29.9.16

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Filipe Melo, autor da banda-desenhada, As Aventuras de Dog Mendonça e de Pizzaboy, e realizador da curta de zombies portugueses “I’ll See You in My Dreams”, será o anfitrião do Espaço Nimas para a apresentação da nova rubrica - Sessões de Culto. Um conjunto de filmes que se tornaram fenómenos de popularidade entre os mais variados nichos cinéfilos.

 

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A primeira sessão, que decorre no dia 12 do Outubro, pelas 21h30, será apresentado The Room, o infame filme produzido, realizado, escrito e protagonizado por Tommy Wiseau. A história de um homem que tenta lidar com a infidelidade da sua mulher, é um exemplo de “mau cinema” que converteu-se numa espécie de “case study” da comédia involuntária. Um argumento incoerente, interpretações desastrosas “agarradas” a personagens sem devida concepção e erros pueris na realização e operação de câmaras, muitas características que fizeram The Room num “clássico” das listas de piores, e um dos favoritos de personalidades ligados à comédia como Paul Rudd, David Cross, Michael Cera e Edgar Wright, entre outros.

 

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A segunda sessão ocorrerá no dia 2 de Novembro, o filme elegido é El Topo, a segunda longa-metragem de Alejandro Jodorowsky. Trata-se de um western protagonizado pelo próprio realizador em conjunto com o seu filho (Brontis Jodorowsky), onde um misterioso pistoleiro percorre o deserto povoado por personagens e situações bizarras. Um exemplo de onirismo alucinogénico que mostrou em 1970 a capacidade do cinema de autor possuir potencia comercial.

 

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:37
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De 29 de Setembro a 2 de Outubro decorrerá a 3ª edição do festival Olhares do Mediterrâneo – Cinema no Feminino, no Cinema São Jorge.

 

Durante 4 dias serão exibidos 33 filmes - 9 longas e 24 curtas-metragens - de cineastas originárias de países do Mediterrâneo como a Albânia, Croácia, Egipto, Espanha, França, Grécia, Israel, Portugal, Itália, Líbano, Marrocos, Turquia, entre outros. Algumas das sessões contarão com a presença de elementos da equipa.

 

Como grande novidade, o festival apresentará pela primeira vez o ciclo ‘Travessias’, uma secção dedicada à crise dos refugiados e migrações forçadas. O programa será composto por 8 filmes, 4 debates, acolhimento da ONG SOS Méditerranée France, que resgata pessoas neste mar, e uma exposição fotográfica intitulado de “Olhares que nos habitam?”, envolto do olhar de um grupo de mulheres refugiadas em Portugal.

 

Para mais informação e programação completa, ver aqui

 


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28.9.16

Casa da Senhora Peregrine para Crianças Peculiare

Peculiar? Tim Burton faz o que pode, e mais não é obrigado. Será?

 

Verdade seja dita, saturados andamos com enésimas adaptações de livros infanto-juvenis de teor fantástico [vórtice 1]. Verdade seja dita, Tim Burton consegue trazer com tema tão explorado um certo grau de rigor e estilismo [vórtice 2]. Verdade seja dita, nem Burton é capacitado o suficiente para retirar a "milésima experiência" no ramo da mediocridade de estúdio formatado [vórtice 3].

 

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Inspirado na escrita de Ransom Riggs, A Casa da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares (título traduzido) possui os ingredientes integrais para agradar uma faixa etária, "comovo-nos" com humanos "especiais" e com heróis em modo "the one", envolvidos num pano de fundo da Segunda Guerra Mundial. Em Tim Burton tal matéria daria asas às suas catarses da "normalidade", assim como havia feito no ainda imbatível Edward Scissorhands (Eduardo Mãos de Tesoura). Mas nada disso, sendo possível identificar os "dedos" burtonescos do realizador, assim como uma certa ousadia em transgredir por entre a "normalidade" da produção, A Casa da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares é um daqueles casos de que a originalidade não "mora aqui".

