27.4.17

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Roman Polanski é a mais recente adição da programação do próximo Festival de Cannes. O seu novo filme, Based on a True Story (D’après une histoire vraie), estará presente na 70ª edição do festival numa sessão Fora de Competição.

 

Tratando-se da adaptação do livro de Delphine de Vigan, o filme centra a sua história numa autora (Emmanuelle Seigner) com um bloqueio criativo, cujo seu mundo é abalado quando se depara com uma misteriosa mulher (Eva Green). O argumento foi concebido pelo próprio Polanski em colaboração com Olivier Assayas (Personal Shopper).

 

Para além do trabalho de Polanski, foi ainda anunciado outras obras que figurarão a montra cinematográfica mais cobiçada do ano, entre eles, o mais recente filme de Ruben Ostlund (Force Majeure) – The Square – em Competição.

 

Destaca-se ainda a homenagem ao cineasta André Techiné, através da projecção do seu novo filme, intitulado de Nos Années Folles, e do filme-concerto Djam, de Tony Gatlif, a ter lugar no Cinéma de la Plage (Cinema na Praia).

 

 

OUTRAS ADIÇÕES

Un Certain Regard

La Cordillera, de Santiago Mitre

Walking past the Future, de Li Ruijun

 

Sessões Especiais

Le Vénérable W., de Barbet Schroeder

Carré 35, de Eric Caravaca

 

Sessão Infantil

Zombillénium, de Arthur de Pins e Alexis Ducord

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:55
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Depois de seguir na jornada pela Amazónia em The Lost City of Z (a estrear em Portugal no dia 4 de Maio), James Gray irá aventurar-se espaço com a ficção cientifica Ad Astra, tendo Brad Pitt como protagonista.

 

O projecto foi anunciado pelo próprio realizador durante a entrevista concebida à Collider, afirmando que começará a ser rodado já neste Verão (a partir de 17 de Julho para ser mais exacto). A intriga acompanhará a viagem espacial de um engenheiro autista, no âmbito de reencontrar o seu pai, desaparecido há anos após partir numa expedição para Neptuno em busca de vida extraterrestre.

 

Em declaração, Gray salientou que no seu novo filme iria criar um ficção cientifica realista de forma a dar a ideia do Espaço como o ambiente mais hostil para o ser humano. O realizador é autor do argumento, ao lado de Ethan Ross.

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:34
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26.4.17

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Já se encontra planeada a sequela de Fragmentado (Split) [ler crítica]. M. Night Shyamalan revelou que a continuação de um dos filmes-sensação de 2017 chegará entre nós no mês de Janeiro de 2019. Mas não é tudo, o realizador anunciou, via Twitter, o título do seu novo projecto.

 

A obra terá como título Glass, clara alusão à personagem interpretada por Samuel L. Jackson num dos anteriores sucessos de Shyamalan, Unbreakable (O Protegido), que tem ligações com Split.  

 

Como é evidente, Samuel L. Jackson regressará às ordens de Shyamalan, assim como Bruce Willis, James McAvoy e Anya Taylor-Joy.

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:25
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Morreu o realizador Jonathan Demme, vencedor de um Óscar pelo seu trabalho em O Silêncio dos Inocentes, e conhecido por um leque variado de trabalhos que vão desde os aclamados Filadélfia até O Casamento de Rachel. Segundo uma fonte próxima, Demme não resistiu a complicações cardíacas associadas a um cancro no esófago que combatia há anos. Tinha 73 anos.

 

Nascido a 22 de Fevereiro de 1944, foi com um filme exploitation que Demme entrou no circulo de realizadores/argumentistas. Tratava-se de A Gaiola das Tormentas (Cage Heat, 1974), uma típica variação de prisões femininas que se encontrava na moda nessa mesma década. Era a perpetuação do seu trabalho na série B, e foi com as produções de Roger Corman que Demme deu os primeiros passos no mundo do Cinema. Na década de 80, o realizador consegue, por fim, dar nas vistas com outro tipo de material, incluindo a comédia dramática Melvin e Howard (1980), Selvagem e Perigosa (Something Wild, 1986), Swimming to Cambodja (1987), Viuva … Mas Não Muito (Married to the Mob, 1988). Nessa mesma altura, trabalhou na concretização de vídeos para bandas como UB40, Talking Heads e New Order.

