31.12.12

 

Quanto á previsível lista de melhores e piores do ano que está preste a terminar, agenda-a para 31 de Janeiro de 2013, ainda há demasiados obras a ver e a rever, para além disso existe muito trabalho a cumprir.

 

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publicado por Hugo Gomes às 09:47
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30.12.12


publicado por Hugo Gomes às 20:09
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Lawrence em busca do estrelato em lixo!


 

Os 600 milhões de dólares rendidos por todo o Mundo de The Hunger Games não deixam espaços para erros, Jennifer Lawrence está condenada a ser uma estrela em ascensão. A jovem e cada vez mais relevante actriz tem os atributos perfeitos para desempenhar a heroína que os adolescentes necessitavam, ela é carismática, talentosa e deveras versátil, coisa que talvez falhe numa por exemplo, Kristen Stewart. Em 2010, Lawrence andou no rasto dos ossos do seu pai no frio mas calculista drama The Winter’s Bones de Debra Granik, o que lhe garantiu uma nomeação ao Óscar na categoria de Melhor Actriz Principal, em 2011 se juntou á equipa de super-heróis mais famosa do Mundo (não, não são os The Avengers) em X-Men: First Class de Matthew Vaughn e por fim é em 2012 que a bela jovem encontra-se frente a frente com um futuro promissor. A sua influência é já tão grande nas bilheteiras que mesmo produtos de tão fraca estabilidade como House At The End of the Street de Mark Tonderai, conseguem vingar nas bilheteiras.

 

 

Este conto algures entre o terror e o thriller é tão desinspirado, insonso e esquizofrénico que é mesmo a actriz Jennifer Lawrence que funciona como o motor da própria narrativa. Imagina-se um resultado completamente desastroso com a ausência da estrela, e é pena sendo que House At The End of the Street não se figura entre remakes nem sequelas do género, mas o seu argumento é um “wanna be” disfarçado que se baseia em inúmeras intrigas já vistas e revistas porém sem definir qual delas quer seguir. A fita de Mark Tonderai nem se preocupa com o climax, nem com o esforço de emanar suspense, tudo se desenrola com um ritmo apático e sem força, nem testes de aprofundamento quer nos personagens como na afinidade entre elas (triste desperdício de relação entre mãe e filha).

 

 

Depois para finalizar temos um final que consegue ser ainda mais “tasteless” que o próprio filme, oferecendo ao espectador um twist sem relevância para aquilo que se acabou de ver. Um objecto para esquecer!

 

“I like the way you see things... I like the way you see me.”

 

Real.: Mark Tonderai / Int.: Jennifer Lawrence, Elisabeth Shue, Max Thieriot



 

3/10
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publicado por Hugo Gomes às 16:01
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29.12.12

 

Morreu esta manhã, dia 29 de Dezembro, o cineasta português Paulo Rocha, uma das referências do Cinema Vanguardista Português. O realizador encontrava-se hospitalizado num Hospital Privado do Porto devido talvez aos efeitos de um ataque vascular cerebral que obtiveram há cinco anos atrás, tinha 77 anos e 50 de carreira. Foi assistente de direcção de Jean Renoir e de Manoel De Oliveira, mas foi na realização a solo que se destacou, Os Verdes Anos de 1963 e Mudar de Vida de 1967 continua a ser algumas das obras mais ímpares da nossa cinematográfica. O cinema português ficou mais pobre!

 

Paulo Rocha (1935 – 2012) 


publicado por Hugo Gomes às 15:32
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28.12.12


Um Ano de Artista


O ano 2012 também ficou marcado como o ano de consagração de The Artist de Michel Hazanavicius na última gala dos Óscares. O filme de produção francesa que por sua vez é uma homenagem a um tipo de cinema primitivo e apenas preservado em museus, o mudo, conseguiu prevalecer face a uma concorrência forte como Martin Scorsese, Terence Malick e Steven Spielberg. Os votantes da Academia preferiram então relembrar o passado e aclamar a referência a uma das mais badaladas e importantes evoluções cinematográficas como certamente o Melhor Filme do Ano segundo o evento. Um justíssimo vencedor que nos remete a uma paixão universal pela sétima arte.

