30.11.15

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Alicia Vikander (Ex Machina [ler crítica], The Man From U.N.C.L.E. [ler crítica]) está em negociações para protagonizar Submergence, o próximo projecto do cineasta alemão Wim Wenders, ao lado de James McAvoy.

 

A obra, que tem como base um homónimo livro da autoria de J.M. Ledgard, seguirá um casal que experiencia, separadamente, situações limite e que só as memórias do romance vivido numa praia francesa servirão de conforto. 

 

Sob um argumento escrito por Erin Dignam (Denial, The Yellow Handkerchief), Submergence começa as filmagens em 2016, entretanto Wim Wenders vai estrear The Beautiful Days in Aranjuez, inspirado numa peça de Peter Handke e com produção de Paulo Branco.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:34
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No ano passado, a 20th Century Fox anunciou que iria avançar com uma nova versão Predator, o popular e elogiado filme de ficção científica dirigido John McTiernan em 1987 e gerou duas sequelas; Predator 2 (1990) e Predators (2010), e dois crossovers com outra popular saga de ficção científica; Alien Vs Predator (2004) e Aliens vs. Predator: Requiem (2007). 

 

Nesse mesmo anúncio foi confirmado que Shane Black (Iron Man 3, Kiss, Kiss, Bang, Bang) seria o responsável pelo argumento em conjunto com Fred Dekker (RoboCop 3), e mais tarde, realizá-lo. Recentemente, Dekker havia afirmado, via Facebook, que o guião encontra-se terminado e entregue aos responsáveis. Por isso, é provável que veremos este reboot de Predator mais cedo que o pressuposto.  

 

O produtor John Davis declarou à Collider que o guião apresenta uma perspectiva refrescante, segundo ele, provavelmente a única e mais divertida forma de reinventar o franchise. Joel Silver e Lawrence Gordon também encontram-se na produção.

 

 

Ver Também

Vem aí o reboot de Predator!

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:02
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29.11.15

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A produção Gods of Egypt (Deuses do Egipto), aquela que é vista como a grande aposta da produtora Lionsgate para 2016, um épico de fantasia que reúne mitologia egípcia com os actores Gerard Butler e Nikolaj Coster-Waldau nos papeis principais, encontra-se envolvida em polémicas logo após o lançamento do seu primeiro trailer no passado dia 17 de Novembro. As causas dessas mesmas controvérsias apontam para uma falta de diversidade étnica no casting, o que levou o próprio estúdio e o realizador, Alex Proyas (The Crow, Dark City), a pronunciarem sobre o assunto.

 

A Lionsgate declarou publicamente um pedido desculpas quanto ao sucedido, reconhecendo as falhas e as responsabilidades que a produtora tem com o seu respectivo público e no retrato da cultura e período adaptado: "falhamos em viver segundo os nossos padrões e diversidade, para a qual pedimos as nossas sinceras desculpas (…) temos, podemos e vamos continuar a fazer melhor." Tal pedido foi reafirmado com a declaração de Proyas: "Os processos de casting dos filmes tem variáveis complicadas, mas é óbvio que as nossas escolhas poderiam ser mais diversificadas. Sinceramente peço desculpa a todos aqueles que ofendi com as decisões que tomamos.”

 

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Mesmo assim nada impediu que o filme parasse de ser atacado pelos diferentes órgãos, incluindo as redes sociais, onde várias personalidades pronunciaram sobre o assunto. Bette Midler, a atriz reconhecida em filmes como Hocus Pocus (Três Bruxas Loucas) e The Rose (A Rosa), publicou na sua conta de Twitter o seguinte post: "Filme, #GodsOfEgypt onde toda a gente é branca? Egípcios, durante a história e hoje, nunca foram BRANCOS. Trazem de volta a Geografia!! É África!"

 

Quem reagiu bem a estas palavras foi a realizadora Ava DuVernay, a realizadora de Selma, uma cinebiografia de Martin Luther King que esteve presente na edição anterior dos Óscares, que respondeu directamente aos pedidos de desculpas, quer da Lionsgate, quer do realizador, utilizando, também, a via do Twitter: "Este tipo de desculpas nunca acontece para algo que acontece sempre. Uma ocorrência incomum digna de nota". De seguida, voltou fazer outro comentário sobre o ocorrido: "GODS OF EGYPT faz valorizar cada vez mais as escolhas de STAR WARS de Abrams. Faz-me torcer mais por CREED de Coogler. Nós merecemos ícones à nossa imagem"

 

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Recordamos que no ano passado, Exodus: Gods and Kings [ler crítica], de Ridey Scott, sofreu com iguais ataques quanto à diversidade do seu elenco, e do facto deste ser maioritariamente branco. Contudo, a resposta do realizador às vozes críticas contrasta com o pedido de desculpas da Lionsgate e Alex Proyas. Scott defendeu as suas escolhas, declarando o seguinte: “Eu não posso montar um filme com este orçamento, onde eu tenho que confiar em reduções de impostos em Espanha, e dizer que o meu actor principal é Mohammad e tal de tal parte".

