Real.: Robert Redford
Int.: Robert Redford, Meryl Streep, Tom Cruise, Michael Peña
Odia era suposto ser normal, como tantos outros, mas tornou-se numa abertura de mentes e choques de opiniões distribuídas por duas conversas distintas mas abrangentes de um mesmo assunto. O professor Dr. Malley (Robert Redford) tenta convencer um talentoso aluno a assistir às suas aulas, como também lhe abrir os olhos ao mundo que gira em sua volta. Uma consagrada jornalista (Meryl Streep) entrevista o senador Jasper Irving (Tom Cruise) que fala de um nova implantação de estratégias de combate na guerra no Afeganistão.
Primeiro de tudo, Lion for Lambs – Peões Em Jogo é um filme de reflexões, hipóteses, perguntas sem resposta e acima de tudo uma obra urgente, que o qual os americanos deveriam mostrar interesse, que acabou por não aconteceu, proclamaram de propaganda liberal e o acolheram de parte em relação a comerciais sem valor como Hitman. O que estou tentado dizer que o sétimo filme de Robert Redford devia ter sido escutado pelo público-alvo, os americanos, que o não entenderam muito bem, dando desculpas esfarrapadas do paleio sem fim ou até mesmo a integração do bode expiatório Tom Cruise (quem o mandou saltar naquele maldito sofá!), mas a culpa é na realidade do conservacionismo ou até mesmo a pura ignorância, como se costuma dizer e muito bem para este caso, o verdadeiro cego é aquele que não quer ver. È verdade que de acção o filme é quase ausente, apenas elaborada dois diálogos de personalidades diferentes mas de temas iguais (a guerra no Afeganistão) que resumem a confrontos de mentalidade e de reflexões de teor anti-maniqueísta.
Quanto a esses ditos diálogos que o qual o filme é constituído, estão entre os mais interessantes e perturbadores de sempre da historia do cinema. As falas são muito bem coreografadas, temporizadas que dão uma ideia que e as personagens estivessem realmente a conversar e não apenas a ler um guião, até mesmos interrupções e frases inacabadas o Robert Redford teve o propósito de submeter, apresentado ainda mais realismo e credibilidade. As interpretações, essas sim, não tendo nenhuma falha apresentar, por incrível que pareça todos os actores da fita estiverem bastante bem, principalmente Tom Cruise numa personagem que os eternos “fãs de ódio” vão adorar, visando o seu riso manhoso e forçado, bem apropriado ao seu papel de senador cujo discurso de puro americanismo revela o lado da opinião comum entre os americanos em relativo às ocorrências referidas no filme, não só, no Mundo (a ridícula rotulação do Eixo do Mal). Enquanto Robert Redford representa a opinião liberal e nada punível, Meryl Street dispõe a consciência, essa sim, o estado que cada vez mais cidadãos americanos assentem, a iniciação em interrogar a si próprios e não julgar os outros.
São no total 90 minutos de argumentação e discussão de ideias, com Robert Redford a transmitir segurança e experiencia no cargo de realizador, e o elenco a provar ser uma cartada de ases de copas, tudo superlativo e aparentemente sem falhas. Invulgar, alarmante, inteligente, complexo, Lions For Lambs é um drama poderoso deste final de época, claramente não será integrado na categoria de Melhor Filme dos Óscares, devido á sua catalogação de thriller político, mas é de facto dos melhores do ano, contudo é triste saber que o rotulo de propaganda sempre o seguirá até que o Dia de Mudança chegar. Mudem as mentes!
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