 

 

10 DVDs Essenciais de 2012


C'era una Volta il West (Edição Especial de Coleccionador)

Sangue do Meu Sangue (Versão Integral de Coleccionador)

Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn, The

Ides of March

Tabu (Edição Especial)

Bridesmaids

Titanic (Edição Especial de Dois Discos)

Cosmopolis (Edição Especial)

Moonrise Kingdom

Pirates! Bands of Misfits


 

Os 10 Melhores Posters de 2012


 

 

Ver Também

The Artist (2011)

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publicado por Hugo Gomes às 23:29
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Reacher: O futuro do herói de acção?


Há coisa de meses, encontrava-se presente nas nossas salas de projecção, uma das mais vastas colecções de heróis de cinema alguma vez imaginada, obviamente não falo de The Avengers e a suas figuras em fato de licra, mas sim The Expendables 2, a sequela visionada por Sylvester Stallone que reunia a maior parte dos “velhinhosaction-mens do anos 80 (e não só). Todos faziam parte do mesmo modelo; figuras imaculadas, invencíveis que pouco tempo têm para demonstrar as suas facetas mais fracas e humanas. Stallone, Schwarzenegeer, Willis e claro, Chuck Norris, fazem parte desse mesmo catálogo onde exércitos não são desafios renhidos e os vilões, sempre de teor megalómano, eram abatidos que nem tordos, por fim tudo terminava com um inevitável abanar da bandeira.

 

 

Contudo os tempos mudaram, o 11 de Setembro ainda permanece presente no coração de qualquer cidadão americano como do resto do Mundo, que para além de tragédia inesperada e desumana serviu como uma exposição das fragilidades de um país que acreditava constantemente ser dono da verdade e da justiça e fabricante de heróis. A partir dessa data algo negra, as mentalidades mudaram assim como a postura do herói do cinema de acção modificou, tornando-se mais frágeis, mais humanos já que a falha e o fracasso faz parte das suas vidas como também é nisso que lhe aufere forças para continuar as suas respectivas demandas. E é contra essa tendência pós-Bourne que já chegou a contagiar a eterna personagem de Ian Fleming, 007 – James Bond, surge-nos um novo alvo do cinema de acção, Jack Reacher, criação literária de Lee Child, onde o actor Tom Cruise recria sob o signo de Dirty Harry. Ele é implacável e incorrupto, nem lei nem doutrina, nem morais nem reflexões o fazem realmente mover, apenas a justiça pelas próprias mãos como um vigilante se tratasse.

 

 

O actor parece embarcar no estrelato com esta sua nova aparição de ícone de acção, encher a personagem da imaginação de Lee Child com brutalidade, carisma e uma frieza mecânica algo digna das verdadeiras máquinas de matar do cinema, além disso a completa com uma dedução que faz invejar a Sherlock Holmes. Cruise resulta como Reacher tal como o realizador e argumentista Christopher McQuarrie (também escreveu The Usual Suspects de Bryan Singer) concretiza plenamente a transcrição do universo de Child para a grande tela, com ela a invocação de uma figura quase em extinção como também o ambiente digno e ritmado dos thrillers de acção dos anos 70, onde Steve McQueen, Charles Bronson e claro Clint Eastwood ditavam as suas leis nas ruas.

 

 

O início de uma futura saga que promete ser obsoleta nos tempos de hoje, desencaixada da nossa realidade cinematográfica, mas que porém torna-se num filme de acção vibrante e algo nostálgico que tal como protagonista não assume as consequências. Jack Reacher é uma aposta ganha na acção, cujas sequências são nítidas e desempenhadas com espectacularidade e classe. A intriga não irá certamente vencer nenhum prémio de criatividade mas não trata o espectador como idiota e além demais consegue ressuscitar alguns fantasmas indesejáveis, invocando por exemplo os ataques terroristas na Noruega em 2011 recriadas de maneira déjà vu num início assombroso.

 

 

Por fim existe algum humor bem conseguido que descontrai o espectador e um elenco secundário capaz, que vai desde a beleza e charme de Rosamund Pike, as veteranas presenças clássicas de Robert Duvall e Richard Jenkins e Werner Herzog como um vilão sádico e de instinto supérstite. Jack Reacher está aprovado, que venham mais.

 

“You think I'm a hero? I am not a hero. And if you're smart, that scares you. Because I have nothing to lose.”

