31.1.14

 

A Million Ways to Day in West, o qual foi divulgado o primeiro trailer (em red band), é a nova criação cinematográfica de Seth MacFarlane, o "pai" da séries Family Guy e American Dad. Nesta nova obra realizada, escrita e protagonizada por ele, seguimos um pastor de ovelhas cuja sua mulher o abandona após este ter acobardado num duelo. Amanda Seyfried (Chloe, Mamma Mia!), Charlize Theron (Prometheus), Liam Neeson (Taken), Neil Patrick Harris (da série How I Met Your Mother), Giovanni Ribsy (Avatar) e a comediante Sarah Silverman. A Million Ways To Die In The West, distribuído pela Universal Pictures, tem estreia prevista em Portugal para o dia 12 de Junho deste ano.

 

 


publicado por Hugo Gomes às 23:54
link do post | comentar | partilhar

 

Segundo o anuncio da Warner Bros (via Business Wire), Jesse Eisenberg (The Social Network) irá desempenhar o arqui-inimigo de Superman, Lex Luthor, na próxima sequela de Man of Steal, Batman Vs Superman (titulo provisório). Porém esta não é a única novidade no elenco, o actor Jeremy Irons (Night Train to Lisbon) foi o elegido para interpretar Alfred Pennyworth, o fiel mordomo (e cúmplice) de Bruce Wayne e o seu alter-ego, Batman. O filme será dirigido por Zack Snyder, contando com um argumento de David S. Goyer (The Dark Knight), e terá o controverso Ben Affleck (Argo) como o "Cavaleiro das Trevas" e o regresso de Henry Cavill como Superman. Gal Gadot como Wonder Woman, Laurence Fishburne e Amy Adams completam o elenco. Batman Vs Superman, que anteriormente estava previsto estrear em 2015, encontra-se agendado para 6 de Maio de 2016. 

 

 

tags:

publicado por Hugo Gomes às 23:20
link do post | comentar | partilhar

 

George Méliès criou a narrativa para o cinema e com isso uma possibilidade infinita de contornar a realidade, originar histórias e fantasiar novos mundos como novos olhares. A verdade "fábrica dos sonhos" segundo os mais apaixonados apreciadores desta arte, mais do que uma indústria o qual tem vindo a ser cada vez mais anexada. E talvez devido a essa sedutora conexão com o espectador, o cinema tem adquirido um "afecto" fascinante para com os mais novos, o mais próximo do onírico e das fantasias que só eram possíveis na imaginação de qualquer criança. Seguindo esses pontos de vista que glorifica a existência da 7ª Arte, eis que é criado o PLAY, o primeiro Festival Internacional de Cinema Infantil & Juvenil de Lisboa, um espaço criado com fins de despertar o "bichinho" cinéfilo nas crianças e garantir-lhes pedagogia e lazer em simultâneo.  Após um ano a batalhar para manter viva esta ideia, a Tecla Play Associação Cultural conseguiu por fim trazer a Lisboa, mais concretamente ao incontornável Cinema de São Jorge, a primeira edição do PLAY, que irá decorrer nos dia 1 a 9 Fevereiro.

 

 

É uma selecção reflectida de mais de 100 obras altamente recomendáveis para os mais novos e não só, os graúdos também têm a oportunidade de desfrutar (o festival contará com parceria com o FICI- 11º Festival Internacional de Cinema Infantil e em especial a Selecção Especial Brasil). Onde cada sessão encontra-se devidamente classificada com a faixa etária a ser recomendada e respondendo às suas necessidades pedagógicas, que vai desde idades compreendidas dos 1 até aos 13 anos. A programação do PLAY será integrado maioritariamente por sessões de curtas-metragens vindas dos quatros cantos do Planeta, pequenas propostas de imaginação e criatividade que irão de certo fazer sonhar os mais novos e fascinar os amantes do cinema em geral. Quanto às longas-metragens, a PLAY irá apresentar 8 obras distintas, entre as quais, e em destaque, a antestreia da nova adaptação do amado conto infantil, O Meu Pé de Laranja Lima de Marcos Bernstein e o desafiante David de Patrick Daly, que nos remete à amizade de uma criança islâmica com um grupo de jovens judaicos.

