31.8.17

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Chega-nos o primeiro trailer de Blade of the Immortal, o mais recente filme de Takashi Miike, um épico de samurais baseado na manga de Hiroaki Samura.

 

Com Takuya Kimura, Hana Sugisaki, Sôta Fukushi, Ebizô Ichikawa, Min Tanaka e Tsutomu Yamazaki, o enredo remete-nos a um samurai amaldiçoado com a imortal, incapaz de morrer torna-se guarda-costas de uma jovem com sede vingança.

 

Apresentado na 70ª edição do Festival de Cannes, Blade of the Immortal chegará aos cinemas norte-americanos em novembro, em Portugal ainda não existe data de estreia, mas tal como muitos da filmografia de Miike, é improvável que receba. 

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:54
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30.8.17

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Está tudo de olhos postos em Veneza. O festival de cinema mais antigo do Mundo comemora a sua 74ª edição com uma programação mediática e, como já parece ser tradição, com “palpites” para alguns dos candidatos aos Óscares de 2018. Depois de Cannes ter falhado na sua seleção norte-americana que segundo as más línguas se deveu ao facto de Thierry Frémaux, o delegado-geral, ter estado demasiado envolvido na promoção do seu livro do que supostamente na procura destes filmes, cujo os olheiros de Veneza não deixaram que se tivessem perdido. Resultado, Alexander Payne, George Clooney, Darren Aronofsky, Paul Schrader e Guillermo Del Toro, serão os braços fortes de Hollywood a competir pelo cobiçado Leão de Ouro.

 

Mas a tarefa não será fácil para os americanos, muito se espera das novas produções de Abdellatif Kechiche, que após ter falhado Cannes promete ser um “osso duro de roer” no certame veneziano, o nipónico do momento Koreada Hirakazu, e os conterrâneos Paolo Virzi, Sebastiano Risio e os irmãos Manetto. Salienta-se também a curiosidade em torno do documentário do artista plástico e ativista Ai Weiwei, Human Flow, sobre a crise dos refugiados, tema que costuma vingar neste tipo de Festivais.

 

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Apesar de não existir nenhuma produção portuguesa nas principais secções, teremos uma promissora presença, a do o director de fotografia Rui Poças que se encontra envolvido na cinematografia de Zama, a mais recente longa-metragem de Lucrecia Martel, uma adaptação da novela histórica de Antonio Di Benedetto em Fora de Competição.

 

Um dos destaques desta 74ª programação é a entrega do Leão de Carreira para os actores Robert Redford e Jane Fonda, algumas das mais icónicas faces da Nova Hollywood. A entrega decorrerá no dia 1 de Setembro, depois da exibição de Our Souls at Night, do realizador indiano Ritesh Batra (A Lancheira), um filme original da Netflix que se encontra presente Fora de Competição. Protagonizado pela dupla em questão, a obra remete-nos a dois viúvos que conviveram como vizinhos durante anos, assombrados pelas suas escolhas do passado e unidos pela compaixão mutua.

 

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Apesar do clima festivo, a celebração do cinema, quer das mais recentes apostas contemporâneas, quer das ligações com o passado (a projecção de cópias restauradas de filmes de Godard, Mizoguchi, Antonioni, Whale, Klimov, Landis, entre outros), o Festival de Veneza encontra-se assombrado pelo fantasma do terrorismo. De forma a prevenir qualquer desses cenários, o festival deste anos reforçou a sua segurança, com uma aumento significativo de 30% de agentes da autoridade, vários deles à paisana, câmaras, assim como novas medidas de segurança e de prevenção.

 

O 74º Festival de Veneza arranca hoje prolongando até 9 de Setembro.

 

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publicado por Hugo Gomes às 11:49
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28.8.17

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Morreu nesta segunda-feira (28 /08), a actriz Mireille Darc, um dos ícones dos cinema francês dos anos 60, com carreira plena na década de 70. Tinha 79 anos.

