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3.2.12

Reinvenção = remake com qualidade!

 

Ao assistir em 2009 à "engenhosa" peça de thriller que foi Millennium de Niels Arden Oplev, a adaptação do best-seller de Stieg Larsson, a ideia de um remake norte-americano já era de início uma ideia previsível e que por si nem merecia qualquer indignação, mas por um lado, tendo em conta o rico material encontrada no universo de Larsson, a violência e a desumanidade por baixo das camadas de civismo, imaginávamos um realizador do potencial de um David Fincher para ser o homem perfeito para o tarefa. E é com obras como Se7en – Sete Pecados Mortais ou até mesmo o subestimado Zodiac que especulamos a alma negra do remake, ou contrariamente a este pensamento o vimos como um dos mais esperados filmes do final de ano. Millennium é também uma história digna de Fincher, e essa compatibilidade nos oferece assim uma versão mais fiel, mais humana e obviamente mais comercial, perdendo com isso, face à variação nativa, a sua sinistralidade.

 

 

Não quero entrar aqui em comparações entre as duas sagas, a completa sueca e a iniciada hollywoodesca, mas nada disso funcionaria se o foco de atenção não fosse Rooney Mara, a actriz o qual David Fincher ficou fascinado no seu The Social Network, tem aqui o papel da forte personalidade feminina Lisbeth Salander, anteriormente interpretado por Noomi Rapace. A variação de Mara é porém mais frágil e em certos pontos mais tocantes, sem querendo com isto salientar qual das duas interpretações é a melhor. A sua química com a personagem Mikael Blomkvist, aqui desempenhada com Daniel Craig, é bem trabalhada, e nota-se mais cumplicidade entre os dois, talvez um dos pontos mais fracos do original de Stieg Larsson. Outros destaques a nível interpretativo estão Christopher Plummer e um arrepiante Stellan Skarsgard.

 

 

David Fincher com o auxílio do eficiente argumento Steve Zaillian, consegue atingir alguns tópicos que fortalecem o remake, um deles é a relação amorosa de Blomkvist com a sua co-editora da revista Millennium (Robin Wright), em consequência disso consegue um resultado perfeito no desfecho da fita, aliás um pouco diferente da história narrada na obra de Niels Arden Oplev. O argumento ainda se libertou em diferenciar da matéria-prima em diferentes aspectos, dando um rumo diferente à referenciada história, mas igualmente idêntica a mesma no que requer ao destino.

 

 

Em Millennium 1 – The Girl with the Dragon Tatoo somos “bombardeados” com a magnificência técnica o qual já estamos habituados na obra de Fincher, quer pela fotografia, pela banda sonora, ou com a criatividade dos créditos iniciais ao som de um cover da Immigrant Song dos Led Zepelin, interpretada por Trent Reznor e Atticus Ross. David Fincher prova ser assim o homem indicado para converter a trilogia sueca num thriller pleno de ingredientes hollywoodescos e o faz com tamanha consideração, sendo que a acção decorre novamente na Suécia tendo não adaptado para terras do tio Sam. Até parece que Steig Larsson foi feito para Fincher.

 

" The fear of offending is stronger than the fear of pain."

 

Real.: David Fincher / Int.: Daniel Craig, Rooney Mara, Robin Wright, Stellan Skarsgard, Christopher Plummer

 

 

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Millennium 1 – Men That Hated Women (2009)

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:58
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2 comentários:
De ArmPauloFer a 6 de Fevereiro de 2012 às 14:35
Concordo em geral com a critica excepto a classificação, que daria 7/10 (Bom) e sim esses 9/10 ao sueco (que é superior).


De Joao a 6 de Fevereiro de 2012 às 22:30
Comparei um pouco este filme com o outro e de facto na minha opiniao gostei um pouco mais da interpretaçao da Noomi Rapace. Mas as duas estiveram muito bem.


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