Data
Título
Take
9.5.11

Quem ri por ultimo …

 

Quando uma brincadeira dá mau resultado, os irmãos Thomas (Paul Walker e Steve Zahn) enfrentam mortais consequências. Tudo acontece quando durante uma viagem, o irmão mais velho e acabado de sair da prisão, Fuller Thomas (Steve Zahn) convence o seu congénere a pregar uma partida a um camionista solitário, quando este descobre que tudo faz parte de um jogo, decide recorrer todos os meios possíveis para se vingar da dupla.

 

 

John Dahl (Rounders, Red Rock West) dirige assim este thriller de categoria B, mas experiente nas suas variações do género. A sua verdadeira influência advém da obra de culto de 1971, Duel, aquele que foi a obra que revelou Steven Spielberg, um telefilme que espantou tudo e todos, demonstrando o duelo de um simples condutor (Dennis Weaver) que enfrenta um misterioso camião em plena auto-estrada. Tudo se resume a um arrepiante e sempre cheio de suspense e mistérios jogo de gato e rato. No caso de Joy Ride temos não só uma vertente da obra referida como uma hábil mistura de eficazes exercícios do género, passando pelo cinema de Alfred Hitchcock, ora Psycho representado nas imagens de motel, ora Rear Window, muito bem representado na sequência em que os irmãos apercebem-se do homicídio mesmo no quarto ao lado. Ou seja, John Dahl consegue e muito bem filmar o mistério, mesmo sob as condições da previsibilidade.

 

 

È claro que todo este exercício do thriller tem o seu “irritante” lado comercial, falo do gore que por vezes surge, mas que felizmente não vende por inteiro. Quanto ao elenco é de dar graças a Steve Zahn, com um desempenho envolvente (a verdade seja dita não existe melhor sidekick que ele no cinema norte-americano), até Paul Walker encontra-se recomendável, tendo em conta que estava preste a conduzir a toda a velocidade com Fast and Furious (Rob Cohen, 2001), que não são conhecidos pelas interpretações obviamente. Ainda temos o melhor desempenho de Leelee Sobieski, sem isto querer dizer muito, já que a rapariga tem mais beleza que talento para a coisa.

 

 

Joy Ride é assim um thriller sem grande ousadia, sem grandes surpresas no seu argumento, mas que entrega o espectador aquilo que pedia (até demais tendo em conta que pode ser confundido com “suspense de pacotilha”), e ainda temos John Dahl a brindar-nos com algumas lições bem estudadas de Hitchcock e Spielberg. Recomendo!

 

Real.: John Dahl / Int.: Paul Walker, Steve Zahn, Leelee Sobieski

 

 

Ver Também

Rear Window (1954)

6/10
tags: ,

publicado por Hugo Gomes às 22:39
link do post | comentar | partilhar

sobre mim
pesquisar
 
arquivos
2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


recentemente

A Liga da Justiça decepci...

Primeiro vislumbre da seq...

Arranca o 11º LEFFEST – L...

The Square (2017)

Pedro Pinho avança com no...

Justice League (2017)

Hitman será série de tele...

Vem aí novo spin-off de S...

Afinal vai mesmo haver sé...

Gal Gadot recusa fazer Wo...

últ. comentários
Nice. Ansioso por ler a crítica e a entrevista ent...
Rapaz, o Lucky já o vi em visionamento de imprensa...
Em quais sessões estás interessado? Amanhã vou ver...
Ando por lá, sim, nem que seja só para entrevistas...
Aquela música, meu! Voltei a ser criança. Hugo, pe...
Takes
10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
0/10 - Nulidade
stats counter
HTML Hit Counter
counter
links
mais comentados
25 comentários
20 comentários
13 comentários
12511335_1084470088250815_732384524_o
subscrever feeds
blogs SAPO