30.9.12

 

Faleceu na passada quarta-feira, dia 19 de Setembro, o jovem actor e estrela da série de televisão Sons of Anarchy, Johnny Lewis após ter caído de um telhado. As autoridades porém estão a tentar apurar se a queda foi acidental ou voluntaria, porque na verdade dentro da casa o qual pertence o mortal telhado foi encontrado uma idosa morta com aparentes sinais de espancamento. Johnny Lewis é instantaneamente o principal suspeito. O jovem actor com apenas 28 anos também participou em outras séries como OC e Boston Legal, no cinema é conhecido pela sua actuação em The Runaways ao lado de Kristen Stewart e Dakota Fanning e na sequela de Alien Vs Predator.

Johnny Lewis (1983 – 2012)

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publicado por Hugo Gomes às 16:11
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Real.: Larry Charles / Int.: Sacha Baron Cohen, Anna Faris, Ben Kingsley

 

Filme – É Capaz de ser por enquanto a melhor comédia do ano 2012, uma ácida sátira ao mundo da ditadura e democracia com Sacha Baron Cohen a compor um personagem impagável face a gags inesquecíveis que vão desde o grosseiro inteligente até á astucia ordinária. Para ver e chorar por mais.

 

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EXTRAS

Cenas Eliminadas e Cenas Prolongadas

Entrevista com Larry King

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

 

Ver Também

The Dictator (2012)

 

FILME –

DVD -

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:08
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Retribuição pela quinta vez!

 

Assim chegamos ao quinto capítulo de uma saga com mais baixos que altos, Resident Evil, a adaptação de um bem-sucedido videojogo produzido pela Capcom parece já ser rotina nesta altura do campeonato. Depois do abominável quarto filme, Paul W.S. Anderson, o realizador e escritor do original em conjunto com a sua mulher e protagonista Milla Jovovich voltam a fazer das suas, que é simplesmente baralhar e dar novamente as mesmas cartas para a mesa.

 

 

Em Retribution temos a mesma qualidade visual, os efeitos especiais de topo que beneficiam com a tecnologia 3D e a acção vistosa e desaparatosa, porém as falhas de um franchising cinematográfico iniciado em 2002 continuam presentes, personagens secundárias descartáveis e vazias (neste filme até ressuscitam alguns exemplares já mortos na saga), reviravoltas desnecessárias num enredo que mais apela ao videojogo que os próprios códigos de cinema, uma ofensa á memoria de George A. Romero, porém são evidentes as inspirações de Paul W.S. Anderson aos tiques e manias de Matrix e um pseudo-terror que não aquece nem arrefece. Poderemos resumir que Resident Evil – Retribution é simplesmente mais do mesmo, agradará fãs do seu estilo mas não conquistará novo público, todavia este é o exemplar mais sofisticado e pretensioso que há memória.

 

 

Contudo, nem tudo são más notícias nesta Retaliação (subtítulo português), confirma-se Milla Jovovich como uma das maiores actrizes de acção do seu tempo (em Retribution ainda contem ajuda preciosa de Bingbing Li, uma das mulheres de acção de Hong Kong) e neste quinto filme ela não desilude nas doses de pancadaria e tiros com farturas a mortos-vivos, mutantes e outros afins. Mas é triste uma saga apenas sobreviver com isso, porém não “desesperem” este não se trata do último filme, o final abre previsivelmente portas para um sexto capitulo que lança para o ar a questão, o que Paul W.S. Anderson ou os envolvidos irão inventar desta vez para continuar esta “pequena” mina de ouro?

 

“We thought we survived the horror...but we were wrong.”

 

Real.: Paul W.S. Anderson / Int.: Milla Jovovich, Sienna Guillory, Michelle Rodriguez, Aryana Engineer, Bingbing Li, Johann Urb, Kevin Durand, Oded Fehr, Shawn Roberts

 

 

Ver também

Resident Evil (2002)

Resident Evil – Apocalypse (2004)

Resident Evil – Extinction (2007)

Resident Evil – Afterlife (2010)

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 15:44
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Será real?

 

Tom Buckley (Cillian Murphy) e Margaret Matheson (Sigourney Weaver) são dois investigadores do paranormal que utilizam todo os métodos possíveis para desmascarar os imensos burlões e vigaristas médiuns ou psíquicos que abundam e que vendem os seus “milagres” como garantia. Sempre bem-sucedido nas suas missões, a dupla tem agora um desafio maior, quando Simon Silver (Robert De Niro), um parapsíquico cego regressa aos grandes palcos após 30 anos de ausência.

