30.4.13


publicado por Hugo Gomes às 18:56
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publicado por Hugo Gomes às 01:18
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29.4.13

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publicado por Hugo Gomes às 02:33
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Psicopatas de tempo livre!

 

Ben Whetley descarta a atmosfera inquietante e intensa de The Kill List e aventura-se nesta comédia negra com a assinatura da produção de Edgar Wright (Shaun of Dead, Hot Fuzz). Sightseers (que por cá recebe o titulo de Assassinos de Férias) centra-se em Tina (Alice Lowe), uma trintona que segue de férias com o seu namorado Chris (Steve Oram), deixando por momentos a sua rotineira vida cheia de repressões psicológicas por parte da sua paranóica mãe (Eileen Davies). A viagem por locais históricos, paisagens rurais e parques de campismo começa como um fortalecimento relacional e descoberta sexual, Tina sente-se por fim livre e apaixonada pelo seu companheiro. Contudo Chris revela no caminho o seu lado obscuro, uma face assassina que desperta em Tina, não o medo, mas uma cumplicidade inerente, o ingrediente que faltava na sua vida e na relação.

 

 

Os chamados gallow humours, comédia aderente a temas mórbidos e sérios encontram-se cada vez mais proeminente no Reino Unido, coligando um tom irónico e algo non sense em personagens excêntricas que experienciam situações dignas de géneros mais austeros, Sightseers é um exemplo disso, uma fita que se constrói por momentos divertidos que satiriza o macabro e a psicopatia, sem esquecer dos claros exageros gráficos que aufere um certo visual série B. Alice Lowe e Steve Oram são quimicamente compatíveis e claramente entusiasmantes nos seus papéis socialmente deslocados, a dupla para além de protagonizar a nova obra de Whetley ainda foi a responsável pela escrita do seu argumento, devido a tal nota-se naturalismo nas mais variadas sequências.

 

 

Apesar de um início algo atrapalhado e inseguro (parece cada vez mais com uma característica própria de Whetley) que provoca certa rejeição primordial, Sightseers resulta graças ao seu sarcasmo irresistível e na composição das suas personagens, garantindo um divertimento sólido, porém, ausente de originalidade e de revitalização, que em contraposição aguarda algumas surpresas.

 

Filme visualizado no IndieLisboa’13

 

Real.: Ben Whetley / Int.: Alice Lowe, Steve Oram, Eileen Davies

 


 

Ver também

The Kill List (2011)

 

7/10

publicado por Hugo Gomes às 02:16
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publicado por Hugo Gomes às 00:57
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publicado por Hugo Gomes às 00:32
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28.4.13

 

O documentário Leviathan de Lucien Castaing-Taylor e Véréna Paravel foi o grande vencedor da competição internacional de longa-metragens da 10ª edição do IndieLisboa, tendo sido distinguido com o Grande Prémio Cidade de Lisboa, enquanto isso na competição nacional, a primeira longa de João Vladimiro, Lacrau, foi a triunfante do Prémio Digimaster e Amsterdam Stories USA de Rob Rombout e Rogier Van Eck foi distinguido pelo Público. Na secção de curtas, Da Vinci de Yuri Ancarani recebeu o Grande Prémio e a escolha do Público recaiu em Le Libraire de Belfast da realizadora Alessandra Celesia.

 

Longas-Metragens

 

Grande Prémio Cidade de Lisboa

Leviathan (Lucien Castaing Taylor, Véréna Paravel)

 

Melhor Longa Portuguesa

Lacrau (João Vladimiro)

 

Prémio de Distribuição

Eles Voltam (Marcelo Lordello)

 

Prémio do Público

Amsterdam Stories USA (Rob Rombout, Rogier van Eck)

 

Prémio Pulsar do Mundo

La Chica del Sur (José Luis García)

 

Prémio Amnistia Internacional

The Act of Killing (Joshua Oppenheimer)

 

 

Curtas-Metragens

 

Grande Prémio

Da Vinci (Yuri Ancarani)

 

Melhor Curta Portuguesa

Gingers (António da Silva)

 

Prémio Novo Talento

Má Raça (André Santos e Marco Leão)

 

Prémio do Público

Le Libraire de Belfast (Alessandra Celesia)

 

Prémio do Público IndieJunior

O Clube das Crianças Feias (Jonathan Elbers)

 


publicado por Hugo Gomes às 03:18
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O Cavaleiro de Ferro?

