30.9.13


publicado por Hugo Gomes às 15:04
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30.9.13

Goodbye Englands Rose!

 

Será que o homem que foi capaz de transcrever os últimos dias de Adolf Hitler com tamanha intensidade em Downfall seria o ideal para reconstruir os derradeiros actos da vida da Princesa de Gales, a amada Diana? Tendo em conta aquilo que presenciamos neste "telefilme de luxo", a resposta é não. Oliver Hirschbiegel remexe em fragilidades e exposições pessoais por entre o glamour e a opulência do quotidiano de Diana, mas apenas sabe focar no lado mais "fofoqueiro" da monarca. Este é o filme idealizado pela imprensa cor-de-rosa, um desperdício de factos e ênfases dramáticas que se constrói a partir de uma esquematização violenta, apressada e míope, que se revela nos primeiros minutos da fita.

 

 

Devido a este ensaio inicial, Diana evidencia todas as suas débeis características, quer como biopic, quer como trabalho directivo, felizmente a sua narrativa algo estilhaçada tende em melhorar com o aparecimento de Hasnat Khan (Naveen Andrews), o cirurgião o qual afirma-se que manteve uma apaixonada relação com a "Princesa do Povo". A partir daí, Oliver Hirschbiegel encontra alguma sobriedade como também algum encanto novelesco por entre um romance à base de hambúrgueres, futebol e aventuras juvenis. Momentos quase dignos de uma comédia romântica que dão lugar a um fim anunciado, o qual Diana arrasta-se penosamente para o seu estado inicial. Personagens absurdamente descartadas, situações disparatadas sem nexo e Naomi Watts a não dar conta do recado (apenas recriando uma figura mimetizada e esteticamente idêntica) é a ordem do dia neste filme biográfico fútil e dispensável. 

 

 

O pior é saber que o mesmo cineasta que abordou com tamanha intensidade a queda de um regime através dos últimos suspiros do homem mais odiado do mundo não tenha a mesma consistência em retratar uma das mulheres mais admiradas de sempre. Oliver Hirschbiegel fez asneira! Felizmente Naveen Andrews tem alguma classe como o interesse amoroso de Diana.

 

Real.: Oliver Hirschbiegel / Int.: Naomi Watts, Naveen Andrews, Geraldine James, Douglas Hodge



4/10
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publicado por Hugo Gomes às 14:51
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28.9.13
28.9.13

Os condenados de Shawshank versão Eminem!

 

Não se iludem, Offenders de Ron Scalpello (a sua primeira obra desde a curta de estreia: Pit em 2001) não é outra dissecação social sobre a delinquência juvenil ou a origem do estado de violência entre as gerações mais novas, mas sim um banalíssimo espectáculo cinematográfico que estamos tão habituados de ver. Sob todo os códigos e lugares-comuns do cinema prisional, este Jovens Delinquentes (titulo traduzido) nos remete à história e façanha de Tommy Nix (Joe Cole), um rapaz que após ser detido por agressão às autoridades é condenado a residir numa das mais notórias instituições de correcção juvenil da Grã-Bretanha. Contudo tal rumo não fora despropositado nem sequer acto de inconsequente do jovem, mas sim um passo fundamental para o seu orquestrado plano de vingança.

 

 

Como já havia referido, Offender está longe de integrar a mesma liga que American History X de Tony Kaye ou La Haine de Matthieu Kassovitz no que requer a retratos sociais, esta é mais uma obra "vendetta" (vingança), um exemplar de como abdicar de uma premissa de potencialidade para recriar u puro cliché cinematográfico. Infelizmente mesmo não tendo nada de novo aqui, Ron Scalpello dirige um filme da forma menos entusiasmante possível, fogo de vista que dá lugar a uma pura mediocridade desgastante. São imensas as voltas e reviravoltas que o protagonista (e o argumento) dão até atingir os seus objectivos, grande percentagem desnecessárias para o rumo da trama, e pior, levando o espectador para becos sem saída de clichés e estereótipos.

