29.6.17

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Em tempos de câmaras digitais e das incorporadas em smartphones, uma polaroid é uma relíquia vinda dum passado não tão distante, e aquela encontrada por uma jovem torna-se numa "porta" para horrores nunca vistos.

 

Polaroid, será uma das apostas da Dimension Films no campo de terror, um filme que nos transporta para um medo tecnológico da mesma onda de um Ringu, de Hideo Nakata, por exemplo. Dirigido pelo norueguês Lars Klevberg, no qual Polaroid tem como base uma homónima curta-metragem da sua autoria (em Portugal foi apresentado no Indielisboa de 2015, agregado à secção Boca do Inferno).

 

Estreia prevista para Agosto deste ano.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:09
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O nosso boneco mais que diabólico, Chucky (sob a voz de Brad Dourif), vai regressar para um sexto filme novamente sob o cunho de Don Mancini, um dos criadores da personagem. Trata-se de Cult of Chucky, um capítulo que promete saciar a sede dos fãs quanto a um possível confronto entre o assassino e a sua primeira vitima, Andy (Alex Vincent).

 

Recordamos que em 2013, fora lançado para o home-video, a versão micro-orçamento A Maldição de Chucky, no qual se revelou num enorme sucesso junto de fãs do fantástico e do circuito especializado, tendo acabado por salvar o franchise.

 

Cult of Chucky ainda nos presenteia com outro retorno à saga, a de Tiffany (Jennifer Tilly), a noiva do nosso boneco sanguinário. Fiona Dourif, Elisabeth Rosen e Michael Therriault são outros nomes no elenco.

 

Cult of Chucky chega ao mercado de home-vídeo e streaming em Outubro

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:52
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28.6.17

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A dois meses de arrancar a sua 11ª edição, o MOTELx - Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa divulgou a associação com o Passado e Presente - Lisboa, Capital Ibero-americana de Cultura 2017 de forma a conduzir o público a explorar "a diversidade do cinema de género produzido na América do Sul e na Península Ibérica."

 

Para além da mostra que incluirá "títulos clássicos, filmes menos conhecidos do grande público e produções recentes", o MOTELx apresentará debates, masterclasses e outras actividades paralelas no âmbito da proposta intitulada de “O Estranho Mundo do Terror Latino”.

 

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Como grande novidade, o Festival exibirá The Bar, o mais recente filme de Alex de la Iglesia, um dos mais prolíferos e bem-sucedidos autores do fantástico a operar em Espanha. Apresentado no último Festival de Berlim, eis um arquétipo de "filme de cerco" onde um grupo de estranhos ficam presos dentro de um bar.

 

Do outro lado do Oceano, chega-nos The Untamed (La Región Salvaje), de Amat Escalante, visto como um dos nomes mais promissores do cinema mexicano. Trata-se de uma obra invulgar que mistura o tormento e prazer de um casal após o encontro com uma misteriosa criatura vinda do espaço.

 

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A mostra ainda nos traz algumas raridades, tais como o Excitação, do luso-brasileiro Jean Garrett (do sucesso de A Ilha do Desejo), uma das referência do cinema exploitation paulista dos anos 70 e Crime de Amor, de Rafael Moreno Alba, uma esquecida co-produção de Portugal/México/Espanha. Destaque ainda para a sessão infanto-juvenil O Livro da Vida, uma animação com produção de Guillermo Del Toro, e o ciclo de clássicos do terror latino a ter lugar na Cinemateca Portuguesa, que se alia ao MOTELx durante a proposta Warm-Up que precede o evento.

 

No dia 18 de Julho serão revelados mais detalhes sobre a programação desta 11.ª edição a decorrer entre 5 e 10 de Setembro, no Cinema São Jorge e Teatro Tivoli BBA.

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:13
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27.6.17

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Morreu Michael Nyqvist, o conhecido Mikael Blomkvist da trilogia Millennium. Faleceu esta terça-feira (27 de Junho) em consequências de um cancro pulmonar que combatia a anos. Tinha 56 anos.

 

Um dos mais respeitados actores suecos da actualidade, a carreira de Nyqvist conta com mais de 90 filmes e séries televisivas, tendo alcançado o sucesso mundial com a adaptação dos thrillers literários de Stieg Larsson, ao lado de Noomi Rapace. Depressa tentou conquistar o "ocidente" com algumas participações secundárias em filmes norte-americanos, alguns de grande sucesso comercial tais como o quarto Mission: Impossible e John Wick. Curiosamente, era tido nos papeis de vilão ou de mafioso russo em Hollywood.

