Real.: David Twohy
Int.: Vin Diesel, Colm Fench, Judi Dench, Thandie Newton, Karl Urban
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Num mundo futurista onde um exército religioso conhecidos como Necromongers, que impõe a suas crenças aos outros povos intergalacticos e se não aceitar tal crença acabam por destruir os seus planetas com uma arma letal. Lord Marshal (Colm Fench), o líder desse próprio exército, é um invencível guerreiro que vive no medo de uma profecia, essa mesma que diz que este só poderá ser derrotado por um raça humana praticamente extinta pertencente ao fora-da-lei Richard P. Riddick (Vin Diesel).
Passados quatro anos desde Pitch Black, com título traduzido de Eclipse Mortal, de David Twohy, eis a sequela, com um orçamento ultrapassável dos 100 milhões de dólares ao contrário do seu antecessor, condenado ao estatuto de culto, que ficou pelos 23 milhões. Eclipse Mortal é um filme de suspense ocorrido num espaço distante de variantes aos classicos de Alien, que apesar de não ser original é um obra bem carpinteira, de facil digestão e com um protagonista de presença forte que contagiava o ecrã. O seu precedente pelo contrário não joga com o mesmo baralho, com o tal grande orçamento foram encomendados sofisticados efeitos especiais como também ocorre um explosão de cores comparando com o negro Pitch Black. Mas a diferença mais evidente é o seu conteúdo, neste filme a jornada do fora-da-lei Riddick se torna numa espécie de space opera musculado e politicamente correcto, apesar dos rasgos de profundidade que o realizador tenta inserir, invocando a leitura dos tempos de cruzada e dos primordios do cristianismo, porém tudo isso é subvalorizado a segundo plano já que a palavra chave aqui é espectáculo. Deixamos as naves primitivas e o ambiente negro do primeiro e visualizámos um universo visualmente impressionante mas sem chama.
As Crónicas De Riddick é um blockbuster dependente dos efeitos especiais e do carisma de Vin Diesel. A sua personagem, Riddick, passou de anti-herói para herói num “estalar de dedos”, mas o problema está na sua composição. Riddick é demasiado “rochoso”, omnipresente e esquizofrénico para o seu bem e para a saude dos personagens secundários, prejudicados pela sua suposta “inteligência” absoluta. O argumento este, não passa de uma “lavagem” futurista do filme de John Millus, Conan, The Barbarian com Arnold Schwarzenegger. Até o próprio final tem bastante semelhanças.
The Chronicles of Riddick é entretenimento para o menos exigente fã de ficção científica, tem os seus artifícios, mas no seu total é um produto fraco de facil esquecimento, com efeitos especiais sofisticados próprios dos melhores videojogos. Ainda tem Judi Dench, talvez com a sua interpretação mais fraca de sempre, mas continua a ser Judi Dench, obviamente.
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