Real.: Gabriele Muccino
Int.: Will Smith, Rosario Dawson, Woody Harrelson, Michael Eary, Barry Pepper, Robinne Lee, Fiona Hale
Ben Thomas (Will Smith) é um consultor fiscal que decide repentinamente tornar melhor a vida de sete estranhos, conduzido por um trágico segredo que marcou o seu passado, Thomas engendrou um plano arriscado cujo retrato total irá ser visto no final. Trata-se da segunda reunião entre o realizador Gabriele Muccino e o actor Will Smith, depois de The Pursuit of Happyness, que fez com que o actor célebre por Men in Black fosse nomeado para o Óscar de Melhor Actor, pela segunda vez, provando assim ser o indivíduo que lida melhor com a simbiose de estrela e actor.
Seven Pounds é de facto um projecto muito mais ambicioso do que o filme anterior da equipa, e bastante atractivo que se diga, tendo sido lançado um trailer de antevisão que pouco ou nada dizia sobre o conteúdo da obra, e com a “enchente” de trailers com anseio de esclarecer mais pormenores aos cinéfilos, o de Seven Pounds foi um achado. Por isso, devido a essa boa gestão de divulgação que Seven Pounds foi um sucesso de bilheteira tendo em conta o género que pertence, outro factor que provavelmente evidenciou o ocorrido foi a transição de tempos difíceis os quais milhões esperam, crise financeira, conflitos internacionais, depois de Yes de Peyton Reed, um filme tão esperançosos como este, folga nova vida aos seus espectadores dando-lhe as melhores de alma que tanto anseiam. Outro factor a ter em conta é Will Smith, talvez um campeão no box-office, com um impressionante registo de 6 anos, 9 filmes, todos excelentes resultantes nas bilheteiras e nenhum fiasco (como rói de inveja Tom Cruise!).
Por mais que bom actor seja, tenho que aclamar que mesmo sendo uma variante mais sombria, Will Smith é Will Smith, não existe nenhuma versatilidade, é apenas o seu ego a falar, o resto dos desempenhos variam entre um irreconhecível e desperdiçado Woody Harrelson e uma competente Rosario Dawson, detentor de uma sensibilidade vital na fita, o resto se resume a papéis de adereços (tirando a pequena, mas extraordinária aparição de Fiona Hale), com fraca disponibilidade de antena e alguns estereótipos pelo caminho. No fundo trata-se de uma fita desonesta, a premissa nada ou pouco tem a ver com a narrativa que parece interessar-se no dramalhão romântico no que aquilo que tanto alarido deu, tudo se transforma em algo menor, sem espessura, resultando num caloroso “puxador de lágrimas” a roçar um livro de “auto-ajuda”. Temos bons desempenhos, temos uma boa realização, boa qualidade técnica e de produção, mas o final tudo acaba por ser insatisfatório.
A não perder – uma das cenas iniciais em que exibe Ben Thomas ao telefone com Ezra (personagem de Woody Harrelson), uma das cenas mais cruéis do filme.
O melhor – o quadro final do argumento
O pior – fora isso, nada a destacar no mundo do drama
Recomendações – The Pursuit of Happyness (2006), Yes Man! (2008), City of Angels (1998)
6 Estrelas “Pessoalmente acho extraordinariamente interessante um filme onde aquilo que move os personagens é desconhecido por grande parte do tempo, como aqui acontece. Mas um dos grandes problemas da fita é que, enquanto não somos picados por alguma nova peça do puzzle, não há nada de realmente atractivo ou interessante a que nos possamos agarrar.” Close-Ups
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