 

Michael Nyqvist (1960 - 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 22:55
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Até uma sósia da Megan Fox arranjaram!

 

Arrancamos com o texto com uma controversa afirmação: Michael Bay é um autor desta Hollywood subjugada tecnologicamente. Pronto, está dito. Agora, se isto é um facto a ter em conta, e puxando pela chamada política dos autores que, de certa maneira, os envolve numa imunidade crítica, é com cada um, porque não é isso que vem à baila na confrontação desta "sucata" escarafunchando em outra "sucata". Enquanto não seguimos então um novo efeito Verhoeven, fiquemos com o seguinte equívoco da industria estival.

 

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O quinto Transformers é, de longe, o mais insuportável da saga. O porquê desta afirmação? Simples. Enquanto o cinema de entretenimento tende em inserir no seio da agenda de lufa-lufa um desenvolvimento empático com o espectador, Bay descarta completamente qualquer sobriedade nas suas personagens, acções, tramas, efeitos e todas as consequências trazidas por esse extremo ego.

 

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Falta world building (termo utilizado para a construção de uma mitologia, de uma atmosfera, um ambiente, neste caso a desculpa de vender mais brinquedos e merchandising), não existe dedicação do material, há um desleixo na construção das suas personagens e uma dependência vinculada nos movimentos de câmara que tão bem mimetizam um videojogo. E não nos estamos a referir apenas ao plano americano à lá Bay, das longas sequências a lisonjear as forças militares americanas, da bandeira que baila ao vento, dos enésimos product placements que se camuflam como easter eggs e … pela quinta vez … o dispositivo narrativo do mundo em perigo por um iminente apocalipse (a esta altura já bocejamos com as imagens de destruição e do bye bye monumentos protegidos pela UNESCO).

 

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Não, referimo-nos ao ritmo epiléptico induzido na narrativa, às mil e uma coisas a acontecerem no grande ecrã sem a percepção do espectador, os diálogos formatados e sem emoção, o agravamento da continuidade com a saga, a descartabilidade dos eventos e a falta de noção e de astúcia para conduzir isto como um espectáculo circense. Pois, porque nem para isso serve. Gastamos 200 milhões … nisto. Um "filme" que nos deixa mudos, mas devido ao cansaço psicológico causado por esta anarquia mais anárquica, que nem serve sequer para o conseguirmos apelidar de cinema experimental. Apre!

 

Real.: Michael Bay / Int.: Mark Wahlberg, Anthony Hopkins, Josh Duhamel, Stanley Tucci, Laura Haddock, Omar Sy, Isabela Moner, Ken Watanabe John Goodman, John Turturro, Gemma Chan, Jim Carter, Steve Buscemi

 

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2/10

publicado por Hugo Gomes às 21:25
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Com Baby Driver preste a estrear e a arrecadar elogios por parte da crítica norte-americana, Edgar Wright parece estar de volta à ribalta. Mas nada disso evitou com que um certo fantasma fosse invocado durante a promoção do seu último trabalho, e tendo em conta as notícias que correm sobre a saída de Phil Lord e Chris Miller do spin-off de Han Solo, o seu abandono da produção de Ant-Man surge nos questionários.

 

Como sabem, Wright cedeu a direcção de Ant-Man em 2014, tendo sido substituído por Peyton Reed. O motivo apresentado foi o de divergências artísticas entre o autor e o estúdio. A Uproxx confrontou o realizador com esta sua "fatídica" experiência, questionando se ele já vira ou se tenciona ver o resultado final concebido pelo seu colega Reed. A resposta de Wright foi a seguinte:

 

"Eu não vi isso, nem sequer o trailer. Isso é o mesmo que me perguntar: 'Você quer ver sua ex-namorada fazer sexo? Claro que não. Eu estou bem".

 

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O realizador possui uma sólida relação de amizade com o protagonista Paul Rudd, visto que foi graças a Wright que o actor conseguiu o papel do heróico Scott Lang / Ant Man, o qual acrescentou que mesmo assim não possui qualquer rancor por este ter permanecido na produção. Em relação a Peyton Reed, o realizador afirmou que a única trocada foi a do simplesmente: "Não uses os meus storyboards".

