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Título
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12.5.12
12.5.12

A sorte segue os audazes!

 

Qual a probabilidade de calhar um Ás de espada num baralho de cartas? Um em 54. E de conseguir dois seis em um lançamento de dois dados? Um em 12. E de sobreviver a um acidente de avião? Um em milhão. A sorte para muitos é definida como um mero acaso, uma casualidade, e interpretada para outros através de probabilidades, porém Juan Carlos Fresnadillo o retrata como um dom, algo adquirido e com uma aura quase sobrenatural neste thriller de nome Intacto.

 

 

 

Segundo a obra, acredita-se que existem imensos sujeitos por todo o globo com atributos especiais, os sortudos, que absorvem a sorte dos outros através do toque. Vulgares para muitos, mas beneficiados pelos variados atributos casuais, esta classe de indivíduos se confrontam um contra aos outros em rituais e jogos, onde a aposta mais alta é a sorte dos outros.

 

 

Produção espanhola que tem como grande aptidão o seu argumento que quase bebe da mesma água dos filmes de suspense de M. Night Shyamalan ou de David Fincher, conseguido por vezes e com êxito, mimetizar tais ambientes. Fresnadillo aborda o tema da sorte / azar de uma forma próxima da hiperfísica, todavia sempre credível para os olhos dos espectadores, enquanto isso tem a seu dispor um elenco profissional e competente (destaque para Eusebio Poncela e o actor convidado Max Von Sydow) que conduz uma intriga sedutora, mas por vezes prejudicada pelo excesso de ambição que não consegue vingar no total face a este exercício, que sublinho interessante.

 

 

Enigmático e hipnotizante por vezes, Intacto é um thriller europeu que concebe originalidade, classe e profissionalismo na sua elaboração. Uma proposta interessante a não perder. Apresentado e elogiado em festivais de tamanha importância como Cannes, Sundance, Toronto e Fantasporto.

 

Real.: Juan Carlos Fresnadillo / Int.: Eusebio Poncela, Leonardo Sbaraglia, Monica Lopez, Antonio Dechent, Max Von Sydow

 

 

O Melhor – A ideia de um filme misterioso e criativo

O Pior – igual a muitas produções deste género, mais conceito e pouca expressão nele.

 

Recomendações – Panic Room (2002), Se7en (1995), 13 Tzameti (2005)

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 01:02
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