 

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Porém, foi na década seguinte que a carreira de Jonathan Demme conhece a ribalta do sucesso, principalmente com O Silêncio dos Inocentes (Silence of the Lambs, 1991), o thriller policial de serial killers que nos reafirmou o rei de todos eles, Hannibal Lecter (desempenhado por Anthony Hopkins). O filme foi um sucesso de crítica e bilheteira, tendo conquistado cinco Óscares, incluindo o de Melhor Filme e de Melhor Realizador.

 

Mas a aclamação não parou aqui, dois anos depois seguiu Filadélfia, a luta jurídica pela dignidade dos seropositivos e dos homossexuais que valeu o primeiro Óscar a Tom Hanks. Demme regressaria às longas-metragens nessa década com Beloved, interpretado por Oprah Winfrey, que não deteve a atenção dos anteriores. O inicio do novo século ficou marcado pelo retorno ao mundo da música, com videos para Bruce Springsteen e The Pretenders.

 

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O realizador voltaria à ficção em 2002 com o thriller A Verdade Sobre Charlie (A Truth about Charlie), que não foi bem aceite pelas audiências, assim como a crítica que o apelidou do "pior filme da sua carreira".  Mas Demme não voltou costas ao género e regressou, de forma mais triunfante, com o remake de The Manchurian Candidate, em 2004. Este O Candidato da Verdade, uma trama de alto teor politico que contextualizava a contemporaneidade para orquestrar um ambiente de conspiração de duplo significado. Protagonizado por Denzel Washington e Meryl Streep, o filme correu bem nas bilheteiras e foi bravamente aplaudido pela crítica.

 

Depois de uma passagens no sector do documentário (Neil Young: Heart of Gold e Jimmy Carter Man from Plains), o realizador depara-se novamente a favor da crítica com O Casamento de Rachel (Rachel Getting Married), um drama independente com Anne Hathaway (nomeada ao Óscar) sobre um convidado incómodo num casamento. Depois de algumas aventuras na televisão, Jonathan Demme concretiza a sua ultima longa-metragem, Ricky e os Flash (2015), com Meryl Streep, um filme que uniria os seus mundos de conforto: a música e a comédia.

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Jonathan Demme (1944 - 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 16:37
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Paul Verhoeven tem novo projecto, Saint Vierge, uma trama que envolve freiras, visões e romances lésbicos. O realizador holandês por detrás de obras como Robocop, Showgirls e Starship Troopers vai voltar a trabalhar com o produtor Saïd Ben Saïd, a actriz Virginie Efira (que obteve um papel secundário no seu último filme, Elle, ao lado de Isabelle Huppert) e com o argumentista Gerard Soeteman (colaboração que suscitou Black Book).

 

Saint Vierge estará no Marché du Film (Mercado do Filme), no próximo Festival de Cannes, em busca de financiamento e distribuição. Trata-se da adaptação do livro Immodest Acts, de Judith Brown, a história da irmã Benedetta Carlini, abadessa do convento Madre de Dios, em Pescia, durante a época renascentista. Carlini começou a experienciar inúmeras visões inexplicáveis aos 23 anos, o que motivou uma intensiva investigação. O resultado desta deu origem à primeira documentação de um romance lésbico da história moderna.

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:23
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25.4.17

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Foi anunciado as restantes personalidades que irão compor o júri da Selecção Oficial do próximo Festival de Cannes.

 

No júri, que será presidido pelo cineasta espanhol Pedro Almodóvar (Julieta), estarão integrados os realizadores Chan-Wook Park (The Handmaiden) e Paolo Sorrentino (La Grande Bellezza, Youth), o actor Will Smith (Suicide Squad), a realizadora e argumentista Maren Ade (Toni Erdmann), a actriz norte-americana Jessica Chastain (Interstellar, The Tree of Life), a realizadora e actriz Agnès Jaoui (Le Goût des Autres), a actriz e produtora chinesa Fan Bingbing (X-Men: Days of a Future Past), e o compositor francês Gabriel Yared.

 

A 70ª edição do Festival de Cannes decorrerá entre 17 a 28 de Maio.

 


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publicado por Hugo Gomes às 22:54
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24.4.17

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O regresso dos desajeitados!