 

Real.: Christopher McQuarrie / Int.: Tom Cruise, Rosamund Pike, Werner Herzog, Richard Jenkins, Robert Duvall



 

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:10
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27.12.12

Real.: Drew Goddard / Int.: Kristen Connolly, Chris Hemsworth, Sigourney Weaver

 

Filme – Querendo reinventar o género, Drew Goddard desmantela o cinema de terror e tenta decifra-lo através desta pseudo-variação de Evil Dead. Não sendo uma obra-prima, nem um objecto de requinte, Cabin in the Woods fraqueja em atribuir os seus twists mas resulta numa homenagem e num amontoado de referências que os fãs irão adorar.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

Japonês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Em Filmagens

Entrevistas

Trailers

 

 

Distribuidora – PRIS – Audiovisuais, SA

 

 

FILME –

DVD - 

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:19
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Real.: Hugo Sousa / Int.: Tiago Costa, Rita Pereira, Isaac Alfaiate

 

Filme – Baseado numa série televisiva de grande sucesso nas nossas televisões, o spin-off cinematográfico de Morangos com Açúcar pouco ou nada tem para oferecer no que refere a cinema. Eis um produto que nos emana o pior do cinema comercial, uma bizarra pueril adolescente que se vende por tão pouco.

 

AUDIO

Português Dolby Digital 5.1

 

EXTRAS

Making Of

Entrevistas

Karaoke + Sing Along + Videoclipes

Teaser

Trailer

Promo

  

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

 

 

FILME – 

DVD - 

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:59
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27.12.12

Prova de Amor!


Michael Haneke abandona o thriller psicológico, mesmo que este seu Amour, vencedor da Palma de Ouro do último Festival de Cannes e de uns quantos elogios por esse mundo fora, seja igualmente intenso. A nova obra-mestra do realizador austríaco tão bem conhecido pelo público pelo seu trabalho em Funny Games (1997), Caché (2005) e The White Ribbon (2009) não permanecerá apenas na memória por ser um se não o filme mais aclamado do ano 2012, obviamente não é devido a esses termos. Amour de Haneke merece ser relembrado por ser aquilo que é, um hino com a assinatura do autor ao afecto mais inconsolável e duro de morrer.

 

 

Eis um retrato ausente de sentimentalismo e lamechice que não tenta de certa forma impressionar os mais susceptíveis nem fazer uso do drama “puxa-lagrimas” barato, Michael Haneke pinta uma gradual descida ao infernal beco sem saída que é a morte, mas além de mais o aborda numa perspectiva que os românticos mais incuráveis aclamaram como a prova definitiva de amar. O cineasta invoca as promessas mais difíceis de cumprir, integradas nos votos matrimoniais, onde o qual se pode anunciar: amar e cuidar na saúde e na doença até que a morte os separe, votos, esse que Michael Haneke parece ter levado á risca e na coluna da perfeição com o seu casal descrito.

 

 

Jean-Louis Trintignant, actor francês algo desaparecido no cinema e refugido no teatro, escolha obvia do cineasta Haneke o qual este salientou ter escrito o personagem a pensar nele, interpreta Georges um octogenário professor de musica que é confrontando com o maior e mais cruel de todo os desafios da sua vida, ver diante dos seus olhos a sua amada esposa, Anne (Emmanuelle Riva) a sucumbir a uma doença que lhe a leva incapacidade e á demência. O sofrimento está presente em toda a sua narrativa que nunca dá descanso ao protagonista nem ao espectador que quase partilha a mesma compaixão, mas Michael Haneke não faz disso um espectáculo, apenas de eterna e conhecedora dor e medo. O receio de perder aqueles que mais ama sem que nada possamos fazer.

 

 

Uma obra sensível, onde os actores dão o melhor de si, sem que isso lhes peça para serem extremamente dramáticos e teatrais, apenas sofredores credíveis numa fita que é executada como uma eterna carta de amor fosse, um suspiro de perdição sem nunca ser correspondido, não por motivos sentimentais, mas porque a morte é o maior dos inimigos. Amour é um filme obrigatório, vindo da alma mais delicada de Haneke e a continuação do seu perfeccionismo.  

 

Real.: Michael Haneke /  Int.: Jean-Louis Trintignant, Emmanuelle Riva, Isabelle Huppert, Rita Blanco



10/10
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publicado por Hugo Gomes às 01:20
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26.12.12


publicado por Hugo Gomes às 22:32
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Um olhar cinematográfico de Leos Carax!

