30.11.12

tags:

publicado por Hugo Gomes às 23:05
link do post | comentar | partilhar

29.11.12

Complexo de Cassandra!

 

There's a storm comin'! Like nothing you ever see and not one of you is prepare for it!” profere rompendo de ira o actor Michael Shannon em frente em uma multidão que o desvaloriza, questionando a sua sanidade. A dupla composta pelo actor protagonista e pelo realizador e argumentista Jeff Nichols parece dar cartas, primeiro foi o thriller dramático de 2007,Shotgun Stories, onde o autor invoca um certo espírito de Malick em cruzamento com um afecto carnal com a violência e os idealismos republicanos. Agora o palco é outro mas em Take Shelter as trágicas e martirológicas personagens parece regressar. Neste novo filme, o espectador remete a um pai de família, Curtis (Michael Shannon), o qual é assombrado por visões apocalípticas. Como tal torna-se obcecado pela construção de um abrigo para os seus entes mais queridos.

 

 

No desenrolar somos confrontados com dúvidas quanto ao estado mental da personagem de Michael Shannon, porém, devido ao carisma e simpatia exposta pelo seu protagonista, torcemos ao negar quaisquer indícios de insanidade, mesmo que o historial desta revele o oposto. A sua prestação é poderosa e o actor consegue invocar na perfeição o desequilíbrio psicológico requerido e tal se confirma com as proximidades finais onde a personagem terá o seu maior desafio, a interpretação deste ofusca tudo o resto, inclusive Jessica Chastain, a imparável actriz a demonstrar mais uma vez a sua boa forma. Jeff Nichols confirma ser um realizador seguro e confiante, pleno e conhecedor, aproveitando o máximo do empenho de Shannon como também o balançar da emoção transposta pela fita, sem nunca cair no bacoco nem sequer no puro exagero.

 

 

Uma fita extraordinária levada a peito por um dos actores mais talentosos da sua geração e guiada por um argumento que não é de todo descabido com os tempos em que vivemos, trazendo à tona medos e receios comuns partilhados, provavelmente o fantasma do terrorismo que desperta em nós uma fobia e premonição a um futuro cenário bélico. Realmente Take Shelter merece ser visto!

 

Real.: Jeff Nichols / Int.: Michael Shannon, Jessica Chastain, Shea Whigham, Tova Stewart, LisaGay Hamilton, Kathy Baker

 


 

9/10

publicado por Hugo Gomes às 23:12
link do post | comentar | partilhar

tags:

publicado por Hugo Gomes às 23:06
link do post | comentar | partilhar

tags:

publicado por Hugo Gomes às 22:47
link do post | comentar | partilhar


publicado por Hugo Gomes às 13:29
link do post | comentar | partilhar

28.11.12

 

Depois de atingir o top dos filmes portugueses mais vistos nos cinemas nacionais, com mais de 250 mil espectadores, "Balas & Bolinhos - o último capítulo" chega finalmente em DVD.

 

Com making of, comentários dos actores e novos bloopers, o DVD do filme que encerra a primeira trilogia do cinema português promete ser um sucesso de vendas.

 

Os quatro actores principais do filme estarão em sessões de autógrafos nos dias:

 

8 Dezembro (sábado) -

PORTO - FNAC Norteshopping - 18 horas

11 Dezembro (terça-feira) -

LISBOA  - FNAC Colombo - 21 horas

 

Os primeiros DVD's vendidos do filme reservam uma surpresa muito especial para os fãs!


publicado por Hugo Gomes às 23:38
link do post | comentar | partilhar

Pirataria não é com eles!


 

O Capitão Pirata (Hugh Grant) e a sua bizarra e fracassada tripulação planeiam vencer o cobiçado prémio de Melhor Pirata do Ano, eles tentam engendrar o saque mais marcável, porém sem êxito. No seu caminho encontram o naturalista Charles Darwin (David Tennant) que se encontra deveras interessado no papagaio do Capitão, que na realidade não é um papagaio. Se tivermos que definir o ano 2012 em termos de animação cinematográfica é através do stop-motion. Animação artesanal que parece até moda num ano rodeado deste tipo de produções; ora a Laika Entertainment com Paranorman, deliciosa sátira aos filmes de zombies, Disney e o seu Frankenweenie de Tim Burton, um projecto de sonho tornado realidade e por fim The Pirates! Band of Misfits da produtora Aardman.



 

Dos criadores que nos brindaram com pequenas preciosidades do género como Chicken Run e Wallace & Gromit, este Os Piratas! (titulo traduzido) é uma animação astuta e com pé assente no pedal do humor que eleva a fasquia da própria animação stop motion. Imagina-se o trabalhoso que o filme foi, mas o resultado está a vista de todos, porque nunca a este tipo de animação chegou tão longe em termos gráficos, recriando situações quase impossíveis de criar com o método em questão. Felizmente, o processo até deu para o certo, um resultado deslumbrante que até mesmo vai fazer esquecer o espectador que está assistir a stop motion.

