Data
Título
Take
14.12.08

 

Real.: Steven Beck

Int.: F. Murray Abraham, Tony Shalhoub, Matthew Lillard, Shannon Elizabeth

 

 

O subtítulo deste filme poderia muito bem ser “o desabamento de F. Murray Abraham”, como factor mais característico deste filme “supostamente “ terror realizado por Steven Beck. O argumento roça o absurdo de um coleccionador excêntrico, Cyrus Kriticos (F. Murray Abraham) que iniciou uma colecção bizarra; fantasmas. E em conjunto com um médium (Matthew Lillard), desencadeia uma caça aos mais perigosos e assustadores espíritos de sempre. Durante a captura do seu 12º fantasma, Kriticos morre tragicamente, mas o seu legado não terminou, a sua herança é transmitida ao seu sobrinho, Arthur (Tony Shalhoub), um professor de um passado trágico com dois filhos, que irão hospedar na mansão de Cyrus por sua última vontade. A mesma mansão onde reside a excêntrica colecção de espectros.

Mais um remake de um clássico do terror, neste caso o pouco conhecido 13 Ghosts de William Castle (1960) que foi produzido em 3D na altura, Thirteen Ghosts resume-se apenas a mais um exemplo da decadência de um género nos inícios do século XXI. Trata-se de um filme cuja prioridade é o estético e de terror apenas graficamente, já que de psicológico é praticamente nulo, o argumento e a concepção das personagens deixam muito a desejar aquando numa câmara perita em toques á la MTV. F. Murray Abraham, o vencedor do Óscar de Melhor Actor em Amadeus de Milos Forman (1984), nunca mais foi o mesmo depois desta experiencia pouco aplaudível. Talvez Tony Shalhoub e Matthew Lillard aspiram a algum esforço, mas nada compensa o enfadonho que é as outras personagens e quanto mais um rol de fantasmas halloweenescos.

As pessoas me perguntam porque é que continuo a ver filmes deste tipo, que já sei que coisa boa não é, a minha resposta é que o terror é algo leve e neste caso pouco cerebral, o qual ajuda a passar momentos incrivelmente monótonos. O filme é lixo, mas aviso desde já que é digestível, tendo alguns toques de humor, quer voluntário, quer involuntário. Um conselho de amigo, se existir outra opção para além deste para uma noite de cinema de terror, é sempre bem-vinda.

O melhor – os gráficos e a ênfase estética

O pior – montagens rápidas e psicadélicas sob a “queda” de F. Abraham Murray

 

Recomendações – Ghost Ship (2002), The Haunting (1999), The Frighteners (1996)

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 19:42
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