31.5.14

 

Para além do projecto de super-heróis (ver aqui), Brolin também integrará o elenco de Sicario do realizador Denis Villeneuve (Enemy, Prisoners, Incendies: A Mulher que Canta), segundo a Deadline. Trata-se de um drama policial que centra-se na historia de um policia do Arizona que atravessa a fronteira do México, em conjunto com dois mercenários, na busca de um perigoso e procurado barão da droga. Josh Brolin junta-se assim a Emily Blunt (O Limite do Amanhã), Benicio Del Toro (21 Grams) e Jon Bernthal (The Wolf of Wall Street). Sicario será rodado ainda este ano. 

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:51
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31.5.14

Continuando na jornada da animação argentina!

 

A odisseia da Argentina pela animação teve o seu ponto de partida em 1917, naquele que também ficou reconhecido para muitos dos historiadores como o primeiro filme animado da História do Cinema, El Apóstol. Dirigido por Quirino Cristiani, El Apóstol servia como uma sátira politica direccionada ao então presidente da Argentina, Hipólito Yrigoyen, que era apresentado como uma caricatura, um vilão que "incendiava" a capital de Buenos Aires com raios de Júpiter. Actualmente o filme encontra-se integralmente perdido na consequência de um incêndio em 1926 e apenas algumas imagens resistiram à fúria das chamas.

 

 

Quase um século depois, a Argentina, o berço do cinema animado torna-se num "copycat" em termos de estilo gráfico e até mesmo no formato narrativo com Metegol (Matraquilhos). Contando com direcção do galardoado Juan José Campanella (El Secreto de sus Ojos), esta é uma animação capaz de rivalizar em muitos parâmetros industriais com os grandes estúdios norte americanos, e até superar alguns em sequências gráficas arrebatadoras, simbióticas com a tecnologia 3D (contudo em Portugal apenas estreará a versão 2D).

 

 

O enredo, baseado numa pequena história de Roberto Fontanarrosa, remete-nos a Amadeo que na versão internacional conta com a voz de Rupert Grint, o Ron Weasley de Harry Potter), um jovem corajoso e tímido que terá que salvar a namorada e a sua pequena cidade dos planos megalómanos de um craque de futebol, El Grosso. Para isso contará com a ajuda de um grupo de bonecos de matraquilhos (a paixão de Amadeo), personalizados e sempre fieis aos seus ideais. Ou seja, não existe nada de extraordinário em termos de intriga nem narrativa, tudo se resume a um modelo mainstream, nada irreverente e dignamente norte americano, agradável para os mais novos como também para os graúdos que os acompanham.

 

 

Mas Matraquilhos tem os seus momentos. Momentos esses que o tornam ocasionalmente indicador de uma veia cinéfila (muito por culpa de Juan José Campanella), entre os quais a "louca" referência a 2001: A Space Odyssey, de Stanley Kubrick, logo na abertura. Entretenimento passageiro ditado por um visual deslumbrante e bem trabalhado, pena só não possuir uma aguçada satirização ao mundo do Futebol, já que fazer o mesmo que El Apóstol fez está fora de questão para uma animação dirigida ao grande público.

 

Real.: Juan José Campanella / Int.: Rupert Grint, Anthony Head, Peter Serafinowicz

 

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:41
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Anunciado pela primeira vez pela Latino Review. Segundo a fonte, o actor Josh Brolin (No Country For Old Men, Labor Days) irá interpretar a personagem Thanos em futuros filmes da Marvel Universe Cinematic. Há quem fale ainda de uma breve aparição no próximo Guardians of the Galaxy de James Gunn (estreia prevista para 7 de Agosto em Portugal), o filme que antecede à primeira sequela de The Avengers: Os Vingadores. Relembro que Thanos é considerado o derradeiro vilão da Marvel, fez a sua primeira aparição neste universo cinematográfico na cena pós-créditos The Avengers: Os Vingadores (Joss Whedon, 2012).