 

 

Se The Pirates! Band of Misfits é magnífico no conteúdo visual, em termos de estrutura não envergonha, a narrativa contraí um ritmo energético, o argumento não foge da inteligência, mesmo se tratando em princípio de um filme direccionado para crianças, sendo que as referências são deliciosas, quer de outros elementos de pirataria ou da época vitoriana que o filme representa, e por fim as personagens são entusiasmantes e vibrantes, entre os quais o achado que é um macaco de Darwin munido de legendas e até mesmo o pateta protagonista, Capitão Pirata com a voz de igual adjectivo de Hugh Grant.

 

 

A obra de Peter Lord e Jeff Newitt é divertida o quanto baste para se tornar num verdadeiro tesouro, apenas pecando num desenvolvimento algo apressado das suas personagens, mas nada de realmente prejudicial. Uma comédia animada genial que não se limita apenas como simples filme para miúdos, mas sim um entretenimento para toda a família.

 

“I HATE PIRATES!”

 

Real.: Peter Lord, Jeff Newitt / Int.: Hugh Grant, Martin Freeman, Imelda Staunton, David Tennant, Jeremy Piven, Brendan Gleeson, Salma Hayek



 

8/10
tags: ,

publicado por Hugo Gomes às 23:29
link do post | comentar | partilhar


publicado por Hugo Gomes às 20:24
link do post | comentar | partilhar

27.11.12

Sensibilidade e fim do mundo!

 

No ano 2012 o tema mais falado em todo o Mundo é obviamente a questão se os maias sempre têm ou não razão nas predições? Tudo isto porque segundo o seu calendário este pode muito bem ser o ultimo ano da existência da Humanidade. Porém se tais profecias fossem correctas surge então outra questão: como gostaríamos de passar o ultimo dia da Terra? Será que a passaríamos ao lado daqueles que mais amamos ou apenas procuraríamos fazer tudo aquilo que havíamos sonhando uma vida inteira? Contudo existe algo mais credível que uma inexistência de um calendário de uma tribo extinta, a ameaça de um asteróide, tema usual e por vezes trivial para a produção de filmes entre os quais alguns com imenso sucesso e alegoria de efeitos visuais (*cof* Armageddon *cof*).



 

Mas em Seeking Friend for the End of the World de Lorene Scafaria não gozamos destruições maciças e astronautas heróicos de ultima hora, nem sequer um orçamento bruto para esses fins, a fita se resume em todo o caso num romance com ligeiros toques cómicos. Remetendo a história de Dodge (Steve Carrell), um solitário e melancólico quarentão, cuja sua mulher o abandona no preciso momento em que é divulgado notícias do iminente apocalipse. Condenado a passar os últimos dias em tremenda solidão, Dodge conhece a sua vizinha Penny (Keira Knightley) por acaso, e quando o seu prédio é alvo de um motim, ambos conseguem escapar e embarcar numa jornada para concretizar os seus respectivos objectivos.  

 

 

Da mesma realizadora de Nick & Norah’s Infinite Playlist, Seeking Friend for the End of the World nos resume a um filme de sentimentos pegando em duas básicas ideias que o grande público encontra-se habituado e conecta-las de um jeito quando independente e sempre apelando á emoção, ao humor e a burlesco. Sabendo que uma dessas ideias é a repetitiva fórmula de fita apocalíptica que se cruza pela simples mas sempre eficaz equação de “when a boy meet a girl”.



 

Por vezes bizarro na forma como se executa esta viagem pelo dia do fim, Seeking Friend for the End of the World consegue esquecer o espectador da tragédia envolto graças ao conjunto de personagens, nomeadamente uma formidável Keira Knightley que constrói uma “persona” de difícil interpretação pelo público, porém graciosa, de um certo desnorteio e com o desenrolar da intriga nos remete á sensibilidade, mesmo que não quimicamente simbiótica com Steve Carell, em mais uma composição de que já estamos habituados a ver no actor, ambos formam um insólito par romântico capaz de seduzir as audiências. Sem muito para dizer a fita enraíza sobre esses personagens e esses sentimentos levando-os a um rumo já suspeito porém embelezado.

 

 

Tal como fizera em Nick & Norah’s Infinite Playlist, Lorene Scafaria tenta incutir a sensibilidade através de uma banda sonora calorosa presente nos momentos mais marcantes da fita. Sabendo mesmo tratar-se de um armagedão, Seeking Friend for the End of the World nos remete a um dos melhores romances deste ano e um estranho “feel good movie”. Também queremos um fim do mundo destes! 

 

I promise not to steal anything if you promise not to rape me.

