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Título
Take
25.7.07

 

Real.: Stephen Sommers

Int.: Hugh Jackman, Kate Beckinsale, Richard Roxburgh, David Wenham, Will Kemp

 

 

Eis Van Helsing (Hugh Jackman), um profissional caçador de monstros, sempre armado e ao serviço do Vaticano, tem aqui uma nova missão, aniquilar o terrível Conde Dracula na Transilvânia, Roménia, naquela que será o seu mais dificil trabalho até então.

Stephen Sommers, conhecido como realizador de Múmia e a respectiva sequela The Mummy Returns - o Regresso Da Múmia, dois exmplos de filmes consumidos pelos efeitos especiais, têm aqui um aparente projecto ambicioso, onde combina os três monstros da Classics Universal; Dracula, Frankenstein e o Lobisomem, protagonistas de centenas de filmes que encantaram multidões, assustaram outros mas que definitivamente marcaram a era classica de Hollywood. È á primeira vista um projecto cheio de ideias mas que infelizmente, Sommers que é um realizador sem alma, só tem um único propósito, o de encher a vista ao menos exigente espectador. É por isso que o filme tornou-se numa colagem de sequência de acção, onde aparentemente os protagonistas não têm descansos, a história é reduzida a simples referências sem espaço para expansão, mas ninguém parece não se importar com isso. Ver Van Helsing o famoso caça-monstros a utilizar sofisticados gadgets tal como James Bond para destruir as bestas, e fazer inveja a Blade de Wesley Snipes, parece ser fruto suficiente para justificar o preço do bilhete.

Basta juntar dois protagonistas bastantes carismáticos em filmes do fantástico, Hugh Jackman (o Wolverine de X-Men), Kate Beckinsale (Selena do êxito Underworld), efeitos especiais sofisticados (no caso deste filme parecem um pouco descuidados, verifica-se na deficiência do lobisomem que mais parece ter saído de um videojogo de conteudo infantil), ambientes nostálgicos e clássicos como o castelo da Transilvânia e umas incansáveis sequências de acção e voilá, eis Van Helsing.

Porém não é um grande filme, nem mesmo uma grande porcaria sem nexo, porque honestamente até diverte, o conselho está em desligar o cérebro e preparar-se para a diversão. Outro conselho, meu caro espectador, não procurem argumento consistente nesta obra, por que isso é como procurar o Santo Graal.

 

 
5/10
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publicado por Hugo Gomes às 18:42
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