 

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Iron Man (2008)

Iron Man 2 (2010)

Iron Man 3 (2013)

Hulk (2003)

The Incredible Hulk (2008)

Thor (2011)

Thor: The Dark World (2013)

Captain America: The First Avenger (2011)

Captain America: The Winter Soldier (2014)

The Avengers (2012)

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:17
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Teresa Palmer será uma das presença do FEST: Festival de Novos Cineastas e de Novo Cinema, a decorrer nos dias 24 a 30 de Junho na cidade de Espinho, Portugal. A actriz de Warm Bodies e The Sorcerer's Apprentice irá integrar a secção Training Ground, um evento educacional onde talentos emergentes em cumplicidade com experientes no ramo participarão em masterclasses, palestras, workshops e debates orientados por profissionais de diferentes ramos. Palmer junta-se assim a Chris Dickens (editor do Slumdog Millionaire), o actor e realizador Guillermo Garcia Ramos, Eugenio Caballero (Designer de produção de Pan's Labyrinth), Michael Katz (produtor de Amour), entre outros.

 

 

Para mais informação sobre o evento e festival, aqui

 


publicado por Hugo Gomes às 21:52
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O espectador como infiltrado!

 

Sangue na Guelra é um documentário que faz usos da câmara, não como uma janela de acesso ao Mundo, mas como um elemento de infiltração, levando o espectador ao estado de invisibilidade. Nesta nova obra de Inês Gil, somos levados a integrar o quotidiano de uma escola especial da região da Amadora (Lisboa), um projecto denominado de 12/15 que tem como intuito reintegrar mais de sessenta alunos com as idades compreendidas dos 12 aos 16 anos e de cuidados especiais. Alunos esses, que foram toda a vida confrontados com os “podres” da sociedade que os rodeia, a violência, droga, álcool e a instabilidade familiar os tornaram em casos perdidos para as escolas de ensino normal, sendo que o Projecto 12/15 seja a última oportunidade para muitos deles.

 

 

Este é um filme que conserva todos os parâmetros do jornalismo de novo século, o espectador encontra-se livre para fazer os seus próprios julgamentos e decidir a compaixão ou não pelos docentes deste programa de ensino. Somos convidados então a “espreitar” e a instalar no seio destas aulas, inúmeras filmadas quase na íntegra desde Janeiro a Abril de 2013, ouvimos as suas histórias de vida, os seus objectivos, prós e contras e por fim Inês Gil transporta-nos para o outro lado da moeda, os professores e auxiliares, as suas perspectivas e o trabalho exaustivo e por vezes ingrato nesta escola que promete ser um exemplo para todo o país. Não, não encontramos em Sangue na Guelra a solução para todos os problemas de inclusão social, o que encontramos aqui é algo experiencial e que acende o debate entre nós.

 

 

Será que o Projecto 12/15 é um sucesso? Um fracasso sem igual? Há esperança por estes alunos, atormentados pelo seu ambiente em redor? Ou é tudo em vão? São perguntas que Sangue na Guelra não responde, aliás o intuito de Inês Gil não é o de responder, mas sim envolver o espectador e confronta-lo com os seus próprios medos, o medo de uma juventude traída que precisa urgentemente de ajuda, apesar de não o pedir. 

 

Filme visualizado no IndieLisboa'14

 

Real.: Ines Mendes Gil

 

8/10

publicado por Hugo Gomes às 21:01
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29.5.14

 

Foi revelado um novo poster da sequela de Sin City: A Dame to Kill For, onde é possível visualizar a actriz Eva Green (300: Rise of an Empire) como a possível "dama fatal" da história. Inicialmente integrado no conjunto de "characters posters" lançados anteriormente, este exemplar foi banido pela MPAA  (Motion Picture Association of America) em consequências (de observação obvia) de uma sugestão de nudez mais explicita que o normal. Sin City: A Dame to Kill For tem estreia marcada nos cinemas portugueses para dia 28 de Agosto.

 

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Revelados cinco novos posters de Sin City 2!

Novo Trailer de Sin City: A Dame to Kill For

Sin City: A Dame To Kill For (O Trailer)

Novas imagens de Sin City: A Dame to Kill For

Primeiras Imagens: Josh Brolin na sequela de Sin City

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:47
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Segundo a Variety, o guionista Steve Knight (Eastern Promises) encontra-se confirmado como o autor do argumento da sequela de World War Z, aquele que foi o imprevisto êxito da Paramount Pictures e da Skydance no ano passado. Baseado num homónimo livro Max Brooks, que não era mais do que retalhos de manchetes e depoimentos fictícios de uma suposta epidemia de zombies, a fim de salientar os perigos da globalização, World War Z demorou cinco anos a ser feito e foi destacado pelos variados impasses de produção, desde os constantes rescritas do argumento até mesmo um conflito entre a estrela (Brad Pitt) e o realizador (Marc Foster). Apontado como um eventual fiasco, desastroso para os cofres da Paramount, World War Z surpreendeu tudo e todos ao conseguir arrecadar mais de  540 milhões de dólares em Todo o Mundo, decido ao êxito é normal que a sequela seja automaticamente produzida. Brad Pitt regressará à produção mas Marc Foster não, no seu lugar estará J.A. Bayona (The Impossible, The Orphanage).

