31.12.16

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... a todos os nosso leitores, um Feliz 2017. Conforme seja as vossas escolhas, bons filmes.

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:21
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Como já é habitual, eis a resolução de 2016 com os 10 melhores filmes do ano, segundo o Cinematograficamente Falando … Chineses a aprenderem a serem chineses, juventude inconstante, animações de tira o fôlego, oitos desprezíveis e uma casa e o mais belo filme de guerra (sem guerra) dos últimos anos.

 

#10) Mountains May Depart

 

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O agridoce drama de Jia Zhang-Ke prevê um fim da cultura chinesa e o expansão completa do Ocidente globalizado e heterogéneo. Mas para além da sua crítica evidente, principalmente no terceiro acto onde adquire tons de distopia, Mountains May Depart é o reencontro com as raízes que muitos tendem em abandonar. Para além disso, eis a grande ressurreição de Go West, de Pet Shop Boys. [ler crítica]

 

#09) Kubo and the Two Strings

 

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Como já havia escrito, é puro cliché salientar a árdua tarefa de stop-motion e o esforçado trabalho que os estúdios Laika tem vindo a demonstrar nestes últimos anos. Kubo and the Two Strings é mais que um portento técnico-visual, é uma fábula encantada de "triste beleza" que nos dialoga sobre a perda e como superá-la por vias de outras curas. No campo das animações direccionadas para toda a família, tal mensagem é valiosa e por vezes evitada por motivos comerciais. [ler crítica]

 

#08) American Honey

 

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Os jovens de Dazed and Confused tiveram filhos, e esses "rebentos" povoam agora o universo de American Honey, um país onde a doçura não mora aqui, o que não evita as suas personagens procurá-la. Na América de Trump, estes rebeldes sem causa seguem por estradas milésima vezes caminhadas ao som das suas regras como um tribo de "meninos perdidos" de Peter Pan. Entre os peregrinos encontramos a revelação Sasha Lane, que sob as ordens de Andrea Arnold, desbota uma emoção algo perdido numa demanda ausente de tais vencidos sentimentos. A viagem não será para todos, principalmente para quem ingenuamente acredita que a juventude é sagradas e imaculada na sua inocência. [ler crítica]

 

#07) L'Attesa

 

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Piere Messina constrói um filme de gestos e de olhares, onde a perda tenta ser lidada por entre os silêncios. Os diálogos são raros, mas a espera é intensa, por entre uma atmosfera magnética e duas actrizes que se complementem numa só causa, L'Attesa (A Espera) é o mais recente filho de Persona, de Bergman, é o cinema de mulheres fragilizadas na descoberta da sua posição anteriormente questionada. [ler crítica]

 

#06) O Filho de Saul

 

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O horror acontece na porta ao lado, o medo atinge a sala oposta e o pânico é evidente pelo qual o nosso olhar desvia, ignorando o pesadelo que vivemos. Saul Fia (O Filho de Saul) atinge com uma abordagem improvável no cenário do Holocausto, revisitando os Campos de Concentração para uma perspectiva nada pensada anteriormente. Adeus dramalhões de puxar as lágrimas, até breve cinema estampado no preto-e-branco, bem-vindo Filho de Saul, a citar Primo Levi, a busca da Humanidade onde esta parece ter sido abandonada. [ler crítica]

 

#05) Elle

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Isabelle Huppert constrói em cumplicidade com o agora valorizado Paul Verhoeven uma das mais consistentes e complexas personagens femininas do cinema de 2016. Uma mulher refém do seu desejo, mas forte o suficiente para superar qualquer obstáculo inserido, é a carne e a fantasia unidas ao encontro de um só corpo, um thriller que parece emancipara-se das suas próprias raízes e por fim, dignificar a "vitima" e não o predador. Será Elle a obra-prima há muito pedida de Verhoeven? Só um o tempo dirá, novamente. [ler crítica]

 

#04) Anomalisa

 

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Tendo como inspiração uma peça teatral, Charles Kaufman e Duke Johnson insuflam vida nestas marionetas para a concepção de um enredo de colectividade, onde o individualismo, essa particularidade vivente em cada um de nós, é uma jóia a ser "desenterrada". O Mundo parece igual a si mesmo, todos parecem exibir a mesma face, as mesmas doutrinas, as ideias empacotadas como ovelhas em rebanho. Depois de A Grande Beleza, de Sorrentino, Anomalisa é esse ensaio existencialista que secretamente ansiávamos. [ler crítica]

 

#03) El Abrazo de la Serpiente

 

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Ciro Guerra explora um desconhecido universo. A indomabilidade da Amazónia alastra em todo um filme, conduzindo esta história contada em duas vozes e em dois tempos para territórios místicos, quase pagãos que renegam as culturas e crenças de fora. É o desconhecido que nos espera em cada margem do rio Amazonas, é o caos, a loucura, a peste, a febre e por fim, a harmonia encontrada no segredos dos segredos, residido no mais alto cume. A selva também sabe contar histórias. Histórias essas, que reflectem a actualidade do nosso Mundo e para onde caminhamos como seres humanos. Esquecimento, essa terrível maldição, não será imposta aqui neste brilhante filme.  