 

Mireille Aigroz (nome de baptismo) iniciou a sua carreira em 1960, ano que é lançado um telefilme (Du côté de l'enfer), uma curta-metragem (La Revenante) e o seu grande passo, Les Distractions, de Jacques Dupont, um filme protagonizado pelo na altura ascendente Jean-Paul Belmondo. Depressa, Mireille Darc (adoptou esse nome artístico em homenagem à sua heroína Joana D'Arc) tornou-se hiperactiva, tendo vingando sobretudo no género da comédia francesa, destacando a sua colaboração com o realizador Roger Vadim (La Bride sur le Cou / Uma Mulher sem Freio, ao lado da mega-estrela Brigitte Bardot) e nos enésimos trabalhos ao lado do cómico Louis de Funès (Le diable et les 10 commandements, Pouic-Pouic).

 

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Contudo, tornou-se numa presença habitual na filmografia de Georges Lautner, tendo trabalhando com o realizador mais de 13 vezes, e ainda foi a protagonista de Week End, do proeminente Jean-Luc Godard. Foi companheira por mais de 15 anos com Alain Delon, a sua carreira sofreu uma interrupção nos anos 80 (em 1989 dirigiu uma longa-metragem, Le Barbare, sem êxito), tendo regressando com diversos papeis televisivos na década seguinte até ao fim dos seus dias.

 

Foi distinguida em 2006 com a Legião de Honra, a actriz  tornou-se a 'madrinha' da associação La Chaîne de l'Espoir, tendo dedicado nos seus últimos anos a acções de caridade.

 

Mireille Darc (1938 - 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 13:57
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27.8.17

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Tobe Hooper, o lendário realizador de O Massacre do Texas, morreu. Tinha 74 anos e a causa da morte ainda não foi confirmada.

 

Nascido em Austin, Texas, em 1943, no dia 25 de Janeiro, Hooper começou a sua carreira no Cinema como documentarista, sendo Eggshell (1963), uma viagem psicadélica e hippie na sua primeira longa-metragem. Contudo, o realizador iria entrar na História do Cinema com Texas Chainsaw Massacre (O Massacre no Texas, 1974), um conto gore inspirado no serial killer Ed Gein que chocou tudo e todos, mas mesmo assim teve uma brilhante apresentação no Festival de Cannes. De baixo orçamento, efeitos quase caseiros e um equipa muito reduzida trabalhando em condições adversas, o filme o levou ao estatuto de promessa, não apenas do género, mas do cinema cada vez mais libertino que despertava na década de 70.

 

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Tobe Hooper iria mais tarde regressar ao tema com Eaten Alive (1976), obra em plena fase de revisionismo, e a sequela de Texas Chainsaw Massacre em 1986, hoje tido como um dos apogeus do comedy horror dos anos 80. Mas antes de regressar ao Texas sangrento depois de outras variações com algum sucesso (a versão televisiva de Salem's Lot em 1979, e Fun House em 1981), havia trabalhado com Steven Spielberg no muito atribulado Poltergeist (1982), que apesar de tudo consistiu num grande êxito de bilheteira.

 

O realizador passou por uma "fase de outro mundo", mais precisamente em 1985 e 1986, com Lifeforce e Invaders from Mars respectivamente, duas peculiares versões de invasões alienígenas, e após apostar na televisão no final da década de 80, tenta regressar ao território do terror com o Spontaneous Combustion (1990), Night Terrors (1993) e The Mangler (1995), e mais tarde, Toolbox Murders (2004), Mortuary (2005) e Djinn (2013), mas sem sucesso. O terror havia transformado e Tobe Hooper não tinha lugar no antigo "lar", que apesar dos seus esforços em reafirmar-se no género, seria para sempre recordado de forma saudosista como o "criador de Massacre no Texas", reputação que o perseguiria até ao fim dos seus dias.  

 

Tobe Hooper (1943 - 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 12:31
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26.8.17

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A actriz, e agora realizadora Vanessa Redgrave, vai estar presente em Lisboa durante a Festival Internacional de Cultura de Cascais, assim como para a apresentação do seu documentário, Sea Sorrow.

 

Tendo estreia especial no último Festival de Cannes, o filme assumiu-se como uma meditação pessoal da actriz para a com a crise dos refugiados, uma espécie de testemunho do seu trabalho solidário e activista. A sessão, terá lugar no cinema Medeia Monumental no dia 19 de Setembro, contará também com a presença do produtor Carlo Nero e ainda de Lord Alfred Dubs, membro e antigo deputado do Partido Trabalhista, como também activista dos direitos dos refugiados e ex-presidente do Conselho para os Refugiados.

