Crepúsculo, aberrações e circo!
Parece que em 2009, os irmãos Weitz estão de certa forma ligados ao universo vampiresco, se por um lado Chris Weitz, que depois do fracasso de Golden Compass, irá vibrar o “mundo” com o esperadíssimo New Moon, sequela do êxito Twilight, Paul Weitz (aquele que por algum motivo foi considerado o mais talentoso dos dois) se aventura no universo de Darren Shan, em Cirque Du Freak – The Vampire’s Assistent, a primeira de uma breve trilogia do fantástico. Longe do histerismo e da pretensão que na probabilidade New Moon irá ter, The Vampire’s Assistent consegue consistir numa agradável surpresa, primeiro que o humor sempre o persegue e Weitz (Paul, claro) optou por um sentido de humor mórbido, negro, sem medo de ousar, o que torna-o numa narrativa descontraída, mesmo a história de vampiros aqui representada esteja mais que ultrapassada.
The Vampire’s Assistent é a história de Darren (Chris Massoglia), um normal rapaz de 16 anos com uma vida perfeita que decide negociar com o misterioso Larten Crespley (John C. Relly), um vampiro com cerca de 200 anos que trabalha num circo de aberrações. A proposta foi Darren tornar-se em meio-vampiro, como função de servir de ajudante a Crespley, para poder salvar o seu melhor amigo, Steve (Josh Hutcherson), da morte certa.
C. Relly está intrinsecamente irreconhecível, possuidora duma auto-estima invulgar como actor, longe daqueles personagens frágeis ou dos cómicos de sempre ao lado de Will Ferrell, e Josh Hutcherson revela-se cada vez mais num sujeito promissor no mundo do espectáculo, já por outro lado, Chris Massoglia, não tem carisma, nem garra suficiente para protagonista, com que faz com que facilmente torcemos pelo grupo de vilões que na sua heróica jornada. A juntar a este gótico espectáculo está Salma Hayek, que transpira sensualidade por tudo o que é sitio, mesmo desempenhado uma mulher barbada e Ken Watanabe a possuir momentos divertidos na fita e um obeso Michael Cerveris, a preencher os requisitos de vilão megalómano, ainda com pouca relevância neste terreno cinematográfico.
O resto são, como o título indica, o conjunto de aberrações que vão desde as criaturas apresentadas até uma trama adolescente que roça os primórdios do Twilight. Porém Paul Weitz concretiza aqui um trabalho, mesmo que imperfeito, visualmente cativante e divertido. E para meter mais água na fervura, sim, esta obra comercialmente menor é superior ao Crepúsculo.
Real.: Paul Weitz
Int.: Chris Massoglia, Josh Hutcherson, John C. Relly, Salma Hayek, Michael Cerveris, Ken Watanabe
A não perder – Para quem não aguenta esperar pelo New Moon
O melhor – John C. Relly e o ambiente gótico-cómico
O pior – não é um épico vampírico, nem um filme de Tim Burton, mas …
Recomendações – Twilight (2008), New Moon (2009), Lemony Snicket’s A Serie of Unfortunate Events (2004)
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