Real.: Carlos Coelho Da Silva
Int.: Soraia Chaves, Jorge Corrula, Nicolau Breyner, Rui Unas, Diogo Morgado, Nuno Melo
Para começar; O Crime Do Padre Amaro é na verdade um livro homónimo de Eça De Queiroz, retratando o caso amoroso entre o jovem padre Amaro e a devota Amélia, uma obra polémica para a sociedade do século XIX. E o desafio estava ai, transportar um clássico da literatura portuguesa do século passado ambientando-o ao século XX, e atrair público suficiente que faça render o filme. Ideias originais (“ironia”) tais como uma protagonista sensual (algo me diz que não escolheram Soraia Chaves pelo seu talento na arte da representação), um leque de estrelas nacionais da televisão, cinema e teatro, uma banda sonora carregada de Hip-Hop e até mesmo publicidade durante a película. Tudo fazia crer que estávamos na primeira amostra comercial do cinema português, quebrando todos os recordes de bilheteira, que pareciam ganhar poeira desde Tentação de Joaquim Leitão.
O filme é uma adaptação livre, preservando apenas algumas situações e nomes das personagens descrita no livro, como também um mau gosto de mixórdias daquilo o que o cinema português conseguiu dar nestes últimos anos. As cenas de acção ao das de sexo, estão todas acompanhadas de alguns temas sonantes de Hip-Hop nacionais, sendo um abuso principalmente no último quebrando totalmente o erotismo das cenas. Os actores, esses são muitos, uma overdose de caras conhecidas entre nós, vistos milhares de vezes em series nacionais, novelas, teatro, cinema e mesmo as passerelles de Moda (Soraia Chaves).
As representações são fracas, porquês as situações não favorecem, destacando apenas Nicolau Breyner, Rui Unas, Nuno Melo e verificando um esforço de Jorge Corrula no papel de Amaro, um nome que talvez ouviremos num futuro próximo. Enquanto á falada Soraia Chaves, já referido, a sua entrada neste filme deve-se a circunstâncias atractivas, nada mais profundo.
O Crime Do Padre Amaro é um desperdiço de talentos, como também um equívoco do cinema português, talvez considere uma ofensa á memória de tão mítico escritor português. Resumidamente O Crime De Padre Amaro é chunga, e talvez tenha uma melhor nota pelo facto de ser um grande passo para o cinema português. PS. Recomendo antes verem a versão mexicana com Gael García Bernal.
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