 

Sea Sorrow estreará nos cinemas nacionais a 28 de Setembro.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:32
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A colectânea de gritos para se fazer ouvir na capital já no próximo mês de Setembro, com a 11º edição do MOTELx: Festival Internacional de Cinema de Terror em Lisboa. Estão agendadas mais de 70 sessões incluindo filmes, workshops, masterclasses e actividades paralelas a ter lugar no Cinema São Jorge, Teatro Tivoli BBVA, Cinemateca Portuguesa e Júnior, Rua da Moeda, Museu do Berardo, Lounge e Largo de São Carlos (sessões Warm-ups).

 

Como já fora revelado em Julho, o 11º MOTELx terá como temática “O Estranho Mundo do Terror Latino”, com a colaboração do Passado e Presente - Lisboa, Capital Ibero-americana de Cultura 2017 de forma a conduzir o público a explorar "a diversidade do cinema de género produzido na América do Sul e na Península Ibérica." Para além disso, o chileno Alejandro Jodorowsky e o produtor Roger Corman são esperados nesta terrifica mostra de cinema fantástico, inseridos na já "clássica" rubrica Culto aos Mestres Vivos.

 

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O MOTELx deste ano abrirá com a obra Super Dark Times, a primeira longa-metragem de Kevin Phillips. Apresentado na última edição de Roterdão e Tribeca, o filme exibe-nos uma forte amizade abalada pela tragédia. A crítica internacional tem o considerado uma espécie de comig-to-age gore. Como encerramento, comprovaremos o hype por detrás da nova versão de IT, de Andy Muschietti, inspirado num livro de Stephen King sobre um grupo de jovens assombrados por uma estranha criatura que assume a forma de palhaço. Espera-se sustos e calafrios num dos mais esperados filmes do ano.

 

Mas tal como é comum afirmar-se, é no "meio que reside a virtude", e Setembro será presenteado com algumas das grandes novidades do género, entre os quais o mais recente capitulo da saga Child's Play (Chucky, O Boneco Diabólico), Cult of Chucky. Ainda o novo filme de Cate Shortland (Lore), Berlin Syndrome, a história de uma jovem que se apaixona na capital alemã e que se torna prisioneira/cativa do seu "apaixonado", um prometedor retrato das complexidades do chamado "síndrome de Estocolmo". O regresso ao rubro da frenética acção indonésia com Headshot, de Kimo Stamboel e Timo Tjahjanto, protagonizado por Iko Uwais (Raid: Redemption). Amor entre canibais com The Bad Batch, de Ana Lily Amirpour (A Girl Walks Home Alone at Night), que conta com as presenças de Keanu Reeves, Jim Carrey, Jason Momoa e Diego Luna, e zombies coreanos no "demorado" Train to Busain, de Yeon Sang-ho. São estas e muitas outras propostas que preenchem o Serviço de Quartos do festival.

 

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A Competição de Longas-Metragens continua, desta vez com 8 filmes a concurso para o Prémio MOTELX – Melhor Longa de Terror Europeia/Méliès d’Argent, incluindo o inglês The Limehouse Golem, de Juan Carlos Medina, o espanhol The Night of the Virgin, de Roberto San Sebastián, e o holandês Prey, de Dick Maas. Na secção Doc Terror é apresentado o 78/52,  desconstrói as 78 posições de câmara e 52 planos da mítica cena do chuveiro de Psycho, e King Cohen, sobre o argumentista, produtor, realizador e rebelde Larry Cohen.

 

Mas antes do festival, temos obviamente o Warm-Up que arranca a 31 de Agosto no Beco da Rua da Moeda (Cais do Sodré) com uma sessão ao ar livre de Jodorowsky’s Dune, o célebre documentário sobre a adaptação de Dune por Alejandro Jodorowsky, que como sabem, nunca chegou a ser feito. A sessão é precedida por um concerto dos Acid Acid inspirado no universo conceptual do realizador.