 

#02) The Hateful Eight

 

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Podem considerá-lo violento, regido ao universo que ele próprio criou através de "migalhas", nada original, reciclável e até vendido. Podem apelidá-lo do que quiser. Quentin Tarantino merece a atenção. O realizador de Pulp Fiction persiste nos temas focados no seu anterior Django para exercer um western gélido que tem como palco o passado, o presente e o futuro de uma Nação. É como "Um Conto de Natal", neste caso, Um Conto de Tarantino, rodeado de personagens taraninescas que despertam o mais profundo jubilo cinéfilo. Longa Vida a Tarantino! [ler crítica]

 

#01) Cartas da Guerra

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Sei que existe o senso colonialista dentro de nós, mas este não é um filme colonial, nem sequer de guerra. É um romance à distância, a da condição do soldado confinado à sua própria solidão, aquela prisão invisível induzido por politicas de outros. É a extrema luta de manter sóbrio perante um mundo bêbado que nos assiste. Ivo M. Ferreira invoca o verdadeiro soldado, não a máquina implacável de guerra implementada pelos prolongamentos do Call of Duty, mas de um homem "barricado" nos seus pensamentos, na saudade de uma outra vida que não seja aquela, mesmo sabendo que pouco sabemos como vivê-la - A Vida Civil.

 

 

Menções honrosas: O Ornitólogo, O Boi Néon, Evolution, The Childhood of a Leader, The Lobster, O Olmo e a Gaivota

 

Melhor Actor: Leonardo DiCaprio (The Revenant)

Melhor Actriz: Isabelle Huppert (Elle)

Melhor Realizador: Ivo M. Ferreira (Cartas da Guerra)

Melhor Argumento: The Hateful Eight

Melhor Efeitos Visuais: The Jungle Book

 

Melhores filmes vistos em festivais: The Witch (Indielisboa), A German Life (Doclisboa), Aquarius (Cannes), Paterson (Cannes), A História da Eternidade (FESTin)

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:36
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30.12.16

Antes de conhecermos os melhores do ano para o Cinematograficamente Falando …, ficamos com as 10 "tentativas" estreadas entre nós. Em 2016, fomos expostos a uma selecção de heróis fascistas, porém reféns de uma industrialização formulaica, franchises falhados, horizontes não alcançados  no cinema português e até, uma animação de violência castrada. Eis os 10 piores filmes do ano para este estaminé.

 

#10) Captain America: Civil War

 

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O leitor estará neste momento a questionar, porquê que num ano com tantos super-heróis,  Capitão América: Guerra Civil integra esta lista? Simples, para além da homogeneidade do projecto, a Marvel novamente sem personalidade nos seus eventuais capítulos, temos um filme incoerente disfarçado através de uma narrativa linear (ao contrário da "barafunda" cronológica de Batman V Superman que foi o seu grande pecado). Nessa incoerência encontramos uma aspiração de episódio político que de político nada tem, desde um Capitão América que desafia a ONU para prevalecer as suas ideologias de invasão autodidacta, até a um Homem de Ferro preocupado com danos colaterais e de assumir responsabilidades que mesmo assim recruta um jovem de 15 anos para combater na sua causa, chegando por fim a um plot device tão idiota como a "Martha" do filme de Snyder. Depois desta "guerrinha", tornam-se todos amigos, sem baixas, até porque as personagens são demasiado importantes para a Disney em futuros rendimentos. Fascismo industrialista contado para "criancinhas". [ler crítica]

 

 

#09) Underworld: Blood Wars

 

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Todos nós sabíamos que daqui não vinha coisa boa! Uma saga moribunda que bem poderia ter ficado pelo terceiro filme e mesmo assim é o exemplo perfeito de uma Hollywood capitalista que "suga" a fórmula até mais não existir. O original de 2003 não era perfeito, porém, possuía efeitos práticos que soavam como homenagens ao classicismo destes monstros e até mesmo ao referência ao ainda imbatível American Werewolf in London, de John Landis. Enfim, o facilitismo do CGI torna-se assim, neste caso, na destruição da única réstia de personalidade que esta jornada de Kate Beckinsale de cabedal continha. [ler crítica]

 

 

#08) Refrigerantes e Canções de Amor

 

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De boas intenções o Inferno está sobrelotado, e no caso desta comédia romântica de Luís Galvão Teles, tal não lhe safa. Escrito por Nuno Markl, que provavelmente são as suas ideias que funcionam como vigas de suporte neste tremendo desastre, eis cinema sem ritmo, de mau timing, desempenhos oblívios e uma tendência caricatural extremista que sufoca o potencial que esta obra havia depositado desde a sua produção. Ah … já me ia esquecendo! Victoria Guerra vestido de dinossauro cor-de-rosa bate aos pontos qualquer interpretação aqui inserida. [ler crítica]

 

 

#07) La Corrispondenza

 