 

Real.: Lorene Scafaria / Int.: Steve Carell, Keira Knightley, Martin Sheen, William Peterson, Rob Corddry, Patton Oswalt, Connie Britton



 

7/10
tags: ,

publicado por Hugo Gomes às 20:53
link do post | comentar | partilhar

26.11.12

 

A sessão assinala o lançamento de um novo volume do Dicionário do Cinema Português 1895-1961 de Jorge Leitão Ramos (edição Editorial Caminho), que terá lugar às 18:00 de dia 29 de Novembro, antecedendo a projecção de O COSTA DO CASTELO. Centrado no período identificado no título este terceiro volume do Dicionário do Cinema Português sucede aos volumes dedicados aos anos 1962-1988 e 1989-2003. O Dicionário de Jorge Leitão Ramos inventaria os filmes de longa-metragem de ficção dos períodos em causa, incluindo entradas de personalidades.

 

Qui. 29 Nov. 19:00 | Sala Dr. Félix Ribeiro

com a presença de Jorge Leitão Ramos


publicado por Hugo Gomes às 23:16
link do post | comentar | partilhar

26.11.12

Suicídio improvisado!

 

No futuro as viagens no tempo serão finalmente inventadas porém ilegalizadas e apenas controladas pelo crime organizado, que utiliza tal tecnologia para livrar de corpos enviando os sujeitos para o passado onde assassinos contratados denominados de Loopers o esperam por eles a fim de executa-los. Entre a seita de Loopers encontra-se o ambicioso e insensível Joe (Joseph Gordon-Levitt) que certo dia encontra aquele que é até à data o mais perigoso alvo que alguma vez tivera, o próprio “Joe” porém 30 anos no futuro (interpretado por Bruce Willis), iniciando assim uma caça sem precedentes.

 

 

O jovem Rian Johnson (Brick) tem ao momento a fita mais pretensiosa da sua ainda verde mas talentosa carreira como realizador, um filme que reúne acção da pura com ficção científica e ainda possui Bruce Willis como extra e de novo alvo de viagens no tempo, e não, não estamos a falar de Twelve Monkeys (1995). Looper está mais próximo de um Surrogates de Jonathan Mostow ou até mesmo de um In Time de Andrew Niccols que esse aclamado filme de Terry Gilliam, tudo porque se trata de mais uma representação do futuro que apenas é mantida baseado num avanço tecnológico. Porém no caso do exemplar de Rian Johnson, não existe uma inteira dependência para com esse ponto futurista e Looper até começa a explorar algumas referências a exemplares de outro material de ficção-cientifica tal como a inserção de humanos com sobredotações telecinéticas a relembrar o clássico da animação japonesa Akira de Katsuhiro Ôtomo (1988) e sim não poderíamos deixar de representar as viagens no tempo sem o digno efeito borboleta temporal, mas no fundo a obra funciona com originalidade e entusiasmo enquanto assistimos a um invulgar confronto entre Joe do presente e do futuro (Gordon-Levitt e Bruce Willis respectivamente).

 

 

No caso do actor visto em Inception e The Dark Knight Rises, Joseph Gordon-Levitt não limita-se a mimetizar o ego de Willis, porém consegue reproduzir inúmeras expressões vistas e revistas no velho ícone do cinema de acção, onde ambos se completam, mesmo movidos por objectivos opostos. No meio deste enredo que promove uma perseguição ao homem que mais soa um suicídio encontramos personagens inteligentemente concebidas e uma trama sedutora que promove a força dos seus protagonistas, Willis invoca uma classe á antiga, cujo espectador já se encontrava habituado mas é Gordon-Levitt que somos surpreendidos pela sua conduta na narrativa ainda mais que uma personagem que dificilmente simpatizará o espectador. Por fim Emily Blunt com uma composição bem-sucedida e Pierce Gagnon a conseguir o que foi requerido.

 

 

Looper – Reflexo Assassino fora pela crítica aclamada como o “Matrix da nova geração” dada à sua originalidade no campo da distopia da ficção científica, todavia como obra do género a nova fita de Rian Johnson é um festim energético e criativo. Algo realmente revitalizador, que graças a um conjunto de inteligência, personagens bem construídas, um enredo que não desvergonha e que não dispensa emoção e por fim até temos direito a um twist que não desilude, Looper ultrapassa o simples ensaio, é uma preciosidade nos tempos de hoje e provavelmente um culto e clássico nos anos que decorreram. A sequência em que as duas versões do mesmo homem se reúnem num restaurante e discutem é algo de tão memorável e poderoso quase equiparado a Al Pacino e Robert De Niro em mesmas condições em Heat de Michael Mann. A ver, sim senhor!