 

 

Outras secções paralelas e actividades apelativas do festival é Ruidagem, um ateliê de experimentação cinematográfica e sonora, orientado por Pedro Sabino (Baptista), que tem como intuito despertar a liberdade artística e audiovisual nas crianças. O objectivo desta secção é propor à criança o preenchimento de sons e música num filme mudo amador realizador por Luís Filipe Baptista. Outras experiências a reter são o Ver um Filme com um Realizador, onde o cineasta João Nicolau exibe e fala sobre a sua curta Gambozinos, ou Ver um Filme com um Crítico, onde o jornalista da Time Out, Luís Salvado, remete o espectador a uma análise critica de uma obra visualizada.  Por fim temos Entre Livros e Filmes, um debate com parceria LEYA, ESCRIT’ORIO editora, onde encontrarão presentes os autores Afonso Cruz, Alexandre Honrado, André Letria, David Machado, José Fanha (moderador), José Jorge Letria e Possidónio Cachapa, que discutirão sobre o relacionamento do cinema com a literatura e razão das adaptações cinematográficas.

 

 

Relembro que o PLAY, Festival Internacional de Cinema Infantil & Juvenil de Lisboa decorrerá no Cinema de São Jorge nos dias 1 a 9 de Fevereiro, eis a promessa de um espaço único, recheado de diversão e originalidade que encantará não somente as crianças, mas que sobretudo demonstrará que o cinema é moldável e versátil para qualquer idade. A não perder.

 

Mais sobre a informação do Festival Internacional de Cinema Infantil & Juvenil de Lisboa, ver aqui.

 

 

 

Ver Também

PLAY - Festival Internacional de Cinema Infantil e Juvenil de Lisboa Precisa de Ajuda

 


publicado por Hugo Gomes às 20:00
link do post | comentar | partilhar

tags:

publicado por Hugo Gomes às 15:53
link do post | comentar | partilhar

30.1.14

 

Thérèse Desqueyroux é o ultimo filme realizado por Claude Miller (1942 - 2012),  a nova adaptação do homónimo romance de François Mauriac, onde somos remetidos ao desespero de uma mulher em tentar ver-se livre das suas "próprias" correntes, em derivação de um casamento arranjado que enclausura o seu espírito libertino. Audrey Tatou (Le Fabuleux destin d'Amélie Poulain) encontra-se esplêndida como a referida e ambígua protagonista, acompanhado pelas louváveis prestações de Gilles Lellouche (Point Blank) e Anaïs Demoustier (Elles). Thérèse Desqueyroux estreia hoje nos cinemas nacionais e é um recomendação do Cinematograficamente Falando …

 

Ler Crítica, aqui

 


publicado por Hugo Gomes às 01:43
link do post | comentar | partilhar

 

A segunda parte de Nymphomaniac de Lars Von Trier foi proibido de ser exibido na Roménia pela Comissão de Avaliação, contudo Marinela Oancea, porta-voz da Centro Nacional de Cinema da Roménia, afirmou que tal decisão poderá ser contestada. Os motivos pelo qual fora proibido ainda são desconhecidas, mas por enquanto este é o primeiro caso de censura em relação ao filme na Europa. Apesar da ausência nos cinemas romenos, tal proibição não impede de que a segunda parte de Nymphomaniac seja lançada em DVD e outros formatos de home-video. Nymphomaniac Vol 2 (Ninfomaníaca Parte 2) estreia hoje, dia 30 de Janeiro, nos cinemas portugueses e aborda as experiências sexuais duma mulher desde a sua infância até aos 50. Charlotte Gainsbourg, Willem Dafoe, Shia LaBeouf, Stellan Skarsgård, Mia Goth, Stacy Martin e Jamie Bell integram o elenco.

 

 

Ver Também

Nymphomaniac Vol 1 (2013)

 

 


publicado por Hugo Gomes às 01:24
link do post | comentar | partilhar

 

Estreia hoje o novo filme de John Lee Hancock, Saving Mr. Banks, que demonstra a complicada produção do clássico da Disney, Mary Poppins. Para os cinéfilos ou simplesmente os dispostos em relembrar tão alegre filme, existe a oportunidade de rever a obra de 1964 que contou com Julie Andrews como a revelação do musical. Desde já deixo um dos momentos altos de Mary Poppins, a música "A Man has a Dream" interpretado por Dick Van Dyke e David Tomlinson.


publicado por Hugo Gomes às 00:25
link do post | comentar | partilhar

29.1.14

 

Estreia amanhã, a dia 30 de Janeiro, Saving Mr. Banks (Ao Encontro com Mr. Banks), o filme que nos remete à complicada produção do amado clássico Mary Poppins, demonstrando a persuasão do próprio Walt Disney em adquirir os direitos de autor. John Lee Hancock (Blind Side) é o realizador desta obra biográfico que nos deslumbra com um desempenho louvável de Emma Thompson (Nanny McPhee) como a original criadora de Mary Poppins (descrito como uma das falhas graves dos Óscares deste ano) e Tom Hanks (Captain Phillips) como o célebre Disney. Colin Farrell (In Bruges), Ruth Wilson (Lone Ranger), Paul Giamatti (Cinderella Man), Annie Rose Buckley, Jason Schwartzman (Moonrise Kingdom) e Rachel Griffiths (Blow) completam o elenco.  

