Real.: Patrick Tatopoulos
Int.: Rhona Mitra, Bill Nighy, Martin Sheen, Kate Beckinsale
Em 2003, um homem chamado Len Wiseman dirigiu um filme competentemente comercial que garantiu o grande sucesso da Screen Gems, produtora e distribuidora. A temática era simples, mas ao mesmo tempo inovadora, uma Roménia moderna onde os humanos conviviam com vampiros e uma raça de lobisomens conhecidos por Lycans, estas duas criaturas imortais combatiam entre si numa guerra que dura há anos. No seio dessa guerra encontrava-se Selena (Kate Beckinsale), uma vampira cruzada com Blade e Tomb Raider que iniciava a busca de um terceiro imortal, uma raça pura e primordial.
O filme não era perfeito, até eu admito, mesmo sendo fã, mas Wiseman é um showbusiness man bastante apelativo que conseguiu construir cenários góticos infernalmente belos, uma fotografia moderna e cativante e acção vistosa não muito dependente dos mais sofisticados CGI. E melhor, a sua mulher, Kate Beckinsale que vestia um fato de cabedal justo e munida de dois revólveres modificados e altamente potentes concretizavam as fantasias mais negras dos vampiromaníacos. Passados dois anos, uma sequela mais “musculada” em termos de orçamento foi produzida e rendeu ainda mais que o antecessor. Com três anos em cima, eis que surge outra fita da fasquia ainda agora iniciada, desta vez optaram por uma prequela dos acontecimentos anteriores e retratam um épico vampírico medieval.
Contudo, Len Wiseman descartou o lugar de realizador, que foi cedido a Patrick Tatopoulos, um experiente coordenador de efeitos especiais. Winslet também cedeu o seu lugar a Rhona Mitra, uma actriz fisicamente semelhante, que neste filme interpreta a filha de Viktor (Bill Nighy), o vilão do primeiro filme, numa retrospectiva da verdadeira causa que deu origem aos conflitos que sucederam nos dois Underworld anteriores. No elenco podemos destacar os regressos de Bill Nighy como Viktor, o líder do clã de vampiros e Michael Sheen, que brilhou no aclamado Frost / Nixon de Ron Howard, é Lucian, o revoltado lobisomem Lycan. Nesta prequela, além de existir uma certa noção de explicar o que sucedeu anteriormente, embalando um ambiente épico-gótico com um romance digno de William Shakespeare, Underworld –Rise of the Lycans enche as medidas para qualquer fã da saga ou mesmo do filmes de vampiros e lobisomens.
Mesmo sendo um filme com bastantes falhas, como por exemplo o desequilíbrio temporal (ora faz sol numa cena, ora noite noutra) e o sindroma “We Can” em que um coordenador de efeitos especiais se torna num realizador sem experiencia, mas no geral é um entretenimento bem doseado, que não embaraça os dois capítulos anteriores. Possuiu uma carga dramática consistente, a fotografia é bela tal como os cenários e Michael Sheen e Bill Nighy (aliás foi em Underworld de Len Wiseman, que o actor adquiriu a fama de hoje) encontram-se “limitadamente” notáveis, o resto do elenco é competente á sua maneira (claro, que estamos perante numa fita cheio de personagens descartáveis) e Rhona Mitra, como parece ter mostrado em Skinwalkers e Doomsday é a “semi-perfeita” heroína. Um guilty pleasure que até não é mau de todo.
A não perder – Uma prequela que não desilude fãs e ainda dá coesão aos argumentos da saga.
O melhor – Michael Sheen e um “monstruoso” Bill Nighy
O pior – alguma confusão entre as cenas no que requer ao tempo e espaço.
Recomendações – Underworld (2003), Van Helsing (2004), Twilight (2008)
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