Data
Título
Take
7.5.12

Ironclad (2011)

 

Depois de Robin Hood a guerra continua!

 

O impendioso Rei João de Inglaterra foi obrigado pelos barões do seu reino a assinar a Carta Magna, em defesa da liberdade do seu povo. Tal evento tornou-se humilhante para o monarca que com a ajuda de mercenários dinamarqueses e a bênção do Vaticano decide elaborar um plano de vingança a todos que o conduziram á assinatura de tão importante documento. Ironclad de Jonathan English (não confundir com Johnny English) retracta a furtiva batalha de Rochester, elaborando um confronto que busca inspirações aos seus personagens (aqui vemos todo o tipo de guerreiros desde templários a marginais) e do gore medieval que consegue impressionar. Acção violenta sob o pretexto de registos históricos pode muito bem servir de entretenimento para os mais inconsequentes e gráficos espectadores, mas em Ironclad falta sobretudo um maior aprofundamento dos seus eventos ao invés de construir uma novelesca interacção entre as suas personagens. Este pseudo-épico porém tem ao seu dispor excelentes a carismáticos desempenhos, que vão desde o rude James Purefoy a um emotivo, esforçado e mesmo assim trágico Paul Giamati na pele do infame Rei João de Inglaterra e por fim não esquecer o sempre cool Jason Flemyng. Causa simpatia, mas infelizmente torna-se um pouco monótono e o desfecho é demasiado oportuno e rebuscado. Vale pelos actores e pelas sequências de acção, mas não confundir com um Braveheart ou Gladiator.

 

Real.: Jonathan English / Int.: James Purefoy, Brian Cox, Paul Giamati, Jason Flemyng, Kate Mara, Charles Dance

5/10

 

The Cave of the Forgotten Dreams (2011)

Sonhos perdidos, Imagens feitas!

 

O ultimo documentário de Werner Herzog segue em busca de um dos maiores artistas mundiais, não estamos aqui a falar de um Picasso ou de um Van Gogh, mas sim do simples Homem primitivo que pintava as paredes das cavernas de Chauvet, França. Através do olhar de vários investigadores, cientistas e antropólogos, poderemos nós próprios analisar estas pinturas rupestres que funcionam mais do que uma entrega aos espíritos do passado, mas sim um retracto de como viveu e morreu este berço da Humanidade. Herzog é incapaz de transmitir na totalidade a beleza destes achados, mas o pouco que consegue, o faz na perfeição e deixa-nos sem palavras. Não tentando ser de todo pedagógico, The Cave of Forgotten Dreams resulta num poema que revisa os primeiros indícios de arte e que os regista como documento para a posteridade. Poderão achar esta crítica demasiado pequena para um ensaio desta envergadura, mas na verdade é que existe muito pouco a apontar na direcção sincera e entusiasmante de Herzog e na posição do tema ou até mesmo da beleza parcial deste feito. Para quem desconhece, as pinturas de Chauvet são um primórdio da sétima arte, como se pode verificar na fita documentaria, na caverna residem as primeiras imagens em movimento, o verdadeiro antepassado dos desenhos animados da altura. Espirituoso.

 

Real.: Werner Herzog / Int.: Werner Herzog, Dominique Baffier, Jean Clottes

9/10

 

I’m Still Here (2010)

Se ao menos fosse o Borat …

 

Joaquin Phoenix anuncia assim o fim da sua carreira como actor e o início da sua jornada a cantor de rap industrial, a comunicação social foca assim com tamanha intensidade este retiro e segue de perto aquele momento que muitos apelidam de “a queda de um dos melhores actores da sua geração”. Calma pessoal, é que afinal I’m Still Here, documentário realizado pelo cunhado do nosso protagonista, o também actor Casey Affleck, é um embuste, um trapaceiro descendente dos “apanhados” que tenta quase como humilhante alcançar o mediatismo através de uma situação criada manipuladamente por esta cumplicidade. Trata-se de um filme-momento, em que após termos conhecimento de tal estratagema, deixa de ter todo o sentido e porventura, objectivo. O actor de Walk The Line e Two Lovers revela talento em interpretar a sua própria decadência e consegue criar no meio de tanto alarido, um ícone anedótico imitado “over and over again”. Piadinha de mal gosto que nem atinge parâmetros de sátira que pudesse funcionar no seu futuro como obra, resumindo a todo este documento a um conjunto de pseudo-metáforas de situações quase surrealista e morbidamente decadentes. Inútil!

 

Real.: Casey Affleck / Int.:  Joaquin Phoenix, Casey Affleck, Sean 'P. Diddy' Combs, Ben Stiller

3/10

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publicado por Hugo Gomes às 22:42
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