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Os tempos de Cinema Paradiso já lá vão e o sabor algo requintado em La Megliore Offerta foi "sol de pouca dura". Giuseppe Tornatore, motivado em conquistar as audiências de todo o Mundo, explora um dramalhão romântico protagonizado por Jeremy Irons e Olga Kurylenko. Os actores não se esforçam, aliás devem ter sido os primeiros com a noção do mau argumento pelo qual guiam. [ler crítica]

 

 

#06) Gods Of Egypt

 

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O problema não é a falta de diversidade do elenco, o "whitewashing" pelo qual este filme foi "abatido", muito antes da sua estreia. Mas sim, pela enésima invocação da fraudulenta fórmula industrializada. Com a desculpa de ter como inspiração a mitologia do Antigo Egipto, Gods of Egypt é uma sonsice irreconhecível, das mãos de quem em tempos nos deu um dos mais inteligentes blockbuters da sua temporada - I, Robot.  No final quem sai do visionamento irá saber o mesmo sobre esta vasta mitologia da mesma forma como entrou. Hollywood no seu "melhor"! [ler crítica]

 

 

#05) The 5th Wave

 

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Chloe Grace Moretz é a última esperança da Humanidade no combate contra temíveis alienígenas. Uma adaptação de uma série infanto-juvenil literária que, pelo "andar da carruagem", ficará somente por este episódio-piloto. O filme foi um flop, o público não teve a "pachorra" para mais variações de Twilight ou Jogos da Fome (aliás, os ecos fizeram sentir no terceiro capítulo de Divergente). Contudo, The 5th Wave não deixa qualquer indicio de frescura nesse mesmo subgénero, é "cinema-pipoca" da mais preguiçosa espécie. [ler crítica]

 

 

#04) Now You See Me 2

 

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O primeiro filme poderia ser competente, se não fosse um twist final imaturo e armado em "sabichão". A sequela vai pelo mesmo caminho, e pior, mantêm a estupidificação do argumento do início até ao fim. Sabendo que nenhum mágico revela os seus truques, em Now You See Me 2, o que está em jogo já não é mais ilusão, é a pura da incredibilidade. Depois, de forma a manter a tradição, o twist final é também ele … pavoroso. [ler crítica]

 

 

#03) The Secret Life of Pets

 

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O que vamos oferecer às nossas crianças? Que tal uma animação que foge dos parâmetros da premissa, esquiva da originalidade e preza-se na previsibilidade? Que tal uma animação que alicerça o seu enredo numa amontoada dose de violência sem sentido, mas de forma tão subversiva que os defensores do controlo parental vão sorrir como se nada fosse? Porquê considerar Tom & Jerry e Looney Tunes obscenos que temos aqui o slapstick exagerado e sem moralidade em forma de animação precoce. Para mal dos nossos pecados, a sequela vem a caminho. [ler crítica]

 

 

#02) The Hunstman: Winter's War

 

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Nós não precisávamos desta sequela! Então porquê "gramar" com um embrião de grande produção, com actores forçados por clausulas contratuais e um argumento, que para além da previsibilidade, atenta-nos como um spoof involuntário dos épicos fantásticos. Mas por graças divina foi um flop, ao menos isso, sem a necessidade de mais uma sequela. [ler crítica]

 

 

#01) Dheepan

 

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O vencedor da Palma de Ouro da edição de 2015 do Festival de Cannes tem um lugar especial neste pódio. Porquê? Porque Dheepan, de Jacques Audiard, é um comboio que descarrila acidentalmente no seu percurso. O que iria ser uma espécie de cinema verité sobre refugiados, acaba por espelhar um medo irracional por estes. Audiard, por sua vez, queria demonstrar como a França é o país mais xenófobo do Mundo, com o auxílio de um cenário pastiche e profundamente desencantado para adereçar a um arquétipo de filme de acção lá pelo meio. No final temos a "comparaçãozita". A triste comparação que apenas evidencia que Audiard não sabe do que está a falar, nem muito menos abordar um tema tão actualmente mediático que é a crise dos refugiados, onde todos parecem ter uma particular opinião. [ler crítica]

 

Menções desonrosas: Hacksaw Ridge, X-Men: Apocalypse, Ben-Hur, Point Break, The Girl on a Train, Inferno

 

Pior actor - Theo James (Underworld: Blood Wars)

Pior actriz - Emilia Clarke (Me Before You) ex-aequo Leana Martau (A Canção de Lisboa)

Pior realização - Cedric Nicolas-Troyan (The Huntsman: Winter's War)

Pior argumento - The Secret Life of Pets

 

Piores filmes vistos em festivais: Vangelo (Doclisboa), As Cartas de Amor são Ridículas (FESTin), Sadako Vs Kayako (MOTELx), The Last Face (Cannes), Il Nome del Figlio (8 1/2 Festa do Cinema Italiano)

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:22
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29.12.16

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Morreu Debbie Reynolds, uma das estrelas mais queridas da Idade do Ouro de Hollywood. Triste coincidência, era a mãe de Carrie Fisher, a célebre actriz de Star Wars, que faleceu passada terça-feira em consequência de uma insuficiência cardíaca, um dia antes da morte da progenitora.

