viggo Mortensen, John Rhys-Davies, John Noble, Liv Tyler, Karl Urban, Cate Blanchett, David Wenham

 


 

Ver Também

The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring (2001)

The Lord of the Rings: The Two Towes (2002)

 

10/10
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publicado por Hugo Gomes às 13:16
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