 

 

Eis um triste exemplo, enfadonho e a roçar o amadorismo, com o rapper English Frank (inapto de qualquer talento) a desempenhar um vilão tão inexpressivo e oco que é decerto "amor" à primeira vista. Fazia obviamente melhor figura se seguisse directo para home video.  

 

Real.: Ron Scalpello / Int.: Joe Cole, English Frank, Kimberley Nixon



 

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C7nema / «Offender» (Jovens Delinquentes) por Hugo Gomes

 

3/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:34
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Expectativas? Melhor que Revenge of Fallen?

 


publicado por Hugo Gomes às 16:58
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27.9.13

Um Eléctrico Chamado Woody!

 

Como já é costume em cada ano cinematográfico, o sempre activo nova-iorquino Woody Allen volta a "abrir as portas do seu mundo", inserindo uma pausa na sua excursão turística e remeter-se ao seu filme mais negro desde Cassandra's Dream (2006) e Match Point (2005). Blue Jasmine ingressa um tom agridoce, a comédia irónica tão habitual na carreira do autor, para além de Cate Blanchett compor o perfeito modelo alleniano. Trata-se de uma variação livre da peça dramaturga de Tennessee Williams, A Streetcar Named Desire, e com claras ligações referenciais com a respectiva adaptação de Elia Kazan em 1951, com os actores Marlon Brando e Vivien Leigh em destaque. Aliás é no clássico de Kazan que encontramos a essência deste Blue Jasmine, a natureza rude e tiques a mimetizar Brando em Bobby Cannavale ou a psicótica ilusão em Blanchett como uma divinal  reencarnação de Vivien Leigh.

 

 

Para os cinéfilos esta nova obra de Woody Allen é uma "delicia turca", um deleite de referências e evocações que nos assombram de forma fantasmagórica as nossas fantasias. Com um argumento actual ao mesmo tempo que une com um vintage adquirido pelo autor, Blue Jasmine é uma pseudo-telenovela, com personagens definidas e complexas servidas com desempenhos deslumbrantes (Cate Blanchett está espantosa, quase digna de um Óscar), uma transgressão entre o comédia e o drama e acima de tudo o psicológico envolvente em sua narrativa e Blue Moon por Conal Fowkes. Trata-se de um filme simples, porém magistralmente orquestrado e dirigido com uma precisão cirúrgica, principalmente na apelação dos seus tons e das surpresas "à lá Woody Allen".

 

 

Neste retrato cómico-trágico, apenas existe uma reclamação a ser feita, a falta da magia inerente de Midnight in Paris (2011), contudo ambas as obras partilham os mesmos pontos de interesse, a sua apaixonante concretização pessoal. Blue Jasmine é a prova que Woody Allen continua a surpreender mesmo que nada mais tem a provar. Formidável exercício de ironia!

 

"Anxiety, nightmares and a nervous breakdown, there's only so many traumas a person can withstand until they take to the streets and start screaming."


Real.: Woody Allen / Int.: Cate Blanchett, Alec Baldwin, Peter Sarsgaard, Sally Hawkins, Bobby Cannavale, Andrew Dice Clay, Michael Stuhlbarg, Louis C.K.



9/10
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publicado por Hugo Gomes às 20:24
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publicado por Hugo Gomes às 18:17
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26.9.13

Um "coração doente" e ineficiente.

 

Um casal de conceituados cirurgiões (Juliette Binoche e Edgar Ramirez) vivem intensamente a sua paixão dia-a-dia, contudo com a chegada de um bebé e dos problemas de dependência alcoólica de um deles, a harmoniosa vida conjugal torna-se gradualmente numa espiral cada vez mais decrescente. Uma obra de influências dramaturgas e de narrativa minimalista dirigida por Marion Laine, À Coeur Ouvert (De Coração Aberto), uma adaptação de uma homónima novela de Mathias Énard, reúne os tópicos ideais para uma mostra do que "não fazer num ensaio dramático".