 

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A culpa é de Ransom Riggs, poderão proclamar muitos, e a verdade sim, mas nada invalida que a produção cinematográfica sofra com todos os sindromas que abatem este subgénero de filmes, muito mais nas fases pós-Harry Potter, ou pós-Twilight, onde tudo que soava franchise juvenil-literário era motivo de adaptação. A começar por uma prolongada introdução deste universo fantástico até chegar a personagens rebuscadas sob uma infelicidade enorme de serem reduzidas a adereços do bizarro e até mesmo Eva Green, apostada como a grande protagonista, numa caricatura de si própria. Já que falamos de caricaturas, porque não mencionar Samuel L. Jackson.

 

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Todo este arrastar pouco emocional e de território previsível termina sob "dinâmicos" acordes, um climax apressado, demasiado tosco e pueril que não deixa ninguém indiferente. Sim, o estúdio tem medo da palavra "flop", e há motivos para alarmes, vivemos em tempos que Spielberg já não é nome certo para o sucesso, por isso, Tim Burton também pode falhar nessa vertente comercial, sendo que tais pensamentos nos reflectem sobre o sucedido: "existe receio em apostar em mais um franchise".

 

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Continuando com o "vórtice" da "verdade, seja dita", muitos serão tentados a responder que Tim Burton é acima de tudo um autor, e a menor obra deste pode ser considerado melhor que os dos outros, pois, é nesse estatuo que o nosso realizador precisa de uns "calduços". Vendeu a sua personalidade à indústria e voilá … o pior filme da sua carreira. Sim, mais esquecível que a "macacada" de 2001. Vale pelo previsível; cenários, efeitos visuais e sonoros e o estilo ainda "burtonesco" que corre nas veias das personagens.

   

Real.: Tim Burton / Int.: Eva Green, Asa Butterfield, Samuel L. Jackson, Judi Dench, Rupert Everett, Chris O'Dowd

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:15
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Vem aí uma nova versão de The Lion KIng (O Rei Leão) pela Disney. O anúncio foi feito O anúncio foi feito através de um tweet de Jon Favreau, que o próprio confirma ser o realizador desta re-imaginação do clássico da Disney que encantou, e que continua a encantar, gerações. O mesmo adiantou que a obra "ganhará vida" através dos mesmos fins tecnológicos do sucesso de O Livro da Selva (que arrecadou mais de 965 milhões de dólares mundiais). Por outras palavras, animais gerados por CGI e motion capture a caminho.

 

Recordamos que O Rei Leão é hoje tido como uma das bem-sucedidas animações cinematográficas de sempre. Tratando-se de uma re-adaptação de Hamlet (de William Shakespeare), e "baseado" no anime japonês Kimba, O Leão Branco (há quem considere um rip-off), esta longa-metragem de Roger Allers e Rob Minkoff remete-nos a um pequeno leão, Simba, que após presenciar a trágica morte do seu pai, decide proclamar o reino que lhe pertence por direito, mas "governado" pelo seu sádico tio, Scar.

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:42
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27.9.16

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O novo trabalho de realização de Denzel Washington revelou o seu primeiro trailer. Intitulado de Fences, eis uma adaptação da peça de August Wilson, que remete-nos a um ex-jogador de baseball oriundo da Negro Leagues (liga profissional composta maioritariamente por afro-americanos, como também por latinos) em pleno anos 50.

 

Depois de Antwone Fisher (2002) e The Great Debaters (2007), Washington regressa à realização e ao protagonismo sob a companhia da actriz Viola Davis (Suicide Squad, Doubt). Fences será lançado pela Paramount Pictures no final do ano, uma possível hipótese de ser uma das obras a ser seleccionadas no lote de Melhores Filmes para a award season.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:18
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A Gaiola das Loucas!

 

Se caíssemos na esquematização superficial de muita da crítica norte-americana facilmente apelidaríamos o novo filme de Paolo Virzi, Loucamante, com a equação “Thelma & Louise meets One Flew Over the Cuckoo's Nest”.

 

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Três anos depois de transfigurar a verdade nas suas variadas ramificações com o filme-mosaico Il Capitale Umano (Capital Humano), Virzi centra no drama road-trip longe das euforias coming-to-age. São duas loucas, para resumir a intriga, “engaioladas” que encontram a liberdade na primeira oportunidade. Durante esta escapatória que se arrasta até ao seu desfecho, Valeria Bruni Tedeschi (actriz que trabalhou com Virzi em o Capital’) e Micaela Ramazotti (do muito subvalorizado Anni Felici) tentam reconciliar-se com a vida que haviam “perdido” após os respectivos “enclausuramentos”.