 

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Enquanto que nos dias 1 e 4 de Setembro, a Cinemateca Portuguesa acolherá o "aquecimento" do ciclo Estranho Mundo do Terror Latino, onde serão exibidos, pela primeira vez naquele espaço, El Vampiro, de Fernando Méndez, e ¿Quién puede matar a un niño?, de Narciso Ibáñez Serrador. Conta-se ainda com a projecção, no dia 1, de um grande clássico de terror brasileiro, À Meia-Noite Levarei Sua Alma, o filme de José Mojica Martins no qual gerou a icónica figuro do Zé do Caixão.

 

Já no Largo de São Carlos, no dia 2, George A. Romero será homenageado, com a exibição de “Dawn of the Dead”. A noite termina no Sabotage com um concerto dos Glockenwise.

 

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publicado por Hugo Gomes às 10:20
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25.8.17

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Chega-nos o primeiro trailer de Last Flag Flying, o novo filme de Richard Linklater (Before Sunset, Boyhood) que contará Bryan Cranston, Steve Carell e Laurence Fishburne no elenco. Baseado num romance de Darryl Ponicsan, a obra é a sequela de um clássico de Hal Ashby, The Last Detail (O Último Dever, 1973), com Jack Nicholson no elenco.

 

Last Flag Flying, produzido e distribuído pela Amazon Studios, remete-nos a três veteranos da Guerra do Vietname que se reencontram após a morte do filho de um deles, morto em missão no Iraque.

 

O filme tem estreia mundial no Festival de Nova Iorque no próximo mês de Setembro e estreia comercial em Novembro, aumentando as suas possibilidades de ser um dos candidatos aos Óscares de 2018.

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:37
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Parceiros do crime!

 

As comédias norte-americanas continuam as mesmas, persistindo o characters type de alguns actores, muitos deles reduzidos a caricaturas, ou a resistências do datados estereótipos, quer geográficos, raciais ou de género. The Hitman’s Bodyguard, possivelmente uma das bem sucedidas deste verão, é a rotina deste catálogo que acompanha gerações, gerações e gerações de espectadores. A esta altura o leitor questiona se o filme em si é merecedor desta revolta, ou se apresenta uma qualidade vergonhosamente descarada. Podemos afirmar que não se trata do pior do ano, nem a “coisa” mais ofensiva dos últimos anos, mas não há motivos para descanso, trata-se de um retrocedo considerar isto entretenimento.

 

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Se a nova direcção de Patrick Hughes (The Expendables 3) funciona quando Samuel L. Jackson e Ryan Reynolds são deixados à sua mercê ao velho estilo buddy movie, o resto … bem, o resto, é uma colectânea de lugares comuns e de miopia por parte dos envolvidos. Vamos por partes: Gary Oldman é o vilão (who else?), fingindo ser um russo… peço desculpa … bielorrusso, porque antagonismo tem origem no leste, segundo a crença yankee; O português Joaquim De Almeida vem sabe-se lá donde e o espectador conhece automaticamente a sua vilania, devido a esse character type e Salma Hayek é a louca mexicana.

 

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Umas piadas previsíveis ali com júbilos geográficos e fart jokes à mistura, a violência R que parece ter virado moda com Deadpool (tudo se resume a tendências), umas questionáveis lições de justiça e maniqueísmo (até Tarantino consegue ser mais ambíguo) e Samuel L. Jackson a demonstrar que continua o melhor a vestir a pele de Samuel L. Jackson. Isto é comédia para alguns, entretenimento para outros, mas no fundo é a mesma jogada de sempre. Hollywood parece não ter aprendido nada ao fim destes anos todos, nem com as mudanças que testemunha. 

 

Real.: Patrick Hughes / Int.: Ryan Reynolds, Samuel L. Jackson, Gary Oldman, Salma Hayek, Joaquim De Almeida, Elodie Yung

 

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3/10
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publicado por Hugo Gomes às 12:53
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23.8.17

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Vem aí um novo filme sobre Joker, desta vez contando com produção de Martin Scorsese e realização de Todd Phillips (A Ressaca, War Dogs). Segundo a Deadline, este projeto sob a alçada da Warner / DC terá como foco a origem do famoso vilão de Batman, centrando a acção nos anos 80 em um estilo muito confundível do género crime / drama.

