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5.10.09
5.10.09

O inicio de um novo género!

 

Iniciando com uma sequência no mínimo genial, a representação de um mutante na era do Holocausto, X-Men representa o estado de arranque do Universo Marvel no cinema. Este filme inicial constitui como o antepassado primor do “peso industrial” da Marvel, o reino de Stan Lee, que nos dias de hoje são rotineiros nas estreias anuais. Muito antes de Spider-Man, Iron Man e Hulk, X-Men ditou as bilheteiras da sua época tendo dividido os fãs quanto ao grau de adaptação, anteriormente só Blade (1998) conseguiu esse feito na equipa da Marvel já que a rival DC Comics (Batman e Superman) tinham já o seu lugar cativo no grande ecrã. A contratação de Bryan Singer, realizador do aclamadíssimo Usual Suspects, foi uma espécie de trunfo que ofereceu à adaptação de BD, um ar mais profissional e menos inconsequente como nas desastrosas versões de super-heróis que antecederam (excepto Tim Burton nos Batmans e Richard Donner nos Superman). X-Men de Bryan Singer foi talvez o filme que redefiniu o cinema de super-heróis como algo mais sério que uma simples "brincadeira de miúdos".

 

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X-Men, a banda desenhada, foi criada em 1963 por Stan Lee e Jack Kirby, e o sucesso global derivou muito à sua sofisticação, adquirindo aos personagens sobre-humanos emoções humanas e dramas familiares, como também a teoria mais credível e actual no processo de super-poderes, respondidas pela selecção natural de Darwin, ou seja a evolução e a mutação, algo de verosímil num enredo que não o é. A ideia do filme já vem de há muito tempo, mas só no inicio do novo milénio que a 20th Century Fox conseguiu reunir condições favoráveis na sua concepção, ora temos um elenco eficaz, ora temos efeitos especiais de ponta, ora temos um argumento que o sustente. No primeiro caso poderemos afirmar que o estúdio não poupou esforços na fiel caracterização dos personagens mais amados da Marvel, como também na selecção dos melhores actores para encarna-los, nos dias de hoje é quase impossível imaginar as carismáticas personagens de Magnetto ou Professor Xavier a não serem interpretadas por Ian McKelley e Patrick Stewart, que compõem grandes desempenhos cheios de presenças fortes. Falando em presenças, Wolverine, talvez o personagem mais personalizado do universo Marvel foi a escolha mais difícil, o actor que “carregou” tal fardo foi o desconhecido e australiano Hugh Jackman. Na altura a sua selecção não foi bem recebida pelos fãs, talvez derivado ao incógnito que o actor encontrava-se, mas nos dias de hoje engolem em seco ao ver um personagem que dificilmente separa deste no grande ecrã.

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O resto do elenco é formado por Anna Paquin a ser o veículo dramático de todo o filme, Famke Janssen como uma das revelações da saga e Halle Berry a marcar presença no cartaz e no lado estético da fita, sendo que sua personagem é tão plana como uma "folha do livro de quadradinhos" donde foi retirado. Em pior caso está James Marsden, com uma interpretação insonsa e com um personagem esquecido e sem potencial (enquanto nas BDs é dos mais importantes). O argumento tem rasgos de interesse, genial ocasionalmente, mas também banal, o qual se enrola num básico “villan evil plan” que o limita a lançar-se mais longe no horizonte. Ou seja, em termos narrativos, X-Men é um blockbuster revisto e formatado onde os efeitos visuais combinam de forma simbiótica com as sequências de acção. Existe esforço de produção, ao menos isso, e um realizador que não é caloiro no assunto. Os fãs agradecem por este, mesmo assim, entusiasmante filme.

 

" Mutation: it is the key to our evolution. It has enabled us to evolve from a single-celled organism into the dominant species on the planet. This process is slow, and normally taking thousands and thousands of years. But every few hundred millennia, evolution leaps forward."

 

Real.: Bryan Singer / Int.: Hugh Jackman, Patrick Stewart, Ian McKellen, Famke Janssen, James Marsden, Halle Berry, Anna Paquin, Tyler Mane, Ray Park, Rebecca Romijn-Stamos, Shawn Ashmore

 

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A não perder – A brilhante sequência inicial a marcar um "génesis" de uma série de filmes tratado com todo o respeito pelos fãs e não só.

 

O melhor – o elenco, os efeitos visuais e o realizador detrás

O pior – O argumento não é muito convidativo, contudo.

 

Recomendações – Underworld (2003), Iron Man (2008), The Spirit (2008)

 

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X-Men 2 (2003)

X-Men: The Last Stand (2006

X-Men Origins: Wolverine (2009) 

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X-Men: Days of Future Past (2014)

Deadpool (2016)

X-Men: Apocalypse (2016)

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:07
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3 comentários:
De Jackie Brown a 5 de Outubro de 2009 às 22:42
so uma questão:
afinal como é a sequencia inicial? so em traços gerais?

abraço


De Hugo Gomes a 5 de Outubro de 2009 às 23:06
O filme inicia com uam sequencia durante o Holocausto, os judeus estão a ser divididos por categorias para os campos de concentração, entre eles está um jovem rapaz que é separado pela mãe. Não é preciso muito para saber que esse jovem é Magnetto, que deseperadamente tenta libertar-se dos soldados nazis que o agarram. O seu desespero motiva uma pequena exibição dos seus poderes.

A sequencia é optima pela sua carga dramatica, a primeira sensação de que o realizador não é um qualquer


De ArmPauloFerreira a 7 de Outubro de 2009 às 14:08
Este filme foi realmente muito bom mas não tão excelente como se esperava na altura quando saiu. Quando o vi no cinema deixou a sensação que poderia ir mais fundo e ter mais implicações como a sequência inicial deixou antever. mesmo assim a abordagem a super-heróis foi bem atingida pois não os viu como alguém acima de tudo e todos mas como gente com os seus próprios dilemas existenciais, facto que até era uma maneira diferente de ver.

Sempre achei que, depois dos Superman I e II de Donner e o Batman I e II de Burton, os filmes com super-heróis mereciam ser tão bem abordados e não as sucessões patéticas que todos evidenciavam. Admito que talvez o melhor exemplo de um filme de super-heróis foi paradoxalmente o "Matrix" (1999) e que depois destes filmes citados os filmes teriam de chegar com mais estofo do que actos heróicos.
Foi isso que Bryan Singer nos deu com os seus "X-men", "X-Men 2" e "Superman Returns". O mais pujante momento deu-se com o X-Men 2...


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7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
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