18.8.17

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O universo de Star Wars irá expandir mais uma vez. Foi anunciado a preparação de um spin-off de Obi-Wan Kenobi, a célebre personagem desempenhada por Alec Guiness na trilogia original e por Ewan McGregor nas três prequelas de George Lucas.

 

Segundo as fontes ouvidas por The Hollywood Reporter, Stephen Daldry (Billy Elliot, The Hours) encontra-se em negociações para dirigir e trabalhar no argumento. Ewan McGregor expressou publicamente interesse em repetir o papel, porém, pelas palavras do próprio “nenhuma proposta ainda foi feita”.

 

Não existe mais informações acerca do filme, nem sequer de que fase da vida de Obi-Wan Kenobi irá retratar.

 

Recordamos que Kenobi é uma das personagens-chaves do universo Star Wars, tendo sido o mestre Jedi de Anakin Skywalker, que mais tarde iria tornar-se no emblemático Darth Vader, e ainda treinou e orientou Luke Skylwalker (Mark Hamill) no filme original de 1977.

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:38
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17.8.17

 

Entre ontem e hoje, já não me recordo ao certo a data, saiu um artigo em que apontava os "millennials" como seres cada vez menos interessados no património cinematográfico, ou seja, nos clássicos, tudo o que é abaixo dos anos 80 (e com restrições). Hoje, no visionamento de imprensa, dei por mim a pensar na perda dessa herança, na cada vez mais homogénea forma de ver cinema ... ou a falta dele. Pior, sinto que de certa forma, existe alguma culpa no cartório em muita imprensa que perpetua essa mesma falta. Hoje chegam duas cópias restauradas de dois clássicos de Jacques Demy, um dos homens esquecidos por esta cinefilia que deve sobretudo ser falada pelas gerações mais novas ... gerações essas que correm aos milhares para ver a mais recente adição da Marvel ou da comédia romântica do costume. Sim, o artigo deixou-me triste, inconsolado, o Cinema não morreu como dizem os pessimista, mas a sua herança parece cada vez mais decadente.

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:36
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O muito prestigiado argumentista Aaron Sorkin (The Social Network, Steve Jobs) prepara o seu grande salto na realização com Molly’s Game, um filme baseado nas memórias de Molly Broom.

 

Uma ex-esquiadora que após perder a sua vaga nos Jogos Olímpicos começa a gerir e a organizar jogos de poker privados, habitualmente jogados por estrelas de cinema e até membros da Máfia. Passados oito anos de esquemas e de jogos ilegais, é finalmente investigada pela FBI.

 

Jessica Chastain irá vestir a pele da chamada “princesa do poker”, contracenando com Idris Elba, Kevin Costner, Michael Cera e Chris O’Dowd. O filme tem estreia prevista para Novembro deste ano, lançando óbvias “piscadelas” aos prémios de temporada.

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:16
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16.8.17

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Sasha Lane, a jovem estrela de American Honey, vai integrar o elenco da nova versão de Hellboy, que terá David Harbour (da série Stranger Things) no papel do homónimo herói. A actriz desempenhará Alice Monaghan, o interesse amoroso do nosso Hellboy.

 

Com a assinatura de Neil Marshall (The Descent, Doomsday), esta nova produção do Universo Hellboy tem o início das filmagens marcado para Setembro. Aron Coleite está presentemente a reescrever o guião original assinado por Andrew Cosby, Christopher Golden e Mike Mignola. Ian McShane será o Professor Bloom, o pai adoptivo de Hellboy, e Milla Jovovich será a vilã, Nimue, também conhecida como a Rainha de Sangue, a maior feiticeira britânica e discípula de Merlin.

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:47
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Cate Blanchett encontra-se em negociações para interpretar lado de Jack Black em The House with a Clock in its Walls, que contará com direcção de Eli Roth (Hostel, Knock Knock).

