21.1.18

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Cidade sob Pressão!

 

Ao levantar do pano, de forma a posicionar o espectador na eventual “viagem”, os letreiros iniciais denominam Los Angeles como a “capital mundial dos assaltos a bancos”. A cantiga da Boston de Ben Affleck (The Town) parece não colar mais aqui. O letreiro da praxe dissipa-se e passamos às primeiras sequências, estas, demonstrando um golpe executado numa carrinha-forte, ao qual à audiência recebe o sabor de e mais um enésimo episódio de violência citadina.

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Mas o tiroteio que se assume como comité de boas-vindas leva-nos a outros lugares, a um déjà vu numa Los Angeles noturna e silenciosa que fora “acordada” ao som do conflito que se desenrola. Nasce assim uma variação, um remake bastardo de uma obra querida de um realizador que mostrou vezes sem contas como um hábil artesão na sua arte, transformar ação num estado de espirito. Falo de Michael Mann e o filme em questão é Heat, o conto de ladrões com honra e de policias desonrosos, o duelo cordial que nasce, vive e morre nessas mesma ruas (citando William Friedkin e o seu esquecido To Live and Die in Los Angeles). Sim, caro leitor, Den of Thieves é um Heat para as novas gerações, e nesses termos é desvendado o grande “calcanhar de Aquiles” desta primeira longa-metragem de Christian Gudegast (argumentista de London Has Fallen): a comparação com Mann. Não existe aquele espirito noturno característico do veterano, nem mesmo o intimismo cruel implantado na selva de asfalto.

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Enfim, Den of Thieves não pretende ser um discípulo copista e procura um novo caminho e possivelmente um trilho paralelo; a de uma linguagem de ficção instalada num pacto de masculinidade falível, e nesse mesmo, Gerard Butler num papel que tanto  lhe condiz e tão bem conhece. Presenciamos o regresso do trágico líder Leónidas de 300, o homem desafiador, respeitado e estimado que se vê encurralado na sua própria tragédia. A prolongação dessa personagem, o espartano agora modernizado e integrado noutro campo de batalha, é como um jogo sujo que Gudegast enriquece numa competição entre dois homens. Dois lideres, cada um posicionado num lado da lei, numa dicotomia ideológica, orientada pelo bando que os segue respetivamente como um esquadrão suicida.

 

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Um enésimo filme de golpe poderia nascer aqui, mas Den of Thieves foi capaz de ser mais que isso, e acima de tudo exibe essa vontade de romper com os rótulos antecipadamente colocados. Todavia, o que realmente falta nesta primeira obra é um certo gosto pela imagem, pela edição para além da óbvia competência, a linguagem visual e a auto-interpretação do próprio cinema. Por outras palavras, um argumentista convertido a realizador carece sobretudo de experiência e emancipação da própria escrita. Fora isso, há ambição aqui, mesmo que o conto seja mais que recontado. 

 

Real.: Christian Gudegast / Int.: Gerard Butler, Jordan Bridges, Pablo Schreiber, Curtis “50 Cent” Jackson, Sonya Balmores

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5/10
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publicado por Hugo Gomes às 21:31
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20.1.18

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Agnès Varda já trabalha num novo projecto, o filme seguirá o seu Visages, Villages (estreado no èe com estreia prevista para Portugal no próximo mês) será novamente um documentário, marcando o regresso com a sua colaboração com Didier Rouget.

 

Ainda sem titulo, Varda considera o seu novo trabalho um "documentário imprevisível", o qual irá representar a sua experiência enquanto realizador, trazendo uma visão especial do que ela apelida de “cine-escrita”.

 

"Este novo documentário, muito original que funciona como uma masterclass pessoal, traz a sua visão em relação à sua arte e que certamente fascinará todos os amantes do cinema no mundo", afirma Juliette Schrameck, da MK2, acrescentando ainda que o documentário contará com uma vários convidados especiais.

 

De momento, o projecto encontra-se em produção, devendo estar finalizado na Primavera.