 

Gods of Egypt estreia nos cinemas em Fevereiro de 2016.

 

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Ver também

Primeiro trailer de Gods of Egypt, confronto entre deuses!

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:06
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28.11.15

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Um dos grandes êxitos de terror nos últimos anos, Annabelle, o spin-off de The Conjuring - A Evocação [ler crítica], vai ser exibido nos canais TVCine no próximo dia 30 de Novembro.

 

O filme tem como base um dos elementos mais marcantes do referido filme, que foi a boneca Annabelle, uma personificação amaldiçoada que surge no prologo do mesmo e que aterroriza um grupo de jovens enfermeiras. Baseado num caso verídico, Annabelle, realizado por John R. Leonetti (Butterfly Effect 2, Mortal Kombat: Annihilation) e com argumento da autoria de Gary Dauberman (Swamp Devil) e Annabelle Wallis (X-Men: First Class), conta com as prestações de Alfre Woodard (12 Years a Slave) e Eric Ladin (Cursed) no elenco.

 

Vale a pena recordar, que recentemente foi anunciado a produção de uma sequela, onde Dave Neustadter, Walter Hamada e James Wan mantém-se como produtores.

 

Annabelle [ler crítica] será exibido na TVCine 1, dia 30 de Novembro, pelas 21h30

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:39
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28.11.15

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O academismo como constrangedora inadaptação!

 

A história de uma jovem irlandesa que imigra para os EUA com fins de emancipação, como também de encontro com novas oportunidades para a sua respectiva vida, bem poderia soar como matéria maleável para a filmografia de Jim Sheridan (In America).  O que certo é que este atribuiria neste Brooklyn, uma tendência mais orgulhosa e confiante, assim como direccionando a sua trama para uma perspectiva mais proletária. Porém, a história é outra, até porque isto tudo resume a um reconstituição de época que tem como base o homónimo bestseller de Colm Tóibín, aqui adaptado por John Crowley (Boy A), convertido num produto "bonitinho", daqueles que respira academismo em todo os seus poros com o intuito de impressionar a Academia (eis a premonição para esta award season), deixando por fim, um travo demasiado meloso no paladar do espectador.

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De certa forma a obra protagonizada pela igualmente emancipadora Saoirse Ronan (que tenta a todo o custo renegar da imagem purificada de adolescente que a sua carreira parecia embicar) opera como um "feel-good movie" em todo o seu esplendor técnico. Nesse sentido, é de valorizar a sua sonoridade (a banda sonora de Michael Brook) e a fotografia de cores plastificadas que atribuem a esta Nova Iorque dos anos 50 o titulo de cenário de sonho (louvor ao director de fotografia Yves Bélanger), o qual as audiências cobiçarão. Mas por detrás desses requisitos de "empregado do mês" esconde-se inúmeras carências, entre as quais personagens secundárias que não fogem da habitual esquematização e de um conflito incapaz de auferir entusiasmo no percurso da nossa heroína, ao invés disso, tudo soa um ensaio sobre a saudade ou "homesick", em bom inglês, para mais tarde (e bastante tarde) dar lugar a um trio amoroso sem espessura e demasiado branqueado em termos sentimentais.

 

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Pois bem, o novo filme de Crowley, é nada mais, nada menos que um daqueles produtos de belas colorações e profissionalmente aceite, sendo previsível que daqui a uns valentes anos cairá no esquecimento. O verdadeiro motivo para tal é simples, falta-lhe personalidade e mais … vontade de "sujar as mãos" em prol do espectáculo cinematográfico, não somente técnico, e sim no campo dramático. De momento vale a pena pressupor que este tipo de material dirigido por outro tipo de cineasta como um Ken Loach (Kes, Jimmy's Hall) ou até mesmo um Sheridan daria um filme completamente distinto e mais personificado.

 

"Home is home."

 

Real.: John Crowley / Int.: Saoirse Ronan, Emory Cohen, Domhnall Gleeson, Jim Broadbent, Maeve McGrath, Julie Waters, Eva Birthistle, Eileen O'Higgins, Jane Brennan

 

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5/10

publicado por Hugo Gomes às 01:48
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27.11.15

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A revista Cahiers du Cinéma elegeu Mia Madre [ler crítica], de Nanni Moretti (que esteve presente no último Lisbon & Estoril Film Festival), como o melhor filme do ano 2015, tratando-se da segunda vez que o cineasta italiano lidera um top anual da tão conceituada revista. A primeira foi em 1989 com Palombella Rossa, que partilhou o primeiro lugar do pódio com Do It Right, de Spike Lee.

 

Cemetery of Splendor [ler crítica], de Apichatpong Weerasethakul e L' Ombre des Femmes, de Philippe Garrel continuam o pódio. Destaque para o épico português As Mil e uma Noites, de Miguel Gomes, que encontra-se posicionado na oitava posição.