 

Debbie Reynolds não resistiu  a um Acidente Vascular Cerebral (AVC), o anúncio da sua morte foi dada pelo filho, Todd Fisher à TMZ, proferindo ainda que de momento "ela está com Carrie". Tinha 84 anos.

 

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Para trás, a actriz e cantora deixa um legado inimitável de filmes tão bem-sucedidos nos períodos férteis de Hollywood. A sua prestação mais famosa foi em Singin' in the Rain (Serenata à Chuva, 1952), ao lado de Gene Kelly e Donald O'Connor, mas antes havia aventurado como secundária em filmes como The Daughter of Rosie O'Grady (A Filha de Rosie O'Grady, 1950) e Mr. Imperium (Proibido Amar, 1950).

 

Um ano depois do sucesso de Singin' in the Rain, volta a contracenar com Donald O' Connor em I Love Melvin (O Gosto do Rapaz). Ainda na década de 50, foram muitas as comédias românticas e musicais que Reynolds integrou, mas nenhuma delas ofuscou o sucesso que conhecera em 1952, mesmo que em 1955 tenha protagonizado um filme com Frank Sinatra, The Tender Trap.

 

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Na década de 60, Hollywood encontrava-se numa certa decadência, perdendo a "passos" a sua inocência e ingenuidade. A actriz decide então reinventar, apostando em novos géneros como o western (The Second Time Around em 1962, How the West Was Won em 1962), a fantasia (Goodbye Charlie, de Vincent Minnelli, em 1964) e a cinebiografia (The Unsinkable Molly Brown, em 1964), o qual garantiu a sua primeira e única nomeação ao Óscar. Porém, a comédia continuava a ser a sua marca profissional, nesse mesmo período destaca-se o bem-sucedido Em Ponto de Rebuçado (How Sweet It Is?, 1968).

 

Na década seguinte e com o boom televisivo, Debbie Reynolds migrou do grande para o pequeno ecrã, encontrando espaço para a sua própria série - The Debbie Reynolds Show. E assim, a televisão tornou-se a sua sobrevivência, visto que os papéis no cinema eram cada vez mais escassos. Os seus últimos trabalhos no cinema foram com The Bodyguard (1994), The Mother (1996), Delírio em Las Vegas (1998) e One for the Money (2012).

 

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Debbie Reynolds (1932 - 2016)

 


publicado por Hugo Gomes às 12:48
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28.12.16

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O que poderemos esperar de um novo filme de Jean-Luc Godard? Segundo a Screen Daily, a nova obra do "maior cineasta vivo" encontra-se em produção há mais de dois anos. Vincent Maraval, da Wild Bunch, revelou que Godard atravessava países árabes em busca de imagens que pudessem "reflectir o mundo Árabe de hoje".

 

Image Et Parole, o título do projecto, será um misto de ficção e factos, o produtor ainda adiantou à publicação que o filme poderá integrar o Festival de Cannes do próximo ano. Enquanto isso, Godard foi entrevistado pela russa Séance, que publicou recentemente a conversa, entre os trechos, de um dos realizadores impulsionadores da Nouvelle Vague:

 

"Estou a fazer uma introdução muito longa. Antes de vermos toda a mão, devemos considerar cada dedo individualmente. Então, eu dou os primeiros cinco elementos: a guerra, as viagens, a lei (como Montesquieu, o Espírito das Leis) ... algum outro e este último é a chamado Região Central (Central Region), em memória de um dos filmes underground americanos."

 

"Esta pequena história peguei emprestada de um livro desinteressante que se intitulava Happy Arabia – este epíteto de viajantes do século XIX (como Alexandre Dumas) concedendo hoje à região atingida pela pobreza, o Oriente Médio. A acção ocorre em um dos países locais onde há petróleo; as pessoas estão satisfeitas com esse estado de coisas, mas o seu governante quer governar os outros países árabes. Ele tenta isso, mas eventualmente falha, e tudo volta ao normal. Eu filmo sem atores, eles não precisam de mim aqui. Mas existe um contador de histórias, se ler os trechos do livro, e aí nós amplamente compreendemos a história, que funciona como uma espécie de parábola."

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:48
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27.12.16

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Morreu Carrie Fisher, a imortalizada Princesa Leia da saga Star Wars. A actriz não resistiu a uma paragem cardíaca durante um voo entre Londres e Los Angeles, na passada sexta-feira (23 de Dezembro). Tinha 60 anos.

 

Nascida a 21 de Outubro, de 1956, em Los Angeles, Carrie Frances Fisher, filha dos também artistas Eddie Fisher e Debbie Reynolds, surgiu pela primeira vez nos ecrãs em 1969 durante o especial de TV, Debbie Reynolds and the Sound of Children. A sua estreia oficial deu-se em 1975, com a obra de Hal Ashby, Shampoo, um romance que envolvia cabeleireiros e dias de eleições com Warren Beatty e Julie Christie. Longe estava de imaginar que a sua experiência num filme chamado Star Wars, em 1977, um space opera de George Lucas, seria um autêntico fenómeno cinematográfico. Fenómeno esse, que converteu a actriz, assim como a sua personagem, Princesa Leia, em ícones, não só da ficção cientifica como do cinema contemporâneo.