 

Baseado numa colecção de livros infanto-juvenis de John Bellair, com ilustrações de Edward Gorey, The House with a Clock in its Walls remete-nos às aventuras de um órfão que passa a viver com o seu tio, descobrindo a sua verdadeira identidade, que se trata de um medíocre bruxo e que um dos seus relógios pode trazer o armagedão. Jack Black vai interpretar o referido tio e Blanchett poderá desempenhará a vizinha e também bruxa.

 

A obra será produzida por Brad Fischer, James Vanderbilt e Eric Kripk.

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:28
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15.8.17

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A jovem actriz Anya Taylor-Joy (Split) voltará a trabalhar com Robert Eggers (The Witch) num remake de Nosferatu, um clássico do expressionismo alemão de 1922 assinado por F.W. Murnau que se inspira no Conde Drácula para contar a história de um vampiro (o Conde Orlok) que se apaixona perdidamente por uma mulher e traz o terror à cidade dela.

 

Esta nova versão será produzida pela Studio 8 e pelos produtores Jeff Robinov, Jay Van Hoy e Lars Knudsen. Para além do cargo de realizador, Eggers é também autor do argumento, prometendo uma uma "adaptação visceral" do famoso filme mudo protagonizado por Max Schreck.

 

 

Vale a pena lembrar que, em 1979, Werner Herzog levou aos cinemas Nosferatu: Phantom der Nacht. Embora a história seja baseada em Drácula de Bram Stoker, o filme é uma homenagem ao clássico de Murnau, no qual foi criada a personagem Nosferatu pois os produtores não conseguiram os direitos da história original.

 

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publicado por Hugo Gomes às 10:12
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14.8.17

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Chega-nos o trailer de The Florida Project, a nova obra de Sean Baker (Tangerine) que foi apresentado na última Quinzena de Realizadores em Cannes, onde arrecadou imensos elogios.

 

Tendo como cenário um motel de estrada gerido por Bobby (Willem Dafoe) situado nos arredores da Disney Land, o filme centra no quotidiano de uma criança de seis anos de idade e o seu grupo de amigos. Uma ode à infância, por um lado ingénua, por outras, cruel, a ser vivida nuns EUA austero e à beira de uma crise identitária.

 

Filmado com não-actores, com a excepção de Dafoe e Caleb Landry Jones (Get Out), The Florida Project tem sido visto na sua passagem na Riviera Francesa, como um potencial filme da chamada awards season.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:17
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A negra percepção de Stephen King!

 

Tenham medo. Tenham muito medo quando o escritor Stephen King expressa publicamente que gosta de uma adaptação cinematográfica de uma obra sua. Recordam-se de Sleepwalkers? Pois, ele apoiou o resultado. Recordam-se de Shining Carrie? Pois, ele não apoiou. Goste-se ou não de Stephen King, a verdade é que um escritor que, por vezes, não possui a perícia de avaliar linguagem cinematográfica frente aos seus próprios escritos dá em resultados destes, o de confundir fidelidade ao trabalho original com transparência cinematográfica.

 

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The Dark Tower não é só a pior adaptação de um trabalho seu, porque para esse título já há muitos candidatos, mas é, no seu "grandioso" potencial, um produto falhado, dilacerado pelas promessas de mercantilização. Sim, existem ideias de um franchise, que neste momento parece encontrar lugar no pequeno ecrã, o que nos leva à maior ambição desta Torre, ser um episódio piloto. Com a sua hora e meia de duração (graças divinas por não se prolongar mais), Nikolaj Arcel (A Royal Affair) transforma o épico fantástico com standards de western de King num wannabe de saga juvenil e inconsequente, narrativamente enfadonho e com uma edição conduzida para fugir de elipses, até porque a "palavra de ordem" é despachar o enredo.

 

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Não há profundidade aqui, nem personagens devidamente construídas para suportarem esta viagem entre dimensões, nem nada que valha um curioso olhar nesta produção. Talvez seja Idris Elba e Matthew McConaughey a transmitirem algum esforço em relação à atribuição de profissionalismo neste seio. Um teor fantasiado, castrado, demasiado preso aos lugares-comuns, quer da imaginação de King, quer dos próprios códigos do entretenimento cinematográfico. É um episódio falhado não pelo seu conceito, mas sobretudo, pela sua execução. Um acidente por inteiro, aquela oportunidade há muito esperada de trabalhar na chamada "obra infilmável", agora reduzida a meras cinzas. Obrigado The Dark Tower por nos mostrar o quanto silly season pode ser o mês de Agosto.