 

O Mundo poderia viver sem uma sequela de Guardiões da Galáxia? Claro que podia, mas digamos que a sua existência não nos levará ao Armagedão. Porém, o que era descontraído no primeiro filme, torna-se forçado e demasiado confiante no segundo. É a vida! São as leis de mercado e sobretudo as regras das “sequelites”. A proposta tem que ser maior, mais ambiciosa, e quantitativamente aliciante, o resto é jogar no seguro e fazer “rolar” a “magia” dos encantadores números do box-office.

 

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Sim, Guardiões da Galáxia é a “grandiosa” aposta para as audiências pré-estivais, aquele sci-fi humorado e colorido, recheado de easter eggs que vão do kitsch ao vintage e vice-versa, tendo como ingrediente extra, um recanto perfeito para famílias. Trata-se do regresso dos cinco “misfits”, agora consolidados a uma espécie de comunidade “familiar”, uma equipa de mercenários que protege a Galáxia por um bom preço. As personagens do anterior estão lá, conservadas em âmbar para que os espectadores não notem divergências e, pelo facto, são eles que nos trazem as boas novas desta continuação. A começar pelo wrestler David Bautista no papel do atípico Drax, a personagem que lhe mais condiz, e o verdadeiro comic relief de um universo cheio de comic reliefs. Nesse aspecto, temos aqui o perfeito clown intergaláctico. Pelo meio encontraremos guaxinins falantes, um par de “pombinhos” em constante vaivém e árvores “fofas”, esta última, uma aposta mais forte ao mercado do merchadising do que propriamente em trazer algo de útil a um filme com milhentas cenas inúteis.

 

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Será que vemos em Guardiões da Galáxia os ensinamentos de George Lucas, o cinema como uma tela branca, o facilitismo do CGI e, pior, a prolongação das sequências descartáveis como provas de manuseamento de tal tecnologia? Pois, se por eventualidade editássemos o nosso Volume 2, descartando toda essa frente de momentos slapstick e dignamente paródias, as runnings gags que persistem e perduram, as correrias que dão uso à palete de cores e à infinidade do CGI, e como não poderia deixar de ser, os easter eggs anexados a cameos, nomes, referências e ganchos para futuros capítulos. Se tirássemos isso tudo, Guardiões da Galáxia estaria despido a pouco mais de uma hora e meia de duração (ao invés das duas horas), integrado a um enredo corriqueiro de vilões com desejo de dominar o Mundo e as moralidades de sempre na Casa do Rato Mickey (a Disney tem um verdadeiro “daddy issue”).

 

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É um blockbuster de bons momentos, disso não há dúvida, sobretudo no jogo versátil de imagem com a musicalidade, mas é de um desequilíbrio total, um confronto entre a libertinagem de James Gunn frente a um megalómano estúdio que tem tudo para sufocar liberdades criativas. Pode ser cliché afirmar isto, mas cá vai. Não há frescura como o primeiro!

 

Real.: James Gunn / Int.: Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista, Bradley Cooper, Vin Diesel, Michael Rooker, Sylvester Stallone, Kurt Russell

 

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5/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:20
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20.4.17

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Clint Eastwood já tem novo projecto. O veterano cineasta de Mystic River e Gran Torino vai apostar na adaptação de The 15:17 to Paris: The True Story of a Terrorist, a Train, and Three American Heroes, de Anthony Sadler, Alek Skarlatos, Spencer Stone e Jeffrey E. Stern.

 

Baseado nos acontecimentos reais no dia 21 de Agosto de 2015,  onde três amigos americanos  (Sadler, Skarlatos e Stone) conseguiam impedir um iminente ataque terrorista num comboio que seguia de Bruxelas a Paris. Tudo porque o trio notou movimentações estranhas por parte de um dos passageiros do comboio, Ayoub El-Khazzani, que revelaria ser um membro da ISIS. Os americanos interceptaram o homem no banheiro impedindo o eventual massacre.

 

Ainda sem elenco definido, The 15:17 to Paris começará a ser rodado já no segundo semestre de 2017.

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:37
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Os Demónios que nos livre!


Inicialmente tido como uma terceira parte de Demons, a saga demoníaca levado a cabo por Dario Argento e Lamberto Bava (filho do cineasta Mario Bava), Michele Soavi declarou independência e o transformou em algo autónomo, mas ... não devidamente emancipado do estilo dos seus "padrinhos".

