Real.: Wes Craven
Int.: Heather Langenkamp, John Saxon, Johnny Depp, Robert Englund
Nancy (Heather Langenkamp) e os seus amigos tem ultimamente sofrido de terríveis e misteriosos pesadelos, o estranho é que em todos eles é de um homem desfigurado e com um luva com lâminas, que se apelida por Freddy Krueger (Robert Englund), os perseguem incansavelmente. Mais tarde os amigos de Nancy começam a morrer um por um, a jovem rapariga começa então a desconfiar que os ditos pesadelos poderam ser mesmo reais.
Se filmes como The Exorcist, The Texas Chainsaw Massacre e Jaws terem apavorado uma geração e continuando nos dias de hoje como alguns dos mais aterradores filmes de sempre, outra obra conseguiu “tirar” algumas noites de sono aos espectadores da época. Estreado como um mero filme de terror independente de baixo orçamento e saído triunfante nas bilheteiras, como no sucesso que conseguiu cultivar, A Nightmare on Elm Street inspirou um novo tipo de “slasher movie” e deu-nos a conhecer um dos mais assustadores monstros de Hollywood (Freddy Krueger – sempre interpretado por Robert Englund) como também iniciou um dos mais bem sucedidos franchises da New Line Cinema, muitos anos antes de O Senhor Dos Anéis estremecer o box-office mundial.
Wes Craven, é aquele tipo de realizador que podemos expressamente dizer “tem dias”, no seu total possui um grande número de obras falhadas mas só alguns resistem muito devido á ”musa de Craven” e um pouco mais de trabalho e nisso este conseguiu marcar duas décadas de terror, nos anos 80 com este Um Pesadelo em Elm Street e em 1996 com o surpreendente Gritos, que se torna uma salada referencial de todos os estereotipos do slasher movie. Mas voltando ao filme, depois de ter falhado constantemente nas suas obras anteriores, Wes Craven teve a genial ideia de juntar um assassino de crianças e pesadelos, num bem trabalhado argumento, que nunca nos revela facilmente a premissa durante o filme. Junta-se alguns actores competentes (não sendo estrelas e não devendo ser comparados aos actores de “meia-tigela” das sequelas de Sexta-Feira 13) e para juntar o útil ao agradável a estreia mundial de Johnny Depp, o qual pertence a uma das sequencias mais emblemáticas do género, muito suspense e vísceras (sem caindo no exagero ou no prazer “mórbido”), ciência relativa a sonhos e enfies á mistura, uma intriga longe do básico “teen-movie” e um ambiente negro e sinistro muito raro nos filmes de hoje, isto tudo resulta numa espécie de obra de arte, Wes Craven consegue aqui repetir a mesma formula que John Carpenter com Halloween, traduzindo a palavra medo para o grande ecrã. O mesmo pode-se aplicar á arrepiante banda sonora do filme.
Arrisco-me a dizer que A Nightmare on Elm Street poderá ser um dos melhores e mais marcantes filmes de terror dos anos 80, o sucesso foi tal que conseguiu originar mais 6 sequelas (julgavam que era só o Saw), três delas passaram pelo pior da serie Z (o 2º, 4º e o 6º capitulo) e Wes Craven só chegou a realizar o capitulo sete, que estreou discretamente em 1994 sem grande impacto, apesar da sua qualidade. Contudo nos dias de hoje, o filme de 1984 poderá estar um pouco ultrapassado a nível de efeitos especiais e de sustos, mas não esquecemos que no seu tempo, este filme metia muito, mas muito medo. Para quem desejar fazer directa ...
Ver Também
A Nightmare on Elm Street (2010)
A Nightmare on Elm Street 2 – Freddy’s Revenge (1985)
A Nightmare on Elm Street 3 – Dream Warriors (1987)
A Nightmare on Elm Street 4 – Dream Master (1988)
A Nightmare on Elm Street 5 – Dream Child (1989)
Freddy’s Dead – The Final Nightmare (1991)
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