31.1.17

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Dois anos depois de Brooklyn, Saoirse Ronan regressará aos romances entre imigrantes com Sweetness in the Belly.

 

Dos mesmos produtores do filme que garantiu a segunda nomeação ao Óscar como atriz, Sweetness in the Belly será uma adaptação do best-seller de Camilla Gibb. A intriga  nos remeterá a Lily, uma órfã de África que segue para Inglaterra como refugiada e mesmo assim, dedica o seu tempo a auxiliar famílias desfragmentadas e pessoas destroçadas. Nesta sua missão, Lily apaixona-se pelo médico idealista, Aziz.

 

O filme será dirigido pelo realizador etíope Zeresenay "Zee" Berhane Mehari (Difret) e estará no mercado de Berlim em busca de compradores.

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:13
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A 10ª edição da 8 1/2 Festa do Cinema Italiano vai regressar já no próximo mês de Abril, tendo como principal novidade, o decorrer em simultâneo em quatro cidades do país: Lisboa, Porto, Coimbra e Setúbal.

 

As habituais secções se manterão, o Panorama (composto pelos grandes êxitos actuais), a Competitiva (sete obras concorrem ao prémio), altre vision (uma proposta mais alternativa), il corto (curta-metragens), piccolini (dedicado aos mais novos, com parceria à Monstra) e ainda amarcord (retrospectivas aos clássicos desta cinematografia).

 

A organização oficializou a antestreia do mais recente filme do veterano Marco Bellocchio, Fai bei sogni (Sweet Dreams), que arrancou a Quinzena de Realizadores da anterior edição do Festival de Cannes, e um dos grandes sucessos da passada temporada cinematográfica em Itália, Perfetti sconosciuti, de Paolo Genovese.

 

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Em colaboração com a Cinemateca Portuguesa Museu do Cinema, o ciclo de Dino Risi, um dos responsáveis por trazer a dita "comédia italiana" para o resto do Mundo. Esta será a oportunidade de muitos assistirem pela primeira vez, os clássicos Il Sorpasso (A Ultrapassagem), I Mostri (Os Monstros) ou Profumo di donna (Perfume de Mulher).

 

Na edição de Lisboa - que acontece no Cinema São Jorge, nos Cinemas UCI – El Corte Inglès e na Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema - para além dos cerca de 50 filmes exibidos, durante nove dias do festival, estão ainda em destaque: a cidade de Nápoles, um dos focos do festival, onde é mostrada a cultura de um dos lugares mais icónicos do mundo, seja através do cinema, com destaque ao mítico Totò, da literatura, com foco no fenómeno literário Elena Ferrante, da música ou da gastronomia.

 

A realizar-se de 5 a 13 Abril nas referidas cidades, a Festa do Cinema Italiano seguirá depois para 15 cidades portuguesas e três países (Brasil, Angola e Moçambique).

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:10
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O cineasta espanhol Pedro Almodóvar irá presidir o júri da próxima edição do Festival de Cannes. O realizador de Julieta e Todo Sobre Mi Madre, expressou face ao convite que se encontrava "muito feliz por poder celebrar o 70º aniversário do Festival de Cinema de Cannes numa posição tão privilegiada"

 

Pierre Lescure, director do festival e o seu delegado-geral, Thierry Frémaux, afirmaram que "para a sua 70ª edição, o Festival de Cannes tem o prazer de acolher um artista único e extremamente popular. As suas obras já esculpiram um nicho eterno na história do cinema"

 

Recordamos que existe uma ligação forte entre o festival da Riviera Francesa com o cineasta, uma das suas obras, La Mala Educación, abriu a selecção oficial de 2004 e o próprio Almodóvar figurou no cartaz da 60ª edição.  Todo Sobre Mi Madre venceu o Prémio de Realização, enquanto que Volver foi laureado com Prémio do Júri Ecuménico.

 

O Festival de Cinema de Cannes irá decorrer de 17 a 28 de Maio.

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:36
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Segundo a Variety, Ben Affleck já não irá realizar o programado filme de Batman. A Warner Bros. e o actor anunciaram a decisão, porém, garantindo que Affleck estará envolvido como produtor e argumentista da obra, assim como protagonista.

 

Em declaração, o actor afirmou: "existem certas personagens que se encontram bem fundo no coração de milhões. Para  este papel é necessário dedicação, e sobretudo paixão para trazer o melhor desempenho possível. O que tornou-se claro que não conseguiria fazê-lo se exercesse os dois cargos. Juntamente com o estúdio, decidi procurar um parceiro para colaborar comigo neste massivo projecto".