 

“Time travel has not yet been invented. But thirty years from now, it will have been”

 

 

Real.: Rian Johnson / Int.: Joseph Gordon-Levitt, Bruce Willis, Emily Blunt, Jeff Daniels, Paul Dano, Pierce Gagnon

 


 

9/10
tags: ,

publicado por Hugo Gomes às 01:13
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

25.11.12

Real.: Christopher Nolan / Int.: Christian Bale, Tom Hardy, Anna Hathaway

 

Filme – o desfecho da trilogia de Christopher Nolan que ofereceu ao famoso super-herói da DC Comics, Batman, uma nova vida no grande ecrã, injectando doses de realismo e de neo-noir. Este terceiro capitulo, talvez dos três o mais pretensioso e megalómano, é o menos conseguindo, Nolan e o seu irmão escreveu um argumento em base do seu final e assim o resultado foi a narrativa algo trapalhona com inúmeras personagens descartáveis outra sem fundamento e algumas escolhas não muito acertadas no rumo da historia. Mesmo assim é o cinema de acção de enorme produção que Christopher Nolan havia-nos prometido, só por isso merece uma visualização.

 

AUDIO

Inglês

Russo

Ucraniano

 

LEGENDAS

Português

Estónio

Inglês

Lituano

Letão

Russo

 

EXTRAS

O Batmobile

O Fim do Cavaleiro

E muito mais!

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 


 

 

Ver Também

DVD / The Dark Knight (Edição Especial de Mascara)

 

 

FILME – 

DVD - 

 

tags:

publicado por Hugo Gomes às 20:34
link do post | comentar | partilhar

25.11.12

O último grande épico!


 

Hollywood os adorava porém agora são esquecidos e limitados, os grandes épicos históricos não só revelavam o fascínio do cinema pelas pisadas da Humanidade mas também são vistos como a representação perfeita da grande força que a 7º arte contém. O espirito bélico presente no campo de batalha, a honra e o sangue derramado pela espada, o impacto de escudos e armaduras, o vento que sopra entre os cabelos do guerreiro, as proclamações e os diálogos que aspiram folego poético e a tragédia que dá consistência á dramatização, elementos predilectos de um cinema que consolida poder, beleza e pretensão. Sendo trabalhos rigorosos e difíceis de concretizar, o épico histórico cinematográfico sofreu uma metamorfose que o desmantelou e o tornou numa espécie em vias de extinção, tendo em conta que o cinema ficou mais automatizado, industrializado como por vezes instantâneo (chegou a era dos “blockbusters”), obra como estas chegaram ao ponto de ser dispendiosas, demoradas em demasia para a impaciência da nova indústria cinematográfica. Passou-se recorrer a um maior uso de efeitos visuais tais como fundos verdes de fácil digitalização de cenários, ao invés de construção dos próprios, perdeu preocupação em elevar a fasquia das representações dos momentos mais bélicos e cortou-se sobretudo na duração, outrora épicos de 3 ou 4 horas são substituídos por amostra de hora de meia a fim de tornar o produto mais leve financeiramente como profissional. E tendo esses aspectos é correcto afirmar que Tróia de Wolfgang Peterson seja o último dos grandes épicos não só de Hollywood como também do cinema em geral.

 

 

A ambiciosa adaptação da mítica obra de Homero, A Ilíada, pelas mãos de Peterson, um autor alemão que deu nas vistas com a magistral obra bélica Das Boot (1981) e do um dos mais queridos filmes de fantasia juvenil, Neverending Story (1984), fez destaque na comunicação social da altura, autoproclamando como um regresso de uma Hollywood da era de ouro. Troy (o filme) conseguiu arrecadar dos produtores um orçamento de 170 milhões de dólares, confirmando a crença dos estúdios da Warner Brothers quanto a um projecto desta magnitude, o que não era em vão tendo em conta que a mesma “casa” já havia anteriormente financiado e com êxito Ridley Scott em Gladiator com Russel Crowe, sendo que o épico de Wolfgang Peterson tente de uma forma quase desesperada seguir as mesmas pegadas dessa fita vencedora do Óscar de Melhor Filme de 2001.

 

 

Da mesma forma que reconstrui o Coliseu e a cidade do Antigo Império Romano na obra de sucesso de Scott, a pelicula de Peterson recua cerca de 1000 anos antes para nos recriar a emblemática e trágica cidade de Tróia, com uma certa fidelidade artística para com a caracterização dada por Homero. Quanto á historia em si, este megalómano projecto tomou certas liberdades em invocar o realismo do conflito, por vezes sacrificando o contexto histórico em nome do espectáculo cinematográfico, o qual nisso é bem-sucedido, uma área que o próprio Wolfgang Peterson é perito. O espectador é assim apresentado a um amor proibido quase “shakespeareano” entre o príncipe Paris de Tróia (Orlando Bloom) e a rainha Helena de Esparta (Diane Kruger), tal relação desencadeia então uma guerra de tal tamanho que une os vários reinos da Grécia contra as muralhas impenetráveis de Tróia, batalha essa que nas escrituras prolongou-se por dez anos, mas que na grande tela se resume a poucos meses, com direito a trepidações narrativos e tudo.