 

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O realizador incide no espectador um autêntico mundo de loucura, não no sentido onírico e surreal, mas quanto ao seu ritmo que parece ganhar velocidade tremenda até a uma eventual colisão. Porém, o percurso faz-se com agrado, sob um tom agridoce que nos envolve e as actrizes que dão o melhor de si para atribuir uma humanidade digna a este duo de personagens, que tão bem residiriam num conto de Gil Vicente. Mas, obviamente, que a viagem leva-nos a estradas de terreno batido, altamente caminhadas pelos seus antecessores e rodeadas por paisagens rotineiras, essas, para quem não entendeu esta linguagem viajante, são os dramas secundários que entrelaçam com o destino das protagonistas, o macguffin que as fazem mexer numa jornada ao encontro dos seus fantasmas.

 

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Mas o drama não é suficiente forte, diria mesmo desequilibrado, visto que a personagem mais interessante é diversas vezes confundida como um comic relief, sim, falo de Valeria Bruni Tedeschi, essa diva desvalorizada do cinema italiano, numa variação paranóica de Norma Desmond (Sunset Boulevard, de Billy Wilder). Ela é a tragédia em pessoa, infelizmente, pouco explorada nesta “ópera” que termina sob abruptos acordes melosos e no "choradinho” do costume. Tal como acontecera com Capital Humano, Paolo Virzi tem uma fraqueza enorme, o seu talento é por vezes superado por uma tendência suicida de crowd pleasure.

 

Real.: Paolo Virzi / Int.: Micaela Ramazzotti, Valeria Bruni Tedeschi, Valentina Carnelutti

 

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26.9.16

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O Doclisboa divulgou a programação completa da sua 14ª edição, que decorrerá entre os dias 20 a 30 de Outubro no Culturgest, Cinema São Jorge e Cinemateca-Portuguesa Museu do Cinema. Como é habitual, o festival continua a demonstrar uma tamanha actualidade para com as suas temáticas e ciclos. A mostra deste ano abunda de abordagens emergentes e perspectivas aos conflitos sociais que enchem as manchetes dos telejornais ou, apropriando aos tempos que decorrem, das nossas redes sociais.

 

É sob esse contexto que nos surge a especial sessão #Fora Temer, inserido na "tradicional" rubrica Riscos. Neste espaço, o Doclisboa irá funcionar mais do que uma simples mostragem de documentários, e sim, num registo visual a um tema que parece suscitar debates nos mais diversos recantos do nosso quotidiano. Mais do que um mero testemunho à destituição de Dilma Rousseff e todos os eventos que por aí desencadearam, #Fora Temer apresenta-nos uma perspectiva da crescente onda de Mídia Ninja que se proliferou via internet no "calor do conflito politico e social". A sessão será seguida por um debate com Pablo Capilé, um das figuras mais relevantes do grupo.

 

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Continuando com a sessão Riscos (que neste ano não contará com a participação do sociólogo e crítico Augusto Seabra), o Doclisboa planeia homenagear o documentarista e experimentalista Peter Hutton, conhecido como o realizador de Three Landscapes, que nos deixou no passado mês de Junho em consequência de uma cancro que combatia há anos. Outra ramificação deste espaço é o conjunto "Filmes de Correspondências - Missivas, Distâncias, Deslocações", uma mostra que consolida a correspondência ou o testemunho das palavras e imagens como um "parcial mapa das formas poéticas (e políticas) em que alguns filmes renovam a tradição epistolar no cinema."

 

Doclisboa continua com as suas habituais secções competitivas, Internacional (contando com  a nova obra de Rita Azevedo Gomes, Correspondências) e Nacional (André Marques, Cláudia Vareijão e Edgar Pêra são alguns dos nomes que competem pelo Prémio), assim como o bem-sucedido Heart Beat, que continua a focar em documentários sobre música e até mesmo artes performativas.  Nesta última secção, destaque para David Lynch em The Art of Life, e os tributos a Sidney Lumet  em By Sidney Lumet, de Nancy Buirski, e ao cantor e músico David Bowie em Bowie, Man with a Hundred Faces or The Phantom of Herouville, de Gaëtan Chataigner.