 

 

1. Mia Madre 
2. Cemetery of Splendour  
3. L'ombre des femmes
4. The Smell of Us
5. Mad Max: Fury Road 
6. Jauja 
7. Inherent Vice 
8. As Mil e Uma Noites  
9. The Summer of Sangaile
10. Journey to the Shore 

 

 

Ler críticas relacionadas

As Mil e uma Noites: Volume 1, O Inquieto (2015)

As Mil e uma Noites: Volume 2, O Desolado (2015)

As Mil e uma Noites: Volume 3, O Encantado (2015)

Cemetery of Splendor (2015)

Inherent Vice (2014)

Jauja (2014)

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:18
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A revista Sight & Sound, publicada pela British Film Institute, revelou a sua lista dos 20 melhores do ano. The Assassin, o último e elogiado filme de Hou-Hsiao Hsien [ler crítica] lidera o top, seguido por Carol, de Todd Haynes [ler crítica], Mad Max: Fury Road, de George Miller [ler crítica]. Destaque também para a presença de duas obras portuguesas na lista, o épico As Mil e uma Noites, de Miguel Gomes, na quarta posição, e Cavalo Dinheiro, de Pedro Costa, na décima nona posição.

 

  1. The Assassin
  2. Carol
  3. Mad Max: Fury Road
  4. As Mil e Uma Noites
  5. Cemetery of Splendor
  6. No Home Movie
  7. 45 Years
  8. Saul Fia
  9. Amy
  10. Inherent Vice
  11. Anomalisa
  12. It Follows
  13. Phoenix
  14. Bande de Filles
  15. Hard to be a God
  16. Inside Out
  17. Tangerine
  18. Taxi
  19. Cavalo Dinheiro
  20. The Look of Silence

 

 

Ler críticas relacionadas

45 Years (2015)

Anomalisa (2015)

As Mil e uma Noites: Volume 1, O Inquieto (2015)

As Mil e uma Noites: Volume 2, O Desolado (2015)

As Mil e uma Noites: Volume 3, O Encantado (2015)

Bande de Filles (2014)

Cemetery of Splendor (2015)

Inherent Vice (2014)

Inside Out (2015)

It Follows (2014)

No Home Movie (2015)

Phoenix (2014)

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:14
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Segundo a BBC, Laurie MacDonald, uma das produtoras por detrás do quarto Men in Black (Homens de Negro), prometeu que os fãs irão ver uma agente protagonista no próximo filme do franchise. Esta inserção já havia sido sugerida no final do primeiro filme (1997), com a personagem de Linda Fiorentino, mas tal foi descartado nas seguintes sequelas.

 

Quanto ao regresso de Will Smith à franquia, a possibilidade de não retornar é cada vez maior, o produtor Walter Parkes (também marido de MacDonald) aconselhou os fãs a não contar com a presença do actor, ao mesmo tempo a não dar como garantida a sua total ausência. Pelo entender das palavras de Parkes, o quarto filme afastará da trilogia original, provavelmente será uma reinvenção ou "reboot" da mesma.

 

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Em meados de Dezembro de 2014, através do escândalo do leak dos emails privados pela Sony Pictures, foi revelado a intenção de cruzar duas sagas distintas, a referida MIB: Men in Black e 21 Jump Street (Agentes Secundários [ler crítica]), que nesse mesmo ano contava com a sua primeira sequela (22 Jump Street: Agentes Universitários [ler críticas]). Na altura não existia indícios de qualquer "luz verde" para o projecto, apesar da aprovação de Jonah Hill, um dos protagonistas de 21 Jump Street. Walter Parkes indicou para a mesma fonte que a saga divergente iria seguir uma "direcção completamente distinta".

 

MIB: Men in Black tem como base uma teoria de conspiração nos EUA, um grupo de agentes governamentais, característicos por vestirem fatos pretos, que tentam "limpar" evidências de conhecimentos de extraterrestres na sociedade, assim como ocultar as suas respectivas pistas. A trilogia cinematográfica segue uma vertente mais cómica e lúdica, com Will Smith e Tommy Lee Jones como a dupla protagonista, dois agentes da dita organização o qual são encarregues de impedir da destruição do planeta por vias de forças alienígenas. Os filmes possuem também uma alusão ao controlo de emigração.

 

A trilogia original, toda ela realizada por Barry Sonnenfeld, já rendeu mais de 1, 655 mil milhões de dólares me todo o Mundo.   

 

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Ver também

Planeado crossover entre 21 Jump Street e Men in Black?

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:35
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Foram divulgadas as primeiras imagens de Jim Carrey no thriller True Crime, do grego Alexandros Avranas (Miss Bala).

 

Tendo argumento de Jeremy Brock (The Eagle, The Last King in Scotland), True Crime é baseado num artigo escrito por  David Grann para a revista New Yorker, que remetia-nos o caso do escritor polaco Krystian Bala, que após cometer um crime transcreve essa mesma experiência sua próxima obra, acto que conduziu à sua captura pela polícia. O actor conhecido pelas comédias de grande êxito como Dumb & Dumber e The Mask, veste de Jack, o responsável pela investigação deste mesmo caso.