 

O site avançou ainda a hipótese de Matt Reeves (War of the Planet of the Apes) estar em negociações para o cargo.

 

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publicado por Hugo Gomes às 02:27
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28.1.17

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O realizador Asghar Farhadi estará impedido de receber o Óscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira, caso ganhe no próxima cerimónia de entrega dos cobiçados prémios da Academia. Em causa está o decreto-lei, assinado pelo presidente dos EUA, Donald J. Trump, que proíbe a concessão de vistos a turistas e imigrantes oriundos de sete países, entre o quais o Irão, de pelo menos 90 dias, o qual terá efeitos na Cerimónia a decorrer no Kodak Theatre.

 

Vencedor do Óscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira em 2011, com The Separation, Farhadi encontra-se novamente nomeado com The Salesman (O Vendedor), que venceu na passada edição do Festival de Cannes, o prémio de Melhor Actor (Shahab Hosseini).

 

Recorde-se que a actriz do filme, Taraneh Alidoosti, havia anunciado há uns dias, que não iria marcar presença por considerar a decisão de Trump, racista: "Se isso inclui um evento cultural ou não, eu não vou participar nos #AcademyAwards 2017 em protesto"

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:22
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Morreu Emmanuelle Riva, um dos ícones do cinema francês, a protagonista de Hiroshima, Mon Amour e de Amour. A actriz faleceu vitima de cancro em Paris. Tinha 89 anos.

 

Nascida a 24 de Fevereiro de 1927, descendente de uma família italiana, Riva abandona o seu cargo de costureira que integra um grupo de teatro amador, perseguindo o seu sonho da representação. Em 1953, obtêm uma bolsa de estudos e segue para Paris, onde começa a sua carreira televisiva. No cinema, marca estreia em 1958, num (muito) pequeno papel em Les Grandes Familles, de Denys de La Patellière.

 

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Um ano depois atinge a fama mundial com o seu desempenho em Hiroshima, Mon Amour, de Alain Resnais, um retrato de memórias passadas decorridas na destruída cidade japonesa. Riva interpretaria uma actriz francesa que chega a cidade para a rodagem de um filme, mas que acaba por ser consumida pelas "feridas" de Hiroshima e pelo passado que teima não deixá-la.

 

A partir daí, segue-se um "boom" de papéis no cinema, tornando-se numa das actrizes mais cobiçadas do Cinema Francês. Riva contracenou com outro rosto da Nova Vaga, Jean-Paul Belmondo, em Léon Morin, Prêtre, de Jean-Pierre Melville (1961), obedeceu às ordens de Philippe Garrel em Liberté, la nuit (1983), e integra um dos episódios da famosa Trilogia de Cores de Krzysztof Kieslowski (Trois couleurs: Bleu, 1993).

 

Voltaria a dar nas vistas em 2012, com Amour, de Michael Haneke, filme premiado com a Palma de Ouro em Cannes e vencedor do Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, para além de outras quatro nomeações, incluindo a de Melhor Filme e a de Melhor Actriz Principal, a primeira e última para Riva.

 

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Emmanuelle Riva (1927 - 2017)


publicado por Hugo Gomes às 14:12
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Morreu o actor britânico John Hurt, célebre por desempenhos em filmes como The Elephant Man, Alien e V for Vendetta. Tinha 77 anos.

 

Nascido a 22 de Janeiro de 1940, Hurt iniciou-se no cinema com The Wild and the Willing (Rob Thomas, 1962), mas antes já havia passado pela televisão em séries como Z Cars e Probation Officer. Torna-se num secundário de luxo, trabalhando com realizadores diversos como Richard Fleischer, Jacques Demy, Stuart Cooper, Jerzy Skolimowski e Alan Parker, a colaboração com este último rendeu-lhe um Globo de Ouro e ainda a primeira nomeação ao Óscar no oscarizado Midnight Express (1978).

 

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Um ano depois, segue Alien – O Oitavo Passageiro, o qual torna-se a primeira vitima dos imortalizados “xenomorphos”. A sua participação neste filme de ficção cientifica abriu portas para papeis mais relevantes na década de 80, como The Elephant Man, de David Lynch (a sua segunda e última nomeação ao Óscar), o desastre financeiro de Heaven’s Gate, de Michael Cimino, em History of the World: Part 1, de Mel Brooks (onde interpretou Jesus), a adaptação do livro de George Orwell, 1984, de Michael Radford, e Scandal, de Michael Caton-Jones.