 

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La Chiesa (The Church) leva-nos ao tormento das Idades das Trevas, por entre templários e inquisições de desfechos sangrentos. São as cruzadas, trazendo consigo o derrame de muitos "hereges", cúmplices das forças demoníacas que sempre ameaçaram o espírito humano. No seio do massacre submetido ao nome divino, é erguido um monumento, um edifício que pudesse consagrar o amor terreno por Deus e que aprisionasse qualquer forma inglória. Como tal é construído uma Catedral, um símbolo vitorioso. Anos passaram, até chegarmos aos tempos actuais, onde a chegada de um bibliotecário faz adivinhar tamanha tragédia, um desconhecido que se deixará vencer pelos espiritos torturados e pelas entidades que se escondem nas sombras, no mais remoto lugar daquela "prisão" de pedra sobre pedra.

 

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Em La Chiesa, devido ao seu pretensiosismo aguçado e quase arquitectónico, o fracasso é um iminente destino, agravado pela incapacidade de construção de personagens ou na condução de um argumento escrito e transcrito e assim crucificado na falta de coerência. Se tudo está destinado ao mais martirológio dos falhanços, deve-se salientar a forma com que Michele Soavi manobra-se pelo estilo vincadamente série B, pela redução aos lugares-comuns e pelo humor involuntário refeito a partir da não exactidão do enredo. A verdade é que Soavi aproveita a cenografia gótica, a atmosfera por vezes sacrificada e a via sacra como inspiração para este modelo de pesadelo cinematográfico.

 

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No terceiro acto, La Chiesa transforma-se num atento filme de cerco (a invocação da saga não assumida), onde "bonecos" (ao invés de personagens) são subjugados a uma orgia de tentações infernais, heresias que se enquadram como formas demoníacas. É assim que recomeça o sangue, a "nova" cruzada, agora invertida e altamente comunicativa com o veio sexual e por vezes, profano. Sim, tal como uma descida danteana, este é um filme recheado de luxuria, de trevas que embicam para os sonhos molhados dos nossos negados temores e medos. É o Inferno sedutor e indesejado descrito nas escrituras e na memória humana quando esta proclama os feitos cometidos por Deus e a tentação empestada pela Besta.

 

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"Não há Deus sem Diabo", diz o bispo (Feodor Chaliapin Jr.), espalhando o medo pelo desconhecido que os envolve. Michele Soavi conseguiu no meio do caos um pesadelo, e por pouco dava-nos a sua obra-prima (dentro dos parametros mimetizados do legado Bava / Argento). Mas grandes monumentos tendem em cair e La Chiesa cede abruptamente.


Real.: Michele Soavi / Int.: Hugh Quarshie, Tomas Arana, Feodor Chaliapin Jr., Barbara Cupisti, Asia Argento

 

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5/10

publicado por Hugo Gomes às 02:21
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19.4.17

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Captain Marvel, que será protagonizado pela galardoada actriz Brie Larson (Room, Kong: Skull Island), encontrou os seus realizadores. A tarefa de trazer à luz uma das grandes heroínas da editora será encarregue pela dupla Anna Boden e Ryan Fleck, que estiveram por detrás de obras como Half Nelson e Mississipi Grind (A Febre do Mississípi).

 

Com um argumento da autoria de Meg LeFauve (Inside Out) e Nicole Perlman (Guardians of the Galaxy), o filme seguirá uma piloto da Força Aérea, Carol Danvers, que adquire dotes sobre-humanos após o contacto com tecnologia alienígena. Decidida a combater o crime e defender o seu planeta, ela torna-se a Captain Marvel.

 

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Vale a pena salientar que Captain Marvel, criado em 1967, era inicialmente um personagem masculino, uma resposta da editora ao rival Super-Homem da DC Comics, visto que ambos eram alienígena a tentarem adaptar ao planeta Terra. Carol Danvers, que fez a sua estreia em 1968, era descrita como o interesse amoroso do herói, mas as ideia do criador era de a converter numa super-heroína, visto que existia uma escassez nessa temática. 

 

No inicio dos anos 70, estava agendado a primeira aventura a solo da personagem, o que não aconteceu em consequência dos executivos que acreditavam que a fabricação de super-heroínas era dispendioso e pouco rentável. Mas no final da década, Carol Danvers conseguiu a sua pessoal jornada heróica sob o título de Ms. Marvel, integrou também as equipas sobre-humanas, The Avengers: Os Vingadores e X:Men. Em 1982, o original Captain Marvel morre e Mrs. Marvel assume o seu legado.

 

O filme está agendado chegar aos cinemas a março de 2019.