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:26
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Sword in the Stone, que por cá recebeu o título de A Espada era a Lei, é um dos clássicos de animação na fila para receber o seu tratamento de acção real por parte da Disney. De acordo com o The Hollywood Reporter, Juan Carlos Fresnadillo (28 Weeks Later, Intruders) encontra-se em negociações para o realizar. Brian Cogman, um dos argumentistas da série Guerra dos Tronos, encontra-se envolvido no guião.

 

A animação, datada de 1963, tem como inspiração uma história de T.H. White, o qual relata a juventude do iminente Rei Artur. O filme segue a sua aprendizagem e companheirismo com o mago Merlin, terminando na retirada da famosa Excalibur da pedra que o aprisionava.

 

É de notar que este é apenas um dos dois filmes que a Disney está a desenvolver atualmente com base na personagem do mago Merlin. O outro é The Merlin Saga, um filme escrito por Philippa Boyens, mais conhecida pelo seu trabalho no guião da franquia The Lord of the Rings e The Hobbit, e que tudo indica terá Ridley Scott na realização.

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:27
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19.1.18

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O cinema francês estará na ribalta! Filmin.pt dá por iniciado o My French Film Festival, um dos mais prestigiados festivais online que garante aos seus subscritores uma coleção de 25 filmes inéditos. Um leque de longas a curtas-metragens, comédias a dramas de prestigio, premiados e êxitos de bilheteira, desculpas e mais que umas para descobrir ou redescobrir novos talentos da cinematografia francesa.

 

De 19 de Janeiro a 19 de Fevereiro, deparamos neste festival à distancia de um clique, seis secções temáticas, ao encontro do paladar dos seu subscritor. São histórias mirabolantes em What The F...rench!?, com destaque para expedição selvagem de A Lei da Selva (La Loi de la Jungle, 2016) de Antonin Peretjatko, um filme louco que invoca o tão amado Pierrot Le Fou de Godard. Em Hit the Rrroad!, as viagens de iniciação tem como estandarte Ava (2017), de Léa Mysius, que fora premiado na Semana da Crítica, e ainda a comédia Aglaé, À Prova de Choque (Crash Test Aglaé, 2017), de Eric Glavel, que reúne as atrizes Yolande Moreau, Julie Depardieu e India Hair numa “viagem dos diabos.  

 

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A adolescência é o “prato principal” em Teen Stories, o documentário Swagger (2016), de Olivier Babinet, promete fazer as delicias da temática. French and Furious prova ser a secção mais obscura, aí encontraremos obras intrigantes como Pela Floresta Dentro (Dans la forêt, 2016), de Gilles Marchand, sobre progenitores obsessivos e ainda Aconteceu Perto da Sua Casa (C'est arrivé près de chez vous, 1992), de Benoît Poelvoorde, Rémy Belvaux e André Bonzel, um mockumentário (falso-documentário) de culto que arrecadou o Prémio de Júri do Festival de Cannes.

 

Por fim, muito amour com Love à la françcaise, que tal como o título indica, o romance estará no ar nesta seleção, curiosamente também será uma oportunidade de ver uma das primeiras curtas de François Ozon, Um Vestido de Verão (Une robe d'été, 1996).

 

Para aceder ao festival, clique aqui.

 

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publicado por Hugo Gomes às 10:19
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18.1.18

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Em Fevereiro, o investigador e curador Jean-Pierre Verscheure marcará presente na Cinemateca-Portuguesa Museu do Cinema para apresentar um conjunto de sessões inseridas na habitual rúbrica Histórias Do Cinema.

 

De nacionalidade belga, Vescheure é um dos maiores especialistas na história das técnicas cinematográficas da atualidade, tendo fundado o Cinevolution, centro de estudos que permitiu a restauração de mais de quarenta instalações audiovisuais, em 1994. Também professor do Instituto Nacional de Artes Performáticas (INSAS) e parte do conselho científico da Cinémathèque française, foi distinguido em 2010 com o Prémio Lifetime Achievement in Film no Festival de Cinema Internacional Independente de Bruxelas.

 

A sua presença em Lisboa (19 a 23) motivará um dialogo sobre os formatos de película cinematográfica e as proporções de imagem, exemplificado em conferências que antecedem a cinco filmes. As projeções apresentadas serão Safety Last! (Fred Newmeyer, 1923), Rancho Notorious (Fritz Lang, 1952), River Of No Return (Otto Preminger, 1954), West Side Story (Jerome Robbins, Robert Wise, 1961) e The Pledge (Sean Penn, 2001).