 

Nos anos 90, a sua carreira diversificou-se entre a televisão, teatro, videojogos, animações e filmes menores, com excepção de Dead Man, de Jim Jarmusch (1995), Wild Bill, de Walter Hill (1995) e Contact, de Robert Zemeckis (1997).  

 

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No novo milénio destaca-se Harry Potter and the Sorcerer’s Stone (2001), Dogville (2003), Hellboy (2004), The Proposition (2005), Manderlay (2005), V for Vendetta (2005), The Limits of Control (2009), Melancholia (2011), Tinker, Taylor, Soldier, Spy (2012) e Snowpiercer (2013).

 

Em 2015, o actor tinha superado um cancro no pancreas, porém, novas complicações surgiram nos seus intestinos, levando a uma nova hospitalização. Um dos seu últimos desempenhos foi em Jackie, de Pablo Larrain, que centra na vida da ex-primeira dama Jacqueline Kennedy.

 

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John Hurt (1940 – 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 03:05
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27.1.17

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Clive Owen é o protagonista da nova curta-metragem de Paolo Sorrentino, o realizador italiano por detrás de La Grande Belezza e Youth e que tem ultimamente dado nas vistas com a sua série Young Pope.

 

Intitulado de Killer in Red, esta curta é um anúncio extenso ao licor Campari. Sorrentino adapta a história original de J. Walter Thompson para nos trazer um enredo com tendências noir e muito do identificável estilo do realizador, que tem como ponto de partida, crime passionais e um bar.

 

Tim Ahern, Linda Messerklinger, Tom Ashley, Steve Osborne, Emily M. Bruhn e Denise Capezza completam o elenco.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:33
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Tôkyô Monogatari (Yasujiro Ozu, 1953)

 

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Grüße aus Fukushima (Doris Dörrie, 2016)

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:12
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26.1.17

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Diz-se que do mar veio a Vida. Apesar disso, a vida tende em não desconectar do Mar. Estas são as Amas, uma comunidade de mulheres que vivem, sobrevivem e morrem em prol do "grande horizonte azul". Uma tradição nipónica de séculos que encontra-se a passos de conhecer a sua extinção, mas antes disso, Cláudia Varejão partiu numa aventura a um Oriente desconhecido para captar o quotidiano destas “sereias” vivas e registá-las na "imortalidade" do Cinema. Assim nasce Ama-san [ler crítica], o documentário vencedor da Competição Nacional do Doclisboa 2016, um retrato etnográfico de uma cultura em risco de sucumbir na nossa contemporaneidade, mas não do nosso imaginário. O Cinematograficamente Falando … falou com Cláudia Varejão sobre as mulheres que a fizeram apaixonar e da preservação das tradições, pelo qual é urgente salvar.

 

Onde encontrou estas mulheres? Como surgiu o seu interesse por esta comunidade?

 

Tudo começou com uma referência num livro de poesia. Na altura, julguei que fosse uma figura de estilo, esta ligação das mulheres com o mar, encarei mesmo como personagens ficcionadas. Fiquei muito curiosa, o poema, o qual não recordo, referia as mulheres como Amas. A palavra Ama, o significado em português, o que ela representava, levantou-me tamanha curiosidade.

 

Como tal pesquisei, e deparei-me com uma tradição à beira de extinção. Durante a minha investigação, fui ao encontro de uma vasta gama de fotos dos anos 50, todas elas sob uma imagem muito sexualizada. Nuas, propriamente ditas. Ao longo dos anos, apercebi-me que elas foram ficando mais “tapadas”. Mas o que mais fascinou-me foi que a faixa etária era acima dos 50.

 

Foi assim que nasceu este súbito interesse. Esta “descoberta” foi gerada através de um acto muito espontâneo. A leitura de um poema.

 

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De certa forma, a Cláudia prometeu sereias …

 

Mas não deixam de ser sereias. Elas são encantadoras. O trabalho delas é perigoso, todos os anos morrem mulheres no fundo do mar, ficam presas nas rochas, porém, as imagens dos seus mergulhos parecem pacificas. Na verdade, são manobras perigosas. Por isso, diria antes que elas são uma espécie de “sereias ninjas”.

 

Estas mulheres são apresentadas no seu filme como mulheres devota ao seu tradicionalismo. Contudo, deparamos o uso de fatos de mergulho, somente cobertos por um fino véu. Tréguas entre a herança e a modernidade. De certa forma, estas mulheres tendem em tecer um certo paralelismo com o Japão, um país moderno, mas igualmente tradicional.  