 

É estranho? É. É singular? É. Bizarro? Também o é, embora de uma forma criativa. Holy Motors é a nova obra do cineasta Leos Carax, um regresso às longas-metragens treze anos após o seu fracassado Pola X com Guillaume Depardieu e Yekaterina Golubeva. No seu novo e já muito elogiado filme, Carax invoca a sua paixão pelo cinema e decide referenciá-la de uma maneira única, porém, sempre fiel ao seu legado como autor-amante. O cineasta encontra assim refúgio numa sala de cinema, sem qualquer ligação com o mundo exterior.

 

 

Interrogando-se dos porquês e dos acréscimos do seu eterno romance com a sétima arte e exclamando da pulcritude que é entrar num lugar onde todos os seus desvaneios são possíveis, Leos Carax envia o espectador para um universo algo alternativo, onde apenas os fantasmas percorrem as ruas de uma Paris com mais vivência que os próprios vivos que encontra a sua beleza narcisista no acto das suas personagens, reflectidas nas suas acções como o homem por detrás da câmara. Sob um bizarro enredo, surge-nos uma homem de mil faces e almas (Dennis Lavant), vagueando por entre a capital francesa sempre acompanhado pela sua limusine,  que por sua vez se revela num bastidor para o mundo supostamente “real” (não, este não é uma sequela de Cosmopolis de David Cronenberg), preenchendo o seu dia de compromissos que resumem a variadas vidas expostas. 

 

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A personagem de Lavant é um multifacetado, um ser intrinsecamente composto por vácuo que se plenifica debaixo de meios camaleónicos. Sob esse processo, Leos Carax cataloga um leque de personagens bizarras, negras e singulares, em que cada uma dessas invocações, tem como propósito homenagear os diferentes tipos e géneros de cinema, os estilos a metáforas, o clássico e primórdio como o cinema mudo e o ainda recém-nascido até a complexidade visual da era tecnológica moderna (como podemos assistir nas sequencias de motion-capture que capturam uma tamanha beleza e sensualidade), o musical hollywoodesco e emocionante onde a cantora/actriz australiana Kylie Minogue interpreta com alma até chegar à prosopopeia cinematográfica assistida no último tomo, quando a limusine que transporta o nosso “viajante cinematográfico” decide demonstrar a sua personalidade tal como produto digno da Disney / Pixar, o qual o autor o descreve como uma personagem no meio de personagens, salientando-o e destacando-o mais que um simples meio de transporte de características cénicas e glamorosas.

 

 

Holy Motors englobe muitas variantes, muitos requintes e muitos géneros, tornando-o quase inclassificável dentro do seio cinematográfico. Um OVNI assim por dizer, Leos Carax se comporta como um visionário, um homem expressivo e distinto no seu amor por esta diversificada arte. Singela e pura paixão que nos traça algo nunca visto e rico.

 

Real.: Leos Carax / Int.: Denis Lavant, Edith Scob, Eva Mendes, Kylie Minogue, Michael Piccoli

 


 

10/10
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publicado por Hugo Gomes às 19:29
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25.12.12

 

Nomeado a dois Óscares e com uma participação extensa em mais de 100 filmes incluindo The Sting (1973), Dog Day Afternoon (1975) e Tootsie (1982), Charles Durning acaba de falecer na passada segunda-feira, dia 24 de Dezembro, Véspera de Natal, na sua residência em Nova Iorque. Tinha 89 anos e para trás deixa um legado invejável. Um dos actores mais queridos dos EUA acaba de tornar o cinema em geral mais pobre!

 

Charles Durning (1923 – 2012)

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publicado por Hugo Gomes às 19:04
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Um Ano de Êxitos no Cinema Português


O ano 2012 foi também um excelente ano em termos de receitas na produção nacional, entre os quais destaque-se o fenómeno de culto, Balas e Bolinhos de Luís Ismael que se encontra na terceira estância, que se tornou no filme português mais visto, levando mais de 251 mil espectadores ao cinema. Abaixo na lista surge-nos o spin-off cinematográfico da série televisiva Morangos com Açúcar de Hugo Sousa, que reuniu praticamente os mesmos valores do êxito de Luís Ismael, ambos os filmes separam longinquamente do resto da lista. Em terceiro lugar surge a co-produção portuguesa e francesa, As Linhas de Wellington de Valeria Sarmiento, o inacabado filme do seu falecido marido, Raoul Ruiz, conseguiu levar mais de 46 mil espectadores ao grande ecrã, um pouco abaixo encontra-se a obra homenagem a Aristides de Sousa Mendes de Francisco Manso e João Correia com 44 mil. Para finalizar a lista dos mais vistos do ano do nosso cinema está Florbela de Vicente Alves de Ó com 40 mil espectadores e a produção de Paulo Branco com Robert Pattinson como protagonista a ser dirigido por David Cronenberg, Cosmopolis, com 29 mil espectadores.  