 

 

Depois de ter barricado Ryan Reynolds num caixão e enterrado algures no Iraque, Rodrigo Cortés consegue assim reunir um elenco de luxo neste thriller que se vende por convencional, ao seu dispor arrecada um grupo talentoso de personalidades (Murphy, Weaver e De Niro) e alguns actores em ascensão como Elisabeth Olsen (Martha Marcy May Marlene) e Craig Roberts (Submarine). Red Lights é algo desequilibrado, a sua ideia até poderia arregaçar uma interessante incursão dentro do género do fantástico, e algumas sequencias generosamente bem-sucedidas encontram-se aqui, pois bem que Rodrigo Cortés não é um autor em vão, mas o problema é quando mesmo a fita do realizador de Buried tenta esticar demasiado as limitações da sua premissa. Devido a tal factor o filme fica desorientado, perdido tal como crença do espectador a meio da narrativa, Cillian Murphy e Sigoruney Weaver até aguentam a pedalada até demais, Robert De Niro mesmo em automático tem uma das suas melhores prestações em anos (cuidado, esta afirmação não quer salientar muito) e o resto (cof* Elisabeth Olsen cof*) mal aproveita e com uma personagem inútil e descartável.  

 

 

Por fim, quando julgamos que Red Lights – Mentes Poderosas consegue finalmente encontrar o seu rumo, tira instantaneamente da sua “cartola” um twist final ridículo que contradiz com as próprias conclusões e enredo. Um primo espanhol de The Prestige de Christopher Nolan, porém sem o seu charme nem vitalidade. Um thriller que prometia mas que se ficou por isso mesmo … promessas.

 

“There are two kinds of people out there with a special gift. The ones who really think they have some kind of power and the other guys who think we can't figure them out. They're both wrong.”

 

Real.: Rodrigo Cortés / Int.: Cillian Murphy, Sigourney Weaver, Robert De Niro, Elisabeth Olsen, Toby Jones, Craig Roberts

 

 

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 14:40
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29.9.12

Real.: Ridley Scott / Int.: Noomi Rapace, Charlize Theron, Michael Fassbender

 

Filme – O regresso do realizador Ridley Scott ao universo de Alien foi um dos eventos cinematográficos deste ano, que resultou em ficção científica pura e atmosférica que há muito não se via para os lados de Hollywood. Noomi Rapace que fora já vista na trilogia sueca Millennium e na sequela de Sherlock Holmes de Guy Ritchie ao lado de Robert Downey Jr., torna-se numa alternativa da anterior heroína Ellen Ripley (Sigourney Weaver), invocando as suas memórias porém sempre com um toque pessoal da actriz. Michael Fassbender compõe com êxito os primórdios dos andróides Bishops tão populares na saga Alien e Charlize Theron é a “cold bitch” de serviço. Mesmo tendo os seus atributos mais que bons, Prometheus tem o erro de falhar quando tece mais segredos do que aqueles que revela e com isso dá a sensação de que os personagens correm sem propósitos e andam às voltas sem objectivos. Poderia ser uma das melhores obras estreadas este ano, infelizmente não o foi.

 

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EXTRAS

Cenas Eliminadas e alternativas

 

Distribuidora - PRIS Audioviduais, SA

 

 

Ver Também

Prometheus (2012)

 

FILME –

DVD -

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:08
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Fazendo de Saló num filme para crianças!

 

Depois de ter sido vincado por prometer mais daquilo que cumpriu, o autor Tom Six decide novamente regressar à sua temática grotesca e humanamente ridícula para nos trazer a sequela de Human Centipede, neste caso com o subtítulo de Full Sequence. No universo desta continuação, a anterior obra de Tom Six é descrita como aquilo que realmente é, um filme, um filme algo maldito que impressiona o perturbado Martin (Laurence R. Harvey), fiel aos diferentes códigos do guia de psicopatas para totós, por exemplo vive com a mãe que fala constantemente em morte e desprezo pelo seu filho, tem um emprego algo solitário, equivalente à sua própria vida privada, pouco ou nada fala e encontra-se obcecado pela dita obra, o qual deseja insaciavelmente reproduzi-la. Assim sendo, Martin põe em prática o seu desejo e consegue atingir pontos de loucura abomináveis e desumanos em prol das suas mais sádicas e bizarras fantasias.