 


publicado por Hugo Gomes às 23:24
link do post | comentar | partilhar

 

tags:

publicado por Hugo Gomes às 22:30
link do post | comentar | partilhar

28.1.14

tags:

publicado por Hugo Gomes às 23:48
link do post | comentar | partilhar

 

Como encerramento da sua trilogia da Ditadura Militar Chilena, o cineasta Pablo Larraín traz-nos um filme altamente inspirado e narrativamente criativo sobre a insólita campanha eleitoral do "Não" ao referendo sobre a presidência do general Augusto Pinochet. No: Não, protagonizado por Gael García Bernal, é assim o filme destaque de Quinta-Feira, dia 30 de Janeiro, numa sessão a não às 21h30 no Pequeno Auditório na Casa das Artes em Vila Nova de Famalicão.

 

 

Mais informação, ver aqui

 


publicado por Hugo Gomes às 23:31
link do post | comentar | partilhar

 

Captain America: Winter Soldier ainda não estreou e a Marvel já se encontra a planear um terceiro filme, segundo a Variety. A mesma fonte adiantou que serão os realizadores, Anthony e Joe Russo (os mesmos da sequela que chegará até nós no dia 27 de Março), a dirigir este novo capitulo e que grande parte do elenco já possui contrato para mais um filme. 

 

tags:

publicado por Hugo Gomes às 23:06
link do post | comentar | partilhar

MELHOR FILME PORTUGUÊS

 

Um Fim do Mundo (Pedro Pinho)

 

 

"Pedro Pinho apresenta-nos uma obra ciclar, um confronto de visões que se fica no desenvolvimento dos seus personagens, misteriosos mas intrigantes, para sua primeira longa-metragem, o resultado é cativante." Ver Crítica

 

É o Amor (João Canijo)

A Batalha de Tabatô (João Viana)

 

 

 

MELHOR DOCUMENTÁRIO

 

Searching for Sugar Man (Malik Bendjelloul)

 

 

"Não é só uma história extraordinária e inspiradora que torna este documentário num "must", mas sim a sua narrativa cativante que "agarra" qualquer um para depois estremece-lo com emoção."

 

É o Amor (João Canijo)

A Batalha de Tabatô (João Viana)

 

 

 

MELHOR ANIMAÇÃO

 

Frozen (Chris Buck, Jennifer Lee)

 

 

"(…) um regresso ao velho estilo Walt Disney (…)" Ver Critica

 

Despicable Me 2 (Pierre Coffin, Chris Renaud)

Monsters University (Dan Scanlon)

 

 

 

MELHOR BLOCKBUSTER

 

The Hunger Games: Catching Fire (Jennifer Lawrence)

 

 

"(…) Catching Fire conseguiu verdadeiramente contornar o seu histerismo inicial e proporcionar aquilo que aparentemente parecia rebuscado em cinema mais que adolescente." Ver Critica

 

Pacific Rim (Guillermo Del Toro)

Jack, The Giant Slayer (Bryan Singer)

 

 

 

A SURPRESA DO ANO

 

Frances Ha (Noah Baumbach)

 

 

"Noah Baumbach levou a Nouvelle Vague para Hollywood, uma influência tão presente na sua forma como a perseverança da fotografia monocromática digna de um dos melhores exemplares de Woody Allen, Manhattan." Ver Também

 

Até Ver a Luz (Basil da Cunha)

Beast of the Southern Wild (Benh Zeitlin)

 

 

continua …

 

 

Ver Também

Os Melhores de 2013 1/3


publicado por Hugo Gomes às 22:29
link do post | comentar | partilhar

 

Não percam a 16ª edição do À Boleia, iniciativa levada a cabo por Jorge Teixeira no seu blog, Caminho Largo (vencedor do TCN Blog Award de Melhor Blog Individual em 2013), onde fui convidado a responder às diversas questões expostas. Parabéns ao Jorge pela iniciativa e pelo convite!

