Real.: Justin Lin
Int.: Vin Diesel, Paul Walker, Michelle Rodriguez, Jordana Brewster
Eles são velozes, eles são furiosos e fazem milhões. Em 2001, David Ayer e Gary Scott Thompson escreveu um argumento baseado num artigo de revista escrito por Ken Li “Racer X”, um cruzamento dos mais básicos e apelativos elementos de qualquer revista masculina, mulheres esculturais, musica de batidas fortes, carros de alta cilindrada, corridas de preferência ilegais para dar mais adrenalina á coisa e um protagonista tão cool, que basta só dizer meia dúzia de palavras para afugentar qualquer patife. Isto é Velocidade Furiosa, um filme que custou 38 milhões de dólares e que rendeu o quadruplo nos EUA. Reunia Vin Diesel e Paul Walker, que iriam sofrer enormes alterações nas suas carreiras de actores, tiveram alguns sucessos para além de Fast and Furious, mas recentemente sofreram num prematuro esquecimento na indústria cinematográfica.
O quarto filme baseado no Street Racing volta a reunir a dupla após dois filmes ausentes dela, no segundo apenas Paul Walker (já que Vin Diesel recusou para trabalhar na sequela de Pitch Black) e no terceiro (Tokyo Drift), apenas Vin Diesel surge na cena final num filme que resultou num fracasso de bilheteira. Como manobra de revitalizar o franchising, a Universal Pictures volta a reunir os dois astros, Walker de regresso como agente da FBI e Diesel como o campeão de Street Racing, noutra frenética corrida contra o tempo. Não é só estes dois nomes de peso do cinema de acção que retornam á saga que lhe deu o estrelato, mas também na “equipa” feminina; Michelle Rodriguez e Jordana Brewster, que também passaram um pouco pelo destino dos anteriormente referidos.
A realização está a cargo de Justin Lin, o mesmo de Fast & Furious – Tokyo Drift, um ser nato para filmar corridas aceleradas em vastos ambientes. Este quarto filme já bateu recordes de bilheteira, o que já está a motivar a produção de mais sequelas, e é verdade que exista quem vibre com isto, eu sei porquê, entendo as razões, os atributos estéticos que por sua vez ditam o que é de mais importante nesta sociedade fútil. E nunca tive esperanças de ver um filme intrínseco com falas marcáveis, ou interpretações soberbas dignas de Óscar, não senhor, também não pensei noutra coisa além de ver tunning, street racing, mulheres esculturais e Vin Diesel, sublinho, nunca outra coisa. Mas chateia, e que maneira, o facto de ser sempre a mesma formula ter sucesso.
Oco, irreal, digno dos registos da MTV e de todo o seu legado. Quanto ao entretenimento, sou suspeito, diverti-me, dentro dos limites, simpatizo com Diesel e os seus diálogos á la Steven Seagal, quanto ao requerimento de emoções é melhor está quieto. Walker continua a ser um protagonista mais forte, Jordana Brewster é talentosa, mas foi reduzida a adereço, Rodriguez tem pouco tempo de antena. Em termos comparativas á saga, Fast & Furious é um filme útil não pelo rumo da historia, mas para voltar a atrair fãs, tirando isso é dispensável e bastante inferior, as corridas nem sequer aproximam dos melhores momentos, optam antes por jogar Need for Speed.
A não perder – para quem continua a pensar que Velocidades Furiosas são sinónimos de virilidade.
O melhor – para os fãs, o regresso de Vin Diesel
O pior – Nada de mais, existe mais sensação a jogar Need For Speed numa consola qualquer.
Recomendações – Fast Track – No Limits (2008), Nitro (2007), Red Line (2007)
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