Data
Título
Take
29.7.07
29.7.07

 

Real.: Guillermo Del Toro

Int.: Ron Perlman, John Hurt, Selma Blair, Karel Roden

 

 

 

Em 1944, a Alemanha Nazi estava a perder a guerra e recorre a magia negra. Num ritual ocorrido numa ilha escocesa, o misterioso Gregori Rasputin (Karel Roden), pactuado com os nazis, tenta invocar Ogdru Jahad, os sete deuses do Caos. Mas são logo surpreendidos pelos Aliados, abortando assim a cerimónia, mas durante o tempo de ataque, o portal foi aberto e algo entrou no nosso mundo. Algo vindo dos confins do Inferno, um bebé demónio que apelidado de Hellboy (Ron Perlman), foi adoptado no seio do Gabinete De Defesa E Investigação Do Paranormal, tornando assim na sua arma secreta no combate da mesma.

Julgávamos estar perante uma inconsequente adaptação de uma BD de culto, mas ao contrario disso, Hellboy revelou-se numa surpresa destinada ao mesmo estatuto que a BD, ou seja, culto. Guillermo Del Toro não é novidade no campo das adaptações, tendo realizado em 2002 a sequela do vampiro mais famoso da Marvel em Blade 2, numa incursão mais rebelde que o original, mesmo que não tenha conseguido a mesma relevância no box-office. Com Hellboy, o autor mexicano consegue um delírio ambientado com a mesma fidelidade dos comics da Dark Horse, o goticismo que invade a fita já justifica por si a sua visualização da mesma.

Mas no que torna o filme tão irressistivel é mesmo a caracterização do protagonista, Hellboy, uma personagem mal-humorada, mas ao mesmo tempo corajosa e apaixonada, desempenhado correctamente e carismaticamente por Ron Perlman, tendo aqui o seu primeiro protagonismo depois de secundários no culto Guerra Do Fogo, o quarto capitulo de Alien e na sequela de Blade. A interacção entre os caracteres também dá que falar, movidos por uma precisão exemplar. Que apesar dos efeitos especiais e de toda aquela acção e pirotecnia é provavelmente o factor mais bem sucedido do filme.

Hellboy consegue ser mesmo uma das melhores adaptações de um personagem de BD, destinado ao culto, uma agradável surpresa nesse campo. Depois de Blade 2, Guillermo Del Toro prova ter garra para a BD e provando ao mundo que um mexicano consegue fazer toda a diferença. Para finalizar, cito uma das mais marcantes quotes da personagem interpretada por John Hurt: "In the absence of light, darkness prevails. There are things that go bump in the night, Agent Myers. Make no mistake about that. And we are the ones who bump back."


 

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 18:41
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