 

 

Com fraca percepção nas porções de intensidade e na ênfase dramática, Lain constrói uma história banal, desfragmentada e narrativamente entediante que desaba desde o primeiro minuto. O que indicava ser um ensaio sobre relações humanas do foro afectivo, resulta num quadro de ligações artificiais entre as personagens e situações, intercaladas por momentos demasiado prazenteiros para o próprio bem da fita. Porém a culpa parece não cair nos actores, dando a entender que a dupla apercebeu a tempo da pouca coerência do argumento e da realização pouco inspirada de Marion Laine, envergando assim a caricatura (evidente na interpretação enfadonha e involuntariamente satírica de Edgar Ramirez). Quanto a Juliette Binoche, que é de facto uma das mais sólidas actrizes em actividade, encontra-se aqui em modo automático e sob a habitual exposição perante a câmara. 

 

 

Trata-se de um filme rotineiro, daqueles que muito bem poderia integrar as grelhas televisivas de Domingo à tarde, um trabalho de ritmo inconstante e de personagens ocas e ausentes que nos faz temer desde o primeiro minuto pela sua suposta credibilidade. Fracassado, monótono e deveras dissimulado. Não vale a pena abrir o coração para isto!

 

Real.: Marion Laine / Int.: Juliette Binoche, Edgar Ramirez, Hippolyte Girardot



 

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C7nema / «A Coeur Ouvert» (De Coração Aberto) por Hugo Gomes

 

3/10
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publicado por Hugo Gomes às 20:05
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publicado por Hugo Gomes às 20:03
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O homem que foi capaz de transmitir os últimos momentos de vida de Adolf Hitler será igualmente capaz de abordar os últimos da celebre e querida Princesa de Gales? A resposta poderá ser encontrada em Diana, a mais recente obra do cineasta Oliver Hirschbiegel (Downfall, The Experiment) que estreia hoje, dia 26 de Setembro, nos cinemas nacionais. Na pela de Diana encontramos a actriz Naomi Watts (Lo Imposible, The Ring), Naveen Andrews (The Brave One) desempenha cirurgião Hasnat Khan, o qual manteve uma relação amorosa com a princesa. Um biopic controverso duma figura amada por muitos, a "Princesa do Povo" como quiseram apelidar em alusão às causas humanitárias o qual fez parte.

 


publicado por Hugo Gomes às 00:38
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25.9.13

 

Depois de penetrarem numa das mais infames favelas do Rio Janeiro e trazer até nós uma dissecação de uma distante comunidade em "Complexo - Universo Paralelo", os irmãos Patrocínio (Mário e Pedro) vão abordar uma das "febres" musicais de Angola e não só em I Love Kuduro. O par de realizadores irão desvendar as origens deste estilo musical, o Kuduro, e os factores que o fizeram proliferar no resto do Mundo, tudo num projecto com a co-produção da Bro e a empresa angolana Da Banda.

 

 

O documentário irá marcar presença Festival Internacional de Cinema do Rio (onde em 2010 apresentaram Complexo), que decorrerá entre o dia 26 de Setembro até 10 de Outubro, a obra em questão integrará a secção Midnight Música no próximo dia 30. I Love Kuduro contará ainda com as presenças de um leque variado artistas deste universo musical como Nagrelha, Príncipe Ouro Negro e Presidente Gasolina, Tchobari e Francis Boy.

 


Ver Também

Complexo - Universo Paralelo

 


publicado por Hugo Gomes às 23:54
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Já há algum tempo corriam notícias de que um dos mais famosos videojogos envolvendo viaturas e pistas de corrida, Need for Speed, seria adaptado ao grande ecrã. Enfim, depois de pouca espera eis o trailer que já se encontra online. O realizador Scott Waugh (um dos homens por detrás de Act of Valor) será o responsável pela conversão que conta com Aaron Paul (The Last House on the Left), Dakota Johnson (21 Jump Street), Michael Keaton (Batman), Imogen Poots (Fright Night), Dominic Cooper (Mamma Mia!) e Rami Malek (The Twilight Saga: Breaking Dawn Part 2) no elenco. Com estreia prevista para 14 de Março de 2014.

