Real.: Mikael Håfström
Int.: John Cusack, Samuel L. Jackson, Mary McCormack, Tony Shalhoub
Mark Enslin (John Cusack) é o escritor da obra “Dez noites Em Quartos De Hotéis Assombrados”, o qual ele passa um noite nos quartos mais infames e arrepiantes da América, como missão de desmitifica-los. Quando recebe um estranho postal que dizia “não entres no quarto 1408, do hotel Dolphin”, Enslin encara como um desafio e decide passar uma noite nesse quarto de hotel maldito. Ignorando os avisos do gerente do hotel (Samuel L. Jackson) sob a afirmação que ninguém durou 1 hora, vivo naquele quarto, o que aprecia um simples noite de descanso, torna-se numa viagem infernal.
Tentem juntar “O Conto De Natal” com fantasmas do passado, presente e futuro incluindo e Shining, esse grande filme de Stanley Kubrick. Escritores com problemas conjugais, quartos de hotel, paranóia e fenómenos paranormais são o que tem de melhor este mestre da literatura, Stephen King, talvez o autor mais vezes adaptado ao grande ecrã e um dos mais importantes escritores da literatura fantástica da América do Norte. Para quem nunca ouviu falar dele, o que acho muito estranho, foi o autor de obras transcritas para filmes como Os Condenados De Shawshank, Green Mile, Misery e o emblemático Shining, que englobam alguns dos melhores trabalhos cinematográficos vindo da mente do autor.
1408 é á partida um filme de Hopkins, é só juntar um escritor e um hotel que um certo filme protagonizado por Jack Nicholson (não me façam dizer o nome outra vez…pronto, Shining), sendo essa a forma do autor conseguir penetrar nas suas historias, é serem protagonizadas por escritores, por isso verificamos imensas obras com esse estereotipo. O realizador escolhido é Mikael Håfström, o mesmo que apresentou e levou Cruel aos patamares da Nomeação de Melhor Filme Estrangeiro, é um realizador nato em ambientes, o que resultou num interessante ponto de vista o hotel Dolphin, que é ao mesmo tempo perturbador e charmoso. Mas no que se trata em terror psicológico, Håfström mostra ser um zero á esquerda e não é por falta de actor porque John Cusack faz um grande esforço em sair incólume, a sua personagem tem densidade emocional e psicológica, mas o medo que ele expressa não nos consegue englobar, ou seja, é ver John Cusack com as mãos na cabeça como um demente, a gritar, a suar e constantemente a entrar em pânico, mas que infelizmente nós não partilhamos o seu medo, porque Håfström não consegue ir mais além do que o medo superficial que vive apenas do suspense obtido, e penso que não era bem isso que se queria.
Sem querer desfaze-lo e leva-lo ao mesmo nível que muitas inocuidades deste género que cada vez mais perde originalidade, 1408 resulta num filme falhado e passageiro, que o qual Cusack é o motivo necessário em tendo em conta a sua visualização. Em termos de filmes adaptados de King podemos juntar á mesma sala das mediocridade como A Janela Secreta. Recomendo antes Shining e vejam o que é o medo em pessoa.
5/10 **
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