 

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A sua fama cresceu com as sequelas dessa jornada intergaláctica, Empire Strike Back (1980) e Return of Jedi (1983), intercalados por alguns telefilmes e outras produções cinematográficas como O Dueto da Corda (The Blue Brothers, 1980) e Under the Rainbow (1981). Nos anos 90, a sua presença foi reduzida a cameos ou personagens secundarizadas, tendo como principal relevância Um Amor Inevitável (When Harry Met Sally …, 1989) e Scream 3 (2000). Condição que prolongou-se no século XXI, tendo sido quebrada com um regresso à saga que lhe colocou no estrelato, o episódio VII de Star Wars, The Force Awakens, em 2015 por J.J. Abrams.

 

As suas últimas participações foram, nos ainda inéditos, Star Wars: Episode VIII e Wonderwell, Vlad Marsavin. Para além de actriz, Carrie Fisher foi também escritora, tendo como principal publicação o livro  autobiográfico, Postcards From The Edge, que recebeu uma adaptação em 1990 pelas mãos de Mike Nichols, protagonizado por Meryl Streep e Shirley MacLane.

 

Carrie Fisher (1956 - 2016)


publicado por Hugo Gomes às 18:05
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O site C7nema (aqui) revelou a sua lista de melhores do ano, tendo como primeiro lugar do pódio o mais recente trabalho do agora valorizado Paul Verhoeven, Elle [ler crítica]. O português Cartas da Guerra e Saul Fia [ler crítica] sucedem no top. Curiosamente, a obra de Ivo Ferreira [ler entrevista] não foi o único filme lusitano presente na lista de 10, em nono lugar partilhando com o ainda não consensual The Neon Demon [ler critica] temos O Ornitólogo [ler crítica], de João Pedro Rodrigues.

 

  1. Elle
  2. Cartas da Guerra
  3. Saul Fia
  4. Anomalisa
  5. The Hateful Eight
  6. American Honey & Carol
  7. One More Time With Feeling
  8. O Ornitólogo & The Neon Demon

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:52
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24.12.16

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UM FELIZ NATAL e claro, BONS FILMES!!!!

 


publicado por Hugo Gomes às 17:56
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22.12.16

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The Lost City of Z, o próximo filme de James Gray (We Own the Night, The Immigrant) recebe o primeiro trailer.

 

Trata-se da adaptação do livro de David Grann, a história real de um espião britânico, Percy Fawcett (Charlie Hunnan), que abandonou a sociedade vitoriana para se aventurar na floresta amazónica em busca de uma avançada civilização perdida, conhecida como Z. Fawcett penetrou na selva em 1925 e nunca mais foi visto. Em Portugal, o livro foi editado pela Dom Quixote sob o título de A Cidade Perdida de Z.

 

Robert Pattinson, Sienna Miller, Angus Macfadyen e Tom Holland encontram-se no elenco. The Lost City of Z estreia em 2017.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:20
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21.12.16

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No Espaço ninguém pode sentir a sua solidão!

 

Para muitos, estar "isolado" com Jennifer Lawrence seria uma fantasia realizada. Para os espectadores de Passengers (Passageiros) é um turbilhão de emoções, e todos fora do campo positivo.

 

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Dirigido por Morten Tyldum, o mesmo realizador do bem-sucedido The Imitation Game, eis uma variação espacial de A Lagoa Azul com um dos casais mais esperados para os eternos deliciados em grandes produções de Hollywood. De um lado temos, como já havia referido, Lawrence a desempenhar a mulher mais intelectual num raio de anos-luz e Chris Pratt, o Starlord para adeptos da Marvel, como o Robison Crusoé espacial. Ambos são os únicos despertos numa nave espacial com destino a uma colónia do outro lado do Universo, trazendo a bordo milhares de passageiros, todos eles sob um tremendo estado de hibernação (e com o despertador programado para 90 anos depois).

 

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Pratt e Lawrence são o casal maravilha, e não é a química que o ordena, mas o isolamento, uma força imperativa que os junta de forma tão rotineira como qualquer romance de Nicholas Sparks. E como qualquer relação a dois, eis o terceiro elemento: um o andróide-barman com a face de Michael Sheen a servir de conselheiro matrimonial e de propaganda para os gastos no sector dos efeitos visuais.

 

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Passageiros é um filme vincado no star system com um enorme "apetite" para um enredo minimalista, se não fosse … aí está … Hollywood a fazer das suas e a tomar algo adquirido numa fórmula circense. No meio, temos o eventual "conflito": o A para B que coloca a vida dos nossos "passageiros" em risco e os heróis de ocasião, que tão bem acompanham o nosso pacote de pipocas. É um espectáculo visto e revisto, com todas os requisitos para romance descartável de grande ecrã e cameos involuntariamente hilariantes (actores de renome que servem de figurantes por 3 segundos).