 

Real.: Nikolaj Arcel / Int.: Idris Elba, Matthew McConaughey, Tom Taylor, Dennis Haysbert, Abbey Lee, Jackie Earle Haley, Katheryn Winnick

 

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3/10
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publicado por Hugo Gomes às 11:12
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11.8.17

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Em entrevista ao site brasileiro Cine Pop, Luc Besson em promoção ao seu Valerian and the City of a Thousand Planets [ler crítica] expressou nitidamente a sua saturação ao subgénero dos filmes de super-heróis:

 

"Estou completamente cansado. Quero dizer, foi bom há 10 anos quando vimos o primeiro Homem-Aranha e Homem de Ferro. Mas agora, são para aí uns cinco, seis e sete; temos super-heróis a trabalhar com outros super-heróis, mas não são da mesma família. Estou perdido. Mas o que me incomoda mais é eles existem para mostrar a supremacia dos EUA e como são grandes."

 

Em termos particulares, o realizador não poupou as críticas a um herói - Capitão América e a sua envolvência na propaganda norte-americana:"Qual é o país do mundo que teria a coragem de chamar um filme "Capitão do Brasil" ou "Capitão da França"? Quero dizer, ninguém! Ficamos tão envergonhados que até dizemos: 'Não, não, vamos, não podemos fazer isso.' Eles podem. Eles podem chamá-lo de "Capitão América", e todos acham normal. Não estou aqui para propaganda, estou aqui para contar uma história ".

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:52
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Obrigado The Dark Tower por nos mostrar o quanto silly season é o mês de Agosto.

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:13
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9.8.17

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A lei da vida!

 

Tal como acontecera com o anterior La Loi du Marché (A Lei do Mercado) [ler crítica], Stéphane Brizé centra-se num foco inicial, uma mensagem quase pedagógica para que no fim entre num sistema de simbolismos à deriva. Em A Lei do Mercado, Vincent Lindon compunha com humanidade um desempregado em busca, não só da sua sobrevivência, mas do orgulho proletariado, por vezes esquecido num mundo cada vez mais dependente da sombra capitalista e dos avanços tecnológicos alicerçados no tão chamado mercado. Aqui temos Judith Chemla, que se apropria da personagem de Jeanne nesta adaptação de um livro de Guy de Maupassant, um dos mais incontornáveis romancistas franceses. Ela é um "pássaro enclausurado" em prol do seu impotente estatuto numa sociedade patriarcal e dito masculina do século XIX.

 

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Esta personagem de Chemla está assim muito próxima à desempenhada por Lindon: ambos são seres encurralados pelos tempos que não lhe correspondem, pelas sociedades que teimam em rebaixá-los, em torná-los menos que seres humanos, números, no caso da Lei do Mercado, um propósito no caso deste Une Vie. E nesse sentido, é no interesse de assistir um retrato de poucas palavras de uma mulher iludida, aquele espectro vitimado do seu redor. Jovem dotada de felicidade, sob as ordens e visão omnipresente do seu progenitor, em breve, convertendo-se, numa mulher de casa, refém de um amor que depressa evolui para à ordens de um marido dominante: "quem manda nesta casa sou eu". Jeanne torna-se então, em matéria fílmica, não uma personagem, mas um retrato bifurcado do anterior passado, do presente e do futuro, a condição da mulher, longe dos traços definidos das classes sociais (para não cairmos na história do "coitadinho" dos ricos e a sua "monotonia").