 

 

Para aceder à entrevista, aqui

 


publicado por Hugo Gomes às 00:19
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

27.1.14

Como já parece ser habitual neste estaminé, os certames "pessoais" dos melhores do ano surgem com algum atraso. Mas teimam em surgir. O Cinematograficamente Falando … inicia assim um rápido vislumbre pelo ano cinematográfico passado e nomeia aqueles que é para si os melhores de 2013.

 

MELHOR ACTOR PRINCIPAL

 

Daniel Day-Lewis (Lincoln)

 

 

"(…) pode não ser um actor presente nem habitual, mas quando este integra num projecto até parece que vende a “alma para o Diabo” pelo seu papel." Ver Crítica!

 

Joaquin Phoenix (The Master)

Mads Mikkelsen (Jagten)

 

 

 

MELHOR ACTRIZ PRINCIPAL

 

Adèle Exarchopoulos (La Vie D'Adèle)

 

 

"(…) a jovem actriz consegue não só esboçar uma personagem carnal, pontuada por um desenvolvimento quase digno do registo literário, mas também pela "penetração" na essência do filme. Com isto quero dizer que derivado à forma directiva que Kechiche opera, o qual as suas obras são suportadas pelos seus actores que cedem a uma constante "tortura interpretativa", Exarchopoulos responde ao desafio exposto com uma espontaneidade de "cortar o fôlego"." Ver Crítica

 

Marion Cottilard (Rust and Bone)

Cate Blanchett (Blue Jasmine)

 

 

 

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO

 

Philip Seymour Hoffman (The Master)

 

 

" (…) brilhante e altamente carismático (…)" Ver Crítica

 

Leonardo DiCaprio (Django Unchained)

Daniel Bruhl (Rush)

 

 

 

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA

 

Anne Hathaway (Les Misérables)

 

 

" (…) emotivamente arrepiante (…)" Ver Crítica

 

Léa Seydoux (La Vie D'Adèle)

Helen Hunt (Sessions)

 

 

 

MELHOR REALIZADOR

 

François Ozon (Dans La Maison)

 

 

"Dotado de sobriedade e criatividade no tom com que incute esta trama de contornos hitchcockianos."

 

Abdellatif Kechiche (La Vie D'Adèle)

Aleksandr Sokurov (Faust)

 

 

 

MELHOR ARGUMENTO

 

François Ozon, Dans La Maison

 

 

 

"Uma peça de teatro que tão bem transforma num complexo thriller no grande ecrã."

 

Quentin Tarantino, Django Unchained

Tobias Lindholm e Thomas Vinterberg, Jagten

 

Continua ...


publicado por Hugo Gomes às 23:08
link do post | comentar | partilhar

Confronto de gerações!

 

Vivemos numa sociedade onde a distância entre gerações é cada vez mais diferenciada e isolada entre elas, provocando nestas adversidades uma incompatibilidade sociável que é gradualmente notada nos avanços e na modificação do quotidiano que como tal conhecemos. Ozu ilustrava há 60 anos uma longitude geracional que se bem empregaria nos tempos que decorrem, tudo num retrato deveras alusivo e exaustivo em simbologias presentes nos seus diálogos quotidianos, na monotonia dos actos, nos laços familiares que recorria e por fim na multiplicidade de sentimentos.

 

 

Falo obviamente de A Viagem de Tóquio (Tokyo Monogatari), onde já se mostrava o confronto entre épocas, ambientado num Japão em plena reconstrução, quer social e económica, após a humilhante derrota na Segunda Grande Guerra. O enredo da obra é deveras simples: um casal de idosos oriundos de uma calma e pequena cidade costeira "ozuesca" viajam para a capital nipónica com fins de visitar os seus filhos e confirmar como se estão saindo fora das suas "alçadas". Durante esta jornada de reencontros familiares, os "velhotes" apercebem-se que os tempos mudaram e as suas anteriores crianças já não são mais crianças que necessitam dos pais, são agora adultos feitos e de família formada que tentam sobreviver numa cidade competitiva. De natureza ocupada e sempre dotados de uma certa frieza em relação à visita dos seus progenitores, os filhos tentam mantê-los ocupados com actividades dos quais não requerem a suas presenças, fazendo com que estes tenham as merecidas férias mas não as pretendidas. Porém a ironia das ironias, é que a única pessoa que os recebe com a tal devida atenção e respeito durante a viagem é a nora viúva, que demonstra tamanho afecto, principalmente no tremendo climax que Ozu aguarda para o último acto.