 

Ver também

World War Z (2013)

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:53
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Le Passé de Asghar Farhadi será o filme exibido nesta Quinta-Feira, 29 de Maio, pelo Cineclube de Joane em Vila Nova de Famalicão. Com titulo português de O Passado, o enredo no remete a um divórcio, porém o que era prometido ser uma pacifica separação para a parisiense Marie (Bérénice Bejo) e o iraniano Ahmad (Ali Mossafa), transforma-se num ciclo de conflitos e segredos familiares que são revelados constantemente. A não perder, hoje pelas 21h30 na Casa das Artes de Famalicão. Um filme do mesmo realizador do galardoado A Separation, recomendado pelo Cinematograficamente Falando …

 

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Le Passé (2013)

 


publicado por Hugo Gomes às 00:12
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28.5.14

 

Estreia amanhã, dia 29 de Maio, nos cinemas portugueses a bem sucedida animação argentina dirigida pelo premiado realizador Juan José Campanella (El Secreto de Sus Ojos), Metegol (Matraquilhos). Uma animação computorizada capaz de rivalizar em termos visuais, e não só, com os grades estúdios norte-americanos, Matraquilhos remete-nos ao jovem Amadeo que terá que defender a sua pequena cidade e a sua namorada da megalómanos planos de El Grosso, um craque de futebol com desejos secretos de vingança para com o nosso herói. Para ajudar Amadeo na sua demanda heróica estão um divertido grupo de bonecos de matraquilhos (um deles com a voz do futebolista Nuno Gomes na versão portuguesa). Espera-se sonoras gargalhadas por parte dos mais novos como também dos mais graúdos. 

 


publicado por Hugo Gomes às 23:34
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Depois das confirmações de Robert DeNiro e Robert Pattinson, a actriz Rachel Weisz (The Mummy, The Constant Gardener) integra o elenco de Idol's Eye, o novo projecto norte-americano do realizador francês Olivier Assayas (Après Mai, Clouds of Sils Maria). Idol’s Eye (baseado num artigo publicado na Playboy, Boosting The Big Tuna) é descrito pela produção como um sofisticado thriller de acção com elementos de cinema de golpe (heist movie), o qual o espectador seguirá as aventuras e desventuras de Tony “Big Tuna” Accardo, um dos barões de droga de Chicago nos anos 70, e da sua respectiva gang. O filme começará as filmagens em Outubro em Chicago e Toronto.

 

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Robert DeNiro e Robert Pattinson juntos em filme de Olivier Assayas!

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:28
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"Bryan Singer de volta ao passado … da sua carreira!"

 

A fim de compensar os sucessivos fiascos e semi-fracassos que a sua carreira atingiu depois de ter “largado” a saga X-Men (Superman Returns, Valkyrie, Jack The Giant Slayer), Bryan Singer regressa ao universo que sempre o acolheu e pelo qual é reconhecido (possivelmente e tendo em conta a relevância do super-herói no cinema, mais que a sua obra-prima The Usual Suspects) naquele que provavelmente é o maior do franchising até à data. Contudo mesmo que este retorno seja marcado por um certo teor oportunista, nada impediu que Singer fosse recebido com um extenso comité de boas-vindas, ou seja um elenco de veteranos da saga ao dispor das suas indicações como também a reunião dos “maçaricos” que fizeram furor na competente e cativante incursão de Matthew Vaughn, First Class, que uniu a liga dos mutantes da Marvel com um cenário distinto dos anos 60.