 

Quanto ao seu novo filme, Baby Driver, a estrear no dia 3 de Agosto em território português, o espectador acompanhará um jovem e talentoso condutor (Ansel Elgort) que juntamente com um grupo de criminosos decide participar num assalto. Este com resultados desastrosos. Kevin Spacey, Lily James, Jon Bernthal, Jon Hamm e Jamie Foxx são outros dos actores presentes, num filme onde a banda-sonora promete ter um forte impacto na acção.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:04
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Era de esperar, tendo em conta o sucesso dos dois filmes anteriores, que The Conjuring iria contar com um terceiro capítulo. Pois bem, chegou a confirmação. A Evocação (título traduzido) será oficialmente uma trilogia, e o encerramento desta encontra-se a ser preparado.

 

Segundo a Deadline, o argumentista David Leslie Johnson regressa ao franchise, mas em relação ao realizador James Wan, que de momento trabalha na direção de Aquaman para a Warner Bros. / DC, o regresso ao seu anterior cargo é ainda visto como uma incógnita. Contudo, existem fontes próximas que apontam um eventual retorno às desventuras do casal Warren, mas somente como produtor executivo, deixando a cadeira de realizador vaga.

 

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The Conjuring 3 será um dos filmes planeados para preencher o universo partilhado que a Warner Bros tenta conceber. Este ano contaremos com um segundo retorno de Annabelle, que integrará essa mesma saga. The Nun e The Crooked Man, dois espíritos que surgem no segundo The Conjuring [ler crítica], terão os seus respectivos spin-offs. O primeiro, com estreia para Julho de 2018, será dirigido por Corin Hardy, o mesmo do elogiado The Hallow (apresentado em Portugal na edição de 2015 do MOTELx), e o segundo, ainda em fase de pré-produção.

 

Actualmente, contando com 3 filmes (incluindo o primeiro Annabelle [ler crítica]), o Universo Conjuring, baseado nos casos registados dos investigadores paranormais Lorraine e Ed Warren (interpretados por Vera Farmiga e Patrick Wilson), já renderam mais de 890 milhões de dólares em todo o Globo.

 

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publicado por Hugo Gomes às 01:02
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Segundo a Deadline, Ben Affleck está em negociação para protagonizar The Accountant 2, a sequela do inesperado êxito de 2016 onde o ator interpretara um contabilista autista com proezas de assassino contratado.

 

Também o estúdio (Warner Bros.) negoceia um regresso do argumentista Bill Dubuque e o realizador Gavin O’Connor, dois responsáveis pelo referido sucesso. The Accountant: Acerto de Contas [ler crítica] conseguiu, com um orçamento de 44 milhões de dólares, render cerca de 155 milhões em todo o Mundo.

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:56
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26.6.17

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Eis o primeiro trailer de Le Fidèle, o novo thriller de Michaël R. Roskam (The Drop, Bullhead) que nos leva a uma Bélgica sob o calor do crime organizado. Nesse ambiente hostil e marginal surge um romance perigoso entre um gangster e uma piloto de raízes privilegiadas.

 

Adèle Exarchopoulos (A Vida de Adèle) e Matthias Schoenaerts (Suite Française) são os protagonistas e Thomas Bidegain (O Profeta) e Noé Debré (Dheepan) assinam o argumento. Estreia prevista para 21 de Setembro no nosso país.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:30
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Colo, a mais recente longa-metragem da cineasta Teresa Villaverde, recebe o prémio Bildrausch Ring of Film Art do Bildrausch Filmfest Basel, na Suíça, um festival dedicado ao conhecimento de novos autores da Sétima Arte. O retrato emocional de uma família num Portugal em fase de austeridade conquistou o júri, formado pelo realizador filipino Lav Diaz, produtora holandesa Ilse Hughan e a montadora Monika Willi (que estreou recentemente na realização com Untitled, o projecto póstumo do documentarista Michael Glawogger.

 

Para além da sua presença e a do seu mais recente filme na selecção, Villaverde foi ainda homenageada no festival com uma secção intitulada de Teresa Villaverde: Fragile Punk, que reunia outras obras da realizadora. Nesse ciclo foram exibidos: A Idade Maior (1991), Três Irmãos (1994), Os Mutantes (1998) e Transe (2004).