 

A destacar ainda o facto, de em Fevereiro, a Cinemateca Portuguesa apostar num outro ciclo, remontando no formato de projeção CinemaScope, que entrou em uso entre 1953 a 1967, tendo sido visto como um movimento de prevenção ao declino do cinema face à expansão televisiva.

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:49
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Arranca hoje a 15ª edição de KINO: Mostra de Cinema de Expressão Alemã, que se prolonga até dia 24 de janeiro nos Cinemas São Jorge e na Goethe Institut. Tendo extensão no Porto para os dias 25 a 28 (Teatro Rivoli e Cinema Passos Manuel), seguidamente para Coimbra de 14 a 16 de fevereiro (Teatro Gil Vicente).

 

Esta mostra de cinema oriundo  da Alemanha, Áustria, Suíça e Luxemburgo, dará o “pontapé de saída” com a comédia negra Wild Mouse, de Josef Hader, que foi apresentado no último Festival de Berlim, a história de um crítico de músico despedido e determinado em reaver a sua dignidade. Entre outros destaques os documentários My Wonderful West Berlin, de Jochen Hick, sobre as subculturas na Alemanha Ocidental, e B-Movie: Lust and Sound in West-Berlin, do trio Jörg Hoppe, Klaus Maeck e Heiko Lange, que espreita a exploração do músico inglês Mark Reeder do lado ocidental da capital nos anos 80; o drama lésbico Siebzehn (Dezassete), de Monja Art e Herbert, de Thomas Stuber, um filme existencialista sobre um aposentado pugilista.

 

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Outro muito antecipado filme do evento é Beuys, de Andres Veiel, sobre o badalado artista performativo Joseph Beuys, que entre os seus “escandalosos” ensaios conta-se a barricada numa Galeria de Arte em 1965, de forma a ensinar arte a uma lebre morta. O filme de encerramento é Die göttliche Ordnung (A Ordem Divina), que já conta com distribuição em Portugal.

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:17
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17.1.18

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Foi revelado o trailer de  Ghostland, o novo e próximo filme de Pascal Laugier (Martyrs), aquele que é considerado um dos nomes maiores da vaga francesa do terror.

 

A obra segue Pauline e as suas duas filhas herdam uma casa. Na primeira noite nesta nova casa, ela confronta intrusos, lutando pela sua vida e a das suas filhas. Dezasseis anos depois, as filhas se reencontram na casa, na qual começa a surgir algo de estranho. 

 

Crystal Reed, Anastasia Phillips, Taylor Hickson, Emilia Jones, Adam Hurtig e a cantora Mylène Farmer compõem o elenco. 

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:24
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14.1.18

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Clive Owen junta-se a Will Smith em Gemini Man, o próximo filme assinado por Ang Lee (The Crouching Tiger and the Hidden Dragon, Life of Pi), uma ficção cientifica centrado num futuro próximo onde a clonagem humana é mais que uma possibilidade. Nesta história, Will Smith será um reformado operador da NSA que tem que escapar a um assassino, que mais tarde vem a descobrir que se trata de uma versão jovem dele próprio.

 

Segundo a Variety, Owen será o antagonista do filme, enquanto que Mary Elizabeth Winstead e Tatiana Maslany encontram-se cotadas para a coprotagonista feminina.

 

Gemini Man é uma produção de Jerry Bruckheimer (do franchise Pirates of the Caribbean) que se encontrava em desenvolvimento há mais de duas décadas, na pose da Disney. Contudo, o projeto foi adquirido pela Skydance Media, que o produzirá em conjunto com a Paramount Pictures.

 

Estreia prevista para Outubro de 2019.

 

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publicado por Hugo Gomes às 01:17
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13.1.18

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Leonardo DiCaprio voltará a trabalhar com Quentin Tarantino num filme baseado na “família Manson”, a comunidade de serial killers liderados por Charles Manson que assombrou os EUA no final dos anos 60, cuja vitima mais mediática foi a actriz, e na altura mulher de Roman PolanskiSharon Tate, em 8 de Agosto de 1969.