 

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Assim sendo, Stéphane Brizé transforma esta vida feminina numa outra Lei do Mercado, a exposição dos seus traços comunicativos e narrativos em prol de uma mensagem que facilmente se esgota na sua representação. É com a chegada de outro obstáculos social, a "viuvez" que se instala na nossa Jeanne, que o filme atravessa uma espécie de impasse descritivo. Se anteriormente Une Vie era composto de silêncios e elipses agachadas entre flashbacks discretos, agora é tornado num retrato de martirologia, um erro que já fora cometido a meio gás no já referido A Lei do Mercado, aquele sofrimento que se torna um espectáculo redutível. Constantemente, em cenas seguintes, Jeanne observa o Oceano, recordando dos poucos momentos da sua felicidade, mantendo o saudosismo e as saudades por uma vida que lhe passou completamente ao lado.

 

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Se é bem verdade que o espectador não necessitava de algo concreto - basta sentir, o não-realismo, mas o bressoniano estilo de Brizé - Une Vie é um filme, acima de tudo, que se assume numa voluntaria fachada de requinte, ao invés de um requinte de produto.   

 

Real.: Stéphane Brizé / Int.: Judith Chemla, Jean-Pierre Darroussin, Yolande Moreau

 

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5/10
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publicado por Hugo Gomes às 19:55
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A criação de um êxito de terror!

 

A popularidade desta boneca amaldiçoada em The Conjuring [ler crítica] levou-a a bordo num franchise próprio. Aí, Annabelle, anteriormente reduzido a adereço secundário converte-se no centro de uma artimanha de jump scares e provocações satânicas num malfadado filme de 2014 [ler crítica], sendo que uma sequela / prequela desse mesmo fenómeno foi visto com alguma desconfiança, principalmente com a vinda de notícias de um "Universo Partilhado". As brisas positivas chegaram com a entrada de David F. Sandberg na cadeira de realização, o sueco que havia demonstrado perícia em trabalhar a luz e a escuridão na sua curta, e mais tarde convertida a longa, Lights Out [ler crítica]. Se é bem verdade que este Creation supera aos pontos os acidentes cometidos pelo anterior Annabelle, é também verdade que se trata de mais um caso de um prolongado síndrome nas grandes produções de terror. Mas vamos por partes.

 

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Annabelle: Creation recorre às típicas camadas do old dark house, as assombrações como ponto de criação para um dispositivo narrativo que mais tarde ou mais cedo assemelhará a um “comboio-fantasma”. Mas é logo nesta declaração a um subgénero tão antigo, que este segundo capítulo arrecada o seu primeiro ponto favorável. Quando deparamos com uma visita guiada pela casa, esse cenário que nos acompanhará ao longo do filme, somos induzidos por uma câmara que topografa espacialmente esse imóvel-décor. Assim, o espectador consegue ter uma visualização mental de onde encontra-se cada assoalhada, cada compartimento, cada quarto escuro e proibido, isto, acima da “cegueira” cometida no primeiro Annabelle, onde encarávamos uma protagonista correndo desalmadamente por “sabe-se lá onde”. As audiências são assim, visitantes em plena descoberta do espaço.

 

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Apresentado o espaço, personagens e subenredos, seguimos então para os jump scares, pelos sustos que saltitam e pelas personagens que se comportam como verdadeiras cobaias do medo. Sandberg é dotado na sua inclusão da escuridão, o jogo de luzes e sombras que salienta a sua dose de terror atmosférico - e mais, notável conhecedor do chamado “terror invisível” que tão bem Jacques Torneur usufruiu nas suas incursões do fantástico. Aqui, a boneca é um acessório máximo dessa … sugestão.

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Contudo, o carris oleado e devidamente meticuloso da sua proposta, depressa descarrila e é então que entramos no referido “síndrome” (que contagiou todas as produções de James Wan): o terceiro ato, essa apropriação do caos, literalmente falando. Annabellle: Creation esgota a sua porção de sustos e truques e cede ao desespero. É tudo ou nada, o espectador habituado à construção desta atmosfera depressa se vê encurralado numa rodopiante perseguição sobrenatural. Há que fugir aos demónios que já não se dão ao trabalho de “brincar connosco”, ao invés disso, é a dependência do CGI (esse maldito “parasita” do género), a música que denuncia os "surpreendentes" sustos e do Universo Partilhado que actualmente se insere. O resultado, um final com um cameo “especial” (a verdadeira Annabelle, essa boneca de pano, faz a sua, por fim, aparição), que nada acrescenta e com um sentido muito, mas muito duvidoso.

