Les guerres d'Étoiles
Muitas vezes apelidado de o “Spielberg gaulês”, Luc Besson exerceu muito essa alcunha para poder atrair milhões ao ver os seus filmes, quer realizados, escritos ou produzidos. De certa forma, Besson é aquele sujeito que poderia fazer falta, por exemplo, no cinema português, o qual a sua aspiração por Hollywood poderia concretizar uma melhor distribuição das fitas, cuja ambição e as proporções hollywoodescas se sentiam em produções megalómanas e ousadas em estúdios muito limitados. Depois de Nikita e Leon (uma das melhores fitas de acção dos anos 90), Luc decide elaborar Fifth Element, aquele que foi á sua altura a produção mais cara da França, como também um dos seus maiores êxitos, um roçar pelo universo do space opera, um “virgem” caminho do cinema francês, o que consegui foi fazer um festim de efeitos especiais e de sequências de acção de fazer inveja a qualquer grande produção norte-americana. Devido a isso, optou-se por uma fita falada em inglês, com um elenco que varia entre a “russa” Milla Jovovich (O Regresso á Lagoa Azul) e a estrela de Hollywood, Bruce Willis, que volta a interpretar mais uma das suas variações de Die Hard, ou seja, o fantasma de John McLane o persegue sempre. Ian Holm e Chris Tucker preenchem o resto, o ultimo com um dos mais hilariantes e mesmo assim descabidos desempenhos de toda a fita, mas a verdadeira estrela é mesmo o invulgar vilão, Gary Oldman na pele de Zorg, que nos dá a ideia de que este homem é realmente multifacetado no papel dos antagónicos, como já vimos em Leon. Escrito por Besson, The Fifth Element é uma fita de ficção científica que consegue equilibrar graças a um apurado sentido de humor, mas o argumento é descabido, inconclusivo, chegando mesmo a ser básico e imaturo, ou seja todo o Universo deste Quinto Elemento é uma caricatura do melhor que se fez na space ópera de Hollywood, entre os quais Star Trek e Star Wars. Vinga-se nos efeitos especiais, nos papéis de muitos actores, mas enfraquece quanto ao argumento. O Die Hard da ficção científica segundo Luc Besson.
Real.: Luc Besson
Int.: Bruce Willis, Milla Jovovich, Gary Oldman, Chris Tucker, Ian Holm
Imagens
A não perder – passar duas horas descontraídos sem grandes pretensões, nem seguir á linha o argumento.
O melhor – um homem chamado Gary Oldman
O pior – um argumento feito por Luc Besson
Recomendações – Serenity (2005), Minority Report (2002), Blade Runner (1982)
5/10 