 


publicado por Hugo Gomes às 23:45
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24.9.13


Portugal cobiça Woody Allen! Pelos vistos é o que as mais recentes notícias demonstram. Segundo os mais variados órgãos de comunicação, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas encontrou-se com a equipa de produção do realizador nova-iorquino para negociar uma possível ida deste ao nosso país, tudo isto durante uma visita à sede da ONU.

 

Enriquecimento de Portugal para cenário de projectos cinematográficos internacionais ou pura estratégia para o incentivo ao turismo no nosso país? Fica ao critério do leitor!

 


publicado por Hugo Gomes às 21:53
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Será que estamos sozinhos no Universo? Se não, será que já fomos visitados por entidades de outros mundos distantes? O canal História irá exibir a segunda temporada de Extraterrestres, um produção ibérica que nos remeterá aos ficheiros secretos da nossa Península e tentará a todo o custo responder às mais questionadas perguntas. Com estreia exclusiva no próximo Domingo, 29 de Setembro, pelas 22h45, Extraterrestres terá como interveniente Francisco Mourão Corrêa, Presidente Exopolítica em Portugal.

 


publicado por Hugo Gomes às 21:52
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O Cineclube de Joane em Vila Nova de Famalicão irá presentear os espectadores com duas sugestões imperdíveis nos próximos dois dias. A começar pelo clássico de Luchino Visconti, Morte a Venezia (Morte em Veneza 1976) com Dirk Bogarde e Romolo Valli nos principais papeis, a ser exibido dia 25 de Setembro (Quarta-Feira) pelas 21h45 no Pequeno Auditório da Casa das Artes. No dia seguinte, 26 de Setembro, pelo mesmo horário e local, a dissecação documental de João Canijo, É o Amor com Anabela Moreira, integrado no ciclo de O Amor, O Centro do Mundo.

 

Ver também

É o Amor (2013)

 


publicado por Hugo Gomes às 21:50
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24.9.13

O upgrade de Eclipse Mortal!

 

A modéstia é algo valioso no cinema comercial, se não acreditam vejam o caso de Pitch Black - Eclipse Mortal (2000), um dark sci-fy de baixo orçamento com Vin Diesel "encalhado" num planeta obscuro e repleto de monstros vorazes que apesar de não ter sido propositadamente um êxito de bilheteira, adquiriu o estatuto de culto e nos dias de hoje é visto como uma referência na carreira do actor. Passados quatro anos, o realizador David Thowy em cumplicidade com o estúdios da Universal Pictures, que descobriram potencial comercial no enredo, decidiram transformar aquilo que supostamente é um filme limitado em termos técnicos mas abrangente na sua veia mais criativa num blockbuster com um orçamente ultrapassável a 100 milhões de dólares. Tratou-se de The Chronicles of Riddick, a derradeira prova se a criação de Thowy tem ou não condições necessárias de se tornar num possível franchising, contudo este aspirante space-opera se revelou numa desilusão no box-office e ainda mais para os fãs puritanos de Pitch Black.

 

 

Devido a tal, a produção de um terceiro filme ficou comprometido, mas para Vin Diesel e David Thowy isso não foi motivo para baixar o braços. O actor que mundialmente ficou celebre pela sua participação na milionária saga The Fast & Furious, sempre expressou Riddick como a sua personagem predilecta e pessoal, o seu amor pelo papel o encorajou a negociar com a Universal Pictures. A proposta foi a seguinte: Diesel iria continuar a integrar e a coordenar a famosa saga sobre corridas clandestinas e carros modificados e munidos de nitro para que o estúdio financiasse o desejado regresso de Riddick. Contudo devido aos riscos de tornar mais um "Crónicas de Riddick", o realizador e argumentista Thowy tomou a decisão de que "mergulhar" novamente Riddick às suas origens, à essência que havia perdido na sequela de 2004, o espírito de Pitch Black. 