 

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Todavia, as surpresas não se ficam por aqui, a grande novidade é Da Terra à Lua, uma clara homenagem a Julio Verne que serve como título a uma nova secção que a directora do festival, Cíntia Gil, apelidou de "cápsula do tempo". Da Terra à Lua consistirá numa espécie de "best of" de realizadores que passaram pelo Doclisboa ou que são hoje exemplos incontornáveis do cinema documental. Nesta mostra é previsível encontrar os nomes de Wang Bing, Rithy Panh, Sergei Loznitsa, Michael Palm, Werner Herzog e as portuguesas Teresa Villaverde e Catarina Alves Costa.

 

A juntar à programação, uma retrospectiva de Peter Watkins, um dos pioneiros da docuficção (ou docudrama, como quiserem apelidar), que terá lugar na Cinemateca-Portuguesa Museu do Cinema. Por fim, e não menos importante, uma retrospectiva de documentários e do cinema de vanguarda de Cuba, parte da herança histórica resumida numa importante colecção de filmes, documentos e claro, documentários.

 

A 14ª edição do Doclisboa - Festival Internacional de Cinema terá como filme de abertura Oleg y las Raras Artes, de Andrés Duque, sobre o compositor russo Oleg Karavaichuk, o único pianista com permissão para tocar no piano do Czar Nicolau II, a ser exibido no Grande Auditório da Culturgest. Como encerramento, as honras será dadas a Nos Interstícios da Realidade ou o Cinema de António de Macedo, a primeira obra de João Monteiro, que curiosidade é um dos directores do MOTELx: Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, sobre um dos poucos realizadores de fantástico de Portugal.

 

Ver programação completa, aqui

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:47
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25.9.16

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O chinês I am Not Madame Bovary, de Feng Xiaogang, sai-se como o grande vencedor da 64ª edição do Festival Internacional de Cinema de San Sebastian. O drama conquistou a cobiçada Concha de Ouro e ainda o Prémio de Melhor Actriz que foi entregue à protagonista, Fang Bingbing. Por outro lado o coreano Hong Sang-soo arrecada o prémio de Realização pela sua nova longa-metragem Yourself and Yours.

 

Destaque ainda para I, Daniel Blake, o vencedor da Palma de Ouro no último Festival de Cannes, foi o elegido pelo Público no seu respectivo prémio, e Rara, que esteve presente na selecção do Queer Lisboa 2016, premiado na secção Horizontes.

 

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Concha de Ouro

I Am Not Madame Bovary

 

Concha de Prata de Melhor Realização

Hong Sang-soo (Yourself and Yours)

 

Melhor Actriz

Fang Bingbing (I Am Not Madame Bovary)

 

Melhor Actor

Eduard Fernández (Smoke & Mirrors)

 

Prémio Especial de Júri (Ex Aequo)

The Giant

The Winter

 

Melhor Fotografia

Ramiro Civita (The Winter)

 

Melhor Argumento

Isabel Peña, Ricardo Sorogoyen (May God Save Us)

 

 

OUTROS PRÉMIOS

Prémio Novos Realizadores Kutxabank

Park

 

Menção Especial

A Taste of Ink

 

Prémios Horizontes

Rara

 

Menção Especial

Alba

 

Prémio Zabaltegi-Tabakalera

Eat That Question: Frank Zappa In His Own Words

 

Menção Especial

The Disco Shines

 

Prémio de Público DSS Capital Europeia da Cultura de 2016

I, Daniel Blake

 

Prémio de Público para Obra Europeia

My Life as a Courgette

 

Prémio Irizar Basque

Pedalo

 

Prémio Juventude Eroski

In Between

 

 

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23.9.16

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Foi revelado o primeiro trailer de The Eyes of My Mother, o filme que esteve presente em Sundance no qual a actriz portuguesa, Kika Magalhães, tem arrecadado elogios na imprensa norte-americana. 