 

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Annabelle: Creation, uma sequela/prequela que supera o seu antecessor, reúne o que de melhor e de pior se faz no chamado “terror de estúdio”. Quanto a isso, há que reconhecer o talento por detrás de Sandberg, nele sim, encontramos um certo vinculo perdido no género.

 

Real.: David F. Sandberg / Int.: Stephanie Sigman, Miranda Otto, Lulu Wilson, Anthony LaPaglia

 

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5/10
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publicado por Hugo Gomes às 14:59
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8.8.17

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Foi apresentado o primeiro trailer de mother!, o próximo e promissor filme de Darren Aronofsky (The Wrestler, Requiem for a Dream, Black Swan) que estará em competição no Festival de Veneza.

 

 

Seguindo a linha do terror psicológico de Black Swan (Cisne Negro), a premissa envolve um casal que é confrontado com a chegada de estranhos. Jennifer Lawrence, Javier Bardem, Ed Harris, Michelle Pfeiffer e Domhnall Gleeson completam o elenco.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:24
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Ruth Negga (Loving) junta-se a Brad Pitt e Tommy Lee Jones no elenco de Ad Astra, o filme de ficção cientifica a ser preparado por James Gray (The Lost City of Z, The Immigrant, We Own the Night).

 

Recordamos que o projecto foi anunciado pelo próprio realizador durante uma entrevista à Collider. A intriga acompanhará a viagem espacial de um engenheiro autista, no âmbito de reencontrar o seu pai, desaparecido há anos após partir numa expedição para Neptuno em busca de vida extraterrestre.

 

Em declaração, Gray salientou que no seu novo filme iria criar uma ficção cientifica realista de forma a dar a ideia do Espaço como o ambiente mais hostil para o ser humano. O realizador é autor do argumento, ao lado de Ethan Ross.

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:15
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7.8.17

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A actriz Cate Blanchett vai interpretar a celebrizada actriz norte-americana Lucille Ball num filme biográfico escrito por Aaron Sorkin (The Social Network) e produzido por Lucie Arnaz e Desi Arnaz Jr., filhos da antiga estrela de I Love Lucy (série transmitida entre 1951 a 1957, e nos dias de hoje é seguida por uma gigantesca legião de fãs).

 

Segundo o The Wrap, o filme irá focar o seu casamento com o actor e co-protagonista de I Love Lucy, Desi Arnaz, até ao seu divórcio nos anos 60. De momento, o projecto ainda não tem realizador, titulo, ou data prevista de estreia, mas é sabido que os direitos foram detidos pela Amazon.

 

Recordamos que esta não será a primeira vez que Blanchett desempenha uma antiga estrela de Hollywood: o seu primeiro Óscar como Melhor Actriz Secundária foi conquistado com a sua encarnação de Katherine Hepburn, no filme The Aviator, a cinebiografia do magnata Howard Hughes que foi assinada por Martin Scorsese em 2004.

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:24
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5.8.17

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Há 55 anos atrás neste mesmo dia, deixou-nos uma das estrelas mais cintilantes de Hollywood ... hoje, um ícone inimaginável da Sétima Arte. A única Marilyn Monroe

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:24
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A Fábrica do Nada [ler crítica], a premiada quarta longa-metragem de Pedro Pinho, vai chegar aos cinemas portugueses a partir do dia 21 de Setembro, em salas ainda por anunciar.

 

Descrito como uma experimentação sociopolítica, A Fábrica do Nada "vampiriza" factos verídicos, a auto-sustentação da Fabrica de elevadores Otis, em conformidade com uma ideia de Jorge Silva Melo e da homónima peça de teatro de Judith Herzberg, para nos trazer um ensaio docuficção sobre a dignidade proletária e o aproveito politico das situações de austeridade.

