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5.8.12

Afundaram-me o porta-aviões!

 

O que dizer de um filme-blockbuster já por si baseado num famoso jogo de tabuleiro? Ideia parva, obviamente que vem sobretudo a reafirmar o facto de Hollywood não possuir mais criatividade para as suas grandes produções nestes últimos anos. Para tal reúne-se os responsáveis da Hasbro, essa companhia de brinquedos donde surgem os famosos Transformers e G.I. Joes (ambos já convertido a filmes) e o já megalómano Michael Bay como produtor executivo. Recruta-se Peter Berg, que depois de Hancock prova ser um “wanna be” Michael Bay, e "toca lá" a adaptar o jogo Batalha Naval para o grande ecrã. Todavia surge uma questão, com fazer uma conversão de um jogo de tabuleiro num mega-éxito de bilheteira, a resposta não poderia ser ainda mais óbvia, pega-se em pirotecnia com fartura, efeitos especiais de última geração e extraterrestres. Sim, leram bem, extraterrestres! Que segundo a nova fita de Peter Berg (que deixa de vez a sua câmara ao ombro), são seres de outra galáxia que invadiram o nosso planeta e que confrontarão directamente com a Marinha dos EUA, que se encontra também ela envolvida na produção deste blockbuster.

 

 

Battleship: Batalha Naval é também o trunfo de Taylor Kitsch no protagonismo deste ano após o semi-fracasso de John Carter. No actor assistimos todo os ingredientes perfeitos para o herói de nova geração, é carismático, corajoso quando é preciso, por vezes desastrado e é nele que se concentra o maior foco cómico da fita. Na sua “tripulação” ainda podemos encontrar o já convertido a deus do carisma, Liam Neeson, esse bad-ass actor cinquentão espalha a sua magia onde quer que esteja, porém na fita milionária de Peter Berg, parece estar integrado para o nome apenas surgir em cartaz. E pudera, face a um elenco pouco esforçado que vai desde Brooklyn Decker para puro deleite visual até uma entrada cinematográfica de Rihanna, onde a cantora pop agora aspirante actriz parece não ter vocabulário suficiente sem ser um sonoro “BOOOM”. No final disso tudo o capitão da Marinha Japonesa (Tadanobu Asano) seja a personagem mais interessante no meio disto tudo, para os mais atentos relembrarão o actor como o sádico e violento Kakihara do igualmente Ichi, The Killer de Takashi Miike.

 

 

Mesmo tendo desejos de ser um realizador ao mesmo nível de Michael Bay, Peter Berg prova ser um homem mais sóbrio na trabalhosa cadeira de direcção, todavia é ineficiente a transmitir acção pura, e aquilo que consegue são trapalhonas sequências de slow motion, quase eternas, com contornos ao burlesco, vazias e nada memoráveis. Um grupo de aliens que ninguém sabe ao certo os seus propósitos e um leque de personagens, todas elas heróicas e motivo de orgulho, fazem o resto deste quadro de patriotismo cego e deliberado.

 

 

A ideia e a concepção de Battleship chega a ser tão ridícula que involuntariamente pode gerar gargalhadas, tais como a cena em um grupo de veteranos de Guerra se reúne ao lado dos nossos "heróis" para combater os invasores alienígenas e das sequências que tentam replicar o dito jogo. Peter Berg consegue assim quase auto-ridicularizar o blockbuster e transformar um simples jogo de tabuleiro num update 2.0 do fenómeno Transformers. A evitar de certo este desmiolado entretenimento "nada barato".

 

"Mahalo, motherf.."

 

Real.: Peter Berg / Int.: Taylor Kitsch, Liam Neeson, Brooklyn Decker, Alexander Skarsgård, Rihanna, Jesse Plemons, Tadanobu Asano

 

 

O Melhor – Felizmente Peter Berg não é Michael Bay

O Pior – Infelizmente também não o é

 

Recomendações – Transformers (2007), Battle: Los Angeles (2011), Independence Day (1996)

 

Ver também

Transformers (2007)

Transformers – Revenge of the Fallen (2009)

Transformers – Dark of the Moon (2011)

3/10
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publicado por Hugo Gomes às 20:59
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