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:38
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25.6.17

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O checo Filthy, de Tereza Nvotová, foi distinguido com o Lince de Ouro da 13ª edição do FEST Festival Novos Realizadores | Novo Cinema, que decorreu em Espinho. O filme que aborda as tramas de uma adolescente cuja vida alterou radicalmente após um inesperado evento, conquistou o júri oficial, composto pela realizadora e actriz Nicole Quinn, o designer de títulos Richard Morrison e o gestor cultural Xavier Garcia Puerto. Destaque para a menção honrosa, partilhada por Old Stone, de Johnny Ma, e La Mano Invisible, de David Mácian.

 

A salientar o Grande Prémio Nacional entregue a Maria Sem Medo, de Mário Macedo, e o Prémio de Público à longa-metragem Sacred Water, de Olivier Jourdain, e à curta-metragem Instalação do Medo, de Ricardo Leite.

 

 

LINCE DE OURO

Melhor Longa-metragem de Ficção

Filthy, de Tereza Nvotová (República Checa)

 

Menções Honrosas

Old Stone, de Johnny Ma

The Invisible Hand, de David Mácian

 

Melhor Longa-metragem de Documentário

The Road Movie, de Dmitrii Kalashnikov (Bielorrússia)

 

PRÉMIO DO PÚBLICO

Melhor Longa-Metragem

Sacred Water, de Olivier Jourdain (Bélgica)

 

Melhor Curta-Metragem

A Instalação do Medo, de Ricardo Leite (Portugal)

 

LINCE DE PRATA

Melhor Curta-Metragem de Ficção

Downside Up, de Peter Ghesquiere (Bélgica)

 

Menção Honrosa

A New Home, de Žiga Virc (Eslovénia)

 

Melhor Curta-metragem de Documentário

Homeland, de Sam Peeters (Belgica)

 

Menção Honrosa

Without Sun, de Paul de Ruijter (Holanda)

 

Melhor Curta-metragem Experimental

Apocalypse, de Justyna Mytnik (Polónia)

 

Menções Honrosas

As The Jet Engine Recalls, de Juan Palacios (Espanha)

Simba in New York, de Tobias Sauer (Alemanha)

 

Melhor Curta-metragem de Animação

Antarctica, de Jeroen Ceulebrouck (Bélgica)

 

Menções Honrosas

Locus, de Anita Kwiatkowska-Naqvi (Polónia)

Pussy, de Renata Gasiorowska (Polónia)

 

GRANDE PRÉMIO NACIONAL

Melhor Curta-metragem Portuguesa

Maria Sem Pecado, de Mário Macedo (Portugal)

 

Menções Honrosas

Um Refúgio Azul, de João Lourenço (Portugal)

78.4 Rádio Plutão, de Tiago Amorim (Portugal)

 

NEXXT

 

Bond, de Judit Wunder (Hungria)

 

FESTINHA

Prémio Sessão 1 - 3 aos 6 anos

Lilou, de Rawan Rahim (Líbano)

 

Prémio Sessão 2 - 3 aos 6 anos

Pas a Pas, de Charline Arnoux, Mylène Gapp, Florian Heilig, Mélissa Roux, Léa Rubinstayn (França)

 

Prémio Sessão 3  - 7 aos 12 anos

Way of Giants, de Alois di Leo (Brasil)

 

Prémio Sessão 4 - 12 aos 17 anos

Schlboski, de Tomás Andrade e Sousa (Portugal)

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:45
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23.6.17

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Tommy Lee Jones seguirá em jornada espacial sob o comando de James Gray na ficção cientifica Ad Astra, com Brad Pitt no protagonismo.

 

Recordamos que o projecto foi anunciado pelo próprio realizador durante uma entrevista à Collider, afirmando que começará a rodar no dia 17 de Julho. A intriga acompanhará a viagem espacial de um engenheiro autista, no âmbito de reencontrar o seu pai, desaparecido há anos após partir numa expedição para Neptuno em busca de vida extraterrestre.

 

Em declaração, Gray salientou que no seu novo filme iria criar uma ficção cientifica realista de forma a dar a ideia do Espaço como o ambiente mais hostil para o ser humano. O realizador é autor do argumento, ao lado de Ethan Ross.

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:58
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Chega-nos um novo trailer de Battle of the Sexes, considerado como um possível candidato aos prémios de final do ano e quem sabe … aos Óscares.