 

Magalhães, que teve pequenas participações nas séries nacionais Morangos com Açúcar e Diário de Sofia, viajou para os EUA, há cerca de quatro anos atrás, em busca de uma carreira na área da representação. Num texto da agência Lusa, a actriz afirmava que ficaria satisfeita com meras duas linhas de diálogo em "peças baratas", mas a oportunidade de integrar o elenco de uma produção como a de The Eyes of My Mother, muito mais como protagonista e a competir em Sundance, estava para além dos seus sonhos.

 

Assinado por Nicolas Pesce, o filme, que foi rodado a preto e branco, remete-nos a uma inocente menina, Francisca, que vive com a sua mãe, uma ex-cirurgiã, e com o seu pai, numa quinta isolada num espaço não especifico. Certo dia, um estranho, aproveitando a ausência da entidade paternal, decide fazer uma visita e assim cometer um terrível crime.

 

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The Hollywood Reporter comparou o filme com as obras de Edgar Allan Poe e a The Playlist refere-o como uma possível proveniência dos psicopatas que cineastas orientais, como Takashi Miike e Kim Ki-Duk, veneram. Enquanto isso, a prestação de Kika Magalhães foi descrita como "intensa" pela THR, a Ioncinema caracterizou a actriz como "estrela emergente" e o site Roger Ebert descreveu, através de Brian Tallerico, como "muito eficaz".

 

The Eyes of My Mother é uma produção da Bordeline, empresa formada em 2003 pelos cineastas Antonio Campos (Afterschool), Sean Durkin (Martha Marcy May) e Josh Mond (James White). O filme ainda não possui data de estreia portuguesa.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:50
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21.9.16

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Morreu o realizador e argumentista Curtis Hanson, vencedor do Óscar de Melhor Argumento Adaptado por L.A. Confidential em 1998, e detentor de algumas obras conhecidas como 8 Mile, o filme protagonizado pelo rapper Eminem, e o thriller The Hand That Rocks the Cradle. Faleceu nesta terça-feira devido a causas naturais, revela a imprensa, tinha 71 anos.

 

(Notícia em desenvolvimento ...)

 


publicado por Hugo Gomes às 08:58
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20.9.16

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O famoso futebolista e também actor Eric Cantona vai estar presente em Lisboa durante o mês Outubro, e não será o único convidado da 17ª Festa do Cinema Francês, mais uma edição da iniciativa levada a cabo pelo Institut Français.

 

A decorrer entre 6 a 13 de Novembro, fazendo digressão por mais de 11 cidades portuguesas, a mostra de cinema francês trará a realizadora Anne Fontaine, e não só, a autora de Coco Avant Chanel e Perfect Mothers será a Madrinha desta edição. Uma retrospectiva será dedicada à sua homenagem, assim como a estreia nacional do seu mais recente filme, As Inocentes (Agnus Dei), que nos leva a uma missão da Cruz Vermelha  em apoio aos sobreviventes da Segunda Guerra Mundial, tendo como cenário um convento de freiras.

 

Quanto às antes-estreias nacionais, a 17ª Festa do Cinema Francês leva-nos aos encontro de Cézanne et Moi, a obra de Daniéle Thompson (também presente) sobre a relação de amizade entre o pintor Paul Cézanne e o escritor Emile Zola, e do novo filme de Xavier Dolan, Juste La Fin Du Monde (Tão Só o Fim do Mundo), uma adaptação de uma peça de Jean-Luc Largarde, possuidor de um elenco de luxo composto por Gaspard Ulliel, Léa Seydoux, Marion Cottilard e Vincent Cassel.

 

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Mas o grande destaque desta edição é o ciclo ACID, sessões dedicadas à Association du Cinéma Indépendant pour sa Diffusion, que decorre todos os anos em paralelo com o Festival de Cannes, tendo como principal intuito de divulgar cinema independente assim como novos autores e novas linguagens cinematográficas. É de relembrar que esta associação foi responsável pelas proliferações de realizadores como a portuguesa Teresa Villaverde, o russo Alexander Sukourov e os franceses Benôit Jacquot, Jean-Claude Brisseau e Laurent Cantet. Serão seis filmes apresentados em sessões com realizadores presentes e ainda em anexo masterclasses diversas.