 

 

Um Ano de Tabu


Se o ano 2012 foi fantástico em termos de bilheteira das nossas produções nacionais, foi também a época de aclamação de Miguel Gomes e o seu belo Tabu, que estreou entre nós com algum mediatismo em Abril, mas é no resto do mundo que tem feito furor. Esta versão lusitana de Africa Minha já se encontra integrada nos melhores das conceituadas listas de Cahier du Cinema, New Yorker e Sound & Sight. Sem claro referir os prémios e elogios obtidos no Festival de Berlim e de Cannes. Tabu está aos poucos a conquistar o mundo. Para finalizar deve-se salientar a aclamação da nova curta-metragem de João Salaviza, Rafa, que venceu o Urso de Ouro na categoria de melhor curta no Festival de Berlim.

 

 

Os Focados


Robert Pattinson (Cosmopolis, Bel Ami, The Twilight Saga: Breaking Dawn Part 2)

Charlize Theron (Snow White & The Huntsman, Prometheus, Young Adult)

Tom Hardy (Warrior, The Dark Knight Rises, Lawless, This Means War)

Daniel Radcliffe (Woman in Black)

Jean Dujardin (The Artist, Les Infidèles)

Mark Ruffalo (The Avengers)

Chuck Norris (The Expendables 2)

 

Desfocados


John Cusack (The Raven, Paperboy)

Taylor Kitsch (Battleship, Savages, John Carter)

Sam Worthington (Wrath of Titans, Texas Killing Fields, Man on a Ledge)

Henry Cavill (The Cold Light of Day)

Renée Zellweger (My Own Love Song)

Robert De Niro (Being Flynn, Red Lights)

John Travolta (Savages)




Ver Também

Aristides de Sousa Mendes: Cônsul de Bordéus (2012)

Balas e Bolinhos: O Ultimo Capitulo (2012)

Battleship (2012)

Bel Ami (2012)

John Carter (2012)

Lawless (2012)

Linhas de Wellington (2012)

Man on a Ledge (2012)

Prometheus (2012)

Red Lights (2012)

Snow White & The Huntsman (2012)

The Artist (2011)

The Avengers (2012)

The Cold Light of Day (2012)

The Dark Knight Rises (2012)

The Expendables 2 (2012)

The Twilight Saga: Breaking Dawn Part 2 (2012)

This Means War (2011)

Woman in Black (2012)

Wrath of Titans (2012)

Young Adult (2011)

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publicado por Hugo Gomes às 18:51
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Real.: Phil Lord, Chris Miller / Int.: Jonah Hill, Channing Tatum, Ice Cube

 

 

Filme – Inspirado numa popular e homónima série televisiva dos últimos anos da década de 80, protagonizado por Johnny Depp, o spin-off cinematográfico tinha tudo para resultar em mais uma das enésimas comédias liceais, mas o que resulta ficou-se por um astuto variante de estereótipos que se depara com gags imperdíveis e divertidos, além disso a dupla de protagonistas, Jonah Hill e Channing Tatum, são um sucesso, conseguindo química para dar e vender. Um dos filmes mais divertidos do ano!

 

AUDIO

Inglês

Checo

Húngaro

Russo

Polaco

 

LEGENDAS

Português

Inglês

Árabe

Búlgaro

Croata

Checo

Estónio

Grego

Hebreu

Hindi

Húngaro

Islandês

Lituano

Polaco

Romeno

Russo

Sérvio

Eslovaco

Esloveno

Turco

 

EXTRAS

Comentários do Realizador e Elenco

Back to School

4 Cenas Eliminadas

 

Distribuidora – PRIS- Audiovisuais, SA

 


 

Ver também

21 Jump Street (2012)

 

FILME –

DVD -

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:46
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A Extraordinária vida de um náufrago!

