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8.3.12

Um dia que reflecte a sociedade!

 

Los Angeles é uma das cidades mais movimentadas e mais violentas dos EUA, isso faz da LAPD (Los Angeles Police Department) uma dos mais atarefados departamento de polícias, automaticamente um dos mais retratados no subgénero policial hollywoodesco. Sendo que corrupção de sistema e mesmo dos indivíduos o qual caracterizamos como autoridades sejam o ingrediente principal de muitas dessas obras, mais do que o simples combate ao crime.

 

 

The Training Day de Antoine Fuqua é um desses herdeiros directos do clássico subgénero que causou sensação no final dos anos 60 e 70 e que ainda hoje perdura com toda a sua actualidade. Não sendo completamente um dos exemplares mais citados e mais originais do ramo classificativo, é porém uma das fitas que se destaca pela valorosa personagem de Denzel Washington (galardoado com um Óscar) que oferece á narrativa o seu poço de interesse e a sedução de cada frame. O actor na pele de Alonzo Harris, é uma montanha de dinamite pronto a explodir a qualquer momento, onde a sua prestação varia entre a insegurança que consegue arrancar ao espectador até mesmo á simpatia pelos mesmos. Mais do que isso, esta figura anti-heróica torna-se no próprio reflexo á corrupção policial e á má conduta da autoridade policial. Na outra face da moeda temos Jake Hayot (Ethan Hawke), o conjunto da moralidade descrita com pouca força num empenho competente mas apagado do actor, difícil ofuscar Washington em cena.

 

 

Hayot e Harris representam a ética e o oportunismo, o abuso de poder e a ingenuidade face aos falsos maniqueísmos. E quanto o espectador desacreditar no papel do agente da autoridade como figura simbiótico á sociedade, e acreditar piamente numa linha ténue que separa do bem e do mal, onde cada vez mais o policia se confunde como o próprio criminoso, então filmes como este Training Day fazem todo o sentido.

 

 

Pode não ser o clássico que esperávamos, mas é um dos mais envolventes policiais do nosso tempo, apesar de ser um pouco sobrevalorizado face ao desempenho de Washington (sem ele a fita não teria o mesmo impacto), e verdade seja dita, o actor já merecia a estatueta há muito e talvez mais merecedora. Escrito por David Ayer, com uma carreira que se concentra neste estilo de obras que vai desde Dark Blue (2002) até Harsh Times (2003).

 

“Go on and walk away... 'cause I'm gonna' burn this motherfucker down. King Kong ain't got shit on me”

 

Real.: Antoine Fuqua / Int.: Denzel Washington, Ethan Hawke, Scott Glenn, Tom Berenger, Harris Yulin, Eva Mendes

 

 

 

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:14
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