 

É inevitável. Quando alguém visita o Oriente, o Japão particularmente, depara-se com uma simbiose entre um lado mais tradicional, manual, preservado, hereditário e a contemporaneidade, a tecnologia que substitui o Homem em muitas das suas tarefas. As Amas também representam isso, porque imenso da sua arte foi alterada ao longo dos anos. A tecnologia do mergulho mudou constantemente.

 

Uma coisa muito simples, elas não mergulham todos os dias, só quando o mar permite. A Natureza tem vida própria e dita quando é que está disponível. Normalmente as Amas mais velhas, sabiam através do estado do mar, das estrelas, da lua, se iriam ou não mergulhar no dia seguinte.

 

Curiosamente no filme, existe uma Ama mais nova, com os seus 40 anos, que tem um IPhone, e que verifica nas suas aplicações, o estado do mar.

 

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Em comparação com o Japão, não acha que os portugueses não têm a tendência de preservação o seu lado tradicionalista?

 

Não o vejo como um mal português, mas antes um mal geral. O problema é a época histórica que vivemos. O desejo de avançar e descobrir cada vez mais, e a tecnologia tem um peso forte nas nossas vidas, trazendo um certo esquecimento donde nós viemos e como as coisas atingem sem o auxilio da mesma. Por isso, não é um mal português, até porque temos uma tendência de seguir um fluxo bastante avançado.

 

O Japão vive o mesmo problema. A grande diferença é que o país é muito tradicional, por isso é inevitável encontrar ainda um vasto leque de tradições. Culturalmente, e até espiritualmente, para um japonês é muito importante preservar uma série de tradições. Para eles, quem não tiver uma tradição é como fosse um ser humano inapto, pouco preparado para a vida. 

 

A Cláudia também mergulhou com elas, de forma a captar aquelas imagens?

 

Debaixo de água? Não. Foram feitas por um director de fotografia japonês, Masakazu Akagi.

 

Tem medo do mar?

 

Não. Pelo contrário, tenho uma ligação muito forte com o mar, só que não faço mergulho. Ele teve que operar a câmara com uma garrafa de oxigénio, e eu sou incapaz de fazer isso.

 

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Numa entrevista ao jornal Público, referiu o caso das mulheres de Caxinas como o mais próximos que temos das Amas.

 

Nós temos pouca tradição das mulheres serem pescadoras. No Norte, zona de Vila do Conde, Caxinas, algumas mulheres pescam, e o próprio comportamento das “caxineiras” é muito efusivo, expansivas. As Amas também o são, apesar da sua delicadeza, vivem em comunidade fechadas, muito ligadas entre si e muito expansivas em comunicar.

 

E o facto de ambas serem matriarcais?

 

Sim, também. Tendo que no Japão, inicialmente neste trabalho, só poderia ser Ama quem tivesse na família, uma mãe ou uma avó fosse mergulhadora. Era um oficio que herdava. Hoje em dia, como há poucas mulheres a mergulhar, basta que tenha o mínimo de interesse para começar esta vida. Antigamente, as Amas eram realmente matriarcais. Porque tratava-se de uma tradição passada por geração a geração.

 

O que realmente procura nos seus filmes?

 

Algo não muito concreto de responder, mas essencialmente procuro um grupo de pessoas, e nesse mesmo, busco a diversidade. O ser humano interessa-me muito, esta panóplia de termos vidas tão diferentes e geneticamente sermos tão idênticos. Interessa-me isso. Para além, dos relacionamentos entre si, sobretudo em grupos ou seios familiares.

 

A Cláudia Varejão irá fazer parte do júri do próximo Córtex, nesse caso o que irá procurar por entre a selecção oficial?

 

Há partida em não vou procurar nada, é diferente que a jornada pessoal. Quando vejo cinema, procuro essencialmente que o filme, tal como o realizador, seja livre. Porque se o trabalho é livre, esta aproxima-se da identidade do autor. Mas isso é difícil de encontrar, visto que na vida geral temos vários “layers”, camadas, e tal não somos totalmente livres.

 

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Existe uma série de elementos que nos são incutidos, tal como a nossa educação que nos impede de realmente usufruir a nossa liberdade. A Arte existe nesse contexto, a de ser livre, e quanto mais livre, mais libertadora é para quem o vê.

 

Em relação às suas buscas, qual destes dois elementos valoriza mais, o conteúdo ou a forma?

 

Sempre os dois juntos. É inevitável para quem vê uma forma cria um conteúdo, uma leitura. Mesmo que quando não existe uma intenção. Quem vê, cria uma narrativa. Nunca estão dissociados, a forma do conteúdo.

 

Mantém contacto com as Amas?