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:15
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Esta terra é nossa!

 

Se tem ou não recursos para o fazer, isso são questões que divergem da capacidade de fazer. A Ilha dos Cães, o filme que tem sido equivocamente publicitado como o último do actor Nicolau Breyner, é uma tentativa infeliz no campo do cinema de género português, mas que não deve ser ignorado de todo.

 

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Contado a três tempos e com base criativa na obra literária do escritor angolano Henrique AbranchesOs Senhores do Areal - o realizador Jorge António (O Miradouro da Lua, a 1ª co-produção luso-angolana) constrói uma fita que se complementa a preencher o espaço da série B, do subestimado cinema fantástico pelos demais, e tendo como foco uma memória colonial que entra em colisão com diferentes etapas temporais. É o esclavagismo a perpetuar o pior do colonialismo, a resistência a servir de avante para ideias opositoras e, por fim, o cenário actual onde os fantasmas de um passado negligenciado parecem coabitar.

 

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Tudo resulta num filme de boas intenções, mas incompleto no seus objectivos, tal como um cão raivoso que responde ao instinto e não com a exactidão das ordens do seu dono. Para Jorge António, falta sobretudo um aprumo nos diálogos (forçados deve-se salientar), uma liberdade em fugir dos lugares-comuns que assumem impasses (como um romance incutido a três pancadas) e, sobretudo, uma coragem em arriscar, acima do simplesmente agradar ao público-alvo.

 

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Quanto aos efeitos visuais, nomeadamente as tentativas de CGI, perdoamos, até por que sabemos que o tecnicismo advém do financiamento e sem recursos não existem frutos para mais. Contudo, há que referir A Ilha dos Cães está à frente de muitas produções assumidamente mainstream da nossa cinematografia, que com maiores recursos tendem em tratar o espectador como um alarve. Um exercício produtivo!

 

Real.: Jorge António / Int.: Ângelo Torres, Miguel Hurst, Nicolau Breyner, Ciomara Morais, João Cabral

 

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5/10

publicado por Hugo Gomes às 15:43
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Já temos o primeiro vislumbre! O primeiro trailer da série Krypton, criada por David S. Goyer (argumentista de trilogia The Dark Knight e Man of Steel), uma co-produção da Warner com o canal Syfy, em jeito de prequela para os feitos de Super-Homem.

 

Passada em Krypton, o planeta de origem de Super Homem, a série seguirá a vida do seu avô e de como construiu uma sociedade melhor num universo governado pelo caos.

 

Não se sabe se Krypton terá alguma interacção com o DC Cinematic Universe (Batman v Superman: Dawn of Justice) ou com o DC Television Universe (Arrow, Flash, Gotham), embora, e considerando que é passado numa galáxia distante e há milhares de anos, não seja muito provável ou relevante uma ligação.

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:12
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15.4.17

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Revelado durante anual convenção de Star Wars, eis o primeiro teaser trailer de The Last Jedi (O Último Jedi), o oitavo capítulo da famosa saga intergalactica.

 

Mark Hamill é o estrela desta apresentação, revelando um papel mais relevante do sempre clássico Lucas Skywalker. Para além disso, vale a pena salientar que este será a última aparição de Carrie Fisher no grande ecrã (mesmo que hajam rumores da Disney usufrui da tecnologia para ressuscitar a personagem que a falecida actriz interpretara)  

 

Estreia marcada para 14 de Dezembro nos cinemas portugueses.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:35
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14.4.17

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Fiore é o grande vencedor da 10ª Festa do Cinema Italiano. O filme de Claudio Giovannesi que aborda uma prisão juvenil arrecadou o cobiçado Prémio do Júri. La Ragazza del Mondo, de Marco Daniele, obteve uma menção honrosa e Un Bacio, de Ivan Cotroneo foi o elegido pelo público na sua respectiva categoria.

 

O júri desta edição foi integrado pela realizadora de Ama-san, Cláudia Varejão, o montador João Braz e ainda a actriz Rita Blanco.

 

A cerimónia de revelação e entrega dos prémios foi sucedida pela projecção de In Guerra Per Amore, uma comédia ambientada na Segunda Guerra Mundial, que contou com a presença do realizador Pierfrancesco Diliberto (Pif). O filme terá estreia nacional.

 

Depois de quatro cidades em simultâneo, a 8 1/2 Festa do Cinema Italiano ruma para a cidade de Aveiro (19 a 21 de Abril).