 

Em paralelo com a festa do que recente se faz no cinema francês é o constante olhar à sua História. A Cinemateca-Portuguesa Museu do Cinema continuará a sua colaboração com o festival e este ano será dedicado a Bertrand Tavernier, ex-crítico e realizador, cujo programa não será uma retrospectiva do seu trabalho, mas sim um ciclo sobre os filmes que para o autor resumiram a História do Cinema Francês. Tudo como festejo da estreia de Uma Viagem pelo Cinema Francês com Bertrand Tavernier, um documentário da sua autoria que terá estreia portuguesa com o apoio da Midas Filmes.

 

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Por fim, surge-nos a animação com as grandes novidades, as estreias de Tout En Haut Du Mond, de Remi Chayé, e do muito elogiado La Tortue Rouge (The Red Turtle), de Michael Dudok de Wit, um filme com a colaboração dos estúdios Ghibli.

 

Quanto ao leitor, que deve questionar, onde entra Eric Cantona nisto tudo. Bem, ele é só um dos protagonista de Marie Et Les Naufragés, o novo filme de Sébastien Betbeder (2 Automnes, 3 Hivers), que terá estreia nacional nesta Festa puramente "gaulesa".

 

A 17ª Festa do Cinema Francês decorrerá entre 6 a 16 de Outubro, em Lisboa, no Cinema São Jorge, Cinema Ideal e Cinemateca-Portuguesa. A programação prolongará por outras cidades do país até dia 13 de Novembro.

 

Ver aqui a programação completa e outras informações sobre o festival.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:36
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19.9.16

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Cannes tem sido uma segunda casa para as "criações" do jovem realizador Xavier Dolan, e as reacções perante os seus filmes tem sido unanimemente entusiasmantes, porém, a sua última obra,  Juste La Fin Du Monde (Only The End Of The World), contrariou a tendência.

 

Mesmo tendo sido premiado com o Grande Prémio de Júri e o Prémio de Júri Ecuménico em Riviera, o mais recente trabalho do realizador franco-canadiano  foi apupado durante a sua apresentação à imprensa e tem recebido as piores críticas da sua carreira.

 

Todo este cenário vem à tona perante a drástica decisão de Xavier Dolan em não submeter o seu muito antecipado novo filme, The Death and Life of John F. Donovan, no tão badalado festival francês. O realização anunciou tal ausência na sua conta de Instagram, começando por argumentar que o filme não estaria pronto até à altura do festival e que as filmagens prolongariam até Junho de 2017. Contudo, Dolan não poupou críticas ao que apelida de "bullyng" numa cultura de "trolling".

 

 

 

Uma foto publicada por xavierdolan (@xavierdolan) a

 

Recordamos que  John F. Donovan será o seu primeiro filme em língua inglesa da sua carreira, o qual remete-nos à troca de correspondência entre um famoso ator, John F. Donovan (Kit Harington), e um menino de 11 anos, e a exposição dessas mesmas cartas pelos media, principalmente por uma revista cor-de-rosa gerida por uma Jessica Chastain de má índole.

 

Kathy Bates, Susan Sarandon, Natalie Portman, Thandie Newton, Nicholas Hoult e a cantora Adele completam o elenco.

 

Quanto a Juste La Fin Du Monde, uma adaptação da homónima peça de Jean-Luc Lagarce, a estreia nacional está encarregue da distribuidora Alambique, por cá apostamos numa clara presença no próximo Lisbon & Estoril Film Festival.

 

O enredo remete-nos a um escritor (Gaspard Ulliel) que regressa a casa após uma longa ausência, afim de anunciar a sua iminente morte ao seio familiar. Uma tarefa nada fácil visto que a sua família possui assuntos não resolvidos. Marion Cotillard, Léa Seydoux e Vincent Cassel estão igualmente no elenco.

 

 

Ler Críticas Relacionadas

Mommy (2014)

Tom à la Ferme (2013)

Les Amours Imaginaires (2010)

 

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16.9.16

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Arranca hoje, o 20º Queer Lisboa,  o festival de cinema mais antigo da capital portuguesa que comemora duas décadas de existência. A programação, tal como anunciada no início de Setembro, é uma das mais impressionantes até à data, abrindo com a antestreia de Absolutely Fabulous: The Movie, a adaptação cinematográfica de uma série de culto da BBC, e que irá encerrar com outra série transladada ao cinema, Looking: The Movie, do realizador do elogiado 45 Years, Andrew Haigh.

