Hype paranormal!
Qual foi o maior êxito do ano? Será o recordista Avatar com os seus 2 biliões de dólares rendidos em todo o Mundo? Será o febril New Moon, a sequela de Twilight, o mais recente Harry Potter ou o festim tecnológico de Transformers 2? Não, o maior êxito cinematográfico do ano 2009 é de facto Paranormal Activity, o filme de terror indie de Oren Peli, rodado como um Blair Witch Project se tratasse. Custando apenas 15 mil dólares, tão pouco como um simples vídeo caseiro, conseguiu realçar entre a produção competitiva norte-americana graças a um marketing inteligente por parte da Paramount, que após Steven Spielberg visualizar tal fita e de lhe causar arrepios decidiu então comprar os direitos a Oren Peli e após dois anos depois eis que estreia um improvável êxito de bilheteira. Paranormal Activity conseguiu render em todo o Mundo um agradável 150 milhões, que ao comparação ao seu orçamento inicial, tornando assim num dos lucrativos filmes que há em memoria.
Porém todo o sucesso deste mockumentario de terror deriva da bem pensada publicidade e marketing envolto da obra, porque em conteúdo a fita de Oren Peli é o sinonimo de “muito barulho para pouco”. Paranormal Activity finge ser um vídeo amador de um casal que decide filmar os paranormais fenómenos que se concentram em sua casa, estas chamadas “actividades paranormais” ocorrem quando o casal dorme descansado em sua cama, a câmara ligada consegue captar sombras, misteriosos movimentos de objectos como o abrir e fechar da porta e outros comportamentos inexplicáveis. Nesse facto, o interesse do realismo e não do espectáculo pipoqueiro, Paranormal Activity ganha pontos e em alguns momentos consegue assustar porque é capaz de fornecer um clima para tal, um ambiente tão credível como a nossa própria casa.
Mas por detrás dessa colecção de poltergeists, existe uma urgência em terminar a fita da melhor maneira, Oren Peli revela-se criativo em tal forma, mas perde-se porque o interesse crescente em toda a narrativa é dissipado logo de bandeja, ou seja, quando a fita realmente começa a fermentar no espectador uma inquietante sensação, o realizador não consegue dispersa-lo e prolonga-lo, sendo assim termina a fita, dando o pressentimento que a finalizou cedo de mais. Paranormal Activity é mais hype que propriamente qualidade, não justifica o título de um dos filmes de terror mais assustadores da década, mas é sim, o exemplo norte-americano do género mais interessante do ano 2009.
Real.: Oren Peli
Int.: Katie Featherston, Micah Sloat, Mark Fredrichs
A não perder – para quem acreditou piamente que se tratava de um filme verídico
O melhor – a criatividade de Oren Peli por não vender-se por tão pouco
O pior – o hype envolto
Recomendações – Blair Witch Project (1999), Poltergeist (1982), The Exorcist (1973)
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Ante-Cinema - «Critica» - Actividade Paranormal
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