 

 

Baseado numa BD com o mesmo título, Days of Future Past remeteu as viagens temporais anos antes de James Cameron o ter feito no seu Terminator e assim influenciar toda uma geração sci-fy. Singer acentua assim a veia de ficção cientifica da matéria-prima e acrescenta o arranque dado pelo capitulo de Vaughn de forma a concretizar neste X-Men a “ponte” que os acérrimos fãs mais antecipavam, a forma correcta de unir os já concluídos 7 filmes da saga e preencher os “plots holes” deixados por estes “salta-pocinhas” (porém adverte-se que nem todos serão resolvidos). É verdade que este novo X-Men é levado desde o inicio a um ritmo avassalador, frenético que goza do beneficio em não entrar em introduções.

 

 

Contudo mesmo estendendo ao puro filme de acção repleto de imaginativas sequencias de acção graças ao auxilio do CGI (diria antes o controlo), o olhar de Singer parece fazer alguma diferença, principalmente na forma como compõe a tragédia em muita das suas personagens nomeadamente as popularizadas por Hugh Jackman (novamente capaz de consolidar o carisma com o emocional), James McAvoy, Jennifer Lawrence e Michael Fassbender. O homem que deu X-Men ao mundo cinematográfico, e com isso contagiando toda uma geração de filmes de super-heróis até aos patamares atingidos pelas versões de Raimi e Nolan, foi "corajoso" a levar as predilectas personagens a extremos gráficos ou de existência.

 

 

Porém não foi corajoso o suficiente para arrancar Halle Berry do seu estatuto de acessório de luxo (continua a ser um dos elos fracos da saga) ou de conseguir manejar a imensidão de personagens secundárias, resultado disso há mais cameos que intrigas. Mesmo sob uma máquina bem oleada, Days of Future Past conserva os elementos que ditaram o franchising como um dos melhores no panorama do super-herói de comics, a sua alusão aos conflitos humanitários e sociais como "standards" da ênfase dramática e da intriga em si, algo que tão bem bebe da matéria-prima, aliás foi devido a isso que X-Men é reconhecido no mundo da BD como uma das relevantes e sofisticadas criações da Marvel, co-ligando questões actuais com o imaginário digno do género.

 

 

Longe da mediania que parece ter afectado os demais congéneres, Bryan Singer pompeai-nos com um regresso pela "porta grande" e nos oferece um blockbuster com cabeça, tronco e membros, que consolida o espectáculo visual com o toque autoral deste. Um dos exemplos disso é mesmo a brilhante sequência protagonizada por Evan Peters como Quicksilver, a resposta da Marvel ao Flash da DC Comics, ao som de "Time in a Bootle" de Jim Croce.

 

" Enough! ENOUGH! I don't want your suffering! I don't want your future!"

 

Real.: Bryan Singer / Int.: Hugh Jackman, James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, Peter Dinklage, Ellen Page, Nicholas Hoult, Evan Peters, Patrick Stewart, Ian McKellen, Josh Helman, Halle Berry, Omar Sy, Shawn Ashmore

 

 

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7/10
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publicado por Hugo Gomes às 21:38
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Apesar de ter assumido publicamente a sua irritação perante a não autorizada divulgação online do argumento de The Hateful Eight, até chegando mesmo declarar o cancelamento do projecto. Mas a verdade é que Quentin Tarantino não desistiu da ideia de dirigir a obra e segundo o site ShowBiz411, o realizador encontra-se de momento a reescrever o argumento e começará mesmo as filmagens já em Novembro. A mesma fonte adianta que Samuel L. Jackson, Michael Madsen e Bruce Dern integrarão o elenco em conjunto com todos aqueles que protagonizaram a leitura do guião ao vivo; Kurt Russell, James Remar, Amber Tamblyn, Walt Goggins e Zoe Bell, contudo Christoph Watz não estará nele. The Hateful Eight será o regresso de Tarantino ao western depois da sua felzi experiência em Django Unchained. O filme remeterá a um caçador de recompensas que procura abrigo em derivação de uma furiosa tempestade, contudo cai numa “armadilha” de traição e decepção.