 

Dirigido por Jonathan Dayton e Valerie Faris (a mesma dupla que nos trouxe Little Miss Sunshine), eis a história verídica de um duelo de tennis entre dois jogadores de sexos diferentes. Denominados de “batalhas dos sexos”, estas séries de partidas entre géneros iniciaram em Maio de 1973 (mesmo existindo o registo de jogos do mesmo género anos antes).

 

O filme aborda o segundo duelo e o primeiro a ser transmitido pela televisão nacional, a disputa entre os tenistas Billy Jean King e Bobby Riggs, que decorreu em no dia 20 de Setembro de 1973. Steve Carell, Emma Stone, Elisabeth Shue, Sarah Silverman, Alan Cumming e Jessica McNamme completam o elenco.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:33
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22.6.17
22.6.17

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Traumas adolescentes!

 

A actriz e agora realizadora Tereza Nvotová aposta nos dramas profundos da adolescência para tecer uma primeira longa-metragem. O resultado é um filme sobre os mistérios da essência "teenager", sem com isso orquestrar um retrato colectivo e de exemplaridades, visto que a singularidade reina e, com ela, nasce uma ligação bastante mórbida e incompreensível da flor-da-idade.

 

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Filthy leva-nos a essa atmosfera de jovens e dos seus mundos em parábolas, porém, o sentido trágico cerca a nossa protagonista, já problemática por natureza, impedindo-a de "florescer" numa sociedade reprimida pela "invisibilidade", pela pressão de um futuro estável e pelas tentações cada mais vez mais precoces da chamada actividade sexual. Mas a nossa jovem, bem poderia ser uma qualquer, um exemplo sem rosto e nome a servir de modelo para um elo identitário ou simplesmente etário. Na verdade, há um conflito que a persegue, e uma trama que tenta encontrar um sentido por meio de uma crítica ao redor e não ao individuo central (os adolescentes serão sempre os menos credibilizados consoante as situações), por isso o nosso exemplo tem uma cara e, sim, um nome, chama-se Lena ... e ela tem um segredo.

 

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Nvotová consegue por alguns momentos uma sensibilidade de cortar-a-faca ao propósitos emocionais da protagonista, aos silêncios constrangedores que por vezes opta, pelo seu percurso dificultado pelo próprio didactismo. Sim, ela invoca ocasionalmente essa compaixão, esse reconhecimento, mas há ausência ... a falta de ir mais longe do que nos entregar em mãos uma anoréctica narrativa sem transgressividade, nem a rebeldia simbiótica de um adolescente para com as convenções estabelecidas. Por outras palavras, ficamos com a sensação de Filthy se contentar com o modelo de realismo formal, pelas palavras não ditas e pela resolução de conflitos facilitados para agendar-se num existencialismo de "fogo-de-artifício".

 

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Eis um filme que vale pela tentativa, pela entrada na liga das longas-metragens, e pela ausência de ambição em entregar-nos algo único, ou personalizado. Fiquemos então com os desempenhos, pela força "invisível" da jovem Dominika Zeleníková que nos conduz a esta meia jornada.

 

Filme visualizado no 13º FEST: Festival Novos Realizadores I Novo Cinema

 

Real.: Tereza Nvotová / Int.: Dominika Zeleníková, Anna Rakovska, Róbert Jakab

 

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5/10
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publicado por Hugo Gomes às 09:23
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O belo caminho da Morte!

 

A terceira longa-metragem da ainda jovem realizadora e argumentista, Katell Quillévéré, é um pedaço de sensibilidade enrolado num naperon suis "catita". Baseado num premiado best-seller francês (escrito por Maylis De Kerangal), Réparer Les Vivants remete-nos ao tema do transplante de órgãos para revisitar os bons costumes do cinema emocional, num tecido tão próprio para o público mainstream e para os menos absolvidos a essas "multidões".

 

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Sim, Quillévéré tem estofo na sua direcção, consegue-se envergar pelo tempo, esses compassos de espera, para extrair uma delicadeza fragilizada nas suas personagens, de forma a construir um quadro narrativo, uma espécie de falso filme-mosaico com uma única raiz - o coração de um jovem levado antes do tempo. O título traduzido, Cuidar dos Vivos, explicita essa vontade de juntar os "cacos" depois do acidente, a de cuidar destas personagens que respiram pós-morte, contagiadas pela tragédia.