 

Apesar de Jared Leto ter vestido a pele do “palhaço criminoso” em Suicide Squad (e que repetirá na possível sequela), não irá regressar a este filme, a fonte adianta que Todd Phillips procura de momento uma “cara nova”, até porque este Joker não irá fazer parte do atual Universo Partilhado.

 

Phillips e Scott Silver serão os autores do argumento.

 

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publicado por Hugo Gomes às 01:33
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21.8.17

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Uma gelada experiência na direcção!

 

Depois da escrita, Taylor Sheridan (argumentista de Sicário) apresenta-nos a sua primeira experiência … perdão … segunda na realização (visto que após as primeiras apresentações deste Wind River houve uma tentativa de ofuscar o seu primeiro trabalho na direcção, o terror Ville, em 2011). Eis um cold western que se assume como um policial à paisana, um prolongamento de um mero episódio CSI sob a desculpa de um diálogo "intrínseco" entre uma América em plena recusa com o seu passado. Temáticas, essas, já abordadas no seu anterior guião, Hell or High Water, de David Mackenzie, graciosamente refinada na química entre Jeff Bridges e Gil Birmingham: "Não é suposto os índios sentirem pena por um cowboy". A decadência identitária desta América em que os índios se vêem forçados a integrar uma sociedade feita por semi-tolerâncias é agora um ponto de partida para a expansão deste extenso whoddunit.

 

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O resto é colocar os "vingadores" à patrulha (Jeremy Renner e Elizabeth Olsen novamente como dupla) e deixar-nos pelo rotineiro da narrativa que recorre às mais extremas preguiças do ramo (flashbacks sem utilidade alguma, sem ser para induzir um profundo maniqueísmo nesta busca) ou da cumplicidade com a violência primária ao invés de repugná-la. Foram situações que o anterior Hell or High Water soube conduzir sem erros de principiante, enquanto que em Taylor Sheridan, encontramos uma persona demasiada presa às suas palavras e vírgulas, sem a fluidez técnica (por vezes parece que não há tripé para planos fixos) para dinamizar essa própria história. Aí nota-se a importância de um realizador visual, aquilo que Mackenzie era tão bem.

 

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Quanto a reflexões da decadência nativa, assim pega, assim esquece. Wind River está condenado ao hype de award season (talvez seja a falta de propostas adultas em sala), mas infelizmente ficamos com a promessa. Sim, Taylor, só as promessas de um messias deste subgénero.    

 

Real.: Taylor Sheridan / Int.: Jeremy Renner, Elizabeth Olsen, Graham Greene, Gil Birmingham

 

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4/10
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publicado por Hugo Gomes às 20:56
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20.8.17

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Adeus Jerry Lewis, mais que um cómico, um génio cinematográfico que proliferou na comédia mais do que um mero artificio de gargalhadas, um dispositivo narrativo, morreu este domingo (20 de Agosto) na sua casa em Las Vegas. Tinha 91 anos, e para trás deixa um legado inimitável.

 

Tornou-se famoso com o programa que co-protagonizava com Dean Martin, Martin & Lewis, mas foi no Cinema que converteu-se num ícone. Talvez um autor, como era referido na imprensa europeia, mais do que um comediante. Era rigoroso nas suas temáticas, sempre com desejo de controlar tudo, desde a natureza dos gags, cenários e realização (nesse ramo tornou-se um pioneiro técnico e de técnica). Dirigiu mais de 13 filmes incluindo os bem-sucedidos The Nutty Professor, The Bellboy e Cinderfella. Quanto a The Day the Clown Cried, a história de um palhaço aprisionado pelos Nazis que levava as crianças judias para a câmara de gás, um filme que ainda permanece por lançar, devido à insatisfação de Lewis pelo projecto.

 

Jerry Lewis ainda trabalhou com Martin Scorsese, em The King of Comedy, ao lado de Robert DeNiro. Apresentou os Óscares por mais de 3 vezes. Recebeu em 2009, o Jean Hersholt Humanitarian Award, um Óscar atribuído a personalidades muito dedicadas a causas humanitárias.