 

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Django Unchained (2012)

Quentin Tarantino desiste de The Hateful Eight

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publicado por Hugo Gomes às 12:12
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Robert Pattinson (Twilight) e Robert DeNiro (Goodfellas) vão integrar o elenco de Idol's Eye, o novo projecto americano do realizador francês Olivier Assayas (Après Mai, Clouds of Sils Maria). Idol’s Eye (baseado num artigo publicado na Playboy, Boosting The Big Tuna) é descrito pela produção como um sofisticado thriller de acção com elementos de cinema de golpe (heist movie), o qual o espectador seguirá as aventuras e desventuras de Tony “Big Tuna” Accardo, um dos barões de droga de Chicago nos anos 70, e da sua respectiva gang. O filme começará as filmagens em Outubro em Chicago e Toronto

 

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publicado por Hugo Gomes às 11:26
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27.5.14

 

Carl Casper (Jon Favreau) é um Chef de um conceituado restaurante de Los Angeles que impulsivamente se despede após divergências profissionais com o seu patrão. Face a isso, Casper decide, em conjunto com o seu amigo, ex-mulher e filho, abrir uma roulotte e assim fundar um novo negocio de restauração. Aos poucos o nosso protagonista vai reavivando a sua paixão pela gastronomia. Jon Favreau (Iron Man) descarta as grandes produções e embarca numa comédia independente de baixo-orçamento, mas mesmo assim rodeado de estrelas. O Chef tem estreia nacional para esta Quinta-Feira, dia 29 de Maio. Sofía Vergara (Machette Kills), John Leguizamo (Ice Age), Scarlett Johansson (Under the Skin), Robert Downey Jr. (Iron Man), Oliver Platt (2012) e Dustin Hoffman (Rain Man) prometem fazer as delicias dos espectadores. 

 


publicado por Hugo Gomes às 19:22
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26.5.14

A Máquina que sonhava ser alguém!

 

Transcendence, o primeiro filme de Wally Pfister (o director de fotografia de muita das obras de Christopher Nolan, aliás este se encontra na produção como "padrinho"), revela-se numa proposta arriscada como projecto cinematográfico, o invocar de um medo usual quer no cinema, literatura ou social, o Império e dominação das máquinas sobre o Homem, o desenvolvimento da inteligência artificial e a superação para com o seu criador.

 

 

Assim sendo, Transcendente - Nova Inteligência (titulo traduzido) funciona como um ensaio de ficção cientifica povoado pelas questões mais pertinentes do género, acentuando a sua complexidade, chegando mesmo a beber da mesma água existencialista de Blade Runner (directamente da sua veia literária, Do Androids Dream of Electric Sheep? de Philip K. Dick) ou até mesmo (aqui podem-me chamar de herege) de 2001: A Space Odyssey de Kubrick. Contudo como havia salientado, são as ideias que sobrevivem nesta obra enfraquecida com a industrialização do cinema e pior, por ser lisonjeador para com as audiências de Verão. Devido a isso a temática é deixada muitas vezes de lado, cedendo sobretudo ao romance de pacotilha que parece invocar como deus ex machina, em conjunto com um "scy-fi" puramente visual e sob o efeito de histeria futurista.

 

 

Descartados ainda são os personagens; Transcendence reúne um elenco secundário de luxo (Pfister aprendeu isso com Nolan) mas que nada consegue extrair destes, apenas a pura presença no cartaz (Morgan Freeman por exemplo é ele próprio e sob o pretexto de narrador). Apenas Rebecca Hall se esforça em garantir alguma consistência no seu desempenho, encenando a amante de uma máquina no sentido literário da palavra, em contraste Johnny Depp desilude com o seu autómato e ainda mais na correspondência a Hall. Felizmente, Wally Pfister é um artesão tecnicista, preenchendo Transcendence com um excelente trabalho de fotografia (pudera) e a generosa mostra de efeitos visuais e sonoros em consolidação com uma banda sonora pomposa de Mychael Danna.

 

 

Por outras palavras, Pfister "atira de cabeça" numa primeira obra, "encharcada" em ideias interessantes e pontos de partida arriscados mas minado pelos lugares-comuns e clichés do género e não só, do blockbuster com espécie definida de cinema (muito por culpa do estreante a argumentista, Jack Paglen). Merecia mais esta transcendência!

 

"We're not going to fight them, we're going to transcend them."

 

Real.: Wally Pfister / Int.: Johnny Depp, Rebecca Hall, Paul Bettany, Cillian Murphy, Kate Mara, Cole Hauser, Clifton Collins Jr., Morgan Freeman

 

 

Ver também

2001: A Space Odyssey

 

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 20:26
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25.5.14

 

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The Equalizer - Denzel Washington em modo furtivo!