 

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Mas mesmo assim, é na morte que o filme encontra a sua beleza, é nos momentos que a antecedem que a câmara de Quillévéré proporciona-nos uma divina ida pelo purgatório. O olhar debaixo, no arrebatar das ondas. Submerso num oceano de vida, onde a cor mais quente é o azul, as visões que se lançam como coros angelicais num repouso dos bravos, o nosso "morto", um jovem surfista que faz as tréguas com a sua existência antes do seu desfecho. E por fim, a transposição de cenários que abrem essa porta para o desconhecido, a vida para além do leito da morte. São belíssimas e inspiradoras imagens, essas que Quillévéré nos confia, para depois seguir num percurso do sensível, por entre lutos e esperanças de uma nova oportunidade existencial.

 

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E é sim, depois da morte que o filme parece ter perdido a sua vida inicial, esse vitalidade invejável, ficando assim as réstias de um demorado melodrama com obscuros e melosos toques. Não foi a obra que esperávamos, mas a caminhada até a morte compensou-nos.

 

Real.: Katell Quillévéré / Int.: Tahar Rahim, Emmanuelle Seigner, Anne Dorval, Alice Taglioni, Bouli Lanners

 

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6/10
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publicado por Hugo Gomes às 06:45
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21.6.17

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O estatuto da invisibilidade!

 

Longe da pedagogia de um Laurent Cantet, La Mano Invisible (primeira longa-metragem de David Macián) auto-constrói-se como um experimento, um filme-instalação sob plena fase de metamorfoses em total rodagem para um "espectáculo de horrores". Mas afinal que horrores são esses? Aqueles mesmos que lidamos no dia-a-dia, os quais, infelizmente, estamos sujeitos como parte do nosso ciclo vivente.

 

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"Trabalhar até morrer", assim nos dita o lema que ecoa no nosso quotidiano como um hino de guerra para relembrar as razões da nossa existência. Leis formadas desde a Era Industrial, reafirmadas com toda a sua extremidade nos apogeus da globalização e dos avanços tecnológicos. Os trabalhadores transformam-se em números, facilmente descartados e prontos para eventuais subtracções. É a sobrevivência, não a do mais forte segundo Darwin, mas a do oportunista, aquele que não deixa escapar a chance por entre os dedos. Porém, onde está a dignidade? O orgulho de integrar uma classe trabalhadora, esse estandarte da precariedade?

 

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Como experimento dessa Natureza, La Mano Invisible dialoga com um dos "hermanos", o português A Fábrica do Nada, de Pedro Pinho. Ambos expõem os operários como cobaias de uma experiência politizada, ferramentas para a compreensão para um quotidiano em constante "lufa-lufa" {João Machado Pais}. Contudo, La Mano Invisible tece uma capacidade de compaixão humanizada ao contrário do cerco politico formado no exemplar luso. E falando em cercos, David Macián, com base numa novela de Isaac Rosa, cria um "cerco", uma de invisível forma onde as nossas personagens parece erradicar-se a uma prisão de precariedade cooperativa. Lá se vão, uma vez mais, os sonhos da esquerda, aqui ideais disfarçados de combustão para o acentuado capitalismo. Em La Mano Invisible não existem estruturas perfeitas; estas são abaladas pelas quedas constantes dos ciclos repetitivos que iludiam como estabilidade a estes operadores.

 

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A hierarquia, assim como a oligarquia, são "ramificações" de frágil compostura que devem acima de tudo serem relembradas. Aos infractores, a maré de sorte encontra-se na "porta" ao lado. O Caos toma conta do "barco", a destas classes "escravizadas" em prol de uma ideia de sobrevivência. O espectáculo desenvolve à vista de todos, sob o olhar deste público "invisível" que por vezes dá a "cara" nos seus actos mais violentos. Estes proletários estão à mercê dos seus julgamentos, de menor compreensão possível e de uma intolerância "hooligan". Eles são vitimas da sociedade que os alberga, eles são os "filhos do trabalhos".

 

Filme visualizado no 13º FEST: Festival Novos Realizadores I Novo Cinema

 

Real.: David Macián / Int.: Anahí Beholi, Josean Bengoetxea, Eduardo Ferrés

 

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8/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:02
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Chega-nos o primeiro trailer de Índice Médio de Felicidade, o novo filme de Joaquim Leitão, realizador de alguns dos maiores êxitos do cinema português (Adão e Eva, Tentação, Sei Lá).

 

Baseado num premiado livro de David Machado, Índice Médio de Felicidade remete-nos a um homem (Marco D’Almeida) que tinha tudo, mas a sua vida começa a desmoronar após virar desempregado.