 

Jerry Lewis (1926 - 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 20:40
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19.8.17

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A nossa serenata à chuva!

 

Para muitos "o musical dos musicais". A história de um romance que depressa evolui para um drama de desencontros consolidados com um final "feliz" à sua maneira. Aqui, Jacques Demy conforma-se com o género tão apreciado do outro lado do Oceano para encantar e desencantar a sua natureza musical. Ao contrário do que acontece na maioria dos seus congéneres, onde a música é servida como um rompante ocasional ao "realismo disfarçado" utilizada pelas suas personagens, n'Os Chapéus de Chuva de Cherburgo o filme inteiro está completamente imerso nesse veículo expressivo. Os diálogos são integralmente incorporados nesse modelo, ou seja, o filme é completamente cantado, musicado, sem noção de rima ou em perfeita sintonia com a melodia, simplesmente porque a vida é assim, um pesaroso musical (aqui orquestrado por Michel Lagrand).

 

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O enredo, esse, apontaremos como dos mais rotineiros e triviais que o cinema embelezado tem para nos oferecer. É ele, sobretudo, o  propósito para esta manifestação, o romance de dois jovens sonhadores cujo destino acaba por fazer das suas, levando ambos imperativamente às suas respectivas noções de "felicidade criada". Mas começando pelo início, pela nota de arranque desta melodia suave e de vizinhanças tristes, o plano picado de guarda-chuvas que cobrem a calçada encharcada num "estalar de dedos" servindo de postal de abertura para esta dita terra encantada - Cherburgo.

 

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Encantada? Sim, um verdadeiro conto de fadas em linguagem estetizada, a arquitectura rústica e quase erguida de cartão que sobressai nesta paisagem em manto de um belo cinzento para por fim, guiar-nos ao cantos e recantos, devidamente ao ritmo das câmara de Demy que se faz entre travellings arquitectónicos de compartimento a compartimento. Nesta viagem, extraem-se cores e mais cores, um jogo de paletas que endurecem ainda mais o conceito de fantasia. O sonho de juventude, a beleza dos verdes anos, agora vivida por jovens em pleno romance, cuja plasticidade referente ao brilho dos olhos apontados no futuro se perde na chegada do segundo ato. Cherburgo abraça assim esse realismo formal, pelo menos estético, para nos conduzir ao desencanto da maturidade.

 

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Catherine Deneuve e Nino Castelnuovo são estes os novos Romeu e Julieta, cujo infortúnio da sua separação deve-se aos caminhos incertos da vida. Uma juventude planeada e abalada pela herança e pelo dever. Os Chapéus de Chuva de Cherburgo é cinema sem registo fantasioso, não há Deus ex Machina que empale o conflito, é tudo resumido a uma longa serenata à chuva, como vemos no seu inicio, para chegarmos ao final, também ele exausto pela precipitação. A chuva do encontro com a chuva do reencontro, o de "não voltar onde já alguma vez foste feliz", o de desistir na persistência e abraçar a resistência para com a infelicidade.

 

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Se bem que Jacques Demy nos reservou um filme sobre a decadência da paixão, mas nunca a queda do amor. Ou seja, nesta sua descrença no Cinema como ato de sonhar, ele encontra a crença no ato de viver. E o Cinema vive no seu filme, deixando o espectador longe do estatuto de divindade omnipresente tantas vezes gratuitamente adquirido, não interrompendo esta alternativa de "felicidade" (que acaba por sê-lo). As personagens têm aqui, direito às suas vidas autónomas.  

 

Real.: Jacques Demy / Int.: Catherine Deneuve, Nino Castelnuovo, Anne Vernon

 

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9/10

publicado por Hugo Gomes às 15:18
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18.8.17

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O universo de Star Wars irá expandir mais uma vez. Foi anunciado a preparação de um spin-off de Obi-Wan Kenobi, a célebre personagem desempenhada por Alec Guiness na trilogia original e por Ewan McGregor nas três prequelas de George Lucas.

