Real.: Tobe Hooper
Int.: Craig T. Nelson, JoBeth Williams, Beatrice Straight, Heather O'Rourke
Steve Freeling (Craig T. Nelson) e Diane Freeling (JoBeth Williams) têm ultimamente observado fenómenos bastantes estranhos ocorridos dentro de sua casa, objectos que se movem sozinhos e de maneira estranha, mudanças climáticas repentinas, espectros e vozes. Após terem ignorado isso várias vezes, são obrigados a agir quando a sua filha mais nova desaparece dentro da propria casa.
Eis Tobe Hooper, um realizador que é não meramente um manufactor de obras-primas, e para dizer a verdade a maior parte dos filmes realizados por este autor é lixo, sua fama advém apenas do laço de criatividade que obteve com o sadico e na altura considerado doentio Texas Chainsaw Massacre (1974), recriando um subgénero tentado por Alfred Hitchcock em Psycho, mas levando ao extremo na sua violência gráfica, sendo o antepassado da maioria dos filmes de grande sucesso dos dias de hoje (Saw, Hostel, etc.).
Poltergeist, por incrível que pareça é do mesmo realizador de O Massacre Do Texas, que tem como produtor, nada mais, nada menos que Steven Spielberg, o que reflecte na estrutura da fita, o que á primeira vista parece ser um primo afastado de E.T – O Extraterrestre e de Encontros Imediatos De 3º Grau do que de uma simples historia de fantasmas. O filme inicia-se muito bem, com um bom ritmo, humor á mistura e uma exploração dos terrores infantis de maneira excepcional, mas durante o seu processo de desenvolvimento muitas personagens recebem o estatuto de descartável e passam a ser meramente decorativas.
Spielberg dá uma força na fita, e é com essa força dada pelo mestre que o filme eleva-se sobre as inúmeras obras fantasmagóricas, contudo Tobe Hooper tenta soltar a sua veia macabra, mas talvez seja pressionado ou não a ir contra a sua natureza, essa pressão sente-se na fita que o qual entra num estado de desequilíbrio nos segundos 45 minutos, reduzindo o filme a uma mera colecção de cenas de terror de grande impacto, agrupados por diálogos inteligentes. Porém é um dos melhores exemplos de terror que há em memoria no inicio dos anos 80, numa fase em que a originalidade deste genero parece morrer lentamente, dando inicio á febre das sequelas, o unico motivo que sobra para espremer o filão de sucesso. Destaque para a pequena actriz Heather O´Rourke, que ficou celebre por este filme, tendo falecido prematuramente em 1988, quando só tinha 13 anos.
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