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:04
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O realizador mexicano, Alfonso Cuarón (Gravity, Harry Potter and the Prisoner of Azkaban), negou qualquer envolvimento, quer no spin-off de Harry Potter, Fantastic Beasts and Where to Find Them, bem como na prequela de The Shining, The Overlook Hotel. O rumor foi avançado pelo site especializado em "scoops" (fuga de informação), SchmoesKnow, que evidenciou negociações do realizador com a Warner Bros para a direcção de ambos os projectos. Contudo Cuarón revelou à agência EFE que de momento estar mais interessado em "levar os seus filhos a escola" do que posicionar-se novamente em produções cinematográficas.

 

Ver Também

Alfonso Cuarón poderá realizar prequela de The Shining?

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:00
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24.5.14

 

Denzel Washington é o protagonista de The Equalizer, a adaptação cinematográfica de uma série televisiva dos anos 80, que será lançado nos cinemas nacionais no dia 25 de Setembro. Trata-se da segunda cooperação entre o actor e o realizador Antoine Fuqua (Training Day), The Equalizer - Sem Misericórdia (titulo traduzido) remete-nos a Robert McCall (Washington), um veterano das operações especiais que finge a sua morte para poder viver uma vida pacifica em Boston. Porém McCall abandona a sua "fraudulenta" aposentaria para resgatar uma jovem (Chloë Grace Moretz, Carrie) das mãos da Máfia Russa. Melissa Leo (The Fighter), Bill Pullman (Lost Highway), Dan Bilzerian (Lone Survivor) e Marton Csokas (Alice in Wonderland) completam o elenco. Apesar de ainda não ter estreado em lado nenhum, a sequela está de momento a ser trabalhada. 

 


publicado por Hugo Gomes às 23:58
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24.5.14

Gojira desfila em Hollywood!

 

A tentativa de "americanizar" o nipónico Gojira, internacionalmente intitulado Godzilla, já vem desde há muito, mais precisamente nos anos 80 com o realizador Steve Miner (Lake Placid, Friday the 13th Part II) anexado a um projecto com permissão dos estúdios Toho (detentores dos direitos da fasquia). Todavia a ideia perdeu e os ditos direitos de popular monstro japonês (kaiju) "morreram" em 1983, até serem reavivados em meados de 90, com Roland Emmerich, saído do êxito mundial de Independence Day, apontado como o homem ideal para concretizar tal imigração. Reza a historia que Emmerich só queria fazer um filmes sobre asteróides e meteoritos, mas que foi tentado com a potencialidade comercial de um objecto com nome definido dos mercados cinematográficos internacionais.

 

 

Após a luz verde de Toho, Emmerich em conjunto com Dean Devlin escrevem o argumento e Patrick Tatopoulos aufere um novo visual à criatura. Como a sequela de Jurassic Park, The Lost World de Spielberg, batia recordes de bilheteira, o novo Godzilla tornou-se assim num animal de contornos pré-históricos, um lagarto radioactivo com mais semelhanças aos colossais repteis extintos do que propriamente ao bípede erecto do legado original. Assim sendo, Toho não aprovou totalmente o "desenho" mas deu carta branca aos estúdios da Sony para levarem a avante a sua própria versão. Neste caso, poderíamos ser piegas ao ponto de insinuar que sem a devida bênção, Godzilla de Emmerich automaticamente teve tudo para falhar (e falhou), mas o que está em causa não é a fidelidade à matéria-prima, mas sim a própria visão de espectáculo hollywoodesco que o realizador contrai neste distorcido "mal-entendido", uma incursão pueril e inócua de uma metáfora fílmica e nacionalista.

 

 

Há mais aspirações que inspirações aqui, Godzilla funciona como um filme regido nos códigos do blockbuster integral, minado de lugares-comuns e estereótipos generalizados de uma Hollywood ainda antes dos ataques de 11 de Setembro, por isso não esperem nada de abrangente às fragilidades da segurança dos EUA. Contudo, Godzilla foge das influências "trash" e do muito série z do legado da matéria-prima (e também de Independence Day) e se auto-promove na seriedade do seu enredo, pausando pelo humor corriqueiro e superficial. Ou seja, tudo aqui exposto é mais do mesmo no que se refere ao suco concentrado de Hollywood, em consequência disso e talvez usufruindo da expressão popular - Emmerich compôs um filme que se vê e esquece no momento a seguir. Eis um gigante desajeitado não só em termos físicos, mas narrativos, ofuscando as personagens e as suas tramas o qual a produção teima em desenvolver, mesmo face à anorexia da sua exploração.