 

Com  Agata Kulesza (Ida [ler crítica]), Maja Ostaszewska e Robert Wieckiewicz (Walesa) no elenco, True Crime tem estreia prevista para 2016.

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:28
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26.11.15

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O mais recente filme do cineasta tailandês Apichatpong Weerasethakul, Cemetery of Splendor [ler crítica] foi o grande vencedor dos Asia Pacific Screen Awards. A obra, que fora apresentado no último Festival de Cannes (inserido na secção Un Certain Regard), remete-nos a um conto de misticismo e elementos sobrenaturais que envolvem um grupo de soldados induzidos num prolongado sono, sem saber que estão a ser requisitados por um Deus para batalhas fora do seu mundo. Cemetery of Splendour venceu o galardão de Melhor Filme.

 

Destaque também para a fotografia de The Assassin [ler crítica], de Hou Hsiao-Hsien, que saiu consagrada com um prémio dessa mesma categoria. Alexey German Jr foi promovido melhor realizador graças ao seu trabalho executado em Under Electric Clouds, Kirin Kiki como melhor actriz em An [ler crítica], dirigido por Naomi Kawase, Jung Jaeyoung como melhor actor por Right Now, Wrong Then [ler crítica], de Hong Sang-soo, e Park Jungbum, distinguido com o Grande Prémio de Júri, por Aliv.

 

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Melhor Filme 

Cemetery of Splendour


Melhor Filme (Prémio Juventude)

River


Melhor Filme de Animação

Miss Hokusai


Melhor Documentário

The Chinese Mayor


Melhor Realização

Alexey German Jr, Under Electric Clouds

 

Melhor Actriz

Kirin Kiki, An


Melhor Actor

Jung Jaeyoung, Right Now, Wrong Then

 

Menção Especial (Actriz)

Fatemeh Motamed Arya, Avalanche

 

Grande Prémio do Júri

Park Jungbum, Aliv


Melhor Argumento

Motherland


Melhor Cinematografia 

The Assassin


Menção Especial (Cinematografia)

Tharlo


Prémio APSA UNESCO

Hany Abu-Assad, The Idol


Prémio FIAPF

Esaad Younis


Prémio APSA & NETPAC

Mirlan Abdykalykov, Heavenly Nomadic

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:01
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25.11.15

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A "Eterna Virgem" deixou-nos! Era assim chamada a actriz Setsuko Hara no Japão, uma das caras mais célebres da era dourada do cinema nipónico, e obviamente imortalizada como a musa do cineasta Yasujiro Ozu. Faleceu no dia 5 de Setembro, vitima de uma pneumonia, estranhamente, a sua morte só foi reportada à comunicação social, pelos seus familiares, nesta quarta-feira, 25 de Novembro. Tinha 95 anos.

 

Nascida a 17 de Junho de 1920, na cidade de Yokohama, Hara iniciou no cinema aos 15 anos em Do Not Hesitate Young Folks!, que fora dirigido pelo seu cunhado, Hisatora Kumagai, um realizador ao serviço da Nikkatsu Studios, localizado nos arredores de Tóquio. Porém, destacou-se dois anos depois com a co-produção germânico-nipônica, Die Tochter des Samurai (The Daughter of the Samurai), de Arnold Fanck e Mansaku Itami. Trabalhou com consagrados realizadores como Akira Kurosawa, em filmes como No Regret for Our Youth (1946) [o primeiro filme pós-guerra do realizador] e Hakuchi (O Idiota, 1951), com Mikio Naruse, um dos "mestres esquecidos" do cinema nipónico, e com Keisuke Kinoshita.

 

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Mas foi com Yasujiro Ozu que tornou-se numa mais ilustres actrizes daquele país. Bakushû (Early Summer, 1951), Tôkyô monogatari (A Viagem a Tóquio, 1953), Akibiyori (O Fim do Outono, 1960) e Kohayagawa-ke no aki (The End of Summer, 1961) foram alguns dos mais relevantes trabalhos gerados por esta colaboração, um elo que parece ter deixado marcas para a actriz, visto que deixou de actuar repentinamente no ano da morte do cineasta [1963].

 

O seu último filme foi Chushingura (Os 47 Leais Ronin, 1962), depois disso seguiu uma vida isolada em Kamakura, longe dos olhares dos fãs e da imprensa, recusando entrevistas e fotografias. A sua vida serviu de base para a longa-metragem animada Millennium Actress, de Satoshi Kon.

 

Satsuko Hara (1920 - 2015)

 


publicado por Hugo Gomes às 19:05
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Chegou por fim, o trailer e três posters do terceiro Captain America, intitulado de Civil War (Guerra Civil) que tem como base numa homónima série de banda desenhada em que os respectivos heróis da Marvel insurgem uns contra os outros. Para ser mais preciso o Governo dos EUA implementa uma lei em que todos os possuidores de super-poderes terão que servir o governo. A equipa de Tony Stark estará do lado dessa lei enquanto a do Capitão América estará contra essa medida, considerando ser uma afronta à liberdade que tanto representa.

