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Título
Take
12.8.12

Amigos bem-sucedidos!

 

Se referirmos êxitos de 2012, obviamente filmes como The Avengers (sendo já o terceiro filme mais rentável de sempre), The Hunger Games e até mesmo o ultimo Batman da consagrada trilogia de Christopher Nolan surgem primeiramente nas nossas mentes, contudo neste ano não nos fiquemos com apenas pretensiosas produções norte-americanas “arrasa-quarteirões”. Por isso é com satisfação que vos falo daquele que talvez seja o mais falado e surpreendente sucesso do ano, Intouchables, uma comédia dramática francesa baseado numa história real, “cartas” essas, não atractivas num mercado cada vez mais preferível por blockbusters e de grandes produções cujo o sucesso é algo tido como certo, porém o novo filme de Olivier Nakahe e Eric Toledano conseguiu arrecadar em todo o Mundo uns impressionantes 360 milhões de dólares de bilheteiras e foi visto por mais de 19 milhões de franceses na sua terra natal. Será que Intouchables merece o sucesso que tem obtido em todo o Mundo? A resposta é sincera … sim.

 

 

Tendo como titulo traduzido para Amigos Improváveis, a fita sensação francesa do ano remete-nos á história de Driss (Omar Sy), um jovem que vive num bairro social de Paris e que se submete ao trabalho de auxiliar de um aristocrata tetraplégico, Philippe (François Cluzet). Apesar da diferença e dos mundos em que ambos vivem, desenvolve-se entre os dois uma duradoura e forte amizade.

 

 

Intouchables é uma comédia dramática que vive do melhor de ambos os mundos, quando tenta ser engraçado, o filme torna-se hilariante sem com isso reduzir à banalidade do ensaio cómico que temos visto ultimamente, os gags são inteligentes e flexíveis para com a narrativa da fita e os contornos de “buddy movie” são impagáveis. Com temas como amizade, desgosto e tetraplégicos, noutras mãos, Intouchables poderia resultar num dramalhão de difícil digestão e com níveis de martírio nos pontos máximos, mas o trabalho de Nakahe e Toledano abandona qualquer evidência de lamechice e invocam a emoção em lugares e momentos que pouco se esperava. Uma produção equilibrada, hábil na separação como na união de dois géneros e de uma realização segura por parte de ambos realizadores que constroem assim uma narrativa envolvente e madura.

 

 

Porém, por parte o filme não funcionaria no seu todo se Omar Sy e François Cluzet não apresentassem desempenhos convincentes, carismáticos e principalmente uma química notável entre ambos. Os momentos em que os dois partilham o ecrã e que vivem situações agradáveis (como também as menos agradáveis) já se encontram entre as sequências mais deliciosas e incontornáveis deste ano cinematográfico. Uma surpresa afável que une drama e comédia em plena sintonia e que nos fazem sair da sala de cinema com um sincero sorriso estampado nos lábios. Sucesso improvável!

 

“100 euros says I can lose them.”

 

Real.: Olivier Nakahe, Eric Toledano / Int.: François Cluzet, Omar Sy, Anne Le Ny

 

 

O Melhor – a química entre os actores e a habilidade em equilibrar dois géneros distintos

O Pior – o preconceito em relação ao cinema francês

 

Recomendações – The Bucket List (2007), Due Date (2010), Bienvenue chez les Ch'tis (2008)

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:25
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3 comentários:
De Jorge Teixeira a 20 de Agosto de 2012 às 02:23
Também gostei muito do filme. O seu argumento mais despreocupado, seja nos clichés do género, seja numa estrutura mais típica de princípio, meio e fim, agradou-me imenso. Daí que seja um produto altamente aconselhável, e louvável nos dias que correm (não fosse ele fora de Hollywood :P).

Cumprimentos,
Jorge Teixeira
Caminho Largo (http://caminholargo.blogspot.pt/)


De Anónimo a 8 de Novembro de 2012 às 17:49
amei esse filme, sugerido pela nossa Professora de Francês - Evilene e assistido em sala de aula, foi realmente fantástico, nos emocionamos com o conteúdo, sorrimos e choramos ao mesmo tempo, teve momentos hilários e momentos tristes. Enfim, maravilhoso.

by Maria Goretti Silva Ramos


De Gustavo a 5 de Dezembro de 2012 às 17:54
Definitivamente um dos melhores filmes do ano, merece um óscar!


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