 

 

No seio desse cenário de ambição, poder, destruição e luxuria surge um herói, Brad Pitt como o lendário Aquiles, o maior de todos os guerreiros. O actor empresta o seu corpo para desempenhar um soldado rebelde sem causa, sem pátria nem lealdade, apenas lutando em função de uma fome narcisista de glória e de obsessão para que o seu nome ecoe para toda a eternidade, uma prestação baça acompanhando por um penteado loiro quase futurista para a época em que retrata ao invés dos representativos caracóis. Todavia não é o seu empenho que funciona como o “calcanhar” de Aquiles neste tremenda “epopeia”, enquanto de um lado Peter O’Toole, esse grande senhor, reúne todas as condições para tonar o seu Príamo emocionante e carismático é Eric Bana como o “mártir” Hector que surpreende pela solidez que consegue numa personagem tão limitada no seu enredo. Brian Cox resulta como o tremendo sedento de poder Agamémnon e por fim Brendan Gleeson apresenta classe bruta como o seu congénere. Mas já que falamos em fraquezas, estas encontram-se naquilo que tinha a obrigação de ser o ponto forte de Troy, o romance entre Orlando Bloom e Diane Kruger, uma anorexia sentimental sem força nem tragédia para fazer com que o espectador se preocupe com o destino deste casal. Kruger não encontra relevância na sua personagem-chave e Orlando Bloom encontra-se na pele de uma das figuras mais cobardes do legado grego.  

 

 

Troy é destacado pelo seu esforço de produção numa época em que a indústria cinematográfica não depositava mais crença nesta espécie de projectos. Mesmo fora do seu tempo, a fita de Wolfgang Peterson resulta numa beleza visual que invoca ocasionalmente um certo sopro épico, porém encontra-se a léguas do trabalho de Ridley Scott no oscarizado Gladiator, não com esta afirmação despromova o filme em questão, mas sente-se que temos em mãos matéria-prima quase infilmável e enfraquecido no grande ecrã. Uma colecção de personagens que ascendem e caiem reformulando num desequilíbrio em diferentes frentes, uma delas é o argumento de David Benioff que faz com Troy perca lirismo, mas que tente enriquecer a si próprio com um não linear cruzamento de mito e factos históricos, ainda existem alguns buracos de logica e na contextualização narrativa que são evidentes na proximidade do final.

 

 

Demorou dois anos a ser feito e rendeu cerca de 400 milhões de dólares em todo o Mundo. Troy resultou numa fita megalómana, problemática com a sincronização dos diversos pontos, contudo mesmo com os defeitos e da decepção do material, o filme de Wolfgang Peterson merece ser visto nem que seja pelo facto de este ser um dos últimos grandes épicos norte-americanos.

 

“Immortality! Take it! It's yours!”

 

Real.: Wolfgang Peterson / Int.: Brad Pitt, Eric Bana, Orlando Bloom, Sean Bean, Rose Byrne, Diane Kruger, Brian Cox, Brendan Gleeson, Peter O'Toole, Julie Christie, Saffron Burrows, Garrett Hedlund

 

 

 

6/10
tags: ,

publicado por Hugo Gomes às 20:13
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

25.11.12

Dr. Seuss, o verde!

 

Depois dos êxitos de Despicable Me e o misto de acção real com animação que foi Hop, a Universal Pictures aposta novamente na animação com este Lorax, a adaptação de um conto infantil de Dr. Seuss com mais de 40 anos mas com recheado de mensagens bem actuais. Trata-se de uma fábula envolta de moralismo e mensagens ecológicas que leva o público a um próprio mundo “seussiano”, onde somos acompanhados por Ted, um jovem rapaz que vive numa vasta cidade de plástico onde o ar é comercializado e as árvores são controladas por controlo-remoto. Para poder impressionar a rapariga dos seus sonhos, o nosso herói decide sair da sua metrópole e aventurar-se num mundo desértico e inóspito em busca de uma árvore verdadeira, coisa que nunca mais ninguém viu nem sequer confirmam a sua existência. No meio da aridez, Ted encontra uma habitação onde lá encontra-se barricado aquele que provavelmente foi o ultimo homem avistar esses seres vivos. Assim o eremita conta a sua história. E é num extenso flashback que surge Lorax, uma criatura anafada, rezingona e de bigode farfalhudo que se autoproclama de o guardião da Natureza.

 

 

Como sabemos que é de “pequeno que se torce o pepino”, é natural que as imensas mensagens e moralidades da fita sejam direccionadas aos mais novos ao fim de influenciar os mais velhos, como também tendo em conta que são eles a futura geração. Nisso, Lorax (filme e conto de Dr. Seuss) não esconde os seus princípios, porém a obra cinematográfica tenta o transmitir através de cor, gags e a recuperação da velha fórmula de animação musical, composta por músicas demasiado repetitivas diga-se por passagem.