 

 

Uma trama simples, interligada pelas mais diferentes rotinas familiares onde pouco ou nada parece surgir no ecrã. Contudo este é o filme que mais sintetiza o próprio estilo e inerência do cineasta. Não apenas a nível técnico; os falsos raccords e os planos a poucos centímetros do chão que se adapta aos próprios costumes dos nipónicos (esses planos viriam ser academicamente apelidados de “planos-Ozu”), mas a forma como transcreve o quotidiano e a dita rotina social em histórias de vida, em enredos que consolidam a tradição com o moderno e os valores com emoção entre os diferentes laços familiares. São pouco os realizadores que conseguem transcrever tais minuciosidades "banais" em termos cinematográficos, e  transforma-los em verdadeiros "palcos" para os seus peões e mais … para as suas histórias. Apelidado de o mais "japonês" dos realizadores japoneses, Ozu faz jus a tal cognome, demonstrando acima de tudo uma sensibilidade em retratar o seu património cultural e expressar o mundo em constante mudança que o rodeia.

 

 

Quanto a Tokyo Monogatari,  eis uma obra de beleza inigualável onde Ozu tece um confronto de gerações e "coze" discretamente qualquer veia sentimental mas que as difunde nas proximidades do final, onde nos deparamos com uma orquestrada inerência em transmitir sob um signo nobre, uma ênfase emocionante, de beleza triste e súbita, capaz de difundir uma poderosa moral. Claramente esta é a obra-prima do cineasta, um quadro subtil, bem-intencionado e sempre munido de mensagens ocultadas nos cenários e nas triviais conversas entre personagens. A Viagem de Tóquio foi durante a sondagem de 2012 da revista Sight & Sound considerado o terceiro melhor filme de sempre entre os críticos e o primeiro entre os realizadores, distinção discutível mas que se reconhece ser de certa forma merecida: esta é uma das obras que nos "tocam" pela sua simplicidade em emoções que ecoam por toda a eternidade.   

 

"Isn't life disappointing?"

 

Real.: Yasujiro Ozu / Int.: Chishu Ryu, Chieko Higashiyama, Setsuko Hara, Haruko Sugimura, Sô Yamamura, Kuniko Miyake, Kyôko Kagawa

 

 

10/10

publicado por Hugo Gomes às 22:37
link do post | comentar | partilhar

 

O actor John Boyega (Attack the Block) foi o escolhido para interpretar o atleta Jesse Owens num filme biográfico realizador por Stephen Hopkins (The Life and Death of Peter Sellers, Predator 2) intitulado por Race (filmagens iniciarão em Maio de 2014). O filme, cujo argumento estará a cargo de Anna Waterhouse (Frankie & Alice) e Joe Shrapnel, irá acompanhar o velocista na sua participação nos Jogos Olímpicos de 1936, em Berlim, numa Alemanha Nazi. Race é uma das duas obras sobre Jesse Owens a ser produzidas, a segunda é uma produção com Antoine Fuqua (Olympus has Fallen) no lugar de realizador. 

 

tags:

publicado por Hugo Gomes às 14:10
link do post | comentar | partilhar

 

Vencedor do Prémio de Melhor Realizador no Festival do Sundance, Cutter Hodierne transporta o espectador ao universo dos piratas da Somália em Fishing Without Nets, que tem como protagonista o jovem marido e pai Abdi que, para conseguir sustentar a sua família, converte-se à pirataria. Inicialmente produzido como uma homónima curta, que venceu em 2012 o Prémio de Júri de Melhor Curta-Metragem no Sundance (em Portugal foi exibido na digressão Future Shorts em Março de 2013) em Fishing Without Nets somos remetidos aos ideais e aos factores que levam humildes habitantes das pobres cidades costeiras da Somália a tornarem-se em tais criminosos marítimos. Tudo isto sob uma narrativa que consolida a ficção com a veia documental. Fishing Without Nets de Cutter Hodierne não possui de momento estreia prevista no circuito comercial dos EUA. 

 

 

 

Ver Também

Fishing Without Nets (2010)


publicado por Hugo Gomes às 00:15
link do post | comentar | partilhar

26.1.14

 

Quatro amigos inseparáveis desde os tempos da faculdade irão demonstrar neste novo programa do canal BIO, Super-Pais (Modern Dads), o orgulho de ser progenitores e manter a salvo e confortáveis os seus "rebentos" acima de qualquer outra coisa. Uma série divertida e audaz sobre a perseverança da masculinidade em relação às obrigações paternais a não perder, Super Pais será exibido a partir de amanhã, 27 de Janeiro, pelas 22h00.    