 

O filme de Pedro Pinho venceu no Festiva de Munique o prémio de Melhor Novo Filme, e ainda o Prémio da Crítica FIPRESCI no Festival de Cannes, o qual teve inserido na secção paralela, A Semana da Crítica.

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:06
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2.8.17

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Em 20 anos o Mundo tornou-se mais psicótico que Norman Bates. Em plena década de 80, os anos que se definiriam como a expansão do "slasher movie", uma impensável sequela de Psycho iria tornar-se numa espécie de contra-natura. Acompanhamos um reabilitado psicopata ainda sob a mercê dos seus devaneios de violência, mas ao contrário de outros congéneres, o espectador não deseja ser cúmplice dos seus actos, "reza" sobretudo que o nosso antagonista afaste-se dessa sua mais tormenta tentação. (Psycho II, 1983)

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:03
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O mais recente filme de Christopher Nolan [ler crítica], pode ser tudo, desde a magnificência com que tem sido descrito pela imprensa mais imparcial até à maior “nojeira” das história do cinema bélico pela outra quota, e quem escreve estas palavras é um assumido opositor a Dunkirk, mas desta vez saio… e contrariando as hipóteses… em defesa da obra. Sim, leram bem, não de forma a reconhecer a sua “majestosidade” (até ao final do texto continuo a prevalecer na ideia de um filme desorganizado e manipulador), mas devido às acusações que Dunkirk tem disso submetido nos últimos dias. Até porque os tempos evocam uma resposta da diversidade cultural e de género, e sucessivamente a sua representação em meios que outrora os ignoravam. Porém, há que separar o “trigo do joio”. Existe sim, uma distinta vertente política correcta que cada vez mais se distingue com esse “senso de justiça”.

 

O que vos trago é a panóplia de notícias que tendem em provar uma negligência por parte de Nolan à importância do outro lado do Império Britânico neste seu retrato à maior das evacuações militares. Segundo o colunista indiano, Mihir Sharma (Bloomberg View), tendo como base um artigo da The Times of India, a India, na altura colónia inglesa, obteve um papel relevantíssimo na Segunda Guerra Mundial, nessa defesa da Coroa Britânica contra a ameaça nazi. O mesmo colunista em conformidade com outras provas históricas e afirmações de historiadores, clama que o episódio de Dunquerque foi igualmente representado pelas tropas coloniais indianas e paquistanesas. As mesmas informações levam a acusações de que Nolan ignorou os factos por diversos motivos, quase todos ligados ao chamado “privilégio branco” ou até mesmo a um cego patriotismo, e não, na maior das hipóteses, à educação escolar que se vive nas escolas britânicas, fruto dessa imagem de “bom Império”. Um pouco à imagem da nossa que continua a vender-nos a ideia que os “portugueses sempre foram bom colonizadores”. Assim sendo, será Christopher Nolan uma vítima do ensino britânico, ou o privilegiado que se vende?

 

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 Soldado indiano na evacuação de Dunquerque / Foto.: FRED RAMAGE/GETTY IMAGES

 

Se é ou não, a questão não serve de todo como um martelo-pneumático para demolir aquilo que o realizador construiu, uma reconstituição longe do romantismo a uma das grandes manchas do historial das Forças Armadas Britânica, e… também, o injectar de uma certa glória na derrota, quase como statment nacionalista. Esta última, servido de acha para outra fogueira, a da metaforização do Brexit, muito em consideração às declarações do conservador politico Nigel Farage (um dos “cabecilhas” da saída do Reino Unido da União Europeia), que veio a público expor a sua admiração pelo filme. Neste caso, é como se o gosto de um indivíduo direccionasse todo um filme para um vertente política e ideológica à sua imagem. Como se, nesse sentido, o fascínio de Adolf HitlerMetropolis, de Fritz Lang, o conduzisse a uma ideologia nazista nos seus frames (se existir ou não, como tem sido constantemente teorizado o papel do Expressionismo Alemão na concepção dos ideais do nazismo, nenhum dos casos motiva a queda de um filme como uma peça rica da História cinematográfica).