 

Continuo [risos]. Como não falamos a mesma língua, trocamos imagens em mms semanalmente.

 

As imagens continua a ser uma linguagem universal.

 

Completamente. Repara, a forma que traz conteúdo em si, mas o que eu comunico é através de uma imagem, e dentro dessa mesma imagem existe uma mensagem, uma leitura possível.

 

Sabendo que Ama-san foi um projecto de vários anos, tem mais algum em mente?

 

Estou dentro de um, que parece seguir o mesmo caminho do anterior em termos de longevidade. Neste caso, os motivos são outros.

 

Não porque seja filmado longe - vai ser rodado em Portugal - mas pelo facto de ser um filme sobre pessoas, um determinado grupo destas e sobre o encontro que desencadeará. Sei exactamente aquilo que procuro, só vai demorar tempo a encontrá-las.

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:16
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25.1.17

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A Universal Pictures adquiriu os direitos de The Little America, um filme de acção futurista que nos levará a um EUA na bancarrota. Michael Bay será o produtor.

 

Contando com um argumento e direcção do britânico Rowan Athale, que em 2012 concretizou o thriller Wasteland, The Little America leva-nos a um país numa profunda crise financeira e social, em consequência da governação do seu último presidente (comparações com Trump tem sido feitas na comunicação social norte-americana). Devido à drástica situação, muitos americanos imigram para a China na busca de empregos e de vidas estáveis. No centro disto tudo, um bilionário chinês contrata um especialista das Forças Especiais para encontrar a sua desaparecida filha neste degradado EUA.

 

Fontes próximas apontam The Little America como um filme da mesma vaga que o clássico Escape from New York (Nova Iorque 1997), de John Carpenter.

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:27
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24.1.17

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Segundo a Variety, a Fox encomendou um episódio piloto de uma série inspirada no universo de X-Men. Ainda sem título, o “piloto” será concebida sob os esforços da FOX TV e Marvel TV, contando com Matt Nix como argumentista e produtor executivo em conjunto com Bryan Singer.

 

A mesma fonte adianta que a série focará numa família aparentemente normal, cujo filho começa por dar sinais de possuir “poderes mutantes”. Como tal, são forçados a fugir a forças governamentais, e para combatê-los terão que se juntar a um grupo marginal de mutantes.

 

Esta será a segunda série baseada na popular saga da Marvel, posicionando-se como spin-offs do franchise cinematográfico que tem sido desenvolvido por Bryan Singer. O outro programa, intitulado de Legion, que começará a ser transmitido a partir de Fevereiro, leva-nos ao encontro de um mutante com um extraordinário poder mental. O protagonista é interpretado por Dan Stevens.

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:04
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23.1.17

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Chega-nos um novo trailer internacional de Guardians of the Galaxy Vol 2, o regresso da equipa mais alternativa da Marvel em mais um filme de James Gunn.

 

Com estreia prevista para Maio do próximo ano, os Guardiões da Galáxia embarca numa nova aventura em busca da "paternidade" de Peter Quill (Chris Pratt), o líder da trupe que por vezes gosta de ser apelidado de "Star Lord". Nesta sua jornada, seguiremos também Gamora (Zoe Saldana), o guaxini Rocket (com a voz de Bradley Cooper), o mercenário Yondu (Michael Rooker), Drax (Dave Bautista) e ainda a arvore personalizada, Groot (com a voz de Vin Diesel).

 

Neste novo filme contamos ainda com os desempenhos de Kurt Russell, Sylvester Stallone, Chris Sullivan, Karen Gillan e Glenn Close.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:42
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22.1.17
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No vale das "sereias"!

 

Cláudia Varejão prometeu-nos sereias, e à sua maneira, ofereceu-nos um grupo delas neste Ama-San (vencedor da Competição Portuguesa do Doclisboa 2016). Uma comunidade tradicional de mulheres que aventuram-se no mar para sustentar famílias, uma visão que tem seguido séculos e séculos de História nipónica.

 

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O fio tecido que protege os avanços tecnológicos dos seus mergulhos, são as réstias dessa tradição abraçada com a sempre avante modernidade, mas nem por isso que o estatuto destas deixa-se desvanecer pela mudança dos tempos. Varejão compara-as com as "mulheres de Caxinas", o exemplo português mais próximo desta sociedade falada no feminino, para depois aventurar num ensaio antropológico que interliga os dois estados destas figuras; o Mar, esse berço de vida que as envolve em tamanha doutrina, e o mundo civil, a família que têm à sua espera para afeiçoar.