 

Segundo as fontes ouvidas por The Hollywood Reporter, Stephen Daldry (Billy Elliot, The Hours) encontra-se em negociações para dirigir e trabalhar no argumento. Ewan McGregor expressou publicamente interesse em repetir o papel, porém, pelas palavras do próprio “nenhuma proposta ainda foi feita”.

 

Não existe mais informações acerca do filme, nem sequer de que fase da vida de Obi-Wan Kenobi irá retratar.

 

Recordamos que Kenobi é uma das personagens-chaves do universo Star Wars, tendo sido o mestre Jedi de Anakin Skywalker, que mais tarde iria tornar-se no emblemático Darth Vader, e ainda treinou e orientou Luke Skylwalker (Mark Hamill) no filme original de 1977.

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:38
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17.8.17

 

Entre ontem e hoje, já não me recordo ao certo a data, saiu um artigo em que apontava os "millennials" como seres cada vez menos interessados no património cinematográfico, ou seja, nos clássicos, tudo o que é abaixo dos anos 80 (e com restrições). Hoje, no visionamento de imprensa, dei por mim a pensar na perda dessa herança, na cada vez mais homogénea forma de ver cinema ... ou a falta dele. Pior, sinto que de certa forma, existe alguma culpa no cartório em muita imprensa que perpetua essa mesma falta. Hoje chegam duas cópias restauradas de dois clássicos de Jacques Demy, um dos homens esquecidos por esta cinefilia que deve sobretudo ser falada pelas gerações mais novas ... gerações essas que correm aos milhares para ver a mais recente adição da Marvel ou da comédia romântica do costume. Sim, o artigo deixou-me triste, inconsolado, o Cinema não morreu como dizem os pessimista, mas a sua herança parece cada vez mais decadente.

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:36
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O muito prestigiado argumentista Aaron Sorkin (The Social Network, Steve Jobs) prepara o seu grande salto na realização com Molly’s Game, um filme baseado nas memórias de Molly Broom.

 

Uma ex-esquiadora que após perder a sua vaga nos Jogos Olímpicos começa a gerir e a organizar jogos de poker privados, habitualmente jogados por estrelas de cinema e até membros da Máfia. Passados oito anos de esquemas e de jogos ilegais, é finalmente investigada pela FBI.

 

Jessica Chastain irá vestir a pele da chamada “princesa do poker”, contracenando com Idris Elba, Kevin Costner, Michael Cera e Chris O’Dowd. O filme tem estreia prevista para Novembro deste ano, lançando óbvias “piscadelas” aos prémios de temporada.

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:16
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16.8.17

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Sasha Lane, a jovem estrela de American Honey, vai integrar o elenco da nova versão de Hellboy, que terá David Harbour (da série Stranger Things) no papel do homónimo herói. A actriz desempenhará Alice Monaghan, o interesse amoroso do nosso Hellboy.

 

Com a assinatura de Neil Marshall (The Descent, Doomsday), esta nova produção do Universo Hellboy tem o início das filmagens marcado para Setembro. Aron Coleite está presentemente a reescrever o guião original assinado por Andrew Cosby, Christopher Golden e Mike Mignola. Ian McShane será o Professor Bloom, o pai adoptivo de Hellboy, e Milla Jovovich será a vilã, Nimue, também conhecida como a Rainha de Sangue, a maior feiticeira britânica e discípula de Merlin.

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:47
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Cate Blanchett encontra-se em negociações para interpretar lado de Jack Black em The House with a Clock in its Walls, que contará com direcção de Eli Roth (Hostel, Knock Knock).

 

Baseado numa colecção de livros infanto-juvenis de John Bellair, com ilustrações de Edward Gorey, The House with a Clock in its Walls remete-nos às aventuras de um órfão que passa a viver com o seu tio, descobrindo a sua verdadeira identidade, que se trata de um medíocre bruxo e que um dos seus relógios pode trazer o armagedão. Jack Black vai interpretar o referido tio e Blanchett poderá desempenhará a vizinha e também bruxa.

 

A obra será produzida por Brad Fischer, James Vanderbilt e Eric Kripk.