 

 

Rodado a preto-e-branco, talvez com fins de separar a realidade da ficção trazida pelo contraste do primeiro e segundo filme, ou simplesmente para minimizar a violência gráfica, Full Sequence é um singular freak-show, que tem como intuito chocar e enojar as audiências. As suas sequências foram tão hardcores que a fita chegou a ser banida em diferentes países como Austrália e Reino Unido, chegando a ser exibidos após os cortes satisfazerem as censuras locais. Por vezes trapaceiro, cheio de inverosimilhanças e erros lógicos, Human Centipede II é um dos impressionáveis filmes do nosso tempo e não é por menos, Tom Six já havia divulgado o seu desejo em criar repugna, e nisso consegue em obsessivamente pressionar esse ponto.

 

 

Todavia um factor bem-sucedido nessa demanda do realizador é a personalidade sinistra de Laurence R. Harvey como Martin que faz invocar a desordem e a desolação mental da humanidade em prol das suas fantasias mais secretas e pessoais. No fim disto tudo, The Human Centipede II (Full Sequence) não passa disso, numa fantasia de Tom Six com todo os métodos e truques para causar “espanto” para impressionar quem pensa que já viu tudo em termos de loucuras cinematográficas.

 

“You can't do this. It's a film. The Human Centipede's a fucking film! He's gonna stitch us up. He's gonna stitch us up arse-to-mouth.”

 

Real.: Tom Six / Int.: Laurence R. Harvey, Ashlynn Yennie, Maddi Black

 

 

Ver também

The Human Centipede (First Sequence) (2009)

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 15:02
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Soro Magico!

 

O cientista Herbert West (Jeffrey Combs) está a passos de descobrir a solução para a morte, conseguindo fabricar um soro esverdeado que tem como atribuídos devolver vida a mortos, como também a partes anatómicas em separado. Enquanto West tenta desenvolver o seu “soro milagroso”, o pretensioso neurocirurgião, como também seu professor Dr. Carl Hill (David Gale) pretende tomar posse de tal descoberta.

 

 

Uma adaptação de um conto literário de H.P. Lovecraft intitulado de Herbert West–Re-animator que se encontrou integrado no livro Weird Tales, publicado em 1922, que nas mãos de um dos mestres do terror norte-americano, Stuart Gordon (From Beyond, Dolls), se tornou num dos mais prazenteiros filmes do seu género da década de 80. A história porém tem certas influências á obra de Mary Shelley, como se Frankenstein fosse escrito na sede Ordem dos Médicos. Um dos motivos do porque Re-Animator fora levado ao grande ecrã, segundo o realizador, serviu como uma espécie de protesto do mesmo para a imensidão de filmes de vampiros e não do lendário monstro (como também temática) trazida pela eterna escritora.

 

Sendo nos dias de hoje um das mais influentes obras de terror, Peter Jackson já divulgou a sua admiração pelo produto garantindo que serviu de base para o seu Braindead – Morte Cerebral (1992), Re-Animator funciona como um astuto e hábil cocktail de humor e terror grotesco (gore – excelentes efeitos visuais práticos), inteligente quando quer e criativo quando pode. Com uma vitalidade narrativa desejável e um ritmo forte e imparável, um dos grandes feitos do filme de terror de 1985 é mesmo o desempenho de Jeffrey Combs que cumpre com rigor uma alusão ao psicótico Noman Bates (o psicopata do clássico Psycho de Alfred Hitchcock imortalizado por Anthony Perkins) se um dia obteve-se o diploma de medicina, porém são salientes as referências da obra de 1960, em principal destaque na banda sonora composta por Richard Band.

 

 

Re-Animator – Soro Maléfico, é um culto instantâneo e um marco incontornável do género que merece ser visto e revisto. Contudo nos dias de hoje já se pode afirmar como um clássico da série B. imperdível!

 

“Who's going to believe a talking head? Get a job in a sideshow.”

 

Real.: Stuart Gordon / Int.: Jeffrey Combs, Bruce Abbott, Barbara Crampton, David Gale

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 01:47
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29.9.12

Real.: Boaz Yakin / Int.: Jason Statham, Catherine Chan, Chris Sarandon

 

Filme – O argumento pode assemelhar muito a Mercury Rising de Harold Becker protagonizado por Bruce Willis, a premissa segue o actor Jason Statham, que desempenha um ex-lutador, Luke Wright, que perde tudo na sua vida (mulher, casa e amigos) após ter vencido um combate arranjado pela máfia. Vagueando moribundamente nas ruas de New Jersey, Wright encontra na pequena Mei (Catherine Chan), uma menina sobredotada que tem em sua posse códigos importantes para a Triade Chinesa, um motivo para continuar a lutar pela sua vida. Um filme de acção encabeçado por uma cada vez mais ícone do seu género, mesmo não sendo surpreendente no seu ramo e roçar o ordinário, Safe continua em comparação com outras opções, uma das melhores obras de acção do ano.