 

Existe cada vez mais uma tendência em humanizar os super-heróis de BD no cinema, possivelmente Sam Raimi e Christopher Nolan tem culpas no cartório, estabelecendo um target que todos os estúdios visionam nas suas produções do género. Iron Man é um dos exemplos disso, o mais humano de todo os super-heróis do universo Marvel acaba de receber com este terceiro filme, um retrato mais fragilizado, mais afectivo, portanto mais humanizado, o que até não é uma má ideia a explorar, contudo o problema do terceiro tomo do Homem de Ferro é mesmo esse … explorar.

 

 

Para quem conhece a banda desenhada tem a perfeita noção que a própria personagem de Tony Stark em diversas edições enfrentou um inimigo bem real do que aqueles que normalmente confronta nas suas habituais aventuras, a dependência alcoólica, a sua kryptonite, que é na verdade uma fraqueza comum da Humanidade em geral. Esta aproximação com a vida real tinha bases para se tornar num foco emocional e dramático que em “boas mãos” resultaria num exercício bastante interessante e alternativo deste género algo sobrevalorizado nos dias de hoje, porém Iron Man 3 não foi feito para ser um filme melodramático nem sequer recitar rebeldia em afastar do território estabelecido, ou seja adeus alcoolismo (apenas abordado com ligeireza num segundo filme mais preocupado com The Avengers) e olá acção.

 

 

Nem eu pediria outra coisa para um blockbuster desta magnitude, esta nova aventura reúne porém tudo aquilo que pretendemos em algo deste género, sequências de acção bem conseguidas, os efeitos visuais soberbos e sim, Robert Downey Jr. a desempenhar com classe o personagem estrelar, realçando o seu egocentrismo e a sua ambiguidade, porém neste episódio sente-se um certo desequilíbrio nesse campo. Mas voltando à questão inicial, Iron Man 3 revela-se mais negro e sério que os anteriores, conseguindo na primeira meia hora uma trama actual e cativante, que a passos dá lugar a uma puerilidade convertida em falsos-pretensiosismos.

 

 

Depois do projecto sensação que foi The Avengers, este Iron Man parece perder algum sentido de existência, revelando-se inapto na consistência da sua intriga como também das personagens que explora por vias de “preguicite”. Fiquei com a sensação que este novo exercício da Marvel prometeu mais do que aquilo que nomeadamente cumpre, depois existe aquelas sequências que nos desmascaram por completo a fita. Um impagável Downey Jr. e a confirmação da “máquina oleada” deste tipo de produções continuam motivos para a compra do bilhete, mas Iron Man 3 se revela quase como “uma criança em território adulto”.  

 

Honestly, there's a hundred people who want to kill me. I hope I can protect the one thing I can't live without...”

 

Real.: Shane Black / Int.: Robert Downey Jr., Guy Pearce, Gwyneth Paltrow, Ben Kingsley, Paul Bettany, Don Cheadle, Jon Favreau, Rebecca Hall

 

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 02:48
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26.4.13

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publicado por Hugo Gomes às 20:11
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Real.: Benh Zeitlin /Int.: Quvenzhané Wallis, Dwight Henry, Levy Easterly

 

Filme – Um pequeno filme alternativo que deu nas vistas pelas surpreendentes nomeações aos Óscares, incluindo a de Melhor Filme. Todavia esta pérola independente não merece ser referida somente á sua presença na cobiça cerimónia de prémios, mas sim, pelo facto de ser um objecto único no seio cinematográfico norte-americano, tão distinto que nem nós próprios o reconhecemos como peça de Hollywood. Um produto tão estranho que seduz através da natureza selvagem de um cinema primitivo há muito não concretizado. Depois temos a pequena Hushpuppy, desempenhada com graciosidade por Quvenzhané Wallis, que consolida o lado animalesco da fita com uma emoção acutilante. Soberbo, encantador!