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:28
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15.8.17

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A jovem actriz Anya Taylor-Joy (Split) voltará a trabalhar com Robert Eggers (The Witch) num remake de Nosferatu, um clássico do expressionismo alemão de 1922 assinado por F.W. Murnau que se inspira no Conde Drácula para contar a história de um vampiro (o Conde Orlok) que se apaixona perdidamente por uma mulher e traz o terror à cidade dela.

 

Esta nova versão será produzida pela Studio 8 e pelos produtores Jeff Robinov, Jay Van Hoy e Lars Knudsen. Para além do cargo de realizador, Eggers é também autor do argumento, prometendo uma uma "adaptação visceral" do famoso filme mudo protagonizado por Max Schreck.

 

 

Vale a pena lembrar que, em 1979, Werner Herzog levou aos cinemas Nosferatu: Phantom der Nacht. Embora a história seja baseada em Drácula de Bram Stoker, o filme é uma homenagem ao clássico de Murnau, no qual foi criada a personagem Nosferatu pois os produtores não conseguiram os direitos da história original.

 

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publicado por Hugo Gomes às 10:12
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14.8.17

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Chega-nos o trailer de The Florida Project, a nova obra de Sean Baker (Tangerine) que foi apresentado na última Quinzena de Realizadores em Cannes, onde arrecadou imensos elogios.

 

Tendo como cenário um motel de estrada gerido por Bobby (Willem Dafoe) situado nos arredores da Disney Land, o filme centra no quotidiano de uma criança de seis anos de idade e o seu grupo de amigos. Uma ode à infância, por um lado ingénua, por outras, cruel, a ser vivida nuns EUA austero e à beira de uma crise identitária.

 

Filmado com não-actores, com a excepção de Dafoe e Caleb Landry Jones (Get Out), The Florida Project tem sido visto na sua passagem na Riviera Francesa, como um potencial filme da chamada awards season.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:17
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A negra percepção de Stephen King!

 

Tenham medo. Tenham muito medo quando o escritor Stephen King expressa publicamente que gosta de uma adaptação cinematográfica de uma obra sua. Recordam-se de Sleepwalkers? Pois, ele apoiou o resultado. Recordam-se de Shining Carrie? Pois, ele não apoiou. Goste-se ou não de Stephen King, a verdade é que um escritor que, por vezes, não possui a perícia de avaliar linguagem cinematográfica frente aos seus próprios escritos dá em resultados destes, o de confundir fidelidade ao trabalho original com transparência cinematográfica.

 

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The Dark Tower não é só a pior adaptação de um trabalho seu, porque para esse título já há muitos candidatos, mas é, no seu "grandioso" potencial, um produto falhado, dilacerado pelas promessas de mercantilização. Sim, existem ideias de um franchise, que neste momento parece encontrar lugar no pequeno ecrã, o que nos leva à maior ambição desta Torre, ser um episódio piloto. Com a sua hora e meia de duração (graças divinas por não se prolongar mais), Nikolaj Arcel (A Royal Affair) transforma o épico fantástico com standards de western de King num wannabe de saga juvenil e inconsequente, narrativamente enfadonho e com uma edição conduzida para fugir de elipses, até porque a "palavra de ordem" é despachar o enredo.

 

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Não há profundidade aqui, nem personagens devidamente construídas para suportarem esta viagem entre dimensões, nem nada que valha um curioso olhar nesta produção. Talvez seja Idris Elba e Matthew McConaughey a transmitirem algum esforço em relação à atribuição de profissionalismo neste seio. Um teor fantasiado, castrado, demasiado preso aos lugares-comuns, quer da imaginação de King, quer dos próprios códigos do entretenimento cinematográfico. É um episódio falhado não pelo seu conceito, mas sobretudo, pela sua execução. Um acidente por inteiro, aquela oportunidade há muito esperada de trabalhar na chamada "obra infilmável", agora reduzida a meras cinzas. Obrigado The Dark Tower por nos mostrar o quanto silly season pode ser o mês de Agosto.

 

Real.: Nikolaj Arcel / Int.: Idris Elba, Matthew McConaughey, Tom Taylor, Dennis Haysbert, Abbey Lee, Jackie Earle Haley, Katheryn Winnick

 

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3/10
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publicado por Hugo Gomes às 11:12
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9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
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