 

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Resumindo, este é um filme que ousa em não sair da sua posição vampírica em relação às estrelas que a lideram. Vive e sobrevive dos protagonistas, e mostra-se sem "motor" para avançar delicadamente no espaço. Esqueçamos comparações com Moon ou até Sunshine. Isto é Hollywood na sua forma mais gratuita.

 

Real.: Morten Tyldum / Int.: Chris Pratt, Jennifer Lawrence, Michael Sheen, Laurence Fishburne, Andy Garcia

 

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4/10
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publicado por Hugo Gomes às 18:27
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A actriz Laura Soveral vai ser homenageada com o Prémio Bárbara Virgínia, um galardão criado pela Academia Portuguesa de Cinema com o intuito de distinguir mulheres que se destacaram (e que continuam a destacar) na 7ª Arte. A cerimónia da entrega do troféu concebido pelo pintor e escultor Leonel Moura, decorrerá no próximo ano. Segundo a Academia, a actriz é um "exemplo de determinação e profissionalismo para gerações futuras”.

 

Nascida a 1933, em Angola, Laura Soveral foi estudante da Filologia Germânica na Faculdade de Letras de Lisboa, tendo iniciado o seu percurso de actriz no Grupo Fernando Pessoa, dirigido por João d’Ávila, em 1964. Sucessivamente inscreveu na Escola de Teatro do Conservatório Nacional.

 

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Determinada como actriz de teatro, Soveral também vingou-se, quer na televisão, quer no cinema. No pequeno ecrã integrou o elenco de inúmeras novelas brasileiras e no grande tela, foi uma das "musas" de Manoel De Oliveira em filmes como Vale Abraão, A Divina Comédia e Francisca. Trabalhou com João Botelho em inúmeras façanhas cinematográfica e foi uma das "caras" de Tabu, de Miguel Gomes. Participação que lhe valeu três nomeações, como melhor actriz secundária para os Prémios CinEuphoria e como melhor actriz para os Globos de Ouro e Prémios Sophia, tendo levado para casa o galardão de melhor actriz secundária.

 

Foi laureada com o Prémio Sophia de Carreira em 2013.

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:20
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20.12.16

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KINO - Mostra de Cinema de Expressão Alemã irá regressar em 2017 para a sua 14ª edição. Atravessando três importantes cidades portuguesas, este evento especializado na cinematografia germânica arrancará em Lisboa (19 a 24 de Janeiro), passando pelo Porto (26 a 29 de Janeiro) e terminando em Coimbra (1 a 3 de Fevereiro).

 

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Na capital, mais concretamente a decorrer no Cinema São Jorge, KINO abrirá com a projecção de Fukushima, Meu Amor, o mais recente filme da talentosa Doris Dörrie. Apresentado na secção Panorama do último Festival de Berlim, esta obra remete-nos a uma mulher decepcionada com o rumo da sua vida, que para preencher esse "vazio", torna-se voluntária no auxilio às vitimas causadas pelo desastre de Fukushima, Japão, em 2011.

 

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A programação irá ainda brindar-nos com algumas iguarias, tais como Wild, de Nicolette Krebitz, que explicita uma relação intensa entre uma miúda socialmente reprimida e um lobo adulto, 24 Weeks, de Anne Zohra Berrached, que integrou a Competição de Berlim 2016, o suíço Aloys, de Tobias Nölle (vencedor do Lince de Ouro do Festival FEST, em Espinho) e ainda Vor der Morgenröte (Stefan Zweig: Farewell to Europe), a segunda longa-metragem da actriz e realizadora Maria Schrader (confirmada presença na mostra), uma obra de contornos biográficos sobre o exílio do escritor Stefan Zweig.

 

Para mais informação sobre a 14ª edição do KINO, ver aqui.

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:42
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19.12.16

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Blade Runner 2049, a sequela do clássico de ficção cientifica dirigido por Ridley Scott em 1982, revela o seu primeiro teaser trailer.

 

O filme contará com a assinatura de Denis Villeneuve (Sicario, Arrival). No elenco será possível contar com Ryan Gosling, Harrison Ford, Sylvia Hoeks, Dave Bautista, Robin Wright, Ana de Armas, Mackenzie Davis, Barkhad Abdi e Jared Leto.

 

Recordamos que Blade Runner 2049 irá desenrolar-se várias décadas depois dos eventos relatados no original - no qual estávamos um futuro longínquo onde a civilização humana é ameaçada pela propagação dos replicantes. No centro da história encontrávamos Rick Deckard (Ford), um caçador de recompensas que se dedica à caça dessas mesmas imitações humanas.

 

A estreia de Blade Runner 2049 nas salas está marcada para Outubro de 2017.