 

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Tal como o Japão, um país moderno que caminha lado a lado com a sua herança tradicional, Ama-San cria um paralelismo com a nação para depois seguir em "puro mergulho" num retrato de gestos e de costuras familiares. Mas a realizadora consegue, invejavelmente, com toda esta jornada a um Oriente pouco conhecido (a última vez que vimos esta comunidade no ecrã foi em 2009 numa curta-metragem de Amie Williams), uma estrutura narrativa quase ficcional no seio desta vertente de registo documental. Com a complementação das sequências submarinas que captam no espectador a sua faceta mais "zen".

 

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No geral, Varejão cumpre um belíssimo filme, contemplativo e nada apressado em "inundar" as audiências, faze-las sentir parte desta longa família, tão japonesa, com certeza. Sim, prometeram-nos sereias e aquilo que acabaram por nos dar foi o que de mais próximo temos destas mitológicas sirenias. Todavia, isto não se resume a alternativas, Ama-San é realmente um filme pelo vale a pena cedermos à sua delicada sedução.

 

Real.: Cláudia Varejão / Int.: Mayumi Mitsuhashi, Masumi Shibahara, Matsumi Koiso

 

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8/10

publicado por Hugo Gomes às 20:33
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22.1.17

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Tudo isto é triste, tudo isto é Fado!

 

A primeira longa-metragem de Jonas Rothlaender revela-nos uma história de ciúme e obsessão (contado com o auxilio da imaginação do protagonista) que tem como palco de fundo uma Lisboa filmada sob um olhar meramente turístico. Mas antes de desatarmos a apelidar este "esforço" de "europudim" perdido na tradução, vale a pena salientar a sensibilidade do realizador em procurar a medula desta cidade à beira Tejo. Como diz até certa altura uma das personagem habitantes deste Fado, Lisboa é uma cidade camaleão que se confunde com o estado de espírito da pessoa, enquanto alegres se transforma no recanto mais belo do pedaço, enquanto tristes a cidade veste o seu manto de melancolia e de tristeza derrotada.

 

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Talvez seja a cidade ser tão nossa que nos faz sermos exigentes com o olhar estrangeiro de Rothlaender, mas vejamos, muitos dos realizadores portugueses filmaram Lisboa com os mesmos olhos, contando com Bruno de Almeida e o seu The Lovebirds, até João Pedro Rodrigues e o seu gesto desencantado com Odete, e Marcos Martins e a sua busca numa cidade sem identidade com Alice. O único pecado do jovem realizador é a sua ambição de filmar os lugares comuns de Lisboa e as utilizar a favor de uma história carente em psicologia, mas apta nas insinuações emocionais. Com isso junta-se uma certa miopia e não ir mais longe, e ocultado, o desejado de por fim, integrar a alma de Lisboa, invocando o seu lado camaleônico ao extremo. Chegamos ao ponto de desejar o iminente desastre.

 

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A obsessão, o ciúme, a ameaça de crime passional preenchem a intriga, que nos dá o ar de "faz-de-conta", de insuflação automática ao serviço de um co-produção. Mas nem isso, Fado, esse sentimento que só os portugueses parecem conhecer, leva o filme ao desastre. Apenas precisávamos mais de paixão no argumento, e menos fixação no cenário.

 

Filme visualizado no 14º KINO: Mostra de Cinema de Expressão Alemã

 

Real.: Jonas Rothlaender / Int.: Golo Euler, Luise Heyer, Albano Jerónimo, Duarte Grilo, Rui Morisson

 

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6/10
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publicado por Hugo Gomes às 10:50
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James Cameron anunciou ter planos para a saga Terminator: O Exterminador Implacável, que apesar de ter sido criado por si, só deterá todos os direitos em 2019. Até lá, esses mesmo planos incluem um reboot que o próprio considera ser "conclusivo".

 

O criador da saga de ficção cientifica, que celebrizou Arnold Schwarzenegger como um ícone do cinema de acção, revelou o desejo de recomeçar o franchise desse mesmo modo, porém, não será ele a regressar à direcção deste novo capítulo. No seu lugar, segundo a Deadline, contaremos com Tim Miller, o homem que esteve por detrás do sucesso de Deadpool. Ambos estarão dispostos a colaborar num argumento que promete trazer algo de novo ao universo Terminator.

 

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Estreado em 1984, O Exterminador Implacável tornou-se um sucesso de público e crítica ao apresentar um enredo que apostava em viagens do tempo, colonização robótica e um Arnold Schwarzenegger como um vilão de serviço. Em 1992, surge a sequela, T2: Judgement Day (Exterminador Implacável 2: O Dia do Julgamento), que é considerado por muitos como um upgrade do filme anterior. Esta continuação foi um tremendo êxito de bilheteira e a crítica ficou novamente rendida.

