Real.: Ron Howard
Int.: Tom Hanks, Audrey Tautou, Ian McKellen, Jean Reno, Alfred Molina, Paul Bettany
O simbologista Robert Langdon (Tom Hanks) é chamado ao museu de Louvre para evidentemente ajudar o inspector Bezu Fache (Jean Reno) na resolução de um macabro homicídio de um velho curador desse mesmo museu. Mas tudo acaba por ser uma conspiração contra si, fazendo dele o bode expiatório perfeito. Agora com ajuda de Sophie Neveu (Audrey Tautou), neta do falecido curador, acabem assim fugir das autoridades como também de um assassino convencido fazer a vontade de Deus, enquanto resolvem inúmeros enigmas que levam a segredos nunca antes revelados de um irmandade há muito julgada estar extinta.
O universo de Dan Brown foi sempre desejado ser adaptado, os produtores viram na obra literária O Codigo Da Vinci, uma mina de ouro, graças a sua abordagem polémica como também, esse sim o mais importante para os produtores, o seu sucesso mundial como livro. Os estúdios da Walt Disney fizeram uma proximidade ao universo transcrito no livro, mas temos que admitir que National Treasure protagonizado por Nicolas Cage não pode ser comparado com a riqueza existencial de o Código Da Vinci, mas deu para matar o bichinho cinéfilo por uns momentos.
Quando á adaptação homónima, o realizador mais interessado neste projecto foi Ron Howard, um bem-amado realizador da academia e um adepto do classicismo hoje quase desaparecido. Para os menos informados foi o realizador de A Beautifull Mind, Apollo 13 e Cinderela Man, ambos protagonizados por Russell Crowe. Evidentemente Howard não é nenhum Kubrick, mas é de louvar a qualidade das obras anteriormente referidas e por alguns momentos pensei ser o realizador mais indicado para a adaptação. Infelizmente não foi bem isso que aconteceu, O Código Da Vinci é no seu total uma obra falhada, começaremos por uma fotografia escura e nua, uma narrativa composta pelos elementos menos originais da envolvência cinematográfica, os flashbacks, e por fim algumas surpresas interpretativas no campo do ruim.
Poderemos começar pela última; as interpretações, muito bem, a surpresa de que falo pertence a Tom Hanks (actor que nunca falhou até agora) com uma interpretação digna das estrelas dos filmes de George A. Romero (= zombies), pode parecer mentira, mas a sua inexpressividade talvez seja resultante da falta de manobra que os argumentistas tiveram em descolar uma personagem tão pouco desenvolvida do livro, podemos apenas contentar com Audrey Tautou sem brilho, um Jean Reno igual a tantos outros papeis de policias franceses que sempre fez e talvez o melhor; seja Paul Bettany no papel de Silas, deixe-me dizer como fã do livro é uma das personagens que mais gostei, se não a minha preferida, e Ian McKellen com a melhor Interpretação do filme.
O Código Da Vinci é um filme nervoso, por ter medo de ofender alguém mas sem realmente o fazer, além dos enigmas ser descodificados a uma velocidade recorde, ainda temos direito a uma patética demonstração de uma fuga de um avião. Mais interessado em ganhar fortunas de que ser realmente um entretenimento de culto, vale mais visitar o museu do Louvre que propriamente perder tempo neste filme, que realmente não possui sequer uma bela imagem desse mesmo museu.
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