 

 

Longe do seu conteúdo ecológico, a animação da autoria de Chris Renaud e Kyle Balda dificilmente será o candidato a melhor filme de animação do ano, tudo porque falta-lha solidez e crença nas suas personagens e até o herói homónimo não possui o carisma necessário nem influente para a narrativa. Resumidamente, estamos perante uma obra animada de cariz pedagógico, visualmente deslumbrante e graficamente singular que irá fazer a delícia dos mais jovens porém com óptimos detalhes á vista dos mais graúdos.

 

Real.: Chris Renaud, Kyle Balda / Int.: Danny DeVito, Ed Helms, Zac Efron, Taylor Swift, Betty White



 

6/10
tags: ,

publicado por Hugo Gomes às 20:06
link do post | comentar | partilhar

22.11.12

tags:

publicado por Hugo Gomes às 21:17
link do post | comentar | partilhar

tags:

publicado por Hugo Gomes às 00:44
link do post | comentar | partilhar

21.11.12


publicado por Hugo Gomes às 20:18
link do post | comentar | partilhar

20.11.12
20.11.12

Era uma vez …

 

A década de 80 foi propícia do cinema de fantasia, foi a época de Neverending Story de Wolfgang Peterson, um olhar retrospectivo ao conto de fadas e de Labyrinth, de Jim Henson, mais conhecido como o “pai” dos Marretas. Ambos foram dois sucessos de um género que expandiu nos “loucos eighties” mas que enfrentou o decréscimo na década seguinte. Felizmente o cinema fantástico puro e de teor épico encontrou novo folego no novo milénio muito graças The Lord of the Rings de Peter Jackson. Bem, mas voltando ao início, foram muitos os ensaios de mundos alternativos e fantásticos, recheados de princesas, cavaleiros, feiticeiros e criaturas lendárias que surgiram nos anos 80, uns mais bem-sucedidos que outros que obviamente contudo existem outros que não conseguiram gozar nem de uma brisa de sucesso, apedrejados e quase esquecidos. Um desses exemplares de filhos bastardos foi a quase desconhecida obra de Ridley Scott, Legend, que surgiu quatro anos depois de Blade Runner, outro filme injustiçado do realizador mas que desfruta nos dias actuais um estatuto de clássico e culto invejável.

 

 

Mas o que falhou nesta fita de fantasia? Primeiro, Legend – A Lenda da Floresta é conhecido nos tempos que decorrem pela sua produção complicada e turbulenta, pelos imensos cortes que obteve para poder estar apto para o lançamento comercial o que acabou por comprimir em demasia a historia e por fim um orçamento curto dado pela Universal Pictures que limitou a ideia original de Scott quanto ao filme. Por fim Legend teve direito a um lançamento limitado e mesmo assim desapontante, os peritos acusavam a fita de ser demasiado negra para os mais novos e a intriga imatura para os mais velhos poderem apreciar. Tudo isto resultou num filme meio esquecido mesmo na enorme acessibilidade cinematográfica que hoje somos capazes de disfrutar e até uma certa renegação do seu autor em sua relação.

 

 

Legend é uma alusão á face mais negra dos contos, invocando o tempo quem este tipo de histórias eram contadas e recontadas pelos anciões para grande grupos á noite e em costume em volta de fogueiras. Todavia a sua trama é demasiado simplista, um ser demoníaco abraçado pelas trevas e que se dá pelo nome de Darkness (Tim Curry) deseja governar o mundo magico que integra, porém ele é enfraquecido pela luz do sol. Determinado em destruir o dia para assim iniciar o seu reino de terror e escuridão, Darkness contrata um grupo de goblins para exterminar as manadas de unicórnios que abundam nas densas florestas, estes mágicos animais são os responsáveis pelo amanhecer e pelo pôr-do-sol. Bem-sucedidos na sua missão, as repugnantes criaturas ao mando do Senhor das Trevas conseguem levar a espécie a um só individuo, que fora capturado e levado para o seu castelo em conjunto com a princesa Lili (Mia Sara). Por fim cabe a um filho da floresta, Jack (Tom Cruise), tentar salvar a sua amada e prolongar o dia.

 

 

Um inexperiente Tom Cruise que não aquece como protagonista e Mia Sara a transportar algum caracter á sua personagem porém em vão, tudo devido á fragmentação em consequências dos cortes que a fita sofreu e o romance entre ambos é demasiado inocente e pueril para garantir  solidez, sendo em Darkness, uma alusão mitológica do Diabo, interpretado com garra por Tim Curry (The Rocky Horror Picture Show), que deparamos com a figura mais interessante deste universo rico em termos cénico contudo pobre na concepção. E é em nível técnico que Legend de Ridley Scott é um primor, regaçando uma beleza negra vinda directamente da Idade das Trevas do conto de fadas, a sua intriga mesmo maltratada pelos cortes e infantilizada pela sua previsibilidade não ofende nem se descuida, como também não anseia teor épico nem nada de mais elaborado. E por fim uma das grandes valias do filme como também simbiótico com o desempenho sombrio de Tim Curry é mesmo a caracterização da personagem Darkness, elaborado, provocador e deveras aterrador, a imagem mítica e mais tradicional do ser infernal.