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:55
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13.4.17

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Destino sobre rodas!

 

A alta velocidade ou suscita um acidente ou uma autuação e, neste caso especifico, ficaremos com a segunda hipótese, porque o desastre é iminente caso continuem com estas velocidades frívolas. Mas antes de mais, deve-se aplaudir a nossa "Furiosa", Charlize Theron, que fez tudo para que esta carruagem não se despenhasse de forma catastrófica, e tem a capacidade de salvar um filme condenado à auto-ejaculação dos fãs (Charlize só não foi avisada a tempo para um desastre à lá Sean Penn).

 

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Aliás, são as mulheres por detrás do volante que direccionam este Velocidade Furiosa 8 para caminhos menos corriqueiros. Resumidamente, é a nossa Theron em conjunto com uma breve, mas mesmo assim profissional Helen Mirren, a lembrarem como se faz no plano dos desempenhos. Isto porque os nossos homens são demasiado vigorosos em relação à sua imagem "máscula"  e procrastinam em atribuir algo mais pessoal a um franchise cada vez mais despersonalizado desde a saída do realizador Justin Lin (na altura, o verdadeiro herói de Fast and Furious).

 

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O resto é tudo aquilo que esperamos da saga, só que em doses meramente cansativas, desde o foco central à personagem de Vin Diesel (andamos 8 filmes com o protagonismo e já estava na altura de mudar), um incoerência na continuidade e ainda a industrialização que se entranha, até mesmo no melhor ponto que estes filmes possuíam: os stunts, agora cada vez menos impressionantes.

 

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De resto, recorre-se aos estereótipos (Tyrese Gibson), às experiências iniciadas mas não levadas a avante (a dupla Dwayne Johnson e Jason Statham poderiam ser um Terence Hill e Bud Spencer em modo testosterona) e a perpetuação do conservadorismo a defraudar a irreverência, até porque falamos de família e bons valores morais de forma a não ofender as massas que tanto contribuíram para o êxito estrondoso disto tudo. Após este capítulo, só falta mesmo este grupo ir para o espaço, até porque já não existem mais caminhos a seguir para além do beco sem saída. Isto já cansa … e muito!

 

Real.: F. Gary Gray / Int.: Vin Diesel, Jason Statham, Dwayne Johnson, Charlize Theron, Helen Mirren, Michelle Rodriguez, Scott Eastwood, Tyrese Gibson, Ludacris, Kurt Russell, Luke Evans, Elsa Pataky, Kristofer Hivju, Nathalie Emmanuel

 

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4/10
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publicado por Hugo Gomes às 10:35
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12.4.17

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Segundo o The Hollywood Reporter, Josh Brolin integrará o elenco de Deadpool 2, mais concretamente no papel de Cable, um mutante dotado de poderes psíquicos, filho de Cyclop (Scott Summers) e Jean Grey na BD.


Este será o segundo papel do ator no Universo Marvel, sendo que na MCU dos estúdios Disney, desempenha Thanos, o poderoso super-vilão que terá grande destaque no próximo filme de The Avengers.


Como tal o actor reunirá com Ryan Reynolds (Deadpool) e Zazie Beetz (da série Atlanta) como Neena Thurman (aka Domino).


Deadpool 2 chega aos cinemas em 2018 e conta com a realização de David Leitch (John Wick; Atomic Blonde).

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:33
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A absolvição chega tarde!

 

Desde cedo os italianos souberam extrair da crítica social, como política, o seu modelo cinematográfico. O neo-realismo, oficialmente nascido em 1943, é tido como uma dessas importantes visões de ousadia mordaz, enquanto que se servia de afronta para a ideia, então estabelecida, de cinema, contrariando as tendências estilísticas, filmando de forma estilizada, um realismo não estilizado (Erwin Panofsky).

 

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Com o passar dos anos, as críticas italianas obtiveram as suas diferentes facetas, desde a comédia à lá Itália que olhava para o humor como um portento escudo no seu ataque, e o "fellinismo", esse surrealismo barroco disfarçado que se abatia anos seguintes como um novo signo de vocabulário cinéfilo. Por fim, aparece-nos a poesia de Pasolini a servir de contraste e a fervorosa veia politica de Nanni Moretti a prevalecer numa despida sinceridade ideológica. Ou seja, em sangue italiano, a política como tema crítico para uma visão analista corre com tamanha agressividade nestas veias.