 

O filme terá distribuição da Sony, quebrando assim a relação de mais de duas décadas com os irmãos Weinstein via Miramax e The Weinstein Company, que datava portanto já desde a sua primeira longa-metragem: Reservoir Dogs de 1992. De acordo com uma fonte do Vanity Fair, o filme vai-se focar numa estrela de televisão, que teve uma série de sucesso e está à procura de entrar na indústria cinematográfica, e no seu parceiro (e duplo/stunt). Sendo assim, a tragédia que envolveu o assassinato de Sharon Tate e quatro amigos seus servirá como pano de fundo.

 

Foi ainda revelado que Margot Robbie encontra-se em negociações para integrar o elenco, que também “cobiça” as presenças de Brad Pitt e Tom Cruise.

 

O orçamento está nos 100 milhões de dólares, e deve-se esperar que a produção tenha início no Verão, com estreia para 2019.

 

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publicado por Hugo Gomes às 01:01
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Chris Albertch, Presidente da Starz, anunciou na Television Critics Association (TCA) Winter 2018 Press Tour, que a Starz em conjunto com Lionsgate irão produzir uma série baseada no franchise de John Wick.

 

Intitulado de The Continental, a série explorará o submundo dos assassinos e o hotel-fachada que os abriga. Nos filmes, esse mesmo hotel é gerido por Winston, personagem interpretada pelo ator Ian McShane.

 

O argumentista e produtor Chris Collins (Sons of Anarchy, The Wire) encontra-se confirmado para escrever esta adaptação televisiva, enquanto que Chad Stahelski (corealizador de John Wick e realizador de John Wick: Chapter 2), Derek Kolstad (argumentista dos dois filmes), Keanu Reeves, Basil Iwanyk (produtor do díptico e ainda de Sicario) e David Leitch (corealizador de John Wick e realizador da sequela de Deadpool) estarão integrados na produção. Este último, irá dirigir o episódio-piloto.

 

No seu anúncio, Albertch revelou que "esta série será verdadeiramente diferente de qualquer outra coisa na TV. "The Continental" promete incluir as sucessivas sequências de luta e os tiroteios intensamente organizados entre assassinos profissionais e seus alvos que os adeptos esperaram na franquia de John Wick, além de apresentar alguns personagens novos e convincentes que habitam neste mundo subterrâneo. "

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:54
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12.1.18

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"Listen to me, Steve. Go where? Steve, this is important. Go where? That's right, go where? What happened in your room... Are you listening? What happened in your room is not an isolated incident. It is something that is happening everywhere. So, where you gonna go? Where you gonna run? Where you gonna hide? Nowhere, 'cause there's no one like you left. That's right..." Carol Malone (Meg Tilly)

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:00
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Jeannette l'enfance de Jeanne d'Arc, um musical tendo como inspiração a vida da heroína francesa do século XV, Joana D’Arc, que fora o filme de abertura do 49ª Quinzena de Realizadores, vai contar com uma continuação. Quem o confirma é o realizador Bruno Dumont (Ma Loute).

 

Intitulado de Jeanne!, esta sequela seguirá uma Joana D'Arc adulta a tentar concretizar a profecia. Ainda se desconhece se o filme manterá o estilo musical do antecessor, o qual contou com uma banda-sonora da autoria do compositor experimental electrónico, Igourrr (Gautier Serre).

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:32
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12.1.18

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O Cidadão Elefante em Cidade Turística!

 

Existe um exotismo associado ao termo world cinema. Termo, esse que Sundance apropriou para uma das suas secções mais impares, porém, interiorizada num certo conforto ocidental. A primeira longa-metragem de Kirsten Tan (criada em Singapura) que abriu o mesmo espaço ano passado, tendo arrecadado um prémio em igual categoria, é um postal turístico de uma Tailândia evidentemente exótica, visualmente oriental, mas enquadrada num registo apontado demasiado a Oeste.