 

Contudo, o terceiro filme (Rise of the Machines), em 2003, a prequela (Salvation), em 2009, e o spin-off de 2015 (Genisys), seriam, cada à sua maneira, fracassos. Terminator também conheceu o universo televisivo com The Sarah Connor Chronicles, transmitido entre 2008 a 2009, também ele não bem-sucedido.

 

O Dia do Julgamento será apresentado numa nova versão em 3D no próximo Festival de Berlim, que decorrerá entre 9 a 19 de Fevereiro.

 

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publicado por Hugo Gomes às 10:41
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20.1.17

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Colossal, o mais recente filme do espanhol Nacho Vigalondo (Os Cronocrimes, Open Windows) e protagonizado por Anne Hathaway (Interstellar), divulgou o primeiro trailer. O filme tem andado a causar "burburinho" na anterior edição em curso do Festival de Toronto. À parte os seus méritos artísticos, a obra foi ganhando espaço em veículos como Deadline e Variety pela sua aquisição por um "misterioso comprador chinês". 

 

Colossal conta  história de uma nova-iorquina desempregada que descobre que a sua mente está ligada a um gigantesco monstro que ataca a cidade de Seul, Coreia da Sul. Dan StevensTim Blake Nelson e Jason Sudeikis completam o elenco.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:06
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"Tu nada viste sobre Fukushima"!

 

À primeira vista, Grüße aus Fukushima (Fukushima, Meu Amor) tem como ponto partida o mítico filme de Alain Resnais. Em primeiro lugar, ambos especificam um desastre em terras nipónicas – uma Hiroshima devastada pela bomba atómica lançada pelos norte-americanos durante a Segunda Guerra Mundial no caso de Resnais, o acidente nuclear que ocorreu após um terramoto e tsunami que lançaram o caos na cidade-título no filme de Doris Dörrie. Mas as semelhanças não ficam somente pelo cenário / título, mas sim em como o passado assume o seu peso na jornada de duas personagens que gradualmente debatem os seus fantasmas – esses maus espíritos que se agarram e dificilmente se vão. 

 

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A obra de Dörrie arranca com uma jovem alemã (Rosalie Thomass) que sob um pesar de sonhos desfeitos viaja para o Japão, mais concretamente a dita “cidade-fantasma”, para ter o contacto com a desgraça total de forma a amenizar o seu próprio sofrimento. Um acto egoísta iludido na solidariedade, que logo cedo faz com que a protagonista ceda à sua realidade: “não passo de uma mulher branca, de classe média e alemã”. Neste momento, o filme torna-se claro e preciso na sua jornada: a cineasta germânica não estava interessada em delinear mais um caso de “culpa branca”. Ao invés disto, prefere abordar a sua experiência pessoal. 

 

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Segundo a realizadora, tendo amizades no Japão a notícia do desastre de Fukushima a fez partir num ato solidário, gesto que a fez entender o quanto pequenos e insignificantes somos perante ao sofrimento alheio – assim como privilegiados os europeus são. Exactamente como Emmanuelle Riva em Hiroshima, Mon Amour, que tentava convencer Eiji Okada, o seu amante japonês, que entendia o sofrimento da cidade em ruínas, ao que este respondia persistentemente “tu nada viste sobre Hiroshima” – uma frase intercalada por imagens reais do cenário. 

 

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Fukushima, Meu Amor não se torna evidente perante esses propósitos, mas assim apercebemos dessa linhagem quando a nossa protagonista revela, por fim, o seu “grande” pesar para com uma habitante da cidade (Kaori Momoi) – depois da personagem e do espectador testemunharem as vivências da nativa. A sua tristeza, a desgraça da jovem alemã, é despertada e automaticamente dissipada. Não é nada, em comparação do que esta “gente vive” e que mesmo assim persistem em caminhar perante um pesado passado. “Tu nada vistes sobre Fukushima”, uma frase não existente, mas que tão bem poderia integrar neste enredo com tendências de um neo-realismo disfarçado. 

 

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Doris Dörrie constrói um filme positivo em cenários negativos, um improvável “feel-good movie” que nos faz sair da sala a apreciarmos os nossos percursos, a fazer tréguas com os nossos fantasmas e a reconciliar com aquela felicidade que sentimos inatingível. Depois temos o espectro de Yasujiro Ozu a pairar nesta narrativa e no espectador, indo daquele plano à beira-mar convidativo para com as memórias de Tokyo Sonata até ao signo de “a felicidade não se espera, cria-se”. Neste caso, recria-se -  como a reconstrução das nossas recordações. Um comovente filme que nos faz querer acreditar na reencarnação como forma de anestesiar dores de alma.