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

Distribuidora - Alambique



 

 

Ver Também

Beasts of the Southern Wild (2012)  

 

FILME –

DVD -

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:08
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publicado por Hugo Gomes às 18:24
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Depois da curta Eu, Martim, que pode ser visualizada aqui, é a vez de Talvez, o novo trabalho do realizador Luciano Sazo a ser apresentado. Porém, numa sessão especial que terá lugar no auditório da NAIC (Nova Aliança Igreja Cristã), Benfica, no dia 27 de Abril pelas 20h e conta com a presença do realizador como dos actores da curta-metragem, entre os quais Jorge Kapinha e Mafalda Teixeira, disponíveis para conversa. Para mais informação ver aqui.  

 


publicado por Hugo Gomes às 16:21
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João Viana afirmou após a apresentação da sua ultima obra no Indielisboa’13 que a A Batalha de Tabatô deve ser encarada como um trabalho de documentário (depoimento apoiado pela classificação generalista do ICA, Instituto de Cinema e Audiovisuais). Concordo por partes com o autor nessa sua distinção e reconheço que a sua obra, mesmo não sendo um documentário consensual, é documental nas sensações transmitidas e na maneira como expõe os diferentes dilemas de Guiné-Bissau através da figuração fílmica. Contudo, e aqui está a contradição, como documentário por inteiro, funciona de forma assimilada, manipulado (porém no bom sentido), resultando num quadro de união entre a História com a ficção. Claro que ao vermos a obra em questão, temos a clara percepção que toda a sua narrativa e modelo estrutural é dignamente extraída da ficção cinematográfica. Mas este “abraço” cada vez mais, de difícil desvinculação, entre a ficção e o documental continua mesmo assim a ser fixada pelos órgãos institucionais, funcionando como uma espécie de discriminação sistemática. Em toda a sua História, o cinema português sempre necessitou do documentário, além disso os grandes mestres do nosso panorama cinematográfico surgiram neste tipo de produções, e nos dias de hoje, são poucas as obras que não separam de raiz estas mesmas influências. Tendo em conta aquilo que foi visto em A Batalha de Tabatô, o realizador empregou as suas próprias ascendências, e como também ele divulgou no IndieLisboa’13, o seu trabalho como assistente de realização em filmes de Manoel De Oliveira, Paulo Rocha ou João César Monteiro que fora a Escola de Cinema que nunca havia frequentado, o auxiliou a encontrar a sua própria identidade cinematográfica, ou seja, a veia documental da vanguarda. 

 


publicado por Hugo Gomes às 09:53
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25.4.13

Tabatô: Os fantasmas estão sempre presentes!

 

A primeira sensação que a A Batalha de Tabatô aspira é puramente o vazio. Um vazio estético, emocional e até interpretativo, mas que rapidamente cede a uma assombração consistente dos “fantasmas” dissimulados de Guiné-Bissau. João Viana invoca-os através de figurações fílmicas presentes nos diversos planos de que a fita é composta. Planos, esses, longos, simetricamente enquadrados, intrinsecamente vanguardistas (o realizador também declara influência a outros mestres do cinema português que havia trabalhado nos seus tempos de assistente de realização) que salientam através do silêncio (os diálogos escassos longamente pausados até as interpretações algo vazias dos actores que raramente cruzam o olhar) as palavras reservadas ou nunca proferidas da fantasmagórica e vivente Guiné-Bissau através dos tempos.

 

 

 

A Batalha de Tabatô que para além de um profundo respeito e conhecimento étnico e cultural por parte do autor que reservou cinco anos a pesquisar informação para a sua concepção, é uma obra que cruza as raízes documentais com a ficção, e é através da ficção que a vertente documentária da fita se manifesta. Viana fala-nos de paz e em jeito de John Lennon, utiliza a música como o seu meio de alcance, uma mensagem de esperança que ao mesmo tempo se deduz como um pedido de socorro por parte de Guiné-Bissau, porém um grito silenciado que ecoa por entre almas dançantes que premuniam um estado de libertação ou dos repentinas aparições do vermelho que surgem em plena possessão dos tais demónios da Guerra Colonial.

