Data
Título
Take
21.9.07

 

Real.: Paul Greengrass

Int.: Matt Damon, Franka Potente, Karl Urban, Julia Stiles, Brian Cox, Chris Cooper, Michelle Monaghan, Joan Allen

 

Jason Bourne (Matt Damon) é um ex-assassino de uma organização com ligações á CIA, vive agora na India com Marie (Franka Potente) numa vida escondida pelo anonimato. Mas mais tarde ou mais cedo, Bourne torna-se outra vez num alvo e durante a fuga de um perseguição de um assassino contratado de origem desconhecida (Karl Urban), Marie é baleada perdendo assim a sua vida. Decidido a vingar, Bourne regressa á Europa, obcecado por acabar aquilo que ele próprio começou.

Dois anos passaram desde a estreia de The Bourne Identity, um filme de acção que prometeu reinventar o cinema da espionagem, mas para dizer a verdade, falhou completamente o alvo. Uma das grandes diferenças da sequela com o filme original de Doug Liman é de facto a mudança de realizador, que assegura uma narrativa mais documental, mais viva sem os sinais de cansaço do interior. O realizador escolhido foi Paul Greengrass, que havia filmado Domingo Sangrento, o qual também combinou ficção com documentário, numa realização inquieta mas fascinante que levou assim ao sucesso em termos de críticas que o filme obteve.

Podemos afirmar que estamos perante numa obra de acção inteligente e não um mero exercício automático que no filme de Liman, a sua narrativa é lenta, mas sempre intrigante, a sua importância á historia é mais relevante que o seu despacho para as sequencias de acção. The Bourne Supremacy afirma como um filme de actor bem doseado para fins comerciais, onde o ambiente de conspiração é de facto eficaz e sem cair no habitual arquétipo de um típico filme de acção á americano, deixando de fora quaisquer maniqueísmos e estereótipos sentidos. Talvez só a personagem de Joan Allen, uma inspectora com toques agressivos de Clarice Starling (O Silêncio Dos Inocentes) seja a personagem com mais destaque e menos desenvolvida no filme.

No campo das interpretações, temos talvez a confirmação de Matt Damon, como um novo tipo de herói, sofre, sangra e sente, não cai nas habituais poses fotográficas e o melhor de tudo usa o cérebro, sim, a personagem Bourne é talvez um dos heróis mais inteligentes da sétima arte. Julia Stiles encontra-se também favorável, existe alguma dimensão numa personagem tão pequena e Brian Cox sai incólume.

The Bourne Supremacy é uma pequena maravilha no seu género, faz crescer agua na boca par um eventual terceiro capitulo. Cinema de acção, puro e duro e acima de tudo inteligente e engenhoso. Para desenjoar um pouco dos “indigestíveis” filmes de acção vulgarmente americanos.

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:57
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