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:53
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15.12.16

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Colo, de Teresa Villaverde, é uma das 14 primeiras obras a integrar a programação do Berlinale 2017: Festival de Berlim (a decorrer entre 9 a 19 de Fevereiro). Descrito como "uma reflexão muito actual, e quase serena, sobre o nosso caminho comum como sociedades europeias de hoje", segundo a agência Portugal Film, partilhará espaços na Competição com as novas obras de Aki Kaurismäki (The Other Side of Hope), Călin Peter Netze (Ana, Mon Amour), Oren Moverman (The Dinner) e Sally Potter (The Party).

 

 

La Reina de España, de Fernando Trueba, e The Young Karl Marx, de Raoul Peck, contarão com sessões especiais no festival. O incontornável cineasta alemão, Rainer Werner Fassbinder, será novamente mencionada em mais uma programação, com a projecção de Eight Hours Don't Make a Day, uma série televisiva de cinco episódios transmitida em 1972.

 

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Os restantes filmes em Competição são:

 

Una Mujer Fantástica, de Sebastián Lelio

Spoor, de Agnieszka Holland

Félicité, de Alain Gomis

Beuys, de Andres Veiel

On Body and Soul, de Ildiko Enyed

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:33
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14.12.16

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A facturar com a nostalgia!

 

Há quem ainda acuse George Lucas de ter sido o "cancro" de uma saga tão querida para milhões. Desde a suas remasterizações e "remexidelas" na trilogia original em múltiplas edições de home video, até aos três filmes produzidos entre 1999 e 2005 que actualmente é esquecido por muitos. Mas não devemos ignorar, que apesar do resultado, Lucas tentou expandir o Universo que ele próprio criou com alguma inovação, quer tecnológica, quer narrativa.

 

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Porém, vivemos num Mundo onde a personalidade parece ser condenável, e depois de uma homage algo cobarde (diga-se por passagem), por parte de J.J. Abrams, chega-nos o intitulado Rogue One, uma referência no scroll credits de 1977 que originou um filme sob tons bélicos e de tamanha "piscadela de olhos" a temáticas politicas. Enfim, politicas e Disney nunca se misturaram, relembro o caso de Civil War onde super-heróis disputavam entre si consoante as suas fraudulentas ideologias. Neste Star Wars, tal é o fogo brando do extremismo oriental, como muito media ocidental parece insinuar, e o liberalismo em acordes de guerrilha-activista, que tenta soar com seriedade neste "world building" formatado.

 

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Contudo, Star Wars não é uma distopia politica sob o formato de sci-fy, é simplesmente a tentativa de vender e extrair até à última gota uma memória, uma nostalgia e um sentimento que muitos guardam fervorosamente dentro de si. O resultado não é um filme francamente mau em termos técnicos (tirando o uso e o abuso do motion capture para a ressurreição de personagens vencidas, até porque "Peter Cushing is not alive anymore"), é sim, uma réplica, uma obra despersonalizada exercida sobre personagens de tamanha causticidade na sua concepção. Nada de sólido, só "carne para canhão".

 

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Depois temos os inevitáveis cameos, o fan service a vingar sobre os fãs, e um enredo rotineiro que joga-se forçosamente na cronologia estrelar. Para nosso encanto, é mesmo Ben Mendelsohn a perpetuar como vilão de serviço (mas já está na hora de abandonar a "sacanice"), e a banda-sonora saudosista de Michael Giacchino que segue a tradição de John Williams. Mas fora isso, é a indústria megalómana comanda, transformando, o então astuto Gareth Edwards (que ressuscitou com algum agrado Godzilla em terras estadunienses), num mero "moço de recados".

 

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Temos que perdoar os pecados de George Lucas, ao menos ele trouxe uma breve sensação de novidade a um franchise, que não inventou o Cinema como muitos acreditam, mas que redefiniu os moldes do entretenimento cinematográfico para grandes massas. Sim, os fãs vão "venerar", mas Rogue One nada de relevante tem para o Cinema, e isso meus amigos, em épocas de produtos bem "lubrificados", não é nada.

 

"Make ten men feel like a hundred."

 

Real.: Gareth Andrews / Int.: Felicity Jones, Diego Luna, Alan Tudyk, Donnie Yen, Ben Mendelsohn, Forest Whitaker, Riz Ahmed, Mads Mikkelsen, Wen Jiang

 

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4/10

publicado por Hugo Gomes às 17:58
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Afinal, o nosso vilão tem um gémeo, que decide, por fim, ressurgir das sombras. O Gru, O Maldisposto e o seu exército de Minions vão regressar em 2017.

 

O novo filme será dirigido por Kyle Balda e Pierre Coffin e contará com as vozes de Steve Carell, Kristen Wiig, Russel Brand e Trey Parker (criador de South Park), este último como o novo vilão, Balthazar Bratt.

 

Nos cinemas portuguesas a 29 de Junho.

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:49
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Foi revelado o primeiro trailer de Dunkirk, o próximo filme de Christopher Nolan.

 

Dunkirk é descrito como um thriller bélico, onde o realizador de Interstellar irá adaptar um dos episódios mais importantes da Segunda Guerra Mundial, a Operação Dínamo, o qual se evacuou mais de 300 mil tropas aliadas, entre 26 de Maio e 4 de Junho de 1940, das forças nazis que invadiam no entretanto a França.