 

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Sim agradará um público verdadeiramente ocidental, até porque o duelo de urbanização / ruralidade, em anexo com o lado selvagem de um património natural em perigo, Pop Aye é o que poderemos chamar num “world cinema crowd pleaser”, um exemplar inofensivo, o quanto caloroso em termos de coração, mas longe de conquistar um espaço na sua cinematografia. Primeiro, porque toda a sua linguagem narrativa estremece um apelo ao gosto de um “Hollywood” independente, não é por acaso que o filme abriu Sundance, o road movie encorajado por um tardio coming-to-age, neste caso a moralidade como objectivo de trajetória. Segundo ponto, essa linguagem culturalmente perceptível sufoca o misticismo que poderia, e bem, suscitar nesta amizade interespécies - um velho arquitecto que vive vampiricamente dos seus momentos de glória e um elefante que o remete à sua infância (existe em Pop Aye um certo dispositivo narrativo à lá Rosebud de Citizen Kane).

 

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O simbolismo animalesco que tenderia ser explorado na imagem do paquiderme é nada mais, nada menos que um convite sem anfitrião, e muitos menos sem convidados. De resto, esta travessia por uma Tailândia fora de Bangcoque (pelo retrato bem poderia ser de outro país), carece de identidade, a estranheza do longínquo e sobretudo a idiossincrasia não evidente. É por estas e por outras que Apichatpong Weerasethakul nos apresenta um olhar mais exótico, mais transversal, espirituoso e sobretudo bizarro, e aí reside o desafio proposto ao espectador entranhar. Pop Aye é somente uma viagem nada atribulada, confortante e sugerida na camada de pele de um elefante, difícil de atravessar. Ecologia, dicotomia e muito moralismo (sob vícios  de anti-materialismo). O cinema ocidental sob vestes do oriente.

 

Real.: Kirsten Tan / Int.: Thaneth Warakulnukroh, Penpak Sirikul, Bong

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5/10
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publicado por Hugo Gomes às 16:10
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11.1.18

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The Theatuh, the Theatuh - what book of rules says the Theater exists only within some ugly buildings crowded into one square mile of New York City? Or London, Paris or Vienna? Listen, junior. And learn. Want to know what the Theater is? A flea circus. Also opera. Also rodeos, carnivals, ballets, Indian tribal dances, Punch and Judy, a one-man band - all Theater. Wherever there's magic and make-believe and an audience - there's Theater. Donald Duck, Ibsen, and The Lone Ranger, Sarah Bernhardt, Poodles Hanneford, Lunt and Fontanne, Betty Grable, Rex and Wild, and Eleanora Duse. You don't understand them all, you don't like them all, why should you? The Theater's for everybody - you included, but not exclusively - so don't approve or disapprove. It may not be your Theater, but it's Theater of somebody, somewhere.” Bill Simpson (Gary Merril)

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:51
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10.1.18

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Uma das sagas de terrores mais duradoras prepara-se para estrear o seu décimo capítulo. Trata-se de Hellraiser, que por cá obteve o título de Fogo Maldito, uma alegoria sadomasoquista inspirada nos contos de Clive Barker que estreou pela primeira vez no cinema em 1987 (com o dito escritor a assumir o cargo de realizador).

 

O filme rapidamente ascendeu ao estatuto de culto e o seu “monstro-estrela”, Pinhead, converteu-se numa das mais populares figuras do género. A sequela direta, que estreou em 1988, prolongou esse mesmo sucesso. Porém, depois do quarto filme, que foi um fiasco, o franchise ficou retido no circuito de Home Video, onde continuou de forma presencial. À chegada deste décimo capitulo, Doug Bradley, que sempre vestiu a pele desse demónio, saiu do projeto. No seu lugar temos Paul T. Taylor (Super).

 

Escrito e dirigido por Gary J. Tunnicliffe, responsável pelos departamentos de caracterização de X-Men Origens: Wolverine e Pulse, o intitulado Hellraiser: Judgment seguirá diretamente para o circuito de Home Video, Video-on-demand e streaming. Como curiosidade, a actriz Heather Langenkamp encontra-se no elenco. Para quem desconhece, ela foi Nancy Thompson, a grande protagonista de A Nightmare on Elm Street, de Wes Craven.