 

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Actualmente, o cinema não encontra nenhum movimento artístico predefinido, e a globalização tem tido papel fundamental na diversidade de vozes, cuja única similaridade é esse tom crítico. Le Confessioni é o enésimo avante de discurso politico, principalmente vindo da dupla Andò / Servillo, que após o sucesso de Viva La Libertá (Viva a Liberdade), onde apresentava o humor doppelganger para construir uma politica de sinceridades (mas nunca objectiva na sua crítica), reúne-se para invocar um misto de referências, que vão desde uma reunião G8 e a clássica forma de thriller de Agatha Christie, passando pelas óbvias menções de I Confess, de Hitchcock (as personagens estão encarregues de elucidar-nos) e a estética que fora mundialmente reconhecida pela cinema de Sorrentino.

 

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Toni Servillo é um monge de raízes misteriosas, convidado a participar em tal reunião politica, a pedido do líder da FMI, Daniel Roché (Daniel Auteuil). Os motivos deste misterioso convite são revelados após o suicídio deste último. Um ataque às politicas de austeridade e às empresas que ganharam com a crise, que tanto têm a dizer para os países do Sul da Europa, como Itália. Contudo, esse mesmo ataque é feito por impasses do grotesco burguês à lá Sorrentino, mas ao contrário do realizador de La Grande Bellezza, Roberto Andó funciona como um impostor, copista, e essa preocupação pela estética revela-se na sua maior fraqueza, até porque o filme nada tem para dizer, para além de um extremo senso de moralismo.

 

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Entre punch lines aqui e ali, frases que nos levam à nossa consciência moral, Le Confessioni é demasiado preso às suas influências. Toni Servillo é imperativamente regido ao seu ego e o resto, totalmente inofensivo, interligando as devoções religiosas, o maniqueísmo das boas acções, como uma solução pela frieza politica. Tal como diz Connie Nielsen a meio do filme, "já todos andamos fartos de contos de fadas".

 

Filme visualmente na 10ª edição do 8 1/2 Festa do Cinema Italiano

 

Real.: Roberto Andó / Int.: Toni Servillo, Daniel Auteuil, Pierfrancesco Favino, Connie Nielsen

 

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4/10

publicado por Hugo Gomes às 19:27
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11.4.17
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Todos aguardam pelo seu Paraíso!

 

Não é negação, mas sim saturação. O Holocausto parece ter atingido o seu ponto de ebulição no Cinema, ou há ideias e novas abordagens para apostar, ou se verga, como se turismo de tratasse, numa reconstituição crowd pleaser. Conta-se pelos dedos as "inovações" nestes lugares, não comuns, mas tão presentes no nosso "eu" moral. Em tempos de populismos e "revisionismos históricos" (termo técnico trocado pelos historiadores para amenizar a evolução do negacionismo), existe uma importância humanitária, como cultural, para recordar estas "horas negras" onde a sobreposição ideológica acima das condições humanas obtiveram resultados catastróficos que ainda hoje ecoam. Mas até que ponto deveremos recordar essas atrocidades? Andrei Konchalovsky parece ter encontrado uma nova perspectiva ao tema através do ponto consequente da desgraça da ideologia politica. Paraíso, o título, resume, não ao Reino dos Céus, mas à emancipação de uma ideia, de uma comunidade "moral high ground" onde a politica adquire a sua consistência massiva.

 

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"Um Paraíso para o nosso povo. Um Paraíso alemão", declara de peito erguido o oficial Khelmut (Christian Clauss) nos interrogatórios que intercalam a narrativa desta obra envolvida em tons cinzentos. Ele é um homem decente, segundo as doutrinas globalmente conhecidas de Henrich Himmler, de um coração abrangente, mas completamente embebido pelo sonho Nazi partilhado por Hitler e os seus seguidores de partido. Khelmut é a prova de que a intolerância juntamente com a ignorância condiciona-nos como humanos e que o passado nos confronta, igualmente unindo-nos a essa mesma jornada moral. Para o nosso oficial, a ligação directa para essa consciência deveu-se a uma "princesa russa", caída em desgraça num campo de concentração. Olga (Julia Vysotskaya) é essa aristocrata agora reduzida a um número, um número a ser subtraído pelas contas dos alemães, e a sua vivência longínqua com o oficial que se vai tecendo numa réstia de esperança numa fuga iminente - "achas que há um paraíso para todos?".