 

Porém, tirando estas criminações, do outro lado do Oceano, num país que elegeu Trump como presidente, continua-se a derramar tinta em discursos político-sociais da escassez de representações culturais no retrato de Nolan, até mesmo incriminações de misoginia, pela igual ausência da Mulher em todo este enredo. Perpetua-se a valorização do activismo, por vezes forçado, frente aos propósitos de um filme. E voltando ao início, Dunkirk poderá ser um trabalho impaciente, desleixado e demasiado egocêntrico para se posicionar entre os melhores do seu género, mas posicioná-lo no contexto actual sabendo que a “História está morta” era a proposta encarada pelo realizador… uma afronta a um Mundo cada vez mais sedento por um exemplaridades colectivas no Cinema e numa propagação de um conceito de um “mundo ideal”. Para ser sincero, tudo soa mais histerismo que qualquer outra coisa. 

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:56
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1.8.17

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Wright … com ritmo!

 

Edgar Wright coloca a sua playlist à nossa disposição neste pseudo-heist arrancado em mudança 5. A introdução a este mundo criminal revestido na fantasia vendida de um GTA (referindo um dos ponto-auge da veneração do crime e as suas inconsequências), faz-se de um jeito previsível, até porque começamos com um assalto e assim sequencialmente, uma fuga. Por vias de diegese musical, ouvimos The Jon Spencer Blues Explosion e os seus The Bellbottoms, o ritmo excede cada vez mais, a edição torna-se num organismo por via da acção, numa perseguição automobilística exacta que faz envergonhar qualquer capítulo de uma saga "veloz e feroz". Sim, é um pequeno pedaço de acção a culminar numa certa veia da recta final dos anos 60 e 70, na explosão dos policiais com grande aposta na arte dos stunts automobilísticos. E se orquestrar uma perseguição no grande ecrã é uma arte, porque não incluir na galeria estes primeiros minutos de adrenalina Baby Driver?

 

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Contudo, evadimos por momentos a questão das questões, regressamos a terra firme e contemplamos a mundania destas personagens. Curiosamente este Baby (Ansel Elgort) não é uma personagem, é uma justificação para a musicalidade do filme. Nada contra, mas é nele que somos encaminhados para os lugares-comuns, à tragédia familiar em cenários vistos e revistos por vias de flashbacks ou do romance que se instala como uma "força maior", sugestivamente terminada como um falso-Bonnie & Clyde. É tudo espectáculo, e tudo a favor deste conceito hollywoodesco de "fazer as coisas". Baby Driver, pelo lado positivo, assume-se como uma tímida panóplia de nichos pops, de sons libertados em nome da nostalgia e das inúmeras referências cinematográficas que percorrem por enésimas rotações por minuto.

 

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Apesar da sua corriqueira forma, das más decisões que levam a lugares não solicitados e atores como Jamie Foxx e Kevin Spacey a desempenhar os rótulos etiquetados nas suas costuras, este é um filme dirigido com algum coração e sim … com ritmo que baste para nos transportar descontraidamente para a sua postura "live and let die". Será que no meio disto tudo, Edgar Wright é um Tarantino para geeks? Evitando a questão, que não é a questão das questões, refuto, apesar ser um dos seus trabalhos mais fracos, Baby Driver encara com entusiasmo e ingenuidade o cinema como um veiculo de emoções.  

 

"He's a looney. Just like his tunes."

 

Real.: Edgar Wright / Int.: Ansel Elgort, Jon Bernthal, Jon Hamm, Jamie Foxx, Kevin Spacey, Lily James, Eiza González

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:35
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"Cinepescadas" #6

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Eu assisto filmes neste sitehttps://filmesonlinegr...
Good point there ... good point!
Junto-me a ti nesta batalha companheiro, também fi...
Parabéns, acho que todos nós muito a aprender com ...
Mesmo sem dar o feedback merecido (cada vez mais n...
Takes
10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
0/10 - Nulidade
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