 

Os actores Fionn Whitehead (da série Him)Tom Hardy (Mad Max: Fury Road)Mark Rylance (Bridge of Spies), Cillian Murphy (Inception) e Kenneth Branagh (Jack Ryan: Shadow Recruit) encontram-se também integrados no projecto. Vale ainda a pena salientar que Hans Zimmer está a bordo da produção como compositor da banda-sonora, e Hoyte van Hoytema, que trabalhou com Nolan em Interstellar, será o director de fotografia.

 

Dunkirk tem estreia prevista em 2017. 

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:10
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13.12.16

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L'Ombre des Femmes (Philipe Garrel, 2015)

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:18
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12.12.16

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Foi revelado o primeiro poster de Dunkirk, o próximo filme de Christopher Nolan.

 

 

Dunkirk é descrito como um thriller bélico, onde o realizador de Interstellar irá adaptar um dos episódios mais importantes da Segunda Guerra Mundial, a Operação Dínamo, o qual se evacuou mais de 300 mil tropas aliadas, entre 26 de Maio e 4 de Junho de 1940, das forças nazis que invadiam no entretanto a França.

 

Os actores Fionn Whitehead (da série Him)Tom Hardy (Mad Max: Fury Road)Mark Rylance (Bridge of Spies), Cillian Murphy (Inception) e Kenneth Branagh (Jack Ryan: Shadow Recruit) encontram-se também integrados no projecto. Vale ainda a pena salientar que Hans Zimmer está a bordo da produção como compositor da banda-sonora, e Hoyte van Hoytema, que trabalhou com Nolan em Interstellar, será o director de fotografia.

 

Dunkirk tem estreia prevista em 2017. 

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:12
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Foram revelados os nomeados aos Globos de Ouros, prémios atribuídos pelo Sindicato de Imprensa Estrangeira em Hollywood. Entre os destaques conta-se o favoritismo de La La Land com sete nomeações,  Moonlight com seis e Manchester By the Sea com cinco.

 

Curiosidades, a ausência de Clint Eastwood e Martin Scorsese nas principais categorias, a de Finding Dory na animação e a presença de Deadpool, em Melhor Filme de Comédia / Musical e de Melhor Ator em referida categoria.

 

Os vencedores serão anunciado no dia 8 de Janeiro em Beverly Hilton Hotel.

 

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Filme (Drama)

Hell or High Water

Hacksaw Ridge

Manchester By the Sea

Lion

Moonlight

 

Filme (Comédia/ Musical)

Florence Foster Jenkins

20th Century Women

La La Land

Deadpool

Sing Street

 

Melhor Filme de Língua Estrangeira

Toni Erdmann (Alemanha)

Neruda (Chile)

Elle (França)

Divines (França)

The Salesman (Irão)

 

Actor (Drama)

Denzel Washington (Fences)

Casey Affleck (Manchester By the Sea)

Joel Edgerton (Loving)

Andrew Garfield (Hacksaw Ridge)

Viggo Mortensen (Captain Fantastic)

 

Actriz (Drama)

Amy Adams (Arrival)

Jessica Chastain (Miss Sloane)

Isabelle Huppert (Elle)

Ruth Negga (Loving)

Natalie Portman (Jackie)

 

Actriz (Comédia/ Musical)

Annette Bening (20th Century Women)

Lily Colins (Rules Don’t Apply)

Hailee Stenfield (The Edge of Seventeen)

Emma Stone (La La Land)

Meryl Streep (Florence Foster Jenkins)

 

Actor (Comédia/ Musical)

Ryan Gosling (La La Land)

Hugh Grant (Florence Foster Jenkins)

Ryan Reynolds (Deadpool)

Colin Farrel (The Lobster)

Jonah Hill (War Dogs)

 

Realizador

Damien Chazelle (La La Land)

Tom Ford (Nocturnal Animals)

Mel Gibson (Hacksaw Ridge)

Barry Jenkins (Moonlight)

Kenneth Lonergan (Manchester by the Sea)

 

Actriz Secundária
Viola Davis (Fences)

Nicola Kidman (Lion)

Naomie Harris (Moonlight)

Michelle Williams (Manchester by the Sea)

Otavia Spencer (Hidden Figures)

 

Actor Secundário

Jeff Bridges (Hell or High Water)

Dev Patel (Lion)

Aaron Taylor-Johnson (Nocturnal Animals)

Mahershala Ali (Moonlight)

Simon Helberg (Florence Foster Jenkins)

 

Argumento

La La Land

Nocturnal Animals

Moonlight

Manchester by the Sea
Hell or High Water

 

Animação

Moana

Zootopia

Sing

Ma Vie de Courgette

Kubo and the Two Strings

 

Banda-Sonora

Lion

Moonlight

Hidden Figures

Arrival

La La Land

 

Canção Original

City of Stars (La La Land)

Can’t Stop the Feeling (Trolls)

Gold (Gold)

Faith (Sing)

How Far I’ll Go (Moana)

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:33
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