Data
Título
Take
13.9.07

 

Real.: Martin Campbell

Int.: Antonio Banderas, Catherine Zeta-Jones, Rufus Sewell

 

Em 1850, Califórnia está preste a tornar-se no 31º estado da união, mas uns membros de uma ordem medieval faz de tudo para o impedi-lo, mas o que eles não sabiam é que este futuro estado tem o seu herói nacional, Zorro (Antonio Banderas) que tem missão proteger os interesses da Califórnia a favor do povo.

Sete anos depois de The Mask of Zorro, eis uma inevitável continuação vinda directamente de uma Hollywood apostadora cada vez mais de remakes e sequelas. Sendo muitos desses produtos, simples “check ups” do sucesso dos antecessores, muitas vezes não saindo mais do que o singelo objectos de usar e deitar fora, ou pior, lixo vergonhoso. The Legend of Zorro não desfruta do ultimo adjectivo, mas é um indicador da falta de imaginação que os grandes estudios atravessam.

Esta sequela é um fracasso de filme; não existe a frescura do primeiro, os protagonistas já não possuem o mesmo carisma (Banderas está velho demais para aquelas andanças e Zeta-Jones não tem o estado de graças de outrora) e o argumento é apenas uma infecção de vários sindromas que marcam moda nos dias de hoje em matéria de projecção.

Primeiro de tudo, The Mask of Zorro era um exclusivo filme de acção, de um momento para o outro lá estava Zorro com a espada em punho sem perder tempos com a palha hollywoodesca que se tentava injectar aos poucos, neste A Lenda De Zorro, o nosso herói usa a cabeça e torna-se num detective mascarado com muitas raízes daquele grande fenómeno chamado “Código Da Vinci” (sociedades, conspirações, etc., fazem parte dos seus dias), a acção escasseia com o clima de constante ameaça que cai no ridiculo com a estranha seriedade que é retratada.

Outro contágio no filme é o do grande sucesso de Mr. And Mrs. Smith de Doug Liman, descaradamente inspirado no enredo deste filme, um casal em que cada membro trabalha por contra própria em matéria de espionagem ou de actos heróicos resultam num longo e arrastado déjà-vu o qual Martin Campbell se sente perdido entre registos.

Tem alguma leveza e humor, mas trata-se de um blockbuster muito puxado em termo de duração e enfadonho em termo de divertimento. Com um argumento que não sabe para onde quer ir, actores que não possuem o mesmo espírito dantes, Rufus Sewell a repetir o seu cliché papel de vilão, acção pouco inspirada e mais recorrente a pirotecnia ou outros artifícios especiais, em suma, trata-se da prova que os mais cépticos precisavam que Hollywood anda com uma crise, mas daquelas grandes, de ideias e inovações. Um filme falhado, o qual os fãs chorarão pela ausência de Anthony Hopkins.

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 15:03
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