Real.: Clint Eastwood
Int.: Angelina Jolie, John Malkovich, Gattlin Griffith, Michelle Martin
Angelina Jolie é Christine Collins, uma mãe solteira cujo filho desaparece misteriosamente após tê-lo deixado sozinho em casa para ir trabalhar, desesperada com o sucedido, reporta o caso á LAPD (Departamento da Policia de Los Angeles). Meses passaram, Collins não perde a esperança de encontrar o filho, até que recebe uma chamada animadora vindo do Departamento. Segundo eles o seu filho foi encontrado e encontra-se a salvo. Na “cerimónia” da “devolução” da criança á sua progenitora, Collins apercebe que o moço que alegam ser seu filho, não o é, como tal ela é vista como psicótica na comunidade de Los Angeles e pela polícia, que tenta acima de tudo contornar o caso no mínimo corrupto. Collins inicia uma nova luta, em que ela, sozinha, terá que confrontar com burocracias, corrupção e injustiças por parte da polícia.
Conhecido pelos mais antigos espectadores como um “rei” do Western Spaghetti e pelos cinéfilos como um sólido autor que sempre fora um dos favoritos da Academia e público. Como sabemos, Eastwood parece ter ganhado o gosto da realização partir da curta de The Beguiled – The Storyteller (documentário) e Play Misty for Me (ambos de 1971), desde então nunca mais parou variando entre actor e realizador, tendo como ultima mais 30 filmes creditados pelo mesmo. É também conhecido pela sua “dobradinha” anual, em que inúmeros anos conseguem produzir duas longas-metragens de cada vez. Em 2008, tal cenário acontece e o veterano autor dirige uma deslumbrante Angelina Jolie em Changeling e interpreta uma variação de Dirty Harry em Gran Torino (com estreia em Portugal para Março). Changeling, o drama que vos falo, foi apresentado no Festiva de Veneza de 2008 e contou com certos aplausos para a interpretação (e provavelmente ultima) de Angelina Jolie, o qual Eastwood dirige pela primeira vez.
A actriz empenha-se em constituir uma personagem no mínimo interessante, onde o factor de ser mãe parece beneficiar a sua carga dramática, por isso é que a “sra. Pitt” consegue levar o filme a um extremo ênfase dramático. Contudo, e sem tirar o mérito de Eastwood por detrás das câmaras, consegue sentir-se que foi a actriz que levou a melhor de todo o filme, o qual existe algumas invariabilidades na narrativa, ainda mais quando surge outra historia em paralelo, e John Malkovich igual a si próprio, mesmo que carismático. O aclamado realizador de Million Dollar Baby tenta recriar a temática de Mystic River, e que uma comunidade fica sentida com a tragédia ocorrida no seu seio, enquanto o filme de 2003 que levou Sean Penn a vencer o Óscar de Melhor Actor representada a morte de uma jovem, em Changeling – A Troca o caso é outro, bem mais real, chocante e insólito, o desaparecimento de uma criança e as irregularidades da polícia sobre o caso. Enquanto Mystic River era um filme mais extensivo, este é apoiado por uma grande actriz e alguma mestria de Eastwood como realizador, tal como nos tem habituado nos últimos tempos, não é o seu melhor mas é no geral um poderoso filme, feito com coração e á moda antiga.
A não perder – a magnifica cena do enforcamento
O melhor – Angelina Jolie e a confirmação de um realizador grão-mestre
O pior – Chiça! Faltava pouco para ser uma obra-prima
Recomendações – Gone Baby, Gone (2007), Mystic River (2003), The Missing (2003)
“10/10””Pela excelência de Clint, pela excelência de Jolie, pela excelência do argumento, pela excelência da produção, pela excelência de tudo inerente à obra, que outra nota poderia dar que não aquela que representa a excelência?” Cinema is My Life
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