O simples copy / paste!
Em 2009, ficamos a saber que existem meninos que não aguentam Las Vegas, agora em 2011 descobrimos que também não se dão com Bangkok. The Hangover de Todd Phillips conseguiu render cerca de 460 milhões de dólares, tornando-se numa das comédias mais lucrativa de sempre, mas não só nas bilheteiras que esta “ressaca” se tornou um estrondo, a critica e a opinião do público se uniram e aclama-lo como uma das melhores e mais originais do seu género. Assim sendo, com todo os ingredientes mais que necessários para tornar possível a iniciação de um franchising, eis que surge esta sequela mais musculosa, porém menos inspirada. Desnecessário, a história base de The Hangover é ideal para um único filme, cuja continuação seria á partida forçada, tendo em conta que o desejo dos envolvimentos era reciclar situações e personagens do anterior. Por isso é que The Hangover Part II será um sucesso instantâneo, mas é também se assume como um descarado “déjà vu” de hora e meia. Assim sendo as peripécias de Phil, Stu e Alan agradarão a todos aqueles que vibraram com a inesquecível despedida de solteiros em Las Vegas, mas estranho será a sensação de que no final nada muda, ao invés disso se transforma. Para mal dos nossos pecados vêm aí o terceiro.
Real.: Todd Phillips / Int.: Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis, Paul Giamatti
O fim do legado?
Por fim chegamos ao derradeiro capítulo da mais lucrativa saga de terror, Saw, que foi criado por James Wan em 2004 e se revelou no extremo exercício gore com algumas surpresas pelo meio. Vítima da devoradora máquina industrial, o seu “sumo” originou seis sequelas, todas elas repletas de armadilhas mortais pensadas como os atractivos destes contos escritos a sangue e tripas. Durante as continuações, a história se confundiu, embaralhou e tornou-se inarrável, como não existe mais volta a dar pelos argumentistas, anuncia-se o capítulo final e o 3D como ultimo recurso para surpreender o box-office, o resultado foi inevitável, o pior dos sete filmes. Uma desorganização pegada, sem brilho nem fruto, que até mesmo as armadilhas macabras, único ingrediente que restava no franchising, tornam-se artificiais e gastas. O elenco, esse não se fala, do pior, e o twist final desmazelado. Os únicos pontos positivos que poderíamos pegar nesta mazela inteira, é o facto de anunciar como a última das torturas. Saw! Enough!
Real.: Kevin Greutert / Int.: Tobin Bell, Costa Mandylor, Betsy Russell, Cary Elwes
Ninguém é inocente!
Stone era daquelas obras que tinha tudo para ser um dos grandes filmes de 2010, porém conseguiu ser uma das mais enfadonhas fitas do ano. O resultado está muito aquém, porém é de louvar os excelentes desempenhos de Edward Norton e de Frances Conroy, e salientar a fracassada perfomance de Robert DeNiro, quanto a Milla Jovovich, devia ficar somente pelos Resident Evils já que aqui é um erro de casting. O filme de John Curran (The Painted Veil) sobrevive através da premissa e da ideia de uma história de manipulação para com um oficial de liberdade por parte do prisioneiro Stone (Edward Norton), mas o realizador esqueceu-se que por vezes as películas não se fazem por ideias, há que também envolver o espectador na intriga, o que não acontece. Bocejante, desequilibrado e sem brilho, por vezes nem um elenco salva um filme da iminente ruína.
Real.: John Curran / Int.: Robert DeNiro, Edward Norton, Milla Jovovich, Frances Conroy
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