Será o feliz para sempre?
É de maravilhas, aquilo que o ogre verde conseguiu arrecadar em todo o mundo, com três filmes animados que resultam numa receita de 2 biliões de dólares em todo o Mundo, colocando a Dreamworks, a empresa fundada por nomes sonantes como Steven Spielberg á frente da sua rival Pixar, que trabalha em conjunto com a Disney. Shrek é assim um dos símbolos desse mesmo estúdio e uma figura chave da animação digital. O seu historial inicia em 2001 com um curioso, irreverente filme de Andrew Adamson e Vicky Jenson que brincava com os estereótipos e arquétipos da fábula á la Walt Disney, porém a verdade é que este quarto e derradeiro capítulo anuncia-se como uma rendição a sua “arma de defesa” e marca, ou seja o produto rei da Dreamworks torna-se assim um aficionado em fábulas recorrendo às características que havia renegado em 2001 e aos poucos incitando em 2004 e 2007.
Em Shrek Forever After (recorrendo ao trocadilho “four = quatro”) nos transporta a uma vida pacífica do carismático ogre, agora pai de três bebés que muito trabalho dão. Sofrendo uma crise de identidade e sonhando com os seus velhos tempos de criatura feroz e medonha, faz um pacto com o charlatão Rumperstillskin (Walt Dohrn) (talvez o vilão á altura para o personagem que Mike Meyers empresta a voz). Enganado, Shrek cai numa maldição que para quebra-lo terá que provar o seu amor por Fiona (Cameron Diaz).
De todas as sequelas, Shrek Forever After é a de todas a mais criativa, porque se ousa em não seguir a linha narrativa dos anteriores e oferecer ao “cansado” ogre o seu digno final. Este quarto capítulo é o mais negro, o menos cómico e o mais formal da saga animada, é um centro de personagens cansadas devolvidas às audiências com um esplendor visual glorificado com a tecnologia 3D que refresca esta aventura de Bué Bué Longe. A sua fórmula de sucesso não encanta, mas agrada aos defraudados pelo terceiro filme, porém é verdade que nada resultaria se o ogre verde não defronta-se um carismático vilão que derivado a inúmeros factores se torna muitas vezes no verdadeiro protagonista da fita. Exibido como a retrospectiva que o personagem central da Dreamworks merecia e a promessa do tão esperado final, encerra assim uma das histórias mais lucrativas de sempre. Destaques para o conjunto de personagens que este universo nos ofereceu numa década.
Real.: Mike MItchell / Int.: Mike Meyers, Cameron Diaz, Eddie Murphy, Antonio Banderas, Walt Dohrn, John Cleese, Julie Andrews
Ver Também
Cinebloggers Awards - Vencedores 10/11
Cinebloggers Awards - Vencedores 09/10
Cinebloggers Awards - Vencedores 08/09
Cinebloggers Awards - Vencedores 07/08
Arquivo de Criticas
Outras Categorias
25 Essenciais da Decada de 2000-2009
Desafios
Meus blogs de cinema predilectos, Os
Sites de Cinema
Mais Blogs de Que Se Fala Cinema
Novidades Cinema // Movie News