 

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Andrei Konchalovsky recria aqui um embate entre ideologias e golpear perspectivas, porém, e infelizmente, tudo é feito através da invocação dos lugares-comuns, do requisitar da violência gratuita que nos explicita o óbvio - a desumanidade das SS. Assim, o realizador parece tropeçar num evidente maniqueísmo, principalmente tendo em conta um certo teor nacionalista, onde guarda rancor de gerações aos germânicos e compaixão pelos seus conterrâneos (basta ler a dedicatória deixada pelo mesmo no final da fita).

 

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Mas apesar dessa motivação obscura, Paraíso desfragmenta em cacos um filme nascido nas ruínas que se expande como uma panóplia de conhecimentos ideológicos isolados e algumas catch phrases que ficam para futuras reflexões, mais do que todo o filme ("O mundo sem corrupção, seria completamente desumano"). Como se não bastasse, as decisões narrativas culminam num plot twist com mais 500 anos, e bem português por ventura. A invocação do Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, aqui a soar como um puro registo de manipulação, da desgraça sofredora do cristianismo e o julgamento dos três cabecilhas dos respectivos grupos. No final das contas, o que sobra é O Arrependido, O Orgulhoso e a A Absolvida.

 

Real.: Andrei Konchalovsky / Int.: Julia Vysotskaya, Peter Kurth, Philippe Duquesne, Christian Clauss

 

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6/10
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publicado por Hugo Gomes às 14:53
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10.4.17

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Depois de ter sido Giulio Andreotti em Il Divo, Toni Servillo estará de volta à politica italiana no cinema, agora como Silvio Berlusconi, o controverso ex-primeiro ministro. A produção será marcada pelo retorno do actor italiano às ordens de Paolo Sorrentino, o realizador de Il Divo, Le Conseguenze dell'Amore e do oscarizado La Grande Bellezza (todos eles protagonizados por Servillo).

 

As rodagens iniciarão neste Verão, e a produção tem como título provisório de Loro.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:40
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6.4.17

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Ladrões em modo vintage!

 

Zach Braff cumpriu o seu primeiro requisito como realizador em 2004 com um pequeno grande filme de superação existencial, Garden State, o qual também protagonizou ao lado de uma Natalie Portman sob uma inocência virginal. Outrora conhecido como "o actor" da série Scrubs, Braff regressa à cadeira de realizador, passados 10 anos, e o resultado foi um registo independente (Wish I was Here) em que espectador sente que visita o mesmo lugar de antes,  mas o efeito não é nostálgico. Foi então que, após uns produtos para a televisão, o actor convertido em realizador avança numa nova tentativa no cinema, desta feita em estreita cooperação com um grande estúdio (Warner Bros.) e como matéria-prima um homónimo filme de Martin Brest (que por cá teve o título de Quadrilha do Reumático) e, voilá, chegamos ao mero anonimato de Braff como cineasta.

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Este Ocean's Eleven de terceira idade, com mais ligações ao original protagonizado pelo Rat Pack (Frank Sinatra, Dean Martin, Sammy Davis Jr., Peter Lawford e Joey Bishop) do que na versão de Steven Soderbergh, é um entretenimento emocional sob a máscara de cinema politico para massas. A razão está num discurso algo nacionalista e anti-capitalista (a guerra contra a classe de Wall Street e a transferência de empresas na busca de mão-de-obra mais barata no resto do Globo) que hoje encontrou voz na eleição de Trump, da mesma forma que traz três veteranos actores de uma Hollywood que nega as suas "royalties" para induzir a temática da terceira idade e o desprezo social para com estes.

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Michael Caine, Morgan Freeman e Alan Arkin são bons motivos para comprar o bilhete para esta mesma sessão, mesmo que o tom cómico e o modelo heist movie já tenha visto melhores dias. E é então que após um cínico desfecho em que a criminalidade compensa, como se tal movimentasse o destino financeiro, politico e social de um país (a invocar o complexo Robin dos Bosques mais uma vez), somos levados para os créditos finais. Afinal, Zach Braff filmou isto! Sim, foi ele mas poderia ter sido outro "tarefeiro" qualquer. Aliás, Hollywood está cheio deles.

 

Real.: Zack Braff / Int.: Michael Cane, Morgan Freeman, Alan Arkin, Christopher Lloyd, Matt Dillon

 

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4/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:48
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