 


 

A Batalha de Tabatô revela-se cheia de vida e de emoções, contudo não apresenta automaticamente tais sentimentos. Pode parecer vazio, como já havia referido, mas o contágio que a fita nos deixa após a sua visualização é assombrosa, João Viana conseguiu aqui um documento de um país que através de tão pouco, consegue dizer muito. Por fim, a musica que ecoa no nosso espirito, uma alma inerente de uma fita que cresce como obra ao mesmo tempo que reflecte. A Batalha de Tabatô, que começou como uma extensão da curta-metragem Tabatô (ambas as obras foram apresentados no Festival de Berlim deste ano), foi distinguida com o Prémio de Revelação no dito festival alemão, pelos vistos é merecedor de tal consideração.   

 

“Há 4500 anos, enquanto tu fazias a tua guerra, criámos a agricultura. Há 2000 anos, enquanto tu fazias a tua guerra, criámos a boa governação dos reinos. Há 1000 anos, enquanto tu fazias a tua guerra, criámos o chão do reggae e do jazz. Hoje, perante a tua guerra, criaremos contigo a tua paz.”

 

Real.: João Viana / Int.: Mamadu Baio, Fatu Djebaté, Imutar Djebaté

 

 

 

8/10

publicado por Hugo Gomes às 22:52
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publicado por Hugo Gomes às 19:35
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Até parece de propósito (ou talvez não). Depois de longas negociações com os canais de TV sobre uma eventual série de Capitão Falcão, um herói fascista às ordens de Salazar que luta para livrar o país dos comunistas, vai afinal tornar-se num filme. A notícia foi anunciada hoje, 25 de Abril, na página oficial do Facebook do projecto, ver aqui, salientando que o filme encontra-se em pré-produção. Capitão Falcão funciona como uma caricatura aos super-heróis do estilo camp dos anos 60 como também ao regime salazarista e o modo panfletário como referia os idealismos comunistas, seguiu como viral num web trailer e cujo episódio piloto foi apresentado na edição de 2011 do MoteLX, Lisboa. Gonçalo Waddington veste a pele do herói mascarado ao serviço do Estado Novo, David Chan Cordeiro é o seu sidekick, o Puto Perdiz e José Pinto como Salazar.

 


publicado por Hugo Gomes às 16:49
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Real.: Rich Moore / Int.: John C. Reilly, Jack McBrayer, Jane Lynch


Filme – O seu procedimento visual não foi, mas em termos argumentativos e na caracterização das suas personagens, Wreck-it Ralph foi a animação mais original de 2012. Uma obra influente do estilo clássico da Disney com a irreverencia transposta pela Pixar que resultou numa filme inteligente que utiliza uma linguagem gamer para transmitir uma certa distorção do maniqueísmo de herói e vilão. Uma obra com força, vitalidade e referências ao mundo dos videojogos que irão fazer vibrar os fãs.

 

AUDIO

Português

Inglês

 

LEGENDAS

Português

Inglês

 

EXTRAS

“O Rapaz do Papel”: Curta-animação de Cinema

 

Distribuidora – Zon Lusomundo Audiovisuais, SA



 

FILME – 

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 16:46
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O verdadeiro punk não está morto!

 

O movimento de contracultura do punk surgiu nos EUA nos anos 70 (precisamente em 1974, segundo os especialistas), numa altura em que o país sofria de uma crise financeira e social, tudo isto correspondido com uma decepção em relação às gerações que pouco ou nada fizeram, apenas acomodar-se aos requisitos sociais impostos. Como meio de manifestação, esta “tribo subcultural” embatia-se como uma emancipação á sociedade e ao quotidiano modelar, recorrendo á insurreição politica, muitas vezes culminada através da violência. Tendo em conta a “réplica” do período de recessão económica como também do estrangulamento social por via do capitalismo e do consumismo que vive-se sobretudo na Europa, Gustave Kervern e Benoît Delépine (Louise Mitchel, Mammuth) tornaram esse ambiente algo propicio para a ressurreição do derradeiro punk, que apesar de tudo não se extinguiu, mas moldou aos tempos actuais.

 

 

Em Le Grand Soir seguimos Not (Benoît Poelvoorde), um quarentão ideologista, sem quaisquer presunções intelectuais, que menospreza de forma quase odiosa a sociedade e o estilo de vida consumista, eis um punk “die-hard” que apela á anarquia, revolta e destruição por onde passa, neste caso tendo como verdadeiro alvo um centro comercial suburbano. Not tenta encorajar o seu irmão, Jean-Pierre (Albert Dupontel), que trabalha numa loja de colchões do mesmo centro, a adoptar o meio de vida punk.