 

Dinarte Freitas, Ana Marta Contente, Tomás Andrade e António Cordeiro são alguns dos atores que poderemos contar nesta produção de Tino Navarro, com argumento de Tiago Santos (Os Gatos Não Têm Vertigens, Perdidos). Estreia a 31 de Agosto.

 


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publicado por Hugo Gomes às 16:39
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Más notícias para o universo Star Wars, o spin-off de Han Solo acaba de perder os seus realizadores. Phil Lord e Christopher Miller estão de saída, tendo como justificação "divergências criativas". "Infelizmente, a nossa visão e procedimento não estão alinhados com as dos nossos parceiros neste projecto. Normalmente não somos fãs da frase 'divergência criativa', mas por uma vez esse cliché é verdadeiro. Estamos orgulhosos pelo nosso trabalho e o maravilhoso trabalho de primeira do nosso elenco e equipa."

 

Em declaração, Kathleen Kennedy, presidente da Lucasfilm, elogiou o trabalho efectuado pela dupla mas salientou as diferentes visões como uma impossibilidade de cooperação. Segundo esta, um novo realizador será anunciado brevemente.

 

Recordamos que  Han Solo: A Star Wars Story, começou a ser rodado no passado mês de Fevereiro, a Disney / Lucasfilm revelaram o agendamento de "reshoots" (refilmagens e novas cenas) para o projecto. Alden Ehrenreich assume o papel do famoso mercenário nos seus tempos de jovialidade, tendo possivelmente como subenredo o primeiro encontro com o seu parceiro do crime, Chewbacca. Emilia Clarke e Woody Harrelson encontram-se igualmente no elenco.

 

Com estreia prevista para Maio de 2018.

 

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publicado por Hugo Gomes às 01:05
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20.6.17

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Eis o meu resumo do programa de festas para este Verão nos cinemas portugueses.

 

- Michael Bay pode ser um autor, mas *porra*, é dos difíceis de aturar muito mais um novo Transformers

- Sam Raimi fez História, mas para os lados de Hollywood toda a gente parece ter esquecido. Resposta: vem aí um novo Spider-Man para alimentar uma nova geração de "geeks".

- Jim Jarmusch e Brilliant Mendoza vão nos alegrar as últimas semanas de Junho, ao menos isso.

- Mais febre de Minions e Carros para a malta ... as inevitáveis sequelas de Despicable Me e Cars (ideias para animações precisa-se).

- Afinal o "péssimo" filme de Gus Van Sant vai mesmo estrear.

- Um terceiro Planeta dos Macacos, a explorar ainda mais o filão e a fazer-nos esquecer a "borrada" de Tim Burton

- Recomendaram-me bastante o filme de François Ozon (Frantz), esperemos que não seja mais um L'Amant Double.

- Christopher Nolan, ou faz um filme bélico de dimensões industriais ou a mesma faixa fascista que se tem tocado em Hollywood nos últimos anos.

- Valerian e a Cidade dos Mil Planetas vai ser um flop colossal, mark my words.

- Baby Driver e Atomic Blonde têm hype, veremos.

- Leonel Vieira vai regressar aos cinemas e em Agosto, mês que a Cinemateca está encerrada.

- Uma nova Annabelle, superar o primeiro é tarefa fácil, mas tem tudo para falhar.

- Uma Torre Negra, Stephen King já veio a público dizer que adorou o filme, mas sejamos claros, o homem não gostou de Carrie nem de Shining (por isso não dá para confiar).

-The Summer of Sangaile e I Am Michael têm tudo para serem os filmes do Verão.

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:44
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O actor britânico Ben Kingsley (Gandhi, The Schindler’s List) vai desempenhar Adolf Eichmann, oficial nazi e um dos principais “cabecilhas” das forças SS, assim como um dos “maestros” da chamada Solução Final (o plano para extermínio dos judeus em massa).

 

O filme, intitulado de Operation Finale, será uma reconstituição da captura de Eichmann na Argentina por espiões israelitas, e o seu transporte “clandestino” para o Estado de Israel, de forma a ser julgamento e condenado à morte.

 

Com rodagem agendada para este Outono na Argentina, a obra contará com realização de Chris Weitz (Golden Compass, Twilight Saga: New Moon) e Oscar Isaac (X-Men: Apocalypse) estará igualmente no elenco.

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:46
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