Real.: Clark Gregg
Int.: Sam Rockwell, Anjelica Huston, Kelly MacDonald, Bijou Phillips
Sam Rockwell é um daqueles actores que o talento se reconhece, o que não reconhece é o nome entre o grande público. O actor de Confessions of a Dangerous Mind (2001, George Clooney) e de Snow Angels (2007, David Gordon Green) interpreta aqui Victor Mancini, um homem com um pequeno grande problema, é ninfomaníaco. Mancini passa os seus dias a trabalhar num parque temático e á noite põe em prática um engenhoso plano que consiste em “engasgar” em restaurantes de luxo, para poder aproveitar da entidade que o “salva”. Tudo isso para poder pagar a conta do hospital privado, onde reside a sua mãe, Ida (Anjelica Huston). Certo dia, Ida revela que mantém há anos a verdadeira identidade do seu pai, o que leva Mancini a sentir momentos de desespero, angustia e “asfixia”. Adaptado de uma obra literária de Chuck Palahniuk, o eterno cronista do pesadelo do conformismo e da sociedade presa a regras e costumes, por outras palavras foi o homem que criou a magnifica história de Fight Club, que mais tarde foi adaptado ao cinema pela mão de David Fincher que contou com Brad Pitt e Edward Norton nos principais papéis, o autor afirma que este Choke, apresentado no Festival de Sundance de 2008 e no Fantasporto deste ano, é mais fiel á sua matéria-prima do que o incontornável Fight Club. A realização encontra-se a cargo de Clark Gregg, que inicia o trabalho como realizador após vários trabalhos como actor secundário em inúmeros filmes e séries nomeadamente Iron Man (2008, Jon Favreau) e Spartan (2004, David Mamet). Segundo ele, Choke é muito mais que uma comédia dramática que envolve sexo e “ordinarices”, é acima de tudo um retrato irónico e sarcástico ao mesmo “bode expiatório” de Fight Club, o consumismo, o materialismo e assim sendo, a sociedade em geral e a sobrevalorização do sexo, que representado na personagem de Mancini é uma droga que este tenta evitar á anos, o desprezo do sentimento amoroso no frio seio onde o ser humano citadino reside também é posto “á baila”. Choke – Asfixia é uma fita invulgar, com algumas doses favoráveis de humor, que apesar de Sam Rockwell ser uma espécie de génio sem pouca notoriedade é um filme com mais olhos do que barriga. Promete muito, mas não cumpre no seu todo, porém, vale a pena a espreitadela. Destaque também para o desempenho de Huston.
A não perder – quem deseja algo mais ousado e diferente
O melhor – Sam Rockwell e Anjelica Huston
O pior – Não se sente a mordaz crítica social que prometia desde inicio
Recomendações – Fight Club (1999), Confessions of a Dangerous Mind (2001), Life of Brian (1979)
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