 

 

Ridley Scott pode não ter tido a melhores das sortes nem a melhor das inspirações quando preparou esta Lenda da Floresta, e é triste ver um filme em que os aspectos técnicos sobrevalorizam o resto. Mas é uma fita que apesar de tudo, daquelas imperfeições e da promessa do que poderia ter sido, é uma das obras mais curiosas do género de fantasia mesmo nos dias actuais e para devo também insinuar que é uma pelicula que está a envelhecer muito bem. Por fim recomendo uma visualização á versão de realizador, disponível em DVD e com mais 20 minutos de cena inéditas.  

 

“The dreams of youth are the regrets of maturity.”

 

 

Real.: Ridley Scott / Int.: Tom Cruise, Mia Sara, Tim Curry, David Bennent



 

Ver também 

Blade Runner (1982)

 

5/10
tags: ,

publicado por Hugo Gomes às 16:08
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

19.11.12
19.11.12

Sinistro ficou à porta!

 

Publicitado como uma produção vinda dos mesmos de Paranormal Activity e Insidous (que são referências que nos dias de hoje funcionam como bons chamarizes), Sinister, de Scott Derrickson, remete-nos à história de um escritor especializado em livros sobre crimes, Ellison (Ethan Hawke), que encontra-se num dos pontos mais baixos da sua carreira. Determinado em encontrar uma solução para o "sufoco", decide trabalhar numa nova obra, no qual ele próprio acredita ser o próximo êxito literário.

 

 

Interessado num brutal assassinato familiar que ocorreu numa pequena cidade, Ellison convence a sua família a mudar de casa, porém, ocultando o facto desta mesma habitação serviu, no passado, de palco para tão sangrento homicídio. Durante a investigação, o escritor encontra no sótão dessa mesma uma série de vídeos caseiros em formato Super 8,  todos eles, não só retratando horrendo crime como também outras famílias massacradas por um estranha entidade. À medida que o livro vai ganhando forma, Ellison começa a delirar, acreditando que existe algo sobrenatural a impedi-lo de aprofundar ainda mais o caso.

 

14033446_AKe5Q.jpeg

 

Iniciado como um thriller policial, Sinister desenvolve-se de um simples e rebuscado ensaio de assombrações para dar lugar a uma fracassada incursão psicológica. Com claras alusões a The Shinning, de Kubrick, e muito j-horror comercializado, a fita de Derrickson apresenta, apesar de todas as combinações possíveis, um argumento pobre, demasiado confuso para o seu próprio bem. Ethan Hawke, porém, atribui algum profissionalismo à obra, compondo a sua personagem o melhor possível dentro dos seus parâmetros limitados, mas se não salva deste pseudo e pouco inspirado exercício de terror.

 

14033449_Qkpzn.jpeg

 

Doseado por uma agravada esquizofrenia, lugares-comuns e o iminente equivoco do desconhecido com um final em incógnito, este é uma fita mestiça serial killers com seres demoníacos e associa crime como um acto vindo das profundezas do Inferno (uma visão simplista e romanticamente cristã da negra natureza humana e a nossa capacidade para o mal). Do mesmo realizador do sobrevalorizado The Exorcism of Emily Rose, The Sinsiter é meramente um filme de estúdio, tremendo em clichés e reduzido à trapalhada das suas temáticas em prol do mainstream. Passemos então à frente.  

 

"Don't worry, daddy. I'll make you famous again."

 

Real.: Scott Derrickson / Int.: Ethan Hawke, Juliet Rylance, James Ransone

 

sinister-7.jpg

4/10
tags: ,

publicado por Hugo Gomes às 15:48
link do post | comentar | partilhar

“Forever não é com eles”


Toda a gente deve estar farta de ouvir da aclamação geral que esta parte 2 seja o mais decente de um franchising que já arrecadou 2 biliões de dólares em todo o Mundo mas que continua a ser conhecido pelas piores razões. Admito que este derradeiro e último Twilight, consiga por fim conquistar mesmos os não-fãs das escrituras de Stephenie Meyer ou mesmo daquilo que já foi feito na saga cinematográfica, mas não se enganem não existe nada de extraordinário aqui, e não é por causa do romance, se é que existe aqui tal sentimento. Drácula, personagem sombria e tenebrosa, antes de se figurar como um ícone das obras de terror cinematográficas, foi representado na obra-prima literária de Bram Stoker como um eterno e incurável romântico, proibido de amar e condenado a viver das sombras da tentação e das memórias de um amor eterno e perdido. Porém nos dias de hoje a imagem do vampiro não é ligada ao mórbido romance, mas sim como um símbolo de sensualidade e erotismo, contudo Twilight não aspira nem um nem outra forma. Porque um romance conformista que nem sequer um pingo de tragédia possui, Stephenie Meyer além de ser pouco original é limitada e tem medo de ousar quanto o destino das suas personagens, não contem o peso nem profundidade para ser sequer integre nessa classificação quanto mais utilizar a imagem vampírica desses sedentos de sangue.