 

O grande destaque deste ano é a retrospectiva de Derek Jarman, na Cinemateca, conhecido como pintor, cineasta e cenógrafo (tendo começado a exercer essa profissão em The Devils, de Ken Russell). O programa, composto por catorze sessões, ainda inclui um debate, sob o título “Derek Jarman and the Last of England”, a realizar no dia 22, na sala M. Félix Ribeiro.

 

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Vale a pena salientar algumas obras como Goat, de Andrew Neel, um filme sobre violentas praxes com Nick Jones (ex-membro da banda Jonas Brothers) e James Franco no elenco, Grandma, de Paul Weitz (About a Boy) e ainda a exploração sexual na Amazónia com o brasileiro Antes o Tempo Não Acabava, de Sergio Andrade e Fábio Baldo, que esteve presente no último Festival de Berlim.

 

A 20ª edição do Queer Lisboa 2016, que decorrerá de 16 a 24 de Setembro no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema. Para ver programação completa, ver aqui.

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:12
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Eva Green, que iremos vê-la em destaque no novo filme de Tim Burton, Miss Peregrine's Home for Peculiar Children (com estreia para dia 29 de Setembro),vai integrar o elenco do thriller psicológico Based on a True Story, obra marcada pela colaboração entre Roman Polansky (The Pianist, The Ghost Writer) e Olivier Assayas (Personal Shopper, Clouds of Sils Maria).

 

Conhecida pelos seus desempenhos em The Dreamers e Casino Royale, Green irá contracenar com Emmanuelle Seigner, mulher de Polanski e estrela de filmes como La Vénus à la Fourrure e The Ninth Gate. Based on a True Story é a adaptação do livro de Delphine de Vigan, o qual centrará na história de uma escritora (Seigner) que após o lançamento do seu último livro é vitima da obsessão de uma outra mulher (Green).

 

A dupla Polanski / Assayas dividiram as tarefas de argumentista, mas só Roman Polanski realizará a obra. O projecto iniciará a sua produção em Paris a partir do mês de Novembro.

 

Estreia agendada para 2018.

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:33
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14.9.16

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Colossal, o mais recente filme do espanhol Nacho Vigalondo (Os Cronocrimes, Open Windows) e protagonizado por Anne Hathaway (Interstellar), anda a causar "burburinho" na edição em curso do Festival de Toronto. À parte os seus méritos artísticos, a obra vem ganhando espaço em veículos como Deadline e Variety pela sua aquisição por um "misterioso comprador chinês". 

 

É sabido que a A24, estúdio e distribuidor de filmes como o Room, demonstrou inicialmente interesse pelos direitos de distribuição, mas terminou por ser a dita empresa a ficar com a distribuição em território norte-americano.

 

Colossal conta  história de uma nova-iorquina desempregada que descobre que a sua mente está ligada a um gigantesco monstro que ataca a cidade de Seul, Coreia da Sul. Dan Stevens, Tim Blake Nelson e Jason Sudeikis completam o elenco.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:54
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Albano Jerónimo vai participar na sexta temporada de "Vikings", que em Portugal poderá ser vista através do canal MOV. O actor português conhecido em filmes como Florbela (vencedor de um Sophia de Melhor Actor Secundário) e na co-produção espanhola Gelo, irá integrar três episódios desta nova temporada.

 

A oportunidade de participar na série surgiu através do programa “Passaporte” organizado pela Academia Portuguesa de Cinema em Maio, no âmbito do Ano do Cinema e do Audiovisual Português. O programa tem como principal intuito de conseguir a "internacionalização" de vários actores portugueses.

 

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Vikings, produzido pelo Canal História, remete-nos à lendária jornada de Ragnar Lothbrok, declarado como o primeiro viking a integrar as "páginas dos livros de História". A série é conhecida pelo sua rigorosa reconstituição histórica, mais propriamente no que se refere a recriar o quotidiano e costumes deste povo bárbaro.