 


publicado por Hugo Gomes às 23:30
link do post | comentar | partilhar

 

O drama escrito e realizado por Damien Chazelle, Whiplash, venceu o Grande Prémio de Júri e de Público do Festival de Sundance (que iniciou em 16 de Janeiro e terminou a dia 26), algo semelhante do que havia sucedido no ano passado onde Fruitvale Station de Ryan Coogler conquistou ambos, júri e público. Whiplash, que se concentra na história de um jovem músico (Miles Teller) que sonha em torna-se num profissional baterista de jazz (baseado na própria experiência do realizador de 28 anos), esteve quase para não existir em consequência da falta de recursos. Segundo Damien Chazelle, ninguém encontrava-se interessado em financiar um filme sobre um baterista de jazz. Porém a produção perante tal cenário não baixou os braços, conseguindo assim concretizar uma obra com poucos meios e integra-lo no Sundance, onde foi o elegido para abrir o festival. Desde então tem sido recebido por uma calorosa aclamação quer pelo público, quer pelo júri. Os seus direito já foram comprados pela Sony.  

 

 

Grande Prémio do Júri (Drama)

Whiplash

 

Grande Prémio do Júri (Documentário)

Rich Hill

 

Prémio do Júri (Cinema Mundial - Drama)

To Kill a Man

 

Prémio do Júri (Cinema Mundial - Documentário)

Return to Homs

 

Prémio do Público (Drama)

Whiplash

 

Prémio do Público (Documentário)

Alive Inside: A Story of Music & Memory

  

Prémio do Público (Cinema Mundial – Drama)

Difret

 

Prémio do Público (Cinema Mundial – Documentário)

The Green Prince

 

Prémio do Público (Next)

Imperial Dreams

 

Melhor Realizador (Drama)

Cutter Hodierne (Fishing Without Nets)

 

Melhor Realizador (Documentário)

Ben Cotner & Ryan White (The Case Against 8)

 

Melhor Realizador (Cinema Mundial – Drama)

Sophie Hyde (52 Tuesdays)

 

Melhor Realizador (Cinema Mundial -Documentário)

Iain Forsyth & Jane Pollard (20,000 Days on Earth)

 

Melhor Argumento (Prémio Walldo Scott)

Lake Bell, "In a World"

 

Melhor Argumento (Cinema Mundial)

The Skeleton Twins

 

Melhor Edição (Documentário)

Watchers of the Sky

 

Melhor Edição (Cinema Mundial – Documentário)

20,000 Days on Earth

 

Excelência em Cinematografia (Drama)

Low Down

 

Excelência em Cinematografia (Documentário)

E-TEAM

 

Excelência em Cinematografia (Cinema Mundial -Drama)

Lilting

 

Excelência em Cinematografia (Cinema Mundial -Documentário)

Happiness

 

Prémio Especial do Júri (Obra em Estreia)

Dear White People

 

Prémio Especial do Júri (Banda Sonora)

Kumiko, the Treasure Hunter

 

Prémio Especial do Júri (Filmagens Intuitivas)

The Overnighters

 

Prémio Especial do Júri (Por uso da animação)

Watchers of the Sky

 

Prémio Especial do Júri (Elenco)

God Help the Girl

 

Prémio Especial do Júri (Bravura no cinema)

We Come as Friends

 

Prémio Alfred P. Sloan

Origins

 

Prémio do Público Melhor curta-metragem

Of God and Dogs 

 


publicado por Hugo Gomes às 23:13
link do post | comentar | partilhar

sobre mim
pesquisar
 
arquivos
2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


recentemente

The Shape of Water (2017)

Wonder Wheel (2017)

Molly's Game (2017)

"Life find a way": Traile...

Ryan Reynolds será Pikach...

Quentin Tarantino vai rea...

Novo trailer de Bad Inves...

No Escurinho do Cinema: a...

Conheçam os vencedores do...

Isle of Dogs abre 68º Fes...

últ. comentários
Uma das maiores surpresas do ano, mesmo sendo do W...
I bought Raytheon on this site, I do not know whet...
Muito ansioso, especialmente por ser do Wes Anders...
ou seja, uma bosta de comentario de quem nao enten...
Obrigado pelo reparo, corrigido ;)
Takes
10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
0/10 - Nulidade
stats counter
HTML Hit Counter
counter
links
mais comentados
25 comentários
20 comentários
13 comentários
12511335_1084470088250815_732384524_o
subscrever feeds
blogs SAPO