 

 

Trata-se de marketing para fazer suspirar os fãs mais die-hards, onde a força deste “romance” só advém de “posers”, frases rebuscadas, palavreadas sem utilidade e por fim, falta de personagens. Pois bem e como se confirma neste pretensioso capitulo, Twilight não tem personagens, apenas bonecos que tentam suster um romance principal cheio de mensagens subliminares pelo meio. Devido a essa necessidade de ter personagens é normal que quando uma morre em consequências trágicas, o espectador tende logo em sentir absolutamente nada, zero, como um boneco de videojogo se tratasse. E esse aspecto prejudica e muito o fulgor épico que a fita (e mesmo historia) quer tomar no ultimo acto.

 

 

Depois temos os desempenhos, a começar por Kristen Stewart que se revela numa melhoria de caracter, todavia essa foi uma das minhas preocupações. A fita de Catherine Hardwicke, Twilight (2008), talvez o episódio mais interessante deste frenesim, apostava numa simples premissa, um imortal que apaixona-se por uma mortal e vice-versa, porém sem aprovação de conversões vampíricos, até a certo ponto chega mesmo a citar “Is it not enough, just to have a long and happy life with me?”. Uma cumplicidade entre os lados opostos da moeda da vida e morte poderia ser um trunfo nesta busca pela tragédia conjugal, porém Meyer determinou satisfazer as suas fãs e os adeptos de vampiros em geral e ao invés de construir um dilema entre a mortalidade e imortalidade onde poderia basear pontos fortes para a sua saga, decidiu mima-los e oferecer a eles o que pretendiam, mas o que não precisavam. Assim, a personagem de Stewart, Bella (mortal) era uma figura difícil de reconciliar, deprimida, desequilibrada e imoral, enquanto a versão imortal é cheio de vida, alegre e determinada. Moral da história: segundo Stephenie Meyer ser humano é demasiado vulgar. Por fim daquilo que podemos apelidar de personagens construídas temos Robert Pattinson no seu pior e Taylor Lautner que continua sem talento, ambos submissos e ocos.

 

 

No fim, tudo termina e o que fica é simplesmente bons dotes visuais, sonoros e técnicos e o resto é a preservação de tudo aquilo que ajudou a construir esta saga, nada de diferente, nada de ousado, apenas isto, uma Hollywood automática e esfomeada. Realizado por Bill Condon, mais conhecido pela obra Kinsey com Liam Neeson (shame on you, Billy), The Twilight Saga: The Breaking Dawn Part 2 é a continuação dos elementos que nunca fizeram o franchising sair do estatuto de obra inconsequente adolescente. Um final bastante decorativo mas que emana o vazio que a saga atingiu. Não existe aqui cinema.

 

“You named my baby after the Loch Ness Monster?”

 

Real.: Bill Condon / Int.: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Billy Burke, Peter Facinelli, Elizabeth Reaser, Jackson Rathbone, Kellan Lutz, Ashley Greene, Nikki Reed, Booboo Stewart, Julia Jones




Ver Também

Twilight (2008)

The Twilight Saga: New Moon (2009)

The Twilight Saga: Eclipse (2010)

The Twilight Saga. Breaking Dawn Part 1 (2011)

3/10
tags: ,

publicado por Hugo Gomes às 04:20
link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

sobre mim
pesquisar
 
arquivos
2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


recentemente

Jeannette, l'enfance de J...

Visages, Villages (2017)

Cannes! Here I go.

Trailer: Claire's Camera,...

Sónia Braga será Irmã Lúc...

Conheçam o Palmarés do 14...

Trailer da sequela de Bue...

Primeiras imagens do novo...

Trailer de «Jeannette», u...

Morreu Nelson Xavier

últ. comentários
Malick não anda bem. Não acho que seja preguiça. S...
Vi. Infelizmente. Ridículo. Excalibur de John Boor...
Um grande ator também do teatro brasileiro.
A Sônia Braga é fantástica! Esperemos que seja mel...
Mais um filme estrangeiro para a lista!
Takes
10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
0/10 - Nulidade
stats counter
HTML Hit Counter
counter
links
mais comentados
25 comentários
20 comentários
13 comentários
12511335_1084470088250815_732384524_o
subscrever feeds
blogs SAPO