 

O cinema é indiscutivelmente a Sétima arte, e tal como as outras sete tende o objectivo de transmitir as mais variadas emoções e comportar-se de acordo com as suas características artísticas, um objecto criado fruto da imaginação e personalidade do seu criador. Em relação à nova obra de Ang Lee, Life of Pi, baseado no homónimo romance de Yann Martel, eis um insólito relato à deriva do oceano Pacifico entre o jovem Pi (Suraj Sharma)  e um tigre de Bengala, sobreviventes do naufrágio de um cargueiro japonês donde seguiam a caminho do Novo Mundo, personalidade pode não existir na sua integra forma, mas emoções, isso sim, e com fartura.

 

 

O autor taiwanês reconhecido pelo épico de artes marciais, Crouching Tiger, Hidden Dragon (2000)  e do polémico mas belíssimo romance entre os dois cowboys Heath Ledger e Jake Gyllenhaal, Brokeback Mountain (2005), aventura-se numa peregrinação em alto mar, onde segundo consta pela personagem principal, anos depois da ocorrência que auferem forma à fita, “eis uma história que fará o mais céptico dos cépticos acreditar em Deus”. Dito isto nasce automaticamente no espectador um receio de suposta evangelização, mas é nisso que erram, porque tudo se resume à mais pura das ilusões. O enredo não promove a crença religiosa, conforme seja a dita religião, mas sim, e nisso cumpre, comove  através de um elaborado mise-en-scené digital, onde a sobrevivência e a bizarra e improvável relação de camaradagem que gradualmente cresce entre o grande felino e o jovem indiano toma conta dos planos.

 

 

Confirma-se que Life of Pi é inspirador e terrivelmente belo, uma fantasia motivadora que se destaque sobretudo pelos seus valores técnico, desde o sonoro ao visual. Quanto a esta última, os efeitos visuais são incríveis na reprodução do vasto oceano e dos animais transpostos que dificilmente consegue-se distinguir do real do digital, mas infelizmente estes devaneios especiais controlam a narrativa, o que nos levam a percorrer um longo e belíssimo mundo onírico que termina no pior dos finais, deixando um seco sabor de burla perante os verdadeiros intuitos da obra.

 

 

Parece que, e voltando ao início do tópico, Ang Lee prometeu um convívio com Deus e não o cumpre, conseguindo apenas um enredo que só o cinema poderia oferecer, todavia são essas emoções que prevalecem e que salvam Life of Pi do fracasso que realmente poderia ter sido. É belo, sim senhor, inspirador com certeza, mas faltava-lhe um pouco mais de alma. Enquanto isso, é ideal para esta época! Uma experiência visualmente deslumbrante, só isso!

 

“All of life is an act of letting go but what hurts the most is not taking a moment to say goodbye.”

 

Real.: Ang Lee / Int.: Suraj Sharma, Irrfan Khan, Adil Hussain, Gérard Depardieu, Rafe Spall

 


 

6/10
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24.12.12

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24.12.12

O filme falso da CIA!

 

John Chambers foi um dos mais prestigiados técnicos de maquilhagem de Hollywood, galardoado com um Óscar especial pelo seu trabalho entusiasmante no clássico de ficção científica The Planet of the Apes, de Franklin J. Schaffner, o criador das orelhas de Spock esteve também por detrás dumas das mais invulgares e rocambolescas operações de resgate a seis americanos num Irão sob pressão, o qual tal feito lhe garantiu a mais alta condecoração de um civil pela CIA. John Goodman desempenha assim o talentoso e heróico artista na nova realização de Ben Affleck, o qual parece confirma-se como um sólido artesão depois das revelações em Gone Baby, Gone (2007) e em The Town (2010). 

 


 

Baseado no livro Argo: How the CIA and Hollywood PulledOff the MostAudaciousRescue in History, escrito por um dos autores e executadores desta arriscada operação, o agente da CIA, Tony Mendez  (na fita desempenhada pelo próprio Ben Affleck), Argo transporta a intriga sob um clima de um thriller á la Sydney Pollack. O terceiro filme do actor convertido em realizador inicia como uma antologia dos conflitos do Irão, esquematizando as origens e as causas para o enredo da história. Assim sendo, primordialmente somos confrontados com uma prova de neutralidade política de Affleck que se propaga até ao segundo acto do filme. O realizador não escolhe lados na sua demanda e isso faz com que se preocupe mais com natureza da missão retratada do que a concentração de maniqueísmos e de patriotismos.

