Data
Título
Take
14.11.07

 

Real.: Michael Mann

Int.: Tom Cruise, Jamie Foxx, Jason Statham, Mark Ruffalo, Javier Bardem

 

Começou como um noite como outra qualquer para Max (Jamie Foxx), um taxista de Los Angeles, o qual a aparente normalidade muda drasticamente quando recebe um estranho passageiro que se dá pelo nome de Vincent (Tom Cruise), que segundo consta está de passagem pelos Los Angeles para concretizar um certo serviço, esse mesmo serviço que irá marcar essa mesma noite.

Um filme de Michael Mann, é sempre um evento cinematográfico, e este Colateral não é excepção. Mann utiliza o melhor de Hitchcock, quer num ambiente de Los Angeles, onde o mistério e o suspense pairam no ar, quer no conceito que coisas bizarras acontecem a pessoas comuns no dia comum. O realizador de Heat, responsável pelo encontro de dois titãs do cinema norte-americano (Al Pacino e Robert De Niro), encontra-se como um peixe dentro de água por detrás das câmaras, sendo este um realizador de planos, filmando uma poesia urbana que se instala nas imagens (a imagem do coiote da cidade, um estranho numa estranheza), banda sonora e nas expressões faciais dos actores. Principalmente Tom Cruise, irreconhecível, na pele de “hitman” com mais paleio filosófico que propriamente disparos, um dos seus melhores desempenhos dos últimos 5 anos.

Igualmente surpreendente está Jamie Foxx na composição de um homem comum, o actor mal desperdiçado em projecto como Shade, Bait e também de Michael Mann, Ali, tendo aqui uma oportunidade inigualável de brilhar, mas é evidente e mesmo o seu esforço, este não consegue ofuscar Cruise, quando ambos estão no mesmo plano. No elenco também podemos contar com uma cena inicial de Jason Statham, o condutor regrado de Transporter, um cameo de Javier Bardem, um senhor que preenche totalmente o seu “bocadinho” de antena e Mark Ruffalo, que fora o de todos, o mais mal tratado em termos de caracterização.

Collateral é um filme elegante, discreto que tem como único defeito a sua previsibilidade lá mais para o final, atingido a maior altitude de clímax, mas fugindo claramente do género de suspense que o filme se prendia. Um dos melhores filmes de Michael Mann e um orgulho do legado deixado por Hitchcock.

9/10
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publicado por Hugo Gomes às 21:28
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