 

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Chris Evans regressa ao papel de Capitão América, o mesmo que Robert Downey Jr. como Iron Man (Homem de Ferro) liderando um elenco composto por Sebastian Stan, Anthony Mackie, Paul Rudd, Jeremy Renner, Emily VanCamp, Scarlett Johansson, Paul Bettany, Don Cheadle, Chadwick Boseman como Black Panther (Pantera Negra), Tom Holland como Spider-Man (Homem-Aranha), Mark Ruffalo, Elisabeth Olsen, Leslie Bibb, Marisa Tomei, William Hurt, Martin Freeman e Daniel Bruhl como o vilão, Baron Zemo

 

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Com estreia a dia 28 de Abril do próximo ano em Portugal, Captain America: Civil War contará com a realização de Anthony e Joe Russo, que foram os responsáveis pelo capítulo Winter Soldier.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 10:15
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24.11.15

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Foram hoje revelados os nomeados para os 31º Independent Spirit Awards, prémios dedicados ao cinema independente norte-americano. Carol [ler crítica], o romance lésbico de época trazido por Todd Haynes, é o filme mais nomeado, contando com um total de seis indicações, incluindo o de Melhor Filme, Melhor Realizador e de Melhor Actriz Principal (Cate Blanchett e Rooney Mara), seguido por Beasts of No Nation e Spotlight, ambos com cinco nomeações.

 

Destaque para a animação stop-motion de Charlie Kaufman, Anomalisa [ler crítica], com quatro indicações, as mesmas de Tangerine, de Sean Baker.

 

Os vencedores serão revelados durante uma cerimónia que decorrerá um dia antes da dos Óscares,  no 21 de Fevereiro de 2015.

 

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Melhor Filme
Anomalisa
Beasts of No Nation
Carol
Spotlight
Tangerine

 

Melhor Realizador
Cary Fukunaga, Beasts of No Nation
Charlie Kaufman & Duke Johnson, Anomalisa
David Robert Mitchell, It Follows
Sean Baker, Tangerine
Todd Haynes, Carol
Tom McCarthy, Spotlight

 

Melhor Argumento
Charlie Kaufman, Anomalisa
Donald Margulies, The End of the Tour
Phyllis Nagy, Carol
S. Craig Zahler, Bone Tomahawk
Tom McCarthy & Josh Singer, Spotlight

 

Melhor Primeiro Argumento
Emma Donoghue, Room
Jesse Andrews, Me and Earl and the Dying Girl
John Magary, Russell Harbaugh, Myna Joseph, The Mend
Jonas Carpignano, Mediterranea
Marielle Heller, The Diary of a Teenage Girl

 

Melhor Primeiro Filme
James White
Manos Sucias
Mediterranea
Songs My Brothers Taught Me
The Diary of a Teenage Girl

 

Melhor Actriz
Bel Powley, The Diary of a Teenage Girl
Brie Larson, Room
Cate Blanchett, Carol
Kitana Kiki Rodriguez, Tangerine
Rooney Mara, Carol

 

Melhor Actor

Abraham Attah, Beasts of No Nation
Ben Mendelsohn, Mississippi Grind
Christopher Abbott, James White
Jason Segal, The End of the Tour
Koudous Seihon, Mediterranea

 

Melhor Actriz Secundária

Cynthia Nixon, James White
Jennifer Jason Leigh, Anomalisa
Marin Ireland, Glass Chin
Mya Taylor, Tangerine
Robin Bartlett, H.

 

Melhor Actor Secundário

Idris Elba, Beasts of No Nation
Kevin Corrigan, Results
Michael Shannon, 99 Homes
Paul Dano, Love & Mercy
Richard Jenkins, Bone Tomahawk

 

Melhor Documentário

(T)error
Best of Enemies
Heart of a Dog
Meru
The Look of Silence
The Russian Woodpecker

 

Melhor Cinematografia

Cary Joji Fukunaga, Beasts of No Nation
Ed Lachman, Carol
Joshua James Richards, Songs My Brothers Taught Me
Michael Gioulakis, It Follows
Reed Morano, Meadowland

 

Melhor Edição

Julo C. Perez IV, It Follows
Kristan Sprague, Manos Sucias
Nathan Nugent, Room
Ronald Bronstein and Benny Safdie, Heaven Knows What
Tom McArdle, Spotlight

 

Melhor Filme Estrangeiro

A Pigeon Sat on a Branch Reflecting on Existence
Embrace of the Serpent
Bande de Filles
Mustang
Saul Fia

 

Prémio John Cassavetes (Melhor Filme com um orçamento menor a 500 mil dólares)

Advantageous
Christmas, Again
Heaven Knows What
Krisha
Out of My Hand

 