 

Vikings é protagonizado por Travis Fimmel, que recentemente participou na adaptação cinematográfica de Warcraft, de Duncan Jones.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:52
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O canibalismo volta a ter destaque nas manchetes cinematográficas. No decorrer do Festival de Toronto, evento onde se aposta principalmente nos front-runners aos Óscares, a sessão de meia-noite de Raw (Grade) parece ter dado que falar.

 

Segundo The Hollywood Reporter, vários foram aqueles que desmaiaram numas das sequências mais fortes do filme. A mesma fonte anunciou a intervenção de paramédicos no local.

 

Raw (Grade), é a primeira longa-metragem da francesa Julie Ducournau, um filme presente na última edição da Semana da Crítica em Cannes. Na Riviera chegou mesmo a ser galardoada com um prémio FIPRESCI.  

 

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O enredo centra-se numa vegetariana estudante de veterinária, que durante uma praxe do seu curso experimenta pela primeira vez o sabor da carne. Nesse preciso momento, algo macabro e faminto começa a crescer dentro dela.

 

Numa entrevista à Indiewire, Ducournau referiu que a ideia da obra surgiu após enumerar os três temas tabus da Humanidade. O primeiro era homicídio, mas segundo a realizadora, tal soava rotina no cinema actual. O segundo tema é incesto, que a própria considera demasiado negro, e de momento sem interesse em escrever uma história envolto, e por fim, a terceira, o canibalismo. Julie Ducournau revelou-se ainda numa fã do género de terror.

 

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publicado por Hugo Gomes às 11:50
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13.9.16

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Foi revelado o primeiro  trailer de Fifty Shades Darker (As Cinquenta Sombras Mais Negras), a sequela do êxito de 2015 baseado no livro romântico erótico de E.L. James (presente na produção como argumentista e produtora). James Foley encontra-se na realização.

 

Dakota Johnson e Jamie Dornan mantêm-se no elenco, enquanto isso, poderemos contar com as presenças de Kim Basinger, Marcia Gay Harden, Hugh Dancy e Rita Ora. Fifty Shades Darker leva-nos de volta à relação BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo), com o casal a lidar com demónios anteriores e antigas paixões.

 

Estreia prevista para Fevereiro de 2017.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:15
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Cartas da Guerra, a terceira longa-metragem de Ivo Ferreira, foi elegido pela Academia Portuguesa das Artes e Ciências Cinematográficas para representar Portugal na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, nos Óscares e na categoria de melhor filme ibero-americano, nos Prémios Goya, atribuídos pela Academia Espanhola.

 

Trata-se  da adaptação do romance de António Lobo Antunes - "D'Este Viver Aqui Neste Papel Descripto, Cartas da Guerra" - que se resume a um retrato apaixonado e ao mesmo tempo intimista da desolação causada pela Guerra Colonial, a Leste de Angola. O filme conta com os desempenhos de Miguel Nunes, Margarida-Vila Nova, Ricardo Pereira, João Pedro Vaz, Simão Cayatte e Isac Graça, e produção de O Som e a Fúria, a mesma do elogiado Tabu, de Miguel Gomes.

 

Falando em Miguel Gomes, vale a pena salientar que o candidato do ano passado foi o segundo volume de As Mil e Uma Noites: O Desolado.

 

 

Ver Também

Falando com Ivo Ferreira, o realizador de Cartas da Guerra

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:10
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12.9.16

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Passados 15 anos, Alfonso Cuarón vai regressar ao México para filmar a sua nova longa-metragem, que será produzido pela Participant Media (responsável por obras como o oscarizado Spotlight e o documentário He Named me Malala).

 

Segundo o realizador de Gravity e Children of Men, este projecto será próximo ao seu coração. De momento não existe detalhes acerca do filme, somente o facto que será um drama duma família de classe média vivente do México em plena década de 70.

 

Recordamos que o último trabalho mexicano de Cuarón foi Y Tu Mamá También (E tua Mãe Também), uma road trip com Diego Luna e Gael Garcia Bernal que lhe garantiu o sucesso que é hoje tido nos EUA.

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:34
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