 

 

Por fim, uma reviravolta triste e fermentada no "déjà vu" (como já havia dito, este Godzilla tenta ser mais dinossauro de Spielberg que monstro de Toho) que para todos os efeitos arrasta o óbvio em sofrimento na previsibilidade. Nada surpreende aqui, é efeitos visuais e sonoros ao servido de uma produção munida por um elenco chamativo que por sua vez é movido por boa vontade … e pelo cheque (Matthew Broderick, Hank Azaria e Jean Reno em modo Jean Reno). Um filme "maldito" cujas sequelas foram avassaladoras para o próprio realizador - o projecto dos seus sonhos gerou nesse mesmo ano dois filmes, ambos grandes sucessos (Deep Impact, Armageddon) e adivinhem? Nenhum deles foi realizado pelo próprio Emmerich. Resumidamente, Godzilla é um entretenimento pipoca obsoleto, até mesmo no ano em que foi concretizado, apostado como um valia visual e técnica, mas desacreditado como … fruto de Cinema.

 

 

Porém, o filme de Emmerich guarda um pormenor deveras curioso, a referência satírica aos críticos Roger Ebert, retratado como mayor de Nova Iorque (Michael Lerner) e a sua campanha "thumbs up", e Gene Siskel. O rancor de Emmerich às criticas negativas dadas aos seus filmes anteriores. Por fim, como "happy ending" a esta versão americanizada e "formatada", os estúdios Toho o assumiram como um filme aparte da mitologia Godzilla e até retiram-lhe o "God" do nome, ficando apenas Zilla, sendo que mais tarde tal modelo serviu para empregar um dos muitos inimigos do "monstro" original em Godzilla: Final Wars de Ryûhei Kitamura (2004). Marginalizado para a vida!

 

"He's not some monster trying to evade you. He's just an animal. If you find what he wants, then he'll come to you."

 

Real.: Roland Emmerich / Int.: Matthew Broderick, Jean Reno, Maria Pitillo, Hank Azaria, Kevin Dunn, Michael Lerner, Harry Shearer, Arabella Field, Vicki Lewis, Doug Savant

 

 

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Gojira (1954)

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 21:42
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Recebeu uma ovação de pé, foi premiado com o prémio FIPRESCI (Federação Internacional de Críticos de Cinema) e agora consagrado com a Palma de Ouro, Winter Sleep do turco Nuri Bilge Ceylan é definitivamente o filme-sensação desta 67ª edição do Festival de Cannes. Em grande destaque, Jean-Luc Godard e Xavier Dolan que partilharam o Prémio de Júri com os seus respectivos Adieu au Langage e Mommy, a prestação elogiada de Timothy Spall em Mr. Turner de Mike Leigh foi recompensada com o Prémio de Melhor Actor e Julianne Moore com o de Melhor Actriz no novo e não consensual filme de David Cronenberg, Map of the Stars. Le Meraviglie de Alice Rohrwacher foi o vencedor do Grande Prémio, Bennet Miller como Melhor Realizador do Festival por Foxcatcher e Party Girl de Marie Amachoukeli, Claire Burger e Samuel Theis foi consagrado com a Câmara de Ouro, prémio que promove a melhor primeira obra.

 

Palma de Ouro

Kiş Uykusu, de Nuri Bilge Ceylan

 

Grande Prémio

Le Meraviglie, de Alice Rohrwacher

 

Palma de Ouro Curta-Metragem

Leidi de Simón Mesa Soto

 

Menções Especiais

Aissa de Clément Trehin-Lalanne e Ja Vi Elsker de Hallvar Witzo

 

Prémio do Júri

Mommy de Xavier Dolan e Adieu au Langage de Jean-Luc Godard

 

Melhor Actor

Timothy Spall, Mr. Turner

 

Melhor Actriz

Julianne Moore, Maps to the Stars

 

Melhor Realizador

Bennett Miller, Foxcatcher

 

Melhor Argumento

Andrey Zvyaginstev e Oleg Negin, Leviathan

 

Câmara de Ouro

Party Girl, de Marie Amachoukeli, Claire Burger e Samuel Theis

 

 

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10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
0/10 - Nulidade
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