 

AUDIO

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Russo

Mandarim

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Entrevistas

Em Filmagens

Trailer

 

Distribuidora – PRIS Audiovisuais, SA

 

 

Ver também

Safe (2012)

 

FILME –

DVD -

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:42
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26.9.12


publicado por Hugo Gomes às 11:19
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24.9.12

Vertigo falando em português?

 

Simone (Rita Loureiro) tem cerca de 30 anos e uma vida quase perfeita e instável. Todavia a perfeição modelar do seu quotidiano irá mudar para sempre, quando numa noite, atrasada para uma festa, Simone encontra um homem que ameaça saltar do viaduto Duarte Pacheco, Lisboa. Ao tentar impedi-lo o olhar de ambos chocam e subitamente beijam sem razão aparente, no momento seguinte o homem completa fantasmagoricamente o seu acto suicida. A partir daí, Simone fica para sempre ligada a essa figura repentina, e cria uma obsessão por um homem que nunca conheceu mas que sente conhecer.

 

 

Quinze Pontos na Alma é a primeira longa-metragem de Vicente Alves de Ó depois das curtas “Entre o Desejo e o Destino” (2005), “Castelos no Ar” (2008) e “A Assassina Passional Está Louca” (2010). Tendo já sido aclamado como um dos argumentistas mais promissores do nosso cinema nacional, dando cartas também na secção de realização, Alves de Ó compõe aqui a sua primeira obra que já cedo se revela num talento em colorir historias. A verdade é que Quinze Pontos na Alma é uma excelente combinação técnica, o som, a fotografia, os movimentos de camara e até o mise en scené criado auxiliam em tecer um atmosférico ambiente onde o autor aborda obsessão em forma referencial com o cinema de Hitchcock (nota-se que a editora de livros representada no filme tem como nome, Vertigo, um dos maiores clássicos do lendário cineasta), por exemplo, verifica-se na imagem da mulher protagonista composta por Rita Loureiro bastante semelhante quer fisicamente como intrinsecamente a muitas actrizes e personagens que o “mestre do suspense” elaborou na sua carreira.

 

 

Contudo como primeira grande obra, a fita de Alves de Ó é transcrita com um mero vazio no tratamento de algumas personagens secundarias e no pouco aprofundamento do argumento que até bem explorado poderia resultar em alguns trunfos, por fim sente-se a falta de uma reviravolta que faça com que Quinze Pontos na Alma diferencie das inúmeras obras que vagueiam na nossa cinematografia. Contudo, mesmo ficando com a promessa, a longa-metragem de estreia de Vicente Alves de Ó é um filme belíssimo e com todos os toques que nos indicam que o cineasta é um conhecedor do Cinema em geral. Com isto devo salientar que o cineasta português é um nome a reter na nossa própria cinematografia? Só o futuro dirá, mas a contar com esta amostra, espero que sim.

 

“Mas tens que ter cuidado, o silêncio é muito mais ruidoso que uma boa gargalhada”

 

Real.: Vicente Alves de Ó / Int.: Rita Loureiro, João Reis, Marcelo Urgeghe, Dalila Carmo, Carmen Santos, Ivo Canelas, Miguel Ferreira

 

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:27
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23.9.12

Woody Allen e a La Dolce Vita!

 

Pelos vistos não se deve levar a sério quanto um actor aclama de interpretar pela última vez, tal facto aconteceu com Joaquin Phoenix após Two Lovers (2008) e de momento encontra-se integrado no elenco da nova fita de Paul Thomas Anderson, The Master, Clint Eastwood durante o êxito de Gran Torino (2008), publicitou ser essa sua última aparição como actor, o resultado encontra-se este ano com o seu retorno ao protagonismo em Trouble with the Curve de Robert Lorenz, por fim Woody Allen que veio assegurar a sua participação como actor no seu último trabalho To Rome With Love, contando com o regresso aos grandes ecrãs após seis anos de ausência desde Scoop ao lado de Scarlet Johansson e Hugh Jackman.

 

 

Para Roma com Amor, titulo traduzido, eis a continuação da “eurotrip” que o autor  Woody Allen executa nos últimos anos. Depois de Londres, Barcelona e Paris é a vez da capital italiana, outrora berço de um dos maiores impérios da Historia, servir de palco das inúmeras intrigas clichés da filmografia de tão veterano cineasta. Allen induz os seus habituais temas, a análise das relações afectivas com um particular olhar à natureza das infidelidades