 

 

Eis uma co-produção francesa e belga de baixo orçamento que tem como intuito revisitar um dos mais influentes movimentos subculturais do seculo XX, recriando uma experiencia algo satírica dentro desse meio, mais do que propriamente construir uma crítica social ao capitalismo e a era consumista que domina. Gustave Kervern e Benoît Delépine não se preocupam em salientar a referida crítica, somente emoldurar uma comédia leve, por vezes caricata, ausentando-a de profundidade e de intervenção. Que é pena, porque nas proximidades do desfecho ficamos com a sensação de assistir a uma dupla de realizadores diferentes, apressados em concretizar o filme que haviam perdido em mais de hora e meia, devido a isso “We Are Not Dead” é o acto fílmico mais interveniente da obra.

 

 

Le Grand Soir, que infelizmente não encontra-se aos níveis das obras anteriores dos autores, é uma comédia de momentos, muitas vezes funcionais graças a um par de protagonistas camaleónicos (o humorista Benoît Poelvoorde é imperdível), devido a tal até olvidamos dos sérios problemas de arranque e narrativos. Gustave Kervern e Benoît Delépine apenas conseguem desmembrar a obra por vias de sketches humorísticos, o que atrasa a chegada á premissa de Le Grand Soir. Vale pelo esforço de actores!

 

Filme visualizado no IndieLisboa’13

 

Real.: Gustave Kervern, Benoît Delépine / Int.: Benoît Poelvoorde, Albert Dupontel, Brigitte Fontaine

 


 

5/10

publicado por Hugo Gomes às 14:47
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publicado por Hugo Gomes às 01:59
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Infiltrada: Uma actriz no papel de gente!

 

Tudo começou como uma curta inteiramente concretizada para o Festival de Curtas de Vila do Conde de 2012. Curta, essa, intitulada de Obrigação, seguia a actriz Anabela Moreira, figura presente na filmografia do cineasta João Canijo, que infiltrava-se numa comunidade de mulheres de pescadores em Caxinas, numa freguesia piscatória de Vila do Conde, em busca do seu papel interior. Agora desenvolvido para longa-metragem e recebendo o título de É o Amor (alusão á homónima música dos artistas brasileiros, Zezé Di Camargo e Luciano), Canijo estende a sua proposta que funde realismo cinematográfico com o documentário, resultando não só numa definição de compromisso amoroso e preservação de uma relação mas tornando-a num ensaio sobre a condição do actor.

 

 

Anabela Moreira não se esconde em capas, não tem medo de expor-se perante as fragilidades que lhe afecta nem de ser ridicularizada em frente das câmaras, ela é crua e mais que sincera, demonstrando acima de tudo uma fibra intensa e emotiva algures entre o seu ego de actriz e da sua identidade. Contudo a frustração é evidente, Moreira sai derrotada duma batalha “invisível”, um confronto pelo protagonismo da fita de Canijo, a triunfante é Sónia Nunes, a líder deste grupo de mulheres dedicadas aos seus “amores do alto-mar”, carismática e de certa forma romanticamente idealista, ela é, segundo a actriz um espelho inverso de sua pessoa (É o Amor tem os elementos próprios de uma variação de “chick flick”).

 

 

Depois do documentário Trabalho de Actriz, Trabalho de Actor obra suplementar de Sangue do meu Sangue, João Canijo volta a examinar o actor como figura fundamental do cinema, desta vez chegando a ser o mais profundo e pessoal possível. Peca apena por ser demasiado longo, mas este É o Amor é o lugar mais próximo da realidade que o cineasta português conseguiu chegar durante uma carreira de aperfeiçoamentos com o realismo cinematográfico. Esperemos que a sua próxima obra que apresentará o mesmo modo operativo, Caminho das Almas, sobre a peregrinação ao Santuário de Fátima, tenha pelo menos um terço da identidade que este É o Amor possui.

 

Real.: João Canijo / Int.: Anabela Moreira, Sónia Nunes, Francisquinho

 


 

Ver Também

Noite Escura (2004)

Mal Nascida (2007)

Sangue do meu Sangue (2011)

 

8/10

publicado por Hugo Gomes às 01:58
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