 

Filme de abertura do 14º KINO: Mostra de Cinema de Expressão Alemã

 

Real.: Doris Dörrie / Int.: Rosalie Thomass, Kaori Momoi, Nami Kamata

 

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8/10

publicado por Hugo Gomes às 15:51
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Morreu Miguel Ferrer, um dos rostos mais conhecidos da televisão norte-americana, sobretudo pela sua participação em séries como NCIS: Los Angeles, Crossing Jordan, Desperate Housewives e The Protector. O ator foi vitima de cancro esta quinta-feira (19 de Janeiro). Tinha 61 anos.

 

Filho mais velho do também actor José Ferrer, vencedor de um Óscar em 1950 por Cyrano de Bergerac, e da cantora Rosemary Clooney, Miguel tinha como primo o próprio George Clooney, o qual comentou sobre a morte do familiar, lamentando o seu desaparecimento no mesmo dia que Donald J. Trump assume o cargo de Presidente dos EUA: "Hoje a História será marcada por grandes mudanças no nosso mundo e perdas para muitos, no mesmo dia em que Miguel Ferrer saiu vencido da sua batalha contra o cancro na garganta. Mas não perdeu para a sua família. Miguel tornou o mundo mais vivo e alegre e o seu desaparecimento é de tal forma sentido na nossa família que acontecimentos do dia empalidecem em comparação. Amamos-te, Miguel. Iremos amar-te sempre".

 

No cinema, Miguel Ferrer especializou-se em inúmeros vilões em diversos filmes, tendo como o mais célebre  o seu papel em Robocop, de Paul Verhoeven. O seu último desempenho foi na nova série de Twin Peaks, a estrear em Maio.

 

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Miguel Ferrer (1955 - 2017)


publicado por Hugo Gomes às 00:29
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19.1.17

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"Velocidade Furiosa 7.2"!

 

Com que então Xander Cage está vivo! Matá-lo foi uma decisão a qual os produtores cedo arrependeram-se –  tendo em conta os resultados pouco animadores da sequela / spin-off de 2005, onde substituíam o ascendente Vin Diesel por um Ice Cube em extremo modo de “grumpy cat”.

 

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Passados 12 anos, eis que surge a continuação “digna” do sucesso de 2002, um filme apenas possível graças ao desespero da sua estrela em agarrar os seus antigos êxitos. Parece que os problemas são os seus fãs, estes que estiveram nas “tintas” para a sua tentativa ao Óscar em Mafioso Enquanto Baste (provavelmente o filme mais “cinematográfico” da carreira de Diesel, sob as ordens do lendário Sidney Lumet), salivando apenas para mais entretenimentos instantâneos, como manda esta Hollywood tão Bollywood. Consequência? É ressuscitado Velocidade Furiosa, pelo meio um Riddick e agora esta aspiração de outros tempos –  um xXx demasiado preso ao narcisismo da sua estrela.

 

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O filme é uma versão “light” de Fast & Furious, com Vin Diesel a formar uma nova equipa sob os mesmos moldes culturais e com missões de “encher chouriço” para longas e toscas sequências de acção que nada adiantam ao enredo. Não é que procurássemos nesta “aventura” um dos pilares máximos do cinema enquanto Sétima Arte, mas o efeito paródia que o original transpirava é desfeito por uma produção igualmente séria e desmiolada. Personagens descartáveis, cameos desnecessários (Neymar entra na industria pela “porta pequena”), diálogos sem utilidade e gags previsíveis e sem criatividade fazem as “maravilhas” dos espectadores.

 

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Vale pelo pouco “malabarismo” marcial de Donnie Yen, cada vez mais requisitado nas produções hollywoodescas (ao contrário de Tony Jaa, que nunca é devidamente utilizado). Quanto ao resto… bem, o resto é engodo. Um aperitivo somente apropriado para quem não aguenta esperar pelo oitavo filme de um certo franchise bilionário. Se é para brincar aos “espiões”, fiquemos com a classe politicamente incorrecta de Kingsman.

 

Real.: D.J. Caruso / Int.: Vin Diesel, Donnie Yen, Deepika Padukone, Ruby Rose, Nina Dobrev, Toni Collette, Samuel L. Jackson, Tony Jaa

 

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2/10
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publicado por Hugo Gomes às 16:12
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8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
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