 

 

Argo convence a entrar a bordo deste supostamente “imparável choque de nervos”, e consegue atingir os seus pontos mais relevantes não com a operação em si, mas com o próprio engenho do plano. A primeira parte da fita, talvez a mais interessante, Ben Affleck, como protagonista, partilha o ecrã com um John Goodman ofuscado e um carismático Alan Arkin que consegue vender uma farsa com a mesma alma com a que estivesse a vender um produto genuíno. Na segunda parte da intriga, o espectador apenas remete-se à companhia de um Affleck esforçado, mas não convincente na pele de Tony Mendez, a intriga atinge o seu auge mas não é por isso que adquire mais interesse. Perdemos assim o “pseudo-glamour” dos bastidores de Hollywood e o absurdo da burla criada e somos introduzidos num ambiente hostil onde nenhuns dos personagens que irão ser resgatados conquistam realmente o espectador e façam com que este preocupe com os demais. Infelizmente é no segundo acto que o filme perde gás, porque simplesmente cai no óbvio e com isso dissipa desde cedo o potencial dos desempenhos que prometiam desde início e da trama mirabolante que se avizinhava. Affleck não é nenhum Atlas interpretativo, não consegue acarretar o filme às costas e perde-se em academismos, mas finge, porém, saber o caminho, e esse percurso tende em encruzilhar com um patriotismo ácido e nada personificado.

 

 

Argo poderia ser resultante de algo fascinante, tinha tudo para isso. A faceta de realizador de Ben Affleck havia provado dinâmica no anterior The Town: A Cidade, no seu terceiro filme concretizado demonstra ser conhecedor e maduro, mas não munido da garra para um projecto mais ambicioso que foi este Argo. Uma espectacular historia verídica (que também ela questionada) que origina um thriller simplesmente académico.  

 

“Argo fuck yourself!”

 

Real.: Ben Affleck / Int.: Ben Affleck, Bryan Cranston, Alan Arkin, John Goodman, Victor Garber, Tate Donovan, Clea DuVall, Rory Cochrane, Scoot McNairy, Joe Stafford, Sheila Vand, Kerry Bishé, Christopher Denham,Kyle Chandler

 


 

Ver Também

Gone Baby, Gone (2007)

The Town (2010)

 

6/10
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23.12.12

Encontramo-nos na recta final de 2012 e mais uma vez tivemos o privilégio de assistir a um ano cinematográfico variado, onde inúmeras obras vingaram no box-office internacional, filmes que obtiveram uma massiva aclamação, regressos de realizadores e franchising que deixavam saudades e até tragédia que marcou as manchetes de todo o Mundo. Tudo isto e muito mais revisto no Cinematograficamente Falando …




Um Ano de The Hobbit


Um dos momentos mais marcantes do ano 2012 foi mesmo o regresso a um dos mundos literários e cinematográficos mais apetecidos e complexos alguma vez criados. Escrito por J. R. R. Tolkien muito anos antes de este ter-se aventurado na epopeia pelo anel, The Hobbit sempre foi a par das outras obras do autor, livros cobiçados pela sétima arte, porém a densidade do seu material e o fulgor épico que emanava nas personagens e cenários faziam das obras literárias algo infilmável. Após dois anos de produção e rodagem complicada, Peter Jackson consegue finalmente regressar a tão esperada Terra Média trazendo para o grande ecrã o primeiro de um trilogia que promete complementar o épico The Lord of the Rings. Martin Freeman veste a pele do Hobbit, Bilbo Baggins, anteriormente interpretado por Ian Holm, que embarca numa jornada com Gandalf e um grupo de anões em busca de um tesouro perdido guardado por um cruel dragão. Mesmo com um teor mais infantil, The Hobbit é uma aventura fantástica que promete fazer jus á memória de J. R. R. Tolkien, aliás contém o regresso do tão célebre e personagem-chave Gollum, mais uma vez orquestrado por Andy Serkis e uma elaborada tecnologia motion-caption.