 

 

O resultado desta cobrança de herança é um autêntico "déjà vu" em termos argumentativos, este novo Riddick é o contornar duma rotunda, a lado nenhum irá dar. Todo esta segurança é lançada com o regresso do "maiores de 16", ou seja violência explicita e nudez são novamente atractivos neste prolongado "jogo do mata". Porém o mais interessante sem duvidas nesta consolidação de filmes são as suas sequências iniciais, onde David Thowy incentiva Vin Diesel a ser um actor e não simplesmente um "action figure", infelizmente o nosso protagonista é um "rochedo", inexpressivo e demasiado preso à sua pele de personagem meramente "cool", cujo seus esforços em cenas de relembrar um Robinson Crusoe espacial são fracassadas. A partir deste leque, Riddick comporta aquilo que estávamos à espera, uma reunião do melhor de Pitch Black com os defeitos de The Chronicles.



 

É puro entretenimento passageiro que mesmo sob o efeito de replica, poderia resultar se a personagem de Riddick não fosse novamente um protagonista omnipresente, o "smartest guy in the room" que prejudica de todo o desenvolvimento dos seus secundários. E é pena, sendo que David Thowy reúne aqui alguns exemplares meramente interessantes, nomeadamente Katee Sackhoff, uma potencial herdeira da vaga de "action woman" deixado por Sigourney Weaver e Linda Hamilton.

 

"Betrayed again... shoulda seen it coming. Especially since the first time it happened was the day I was born."

 

Real.: David Thowy / Int.: Vin Diesel, Jordi Mollà, Matthew Nable, Katee Sackhoff, Dave Bautista



 

Ver Também 

The Chronicles of Riddick (2004)

 

 

Ver Outros 

C7nema / «Riddick» (Riddick - A Ascensão) por Hugo Gomes

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 21:12
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23.9.13

 

Um ser alienígena, sob a pele de Scarlett Johansson (The Avengers, Lost in Translation), chega à Terra com o intuito de procurar novas presas. Adaptado da obra de Michael Faber, Under the Skin é o novo filme de Jonathan Glazer (Birth), um thriller com contornos de ficção cientifica que promete causar polémica.  Paul Brannigan (The Angel's Share) e a estreante Jessica Mance completam o elenco.

 


publicado por Hugo Gomes às 23:21
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Mais uma obra literária de José Saramago será adaptada ao cinema, novamente em terras do Tio Sam. Trata-se de Enemy (O Homem Duplicado), a história de Adam Bell (Jake Gylenhaal), um professor de vida monótona que após ter visto num filme um actor fisicamente idêntico a si próprio, o seu mundo começa a desabar por completo. Denis Villeneuve (Incendies) dirige este thriller que foi apresentado no último Festival de Cinema de Toronto e que arrecadou imensos elogios. Mélanie Laurent (Now You See Me), Sarah Gadon (Cosmopolis, Antiviral) e Isabella Rossellini (Blue Velvet) completam o elenco.

 


publicado por Hugo Gomes às 00:57
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publicado por Hugo Gomes às 00:14
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22.9.13

 

"Felizmente o lugar está cimentado no panorama dos festivais" afirmou Michel Simeão no inicio da apresentação da 4ª edição do Festival de Curtas-Metragens de Sintra, o Cortex, à imprensa, que irá decorrer entre os dias 10 e 13 de Outubro no Centro Cultural Olga do Cadaval. Mesmo sendo um festival de poucos recursos monetários, contando com os apoios da Câmara Municipal de Sintra e da Junta de Freguesia de Santa Maria e São Miguel, Cortex tem ambições de se tornar algo mais do que uma competição nacional e internacional de curtas, tendo como principais objectivos uma plataforma para a exibição destas pequenas grandes obras cinematográficas. Este ano o festival irá contar com um variado leque de trabalhos que integrarão a competição em ambas as categorias (17 curtas em nacional, 6 em internacional), na nacional contamos com o destaque da obra de João Nicolau, Gambozinos, que venceu o Prémio de Melhor Curta na Quinzena de Realizadores de Cannes deste ano, O Coveiro de André Gil que triunfou com o Prémio Yorn na 7ª edição do MoteLX e O Rei Inútil de Telmo Churro.