Prémio Robert Altman (Atribuído ao realizador, director de casting e elenco)

Spotlight

 

Prémio Kiehl (Promessa)

Chloe Zhao, Songs My Brothers Taught Me
Felix Thompson, King Jack
Robert Machoian and Rodrigo Ojeda-Beck, God Bless the Child

 

Prémio Piaget (de Produção)

Darren Dean
Mel Eslyn
Rebecca Green & Laura D. Smith

 

Prémio LensCrafters (Mais Verdadeiro que Ficção)

Alex Sichel and Elizabeth Giamatti, A Woman Like Me
Elizabeth Chai Vasarhelyi, Incorruptible
Hemal Trivedi and Mohammed Ali Naqvi, Among the Believers

 

 

 

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Spielberg de mãos dadas com os Coens no seio do conflito global!

 

Não é o reencontro com a faceta mais politica e igualmente negra de um Spielberg do subestimado, e por vezes esquecido, Munich, mas há que admirar essa maduração evidenciada de um autor que ousa em não largar o seu árduo trabalho no campo emocional. Bridge of Spies, sob um argumento da autoria dos irmãos Coen (mais Matt Charman), é o regresso da aventura cinematográfica alicerçada em teores distintamente identificáveis do melodrama clássico de Hollywood.

 

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Um filme que reforça a ideia de que este estilo narrativo não está ultrapassado, ao mesmo tempo confirmando as suas costuras de cinema "fora-de-moda", inspirado sobretudo nos thrillers políticos dos anos 60 e 70, com o The Manchurian Candidate como principal plano. Mas, ao contrário do que esta afirmação poderia soar, Bridge of Spies remete a um Spielberg preparado para os novos tempos, mesmo sob iguais matrizes. É esperado a demonstração de fé do realizador às crenças da cidadania americana, minando Tom Hanks (com quem não trabalhava desde Terminal, em 2004) com diálogos de motivação nacionalista e de teor profundamente patrióticos ("o que nos faz sermos americanos é seguir o livro de regras, a Constituição Americana", por exemplo).

 

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O actor que fora em tempos celebrado como um dos mais amados nos EUA, funciona como um autêntico "homem de pé", como a certa altura é descrito, um ser que opera segundo a sua vulgaridade mas que no momento de agir prova ser mais extraordinário do que se julgava. Tais características aproximam Hanks e o seu James Donovan a muitos outros atores clássicos, entre os quais James Stewart sob o comando de Frank Capra, provavelmente a maior influência da carreira de Spielberg. O protagonista desempenha um advogado norte-americano, vivente num EUA exposto aos delírios e às paranóias de um iminente conflito nuclear, estamos aqui atravessar a chamada Guerra Fria e as relações com a União Soviética são cada vez mais intensas, resultante de uma nação orgulhosa mas intrinsecamente aterrorizada pelas previsões apocalípticas.

 

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Contudo, Donovan não será nenhum herói de causas evidentemente americanas, mas sim um "profeta" que carrega consigo uma crítica interna, porém, construtiva e longe da acidez que um Oliver Stone poderia aliciar se tomasse conta de tais rédeas. O tom satírico proveniente da escrita dos Coen é por si receptor de tal crónica sobre um homem que opera contra a vontade e interesses do seu país para mais tarde conduzir aquele que seria um dos actos mais vincado de adoração pela sua nação. A troca de reféns, fruto de um malabarismo conseguido pela experiência no ramo da advocacia, e a ponte, não somente um ponto físico, mas a transição de novos tempos que a partir deste momento o mundo atravessaria.

 

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Não é por menos, que Bridge of Spies esboça alguns dos actos históricos mais acessos desta complicada década, referências e imagens de teor impressionável como a incontornável construção do Muro de Berlim, faz com que o espectador aperceba os estudos levados a cabo pelo par de argumentistas e sucessivamente o realizador em tornar a obra visualmente e descritivamente mais fiel aos tempos que adapta, tudo isso guiado por uma jornada de coração e de moralidades inegáveis. Neste mesmo percurso que opera como um hino de um cinema cada vez mais decadente, aguentado por homens que redefiniram uma refrescante vaga norte-americana em tempos, os atributos técnicos são puras relações simbióticas com a experiência que poderá ser vivida em Bridge of Spies, entre os quais a fotografia (da autoria de Janusz Kaminski) enraizada na época e sensível à escuridão da noite, simultaneamente auferindo um tom de espectacularidade, e a banda sonora de Thomas Newman, que substitui o veterano John Williams (habitual colaborador de Spielberg), que requisita esse classicismo constantemente falado.

