Real.: Michael Bay
Int.: Bruce Willis, Liv Tyler, Ben Affleck, Steve Buscemi, Will Patton, Billy Bob Thornton, Michael Clarke Duncan, Owen Wilson
-
Aesperança de vida do planeta Terra reduziu drasticamente para 18 dias, aproximação de um meteoro do tamanho do Texas, que ameaça extinguir todas as formas de vida existentes no nosso querido Mundo. A única esperança está num bando de perfuradores, treinados pela NASA, tendo como objectivo colocar uma ogiva nuclear no núcleo do meteoro.
Quando saí da sala de cinema, fiquei deparado com um dilema, uma parte de mim, como espectador gostou do espectáculo que viu, a outra parte, como critico e apreciador, conhece que o filme não possui artifícios necessários para ser um grande e digno entretenimento, afinal em que ficamos? Primeiro de tudo estamos perante um normal filme de Michael Bay, tal adjectivo deriva de obras são ricos em matéria visual e tecnica (efeitos especiais, sonoros, banda sonora, pirotecnia) e em elenco, pois sim as fitas de Bay sempre possuem um estrelar conjunto de actores, nem que seja a utilização da estrela recente e este Armageddon não é excepção; Bruce Willis, Ben Affleck, Billy Bob Thornton, Will Patton e até mesmo Steve Buscemi (o eterno Mr. Pink de Reservoir Dogs de Quentin Tarantino).
Bem se temos isso tudo num filme destes, porquê que o meu lado crítico me diz que falta o necessário? Porque falta sim, textura dramática, uma das grandes incapacidades de Bay é criar um drama consistente que sustenta toda a narratova, ou seja, não possui "jeitinho nenhum" com personagens, apenas cria bonecos que automaticamente cumprem e auxilam sentimentos. Todas as emoções do filme são transmitidas apenas na banda sonora, concretamente na musica dos Aerosmith (I Don’t Wanna Miss A Thing), que entrou automaticamente na primeira fila das músicas clássicas cinematográficas. Porque sem ela, tudo parece tão plástico e os verdadeiros motivos da criação desta fita vêem ao de cima; entreter e ganhar dinheiro a custa do menos imaginativo produto de Hollywood, neste caso com linhagem indirecta ás obras de desastre dos anos 50 e 60 e como também uma das fantasias molhadas dos E.U.A (poder salvar o Mundo e ficar com todos os louros), como é possível que em todas cenas de destruição do filme; Nova Iorque só recebe um “arranhões valentes” e enquanto um país qualquer do Sudoeste Asiático e Paris são destruídos por completo, pois trata-se disso, fantasia e patriotismo ferveroso de Bay, ou talvez ficamos com apenas obra direccionado ao publico norte-americano, e claro o resto das audiencias espalhadas por todo o Mundo vão na fita do realizador, pois claro.
Mas o filme diverte? Diverte, se desligarmos o cérebro, então temos entretenimento, sim e muito. Mas cada vez mais aparece blockbusters destes; onde ponham de lado o factor humano e são postos em demasia os mais avançados artifícios visuais, mas confesso que existe piores, e muito piores, que apesar de tudo, o filme de Bay é muito superior á pieguice apocalíptica de Deep Impact de Mimi Leder que estreou no mesmo ano.
Cinebloggers Awards - Vencedores 10/11
Cinebloggers Awards - Vencedores 09/10
Cinebloggers Awards - Vencedores 08/09
Cinebloggers Awards - Vencedores 07/08
Arquivo de Criticas
Outras Categorias
25 Essenciais da Decada de 2000-2009
Desafios
Meus blogs de cinema predilectos, Os
Sites de Cinema
Mais Blogs de Que Se Fala Cinema
Novidades Cinema // Movie News