 

 

Para além da competição habitual, Cortex irá organizar uma homenagem à obra de João César Monteiro, em tributo dos 10 anos desde o desaparecimento deste singular autor. Um feito único que o festival de Sintra quer concretizar, a visualização de todas as suas 9 curtas-metragens num só certame, onde três das quais se consideravam perdidas (Lettera Amorosa, O Bestiário ou O Cortejo de Orféu e O Passeio com Johnny Guitar, que serviram como uma espécie de ensaio para a sua aclamada obra, A Comédia de Deus em 1995). Esta especial sessão de abertura (dia 10 de Outubro) será seguida por um debate que reunirá jovens realizadores influenciados pela sua obra e por personalidades que interagiram com o próprio autor, todos se encontram convidados a participa-lo. "A sua obra é património português" adianta Ana Strindberg, que fora assistente de realização de João César Monteiro e actriz na seu ultimo contributo ao cinema português, Vai e Vem (2003), foi a responsável pela aquisição e procura das bobines originais das 9 curtas, alertando para a imprensa o "estado degradante" em que se encontram nos respectivos arquivos (criticando fortemente a RTP e a Zon pelo fraco interesse e conservação pelas mesmas).

 

 

O júri do festival é composto por profissionais de inúmeras áreas ligadas ao cinema; a actriz Carla Chambel (98 Octanas, Quarta Divisão) que realçou o profissionalismo encontrado nas jovens equipas por detrás destes trabalhos e a sua experiência dentro desta arte, ainda informou que "enquanto os meios se vão escasseando, os realizadores profissionais encontram nas curtas a sua forma de produzir". Marta Fernandes, responsável pela distribuição e marketing da MIDAS Filmes, sugeriu novos métodos para comercializar tais trabalhos que parecem estar cada vez mais dependentes dos festivais. José Vieira Mendes, crítico e realizador do documentário Geração Curtas, declarando que "as curtas estão para o cinema, como o conto está para a literatura". Graça Castanheira, cineasta na área do documentário, firmou a sua posição no júri, garantindo que defenderá o "cinema que acredita", enumerando que deve existir "coesão dramática".  Por fim, Nuno Galopim, jornalista e crítico de cinema, também se encontra integrado no júri do Festival. 

 


 


publicado por Hugo Gomes às 23:08
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Distorcendo Haneke!

 

Se Funny Games de Michael Haneke levou quase o espectador ao extremo da loucura quanto à impotência dos seus personagens face a uma "home invasion" executado por dois metódicos e perversos jovens psicopatas, You're Next de Adam Wingard, novamente ao serviço do argumento de Simon Barrett (ambos concretizaram um dos segmentos da sequela de V/H/S), é um puro momento de jubilo para o público. Enquanto que o subgénero se tornava cada vez mais usual, implementando um efeito de insegurança e fobia urbana no espectador, esta nova mas distorcida incursão vai buscar elementos do clássico (não muito falado) de Wes Craven, The Last House on the Left (1972), que deu origem a um competente remake em 2009, e uma alegoria a roçar o cómico quase digna de um dos Home Alones de Chris Columbus.

 

 

Tudo se desenrola como é previsto, um grupo de homens mascarados e munidos das mais variadas armas invadem uma casa onde decorre um importante jantar de uma família abastada, massacrando um a um os ditos membros. Mas o "tabuleiro do jogo" inverte, quando os atacantes se deparam com alguém na casa mais bem preparado que estes.

 

 

Em nenhum momento, You're Next enfadonha, trata-se sobretudo de um filme directo, rápido e onde o elemento "choque" é repreendido com humor negro. Uma resposta que o espectador mais assíduo deste estilo havia esperado há muito e é com You're Next que encontra o seu delírio. Com desempenhos sólidos dos seus actores, principalmente da actriz Sharni Vinson, uma direcção experiente por parte de Adam Wingard e um tom hábil de humor e terror "gore", este é um filme divertido e sagaz sem ênfases dramáticas, nem intenções de o incutir. Um exercício "enjoyable", competente, entusiástico e despretensioso!

 

Filme visualizado no MoteLX 2013

 

Real.: Adam Wingard / Int.: Sharni Vinson, Joe Swanberg, AJ Bowen

 


 

6/10

publicado por Hugo Gomes às 23:07
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