 

Realizadores no Topo (Confirmações e revelações)


Michel Hazanavicius (The Artist)

Sam Mendes (Skyfall)

Leo Carax (Holy Motors)

Miguel Gomes (Tabu)

Michael Haneke (Amour)

Joss Whedon (The Avengers)

Ben Affleck (Argo)

 

Realizadores em Baixa (Maus resultados e desilusões)


Dennis Dugan (Jack and Jill)

Andrew Stanton (John Carter)

Fernando Meirelles (360)

Ridley Scott (Prometheus)

Adam Shankman (Rock of Ages)

Michael J. Bassett (Silent Hill: Revelations)

Paco Plaza ([REC]³ Génesis)


 

 

Um Ano de Michael Haneke


Indiscutivelmente este foi o ano de confirmação e aclamação de Michael Haneke, o austríaco cineasta afasta-se dos thrillers que definiram a sua carreira e entrega de corpo e alma a um drama sobre as fronteiras do amor. O romance do ano, duro, real e sem lamechices protagonizado por Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva que já valeu a Palma de Ouro do Festival de Cannes deste ano e a distinção de Melhor Filme Europeu em conjunto com a de Melhor Realizador pela European Film Awards. Uma obra comovente onde o anterior realizador de Funny Games e The White Ribbon vai ao limite no que retrata em incutir sentimentos puros.  

 

 

Ver Também

The Hobbit: Na Unexpected Journey (2012)

The Artist (2011)

Skyfall (2012)

The Avengers (2012)

John Carter (2012)

Prometheus (2012)

Rock of Ages (2012)

(REC) 3 – Genesis (2012)

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:16
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23.12.12

Finalmente o Juiz chegou!


A icónica personagem da BD criada por John Wagner e Carlos Ezquerra, Judge Dredd, está para algumas pessoas ligado ao triste exemplo cinematográfico de 1995 de Danny Cannon, onde o espectador é induzido a um “igual a si mesmo” Sylvester Stallone a atravessar um deserto radiactivo em versão Mad Max e a afastar claramente das suas raízes. Um fiasco de fita, devastado pela crítica e da reacção do público em geral, devido a isso, a ideia de um remake deste mártir cinematográfico nunca conseguiria ser visto com bons olhos, sendo que o orçamento do projecto foi bem limitado, 40 milhões de dólares a menos que a infame obra protagonizada por Stallone, mas o resultado foi completamente oposto. Não que este novo Dredd, realizado por Peter Travis e protagonizado por um Karl Urban que fielmente não retira o capacete por nada deste mundo, seja realmente um êxito de bilheteira, o resultado ficou demasiado abaixo do esperado, ou não, já que a má fama parecia perseguir esta fita desde inicio.

 

 

A diferença desta para a obra de Cannon é realmente a sua fidelidade com a matéria-prima e com o seu teor mais adulto. O legado de Wagner parece ter sido preservado enquanto o espectador mais desatento às inspirações pode disfrutar de uma fita de acção há muito não visto nas nossas salas, ultraviolência glorificada graças a um sedutor slow-motion, a ferocidade do herói que nunca demonstra a sua faceta mais fraca, mesmo com a inserção da novata (Olivia Thirby) que tem intuitos de trazer alguma humanidade em cena, em contraste com uma vilã interpretado por Lena Headey que não exibe “overacting” nem sadismo exagerado, uma premissa simples sem engodo e directa na acção e acima de tudo um espectáculo visual deslumbrante e sangrento.

 

 

Dredd de Peter Travis tem todos os ingredientes de uma ficção científica cyber-punk daqueles que abundavam as nossas salas e videoclubes nos anos 80, onde sangue existia a rodos. O seu grande defeito porém encontra-se no seu argumento, que falha por ser demasiado idêntico com a do filme-sensação indonésio de Gareth Evans, The Raid: Redemption, que teima em não estrear no nosso território. Não é pretensioso, não é digno de Óscar, nem sequer de referência na Historia do cinema, mas é um divertimento adulto de rigor que finalmente conseguiu apagar da nossa memória a fraude que foi Judge Dredd (Danny Cannon, 1995).


“Judgement time.”


Real.: Peter Travis / Int.: Karl Urban, Olivia Thirby, Lena Headey




Ver Também

Judge Dredd (1995)

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 18:22
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22.12.12

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publicado por Hugo Gomes às 16:33
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Takes
10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
0/10 - Nulidade
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