 

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O realizador consegue ainda arrancar prestações credíveis no seu elenco, fora Tom Hanks que é confiante no seu desempenho, Amy Ryan como a esposa martirológica, Mark Rylance como o carismático espião russo (o macguffin desta intriga) e até a travessia de Sebastian Koch em águas hollywoodescas (para esquecermos um pouco a experiência traumática no quinto Die Hard [ler crítica]), concentram como anfitriões neste muito satisfatório thriller dramático. Curiosamente, foram precisos "heróis americanos" para transmitir através de histórias passadas, situações modernas, ao contrário de Clint Eastwood que recentemente transcreveu um história moderna sustentada por dilemas e morais deveras ultrapassados [ler crítica]. Longa vida para Spielberg!

 

Aren´t you worried? / Would it help?

 

Real.: Steven Spielberg / Int.: Tom Hanks, Amy Ryan, Mark Rylance, Alan Alda, John Rue, Sebastian Koch

 

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8/10

publicado por Hugo Gomes às 15:46
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Mustang [ler crítica], a primeira longa-metragem de Deniz Gamze Ergüven, foi distinguido com o Prémio Lux, um galardão atribuído pelo Parlamento Europeu desde 2007. A provocadora trama de um grupo de jovens raparigas a lidarem com uma comunidade islâmica machista situada a arredores de Istambul (Turquia), bateu a concorrência composta pelo drama de imigração, Mediterranea, de Jonas Carpignano, e The Lesson (Urok), de Kristina Grozeva e Petar Valchanov.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 11:38
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Steve Carell, Ryan Gosling, Brad Pitt e Christian Bale compõem o elenco da comédia dramática, The Big Short (A Queda de Wall Street), o qual está disponível um novo trailer.

 

Realizado e escrito por Adam McKay (The Other Guys, The Step Brothers), esta é a adaptação cinematográfica do livro de Michael Lewis - The Big Short: Inside the Doomsday Machine – que se resume a várias histórias dramáticas decorridas em plena crise financeira de 2007-2010. Marisa Tomei, Melissa Leo, Selena Gomez, Hamish Linklater, Rafe Spall, Jeremy Strong e Finn Wittrock são outros nomes a reter no elenco.

 

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Recordamos que esta não foi a primeira conversão de um livro de Michael Lewis ao grande ecrã, tal havia acontecido em 2011 com Moneyball [ler crítica], um êxito de Bennett Miller sobre os bastidores do baseball, também ele protagonizado por Brad Pitt (o qual obteve uma nomeação ao Óscar).

 

The Big Short está previsto estrear em Janeiro de 2016 no nosso país.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 09:34
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23.11.15

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Foi divulgado o primeiro trailer de A Monster Calls, a adaptação cinematográfica de uma homónima novela fantástica escrita por Patrick Ness (também autor do argumento).

 

Esta produção seguirá a história de um rapaz que pede ajuda a um monstro das árvores para lidar com a sua mãe com doença terminal. O filme conta com direcção de Juan A. Bayona (El Orfanato, Lo Imposible), e no elenco contaremos com as interpretações de Felicity Jones, Liam Neeson (na voz do monstro), Toby Kebbell, Sigourney Weaver, Geraldine Chaplin, Jennifer Lim e Lewis MacDougall

 

A Monster Calls tem estreia prevista para Outubro de 2016.

 

 

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Toby Kebbell poderá juntar à produção A Monster Calls!

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 11:49
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22.11.15

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Ambiguidade, coisa rara no cinema revoltado!

 

Em The Hunger Games sentimo-nos enganados, burlados com as etiquetas que são constantemente atribuídas para catalogar os filmes e especificá-los às estatísticas e estudos de mercado. Sentimo-nos desencantados com a própria noção de cinema adolescente, ou até do preconceito envolto do blockbuster, esses filmes de grande orçamentos cujos mais puristas acreditam somente ser “isco” para massas. Não, The Hunger Games é um fenómeno, acima do cinema propriamente dito e nisso podemos evidenciar a influência da sua protagonista, Katniss Everdeen, a Joana D’Arc do novo século, conseguindo movimentar multidões, dentro e fora do ecrã. Na Tailândia, por exemplo, a sua figura e o respectivo cenário motivaram uma nova geração, cansada de sentir oprimida, a rebelarem contra o sistema no qual estão inseridos. É esse tipo de manifestação que faz concentrar réstias de esperançaquanto ao poder do Cinema, não somente como uma força de entretenimento mas sim como uma viabilidade de expressão.

 

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Contudo, é de ficar pasmados pela grandiosidade da produção e a sua simbiose por uma ácida e constantemente cínica teia político-social, até porque The Hunger Games evoluiu, é mais do que romance e acção, é um espelho actualizado que se transforma consoante a nossa ideologia, imaginação e crença. Nesse sentido, Katniss, que para muitos uma heroína, pode ser vista como uma mártir ou até uma equivocada figura antagónica, sem saber ao certo a sua posição. A personagem interpretada por Jennifer Lawrence é um ícone de guerra, manipulada pelos medias e pelas forças politicas que assombram uma distopia futurista. Ela não é omnipresente, eticamente perfeita e incontestável, simplesmente é uma jovem, com todas as conotações e gestos instintivos que isso lhe traz. É um peão num jogo de adultos, um tabuleiro de peças bélicas, onde a verdadeira guerra se faz longe dos olhares dos infantes.

