Real.: Joss Whedon
Int.: Nathan Fillion, Gina Torres, Chiwetel Ejiofor, Alan Tudyk, Sean Maher, Summer Glau
A tripulação da nave Serenity são uma espécie de mercenários que aceitam vários tipos de trabalhos, mesmos aqueles que se classificam por ilegais. A comandar a nave está Malcolm Reynolds (Nathan Fillion), um ex-combatente da guerra intergaláctica, o qual a sua legião foi vencida. A situação instável da tripulação da nave piora, quando Malcolm aceita transportar um médico (Sean Maher) e a sua estranha irmã (Summer Glau), que afinal são dois fugitivos da Aliança.
Serenity é adaptado de uma serie conhecida por Firefly, do mesmo autor do filme, que aliás já havia produzido uma serie de sucesso – o dispensável Buffy - The Vampire Slayer. Firefly não gozou da mesma sorte que Buffy e foi cancelado ao fim de alguns episódios, deixando em aberto o desfecho e destino das personagens, mas a sua emissão foi suficiente para alterar a serie a estatuto de culto.
O universo científico de Serenity não é de fácil acessibilidade, bebendo de uma água diferente que a de Star Wars por exemplo neste filme temos uma visão detalhada e palpável da nave espacial Serenity que ao contrário de vários space operas que nos apresentam uma afinidade corredores e salas, dando uma visão quase labiríntica. Aliás Serenity é diferente que qualquer space opera, nomeadamente dos Star Treks ou Espaço 1999, a tecnologia não é muito avançada, as naves não são propriamente “novinhas em folha” e com aspecto simplista, as personagens não usam fatos de látex ou algo mais bizarro e o mais importante, não vemos nesta obra espacial um único extraterrestre, ou seja, esta é tal a de todas a mais realista space opera desde 2001 Odisseia No Espaço e Solaris, porque o seu universo além de ser pouco acessível é credível em todos os campos, adoptando por vezes uma visão “á lá Blade Runner”.
Os efeitos especiais estão muito bem conseguidos, claro não é nenhum Star Wars, mas para o filme que é estão bastante bem, e por vezes chegam mesmo a surpreender. Mas o melhor da película é o seu conceito de entretenimento, sim Serenity entretem e muito, e o melhor é que estamos perante num divertimento consequente, bem-disposto e ao mesmo tempo sério. Esses mesmos adjectivos podem ser utilizados na caracterização da personagem de Nathan Fillion, no seu melhor e um invulgar vilão Chiwetel Ejiofor, cada vez mais um actor sólido, só pena que Gina Torres poderia ter mostrado mais emoção, pelo que a sua personagem passa.
Batem-me se estiver errado, mas arrisco a afirmar que Serenity é o melhor entretenimento cientifico dos últimos 5 anos, Joss Whedon está de parabéns por ter trazido um filme tão refrescante como uma série de televisão. Para os fãs e muito mais.
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