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:32
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Encontra-se a ser preparado um filme sobre a famosa dupla de comediantes Stan Laurel & Oliver Hardy, que em Portugal ficaram conhecidos como Bucha & Estica. A produção, que terá como título Stan & Ollie será protagonizado por John C. Relly (The Lobster, Step Brothers) e Steve Coogan (24 Hour Party) e contará com a realização de Jon S. Baird (Filth) e com um argumento de Jeff Pope (Philomena). Shirley Henderson (Okja), Nina Arianda (Midnight in Paris), e Danny Huston (Wonder Woman) fazem ainda parte do elenco.

 

Recordamos que a dupla de comediantes, provavelmente a mais icónica do Cinema, participou em mais de 100 produções, incluindo longas e curtas metragens e até mesmo peças teatrais. A primeira aparição foi em The Lucky Dog (1917) e desde então têm reunido êxitos como também fracassos.

 

O filme cinebiográfico terá como base a relação entre ambos e a diferença que os unia, focando particularmente numa tournée de despedida que o duo organizou em 1963, no Reino Unido. As primeiras imagens foram divulgadas, demonstrando a transformação dos actores para os respectivos papeis. 

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publicado por Hugo Gomes às 15:16
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"O crítico é a única fonte independente de informação. O resto é propaganda"

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:42
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Linha atribulada!

 

É o efeito estafeta. Jaume Collet-Serra recebe os planos gerados por Luc Besson e Pierre Morel que consiste em transformar Liam Neeson num action man cinquentão, e põe em prática tal projeção, posicionando-o como um arquétipo de John McClane. É bem verdade que nesta cumplicidade, produções como Unknown e Run All Night funcionaram de forma moderada.

 

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Todavia, existem “coisas” que perpetuam vícios nefastos, entre eles a maligna avença de Neeson com transportes públicos. Aqui o avião de Non-Stop dá lugar a um comboio numa linha subjacente de Nova Iorque e, em modo teste, o ator, agora tornado em sexagenário (ele faz questão de relembrar isso inúmeras vezes), vê-se enredado num jogo mortal, tendo como objetivo o encontrar um misterioso sujeito. Prazo: até ao fim da linha. Prémio: quantias monetárias que rapidamente passam para a segurança da sua família.

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Assim sendo, a personagem de Neeson terá que usar o seu intelecto e o leque de “especialidades adquiridas por um longa carreira” (velha cantiga) para conseguir decifrar o “enigma”. Uns pozinhos de thriller hitchcockiano o qual Collet-Serra sempre esmiuçara e uma tendência whoddunit digna de uma Agatha Christie de segunda. Pois, não vale a pena suspirar por isto, porque de inteligência este The Commuter nada tem. Aliás, é apresentado “cartão amarelo” para Hollywood.

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Existe um problema (um!), uma grave anomalia na condução dos diálogos, ou melhor, na construção destes. Aqui somos confrontados com falas mais explicitas do que as imagens que se inserem, ou a informação despejada desalmadamente que apresenta um artificio irrealista dos mesmo. Talvez seja de forma a não levar o espectador em erro, ou (pior dos cenários) lançar uma indireta à inteligência do seu público-alvo. Preferimos pensar que é só um agravado desleixo. Porém, o mal desta enésima correria de Liam Neeson é a epidemia que parece invadir muitas das produções cinematográficas, reduzidas a produtos de linha montagem. Mas não avançaremos por esses diagnósticos complexos, não há tempo para isso, seguimos para a próxima paragem.

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O argumento, automatizado, colado a “cuspo”, vislumbrando uma extensa paisagem de lugares-comuns e de manientos truques segue até um twist que se adivinha a léguas. Talvez seja o trabalho técnico que nos dá algumas “luzes” do “potencial”. Desde a edição rotineira e recortada do seu arranque, que provoca em nós o efeito de conformismo férreo, até à grande sequência de ação filmada num só take, uma moda muitas vezes apresentada erradamente por muitos com o palavreado “lufada de ar fresco”. Portanto, nada de novo aqui. Nem a Oeste, Este, Norte ou Sul. Criativamente inexistente, somente mais uma paragem no meio de nenhures.   

  

Real.: Jaume Collet-Serra / Int.: Liam Neeson, Vera Farmiga, Patrick Wilson, Sam Neill, Jonathan Banks, Clara Lago

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:02
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8.1.18

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Por mais destaque e singularidade que tentam emanar nas suas cerimónias, os Golden Globes são sempre vistos como uma linha reta à premiação dos Óscares. A noite de ontem, pouco se destacou nesse sentido. Foi a feira das vaidade, porém, coberta de negro devido ao tão badalado protesto contra o assédio sexual, uma assombração que parece viver em Hollywood. E o decorrer da cerimónia deixa claro, que Hollywood não quer esquecer isso. Seth Meyers entra a “matar” com um rol de piadas nesse ramo, desde Weinstein a Kevin Spacey, passando pela sua masculinidade, ninguém sai ileso no seu discurso inicial. Mais um fator de que os Globos não conseguem deixar a sua marca, até porque os Óscares parecem dotados desse “comentarismo” político-social, diversas vezes embalado pela hipocrisia. E falando em hipocrisia, ouviu-se uns certos apupos a Meryl Streep.

 

Enfim, mas os Golden Globes não são o “We are the World” do discurso mediático, são Cinema … e Televisão, onde esta última tem adquirido uma portentosa relevância na indústria. Celebram-se séries como grandes produções hollywoodescas, festejam-se vitórias como verdadeiros oscarizados. The Handmaid’s Tale e Big Little Lies provam a sua força nas suas respectivas nomeações, tornando-se os grandes da noite - quer no pequeno ecrã, quer no grande panorama.

 

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Mas o Cinema está lá, a tentar vincar a sua constante ofuscação. Three Billboards Outside Ebbing, Missouri prova a sua consistência na época de prémios, arrecadando 4 estatuetas, entre as quais as previsíveis ator secundário (Sam Rockwell) e argumento (a mais merecida das suas indicações), em conjunto com o de melhor atriz (Frances McDormand a destroçar Sally Hawkins) e o surpreendente Melhor Filme. Martin McDonaugh viu o prémio de realização cair nas mãos de Guillermo Del Toro, a provar que é uma força a acontecer nos Óscares, quem sabe, a consagração do cinema de género. De mãos vazias, saíram três grandes da indústria: Steven Spielberg, Ridley Scott e Christopher Nolan, o resto do quinteto de “all-male directors”, ferroada lançada por Natalie Portman na apresentação da categoria à luz do snub de Greta Gerwing, Patty Jenkins e Dee Rees nos nomeados.

 

Lady Bird tira o tapete a Get Out na categoria de Melhor Filme Comédia ou Musical. Para quem esperava que o filme de Jordan Peele, completamente deslocado da sua secção, levasse a estatueta desmerecida (comédia, vai se lá ver), entrou aqui numa desesperante espiral. Até porque Daniel Kaluuya viu o prémio de melhor ator (comédia) ser entregue a James Franco com a sua mimetização de Tommy Wiseau. Surpresa, das surpresas, surge em palco o “verdadeiro” Wiseau, impedido de discursar por Franco. Este foi o momento mais hilariante da noite.

 

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De resto, Saoirse Ronan foi a melhor atriz de comédia por Lady Bird; Gary Oldman foi reconhecido como melhor ator dramático (como as academias adoram “imitações”); Coco, sem “espinhas”, conquista a melhor animação e Allison Janney rebaixa a sua concorrência (Laurie Metcalf) como melhor atriz Secundária em I, Tonya (Margot Robbie não foi reconhecida desta vez na categoria principal). Surpresas das surpresas, surge com a vitória de Fatih Akin e o seu In the Fade no melhor filme em língua estrangeira (para os Óscares apostasse em The Square- O Quadrado).

 

Contudo, existem ainda dois momentos que gostaria de destacar na Cerimónia. Uma foi o discurso inspirador de Oprah Winfrey, que motivou lágrimas e, apesar de tudo, deu um “cheirinho” de corrida presidencial. E o segundo ponto, e talvez o mais doloroso, Kirk Douglas decadente e inaudível em palco. Sabemos que ninguém é imortal, mas a velhice é tramada … e infernalmente cruel.

 

Para os Óscares espera-se um maior destaque a Get Out e quem sabe (a minha aposta), a Wonder Woman, visto que a heroína da DC integrou o painel da Producers Guild of America, o que é sempre um sinal. E sim, na maior das hipóteses a vitória de Gary Oldman como ator, um prémio de “consolação” pelos anos e anos de negligência por parte da Academia. Por enquanto, é só esperar pelo dia 23 de janeiro, quando as nomeações foram anunciadas.

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:13
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A Guerra, ali ao lado!

 

A esta altura do campeonato torna-se difícil separar Darkest Hour de um outro olhar sobre a crise de Dunquerque. Sim, refiro ao homónimo filme de Christopher Nolan, o qual tantas maravilhas foram dirigidas por esse Mundo fora. E nesse “concurso opinativo”, o mais recente filme de Joe Wright sai a perder no senso comum por simplesmente emanar a dita biografia classicista, erguido, como é o costume, pela omnipresença do seu ator principal.

 

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O conflito bélico em si, encontra-se visualmente ausente, mas verbalmente presente nos discursos dos seus lideres, um campo de batalha torna-se terreno politico que se vislumbra em “horas mais negras”. A assombração da guerra e um homem, o belicista primeiro-ministro Winston Churchill, que se torna na figura-chave de uma nação a passos largos a essa mesma “escuridão”, parecem não ser par para o explicito pomposo de Nolan. Porém, é aí que se enganam. Darkest Hour é em toda a sua condução (e perdoam-se as aventuras no cinema mais clássico a puxar pela Hollywood “banhada” pelos seus ídolos de ocasião), um filme pacifico com a nossa imaginação. Um retrato de um Reino Unido como uma ilha em pés de guerra, onde as verdadeiras “trincheiras” residem a milhas de distancia, mas é com as suas invocações verbais que o espectador é engolido por esse cenário sugestivo (apenas relembrado por pequenos detalhes sem a afiambrada explicitude).

 

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Enquanto isso, Wright deixa-nos antever um aprumo técnico, a começar pela primeira sequência onde um picado navega por entre o parlamento inglês, causando uma extensão à sensação de conflito interno, o plano geralizado que dá lugar a um dinâmico conjunto a servir de preparativos para a enésima esquematização biográfica (recordamos a natureza teatral injetada num outro parlamento em Lincoln, de Spielberg). A luz, as sombras, tudo incluindo na fotografia de Bruno Delbonnel jogam a favor da avizinhada ansiedade e, em conformidade, a banda sonora rompante de Dario Marianelli assume o inicio de batalha como um rufar dos tambores (o tão profético confronto encontra-se ao virar da esquina). Obviamente, que Darkest Hour funciona como um objeto de requinte e de alguma classe no seu vigor vintage, e Gary Oldman é par para esse desafio, não fosse o facto da obra o apropriar como a sua força-motora. Apesar do “boneco imitador” que o ator contrai nesta sua composição (como os votantes e academistas tanto adoram premiar), é nessa coerência histórica indiciada na sua interpretação o qual Joe Wright trabalha como um vetor, o resto vem por acréscimo.

 

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A certo ponto, sentimos esse classicismo a estorvar a seriedade do filme. Vejamos a sequência decorrida no metro, onde Churchill entra em contacto com os seus eleitores, acompanhado por um “belo” discurso de empório patriótico, e de inspirada manipulação para nos dar a ideia de que o “povo é quem mais ordena” naquele cenário sociopolítico. Enfim, rasteiras e mais rasteiras que não condenam de todo este Darkest Hour, mas o enfraquecem frente ao leque de biopics da award season. Mas em relação ao outro Dunkirk, a dominância das palavras e o uso sugestivo do trabalho de Wright adquirem uma dimensão fulcral e menos jubiloso em relação a tão proclamada obra de Nolan. E, verdade seja dita, puxando para trás, em 2007, Joe Wright conseguiu em 5 minutos aquilo que o outro não conseguiu em hora e meia. Nem sempre a quantidade é sinonimo de qualidade. 

 

Real.: Joe Wright / Int.: Gary Oldman, Lily James, Kristin Scott Thomas, Ben Mendelsohn, Ronald Pickup, Stephen Dillane

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:45
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