 

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The Mockingjay, a segunda parte que corresponde ao terceiro livro de Suzanne Collins, é uma alegoria de guerrilha cantada sobre pautas matrizadas do cinema mais lúdico e inconsequente, assim sendo temos a nosso dispor as habituais sequências de acção e o romance trágico que qualquer adolescente sonha viver, para além dos elementos dignos da ficção científica que esclarece que todo este palco é pura fantasia, e que qualquer similaridade política é pura coincidência. Novamente com Francis Lawrence encarregue na realização, The Hunger Games avança sorrateiramente no seu percurso narrativo, tentando a todo o custo contornar as personagens descartáveis que surgem neste enredo, sabendo que nem todas podem ser salvas desse anorexismo, até porque a verdadeira atenção encontra-se na nossa estrela, a nossa Katniss que brilha em todos os sentidos. Se a actriz encanta com a sua performance, é nos argumentistas que se evidencia um trabalho esforçado em compô-la.

 

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Do outro lado do conflito, Snow, o assumido “vilão”, um ditador vampírico que parece prover da postura e presença de Donald Sutherland que encontra em The Hunger Games um forma de marcar um dos seus melhores e actuais registos. Uma das improbabilidades que este capítulo conseguiu com garra foi a química emanada por ambos, numa das sequências mais vitais deste enredo, providas de um dos muitos twists que invocam uma acidez e por sua vez, o referido cinismo a nível politico, tão delicioso como reflectivo. The Hunger Games contrai aqui um tom mais pessimista, negro e sobretudo desferidocomo expressionismos melancólicos que opõem o seu eventual “happy ending”, confiantemente prolongado por uma longa elipse. No final de contas, como a própria Katniss afirma em um dos actos “eu também tenho pesadelos”, a desilusão de uma geração que acreditou piamente em mudanças perpétuas e em veracidade nos sistemas governamentais. Sim, essa Katniss é sobretudo parte íntegra de uma vaga, hoje formada pelas crianças de ontem e pelos adultos de amanhã.

 

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Dividido entre o espectáculo corriqueiro de uma Hollywood para massas e as suas ousadias que se espalham como mensagens subliminares, The Hunger Games: Mockingjay Part 2 resulta, até à data, no melhor do franchise, inserindo-se numa versátil crítica politica que desafia as suas próprias definições de maniqueísmo. É que neste tipo de conflitos, não existe nem “bem” nem “mal”, somente escolhas idealizadas.

 

"You love me. Real or not real? / Real"

 

Real.: Francis Lawrence / Int.: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Donald Sutherland, Julianne Moore, Philip Seymour Hoffman, Woody Harrelson, Elizabeth Banks, Sam Claflin, Jena Malone, Stanley Tucci, Jeffrey Wright, Natalie Dormer

 

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The Hunger Games: Catching Fire (2013)

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8/10
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publicado por Hugo Gomes às 20:28
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20.11.15

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Foi divulgado um novo poster do muito antecipado The Hateful Eight, a oitava obra de Quentin Tarantino, um western cujo enredo gira envolta de oito desconhecidos que se refugiam num abrigo após a passagem de uma tempestade em Wyoming, durante a Guerra Civil Norte-Americana. Durante esse refúgio, muitas serão as revelações e as decepções que levarão as oito personagens a trágicos destinos. Jennifer Jason Leigh, Walton Goggins, Samuel L. Jackson, Kurt Russell, Tim Roth, Michael Madsen, Denis Menochet, Channing Tatum, Zoe Bell, Demian Bichir e Bruce Dern compõem o elenco.

 

Recentemente o filme tem sido envolvido em polémicas devido às declarações de Quentin Tarantino quanto à brutalidade policial. "Tenho de chamar um assassinato de assassinato e os assassinos de assassinos", foram estas as palavras proferidas pelo realizador durante uma manifestação em Nova Iorque o qual participou. Desde então os sindicatos policiais, ofendidos com tal afirmação, principalmente vindo de um homem, que segundo estes, "glorifica a violência nos seus filmes", tem apelado ao boicote do respectivo filme.

 

The Hateful Eight estreia em Janeiro de 2016, mas terá antes uma distribuição em circuito limitado no dia de Natal para que possa concorrer à temporada de prémios de final de ano.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:34
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O realizador Jeff Nichols (Shotgun Stories, Take Shelter, Mud) aventura-se na ficção cientifica com Midnight Special, cujo trailer já pode ser visualizado online.

 

A história segue a demanda de um pai que tenta proteger o seu respectivo filho, que é perseguido por várias entidades, devido aos especiais dons. Michael Shannon, presença habitual na carreira de Nichols, lidera um elenco composto por Jaeden Lieberher, Adam Driver, Kristen Dunst, Joel Edgerton, Sam Shepard e Paul Sparks.

 

Estreia prevista para Março de 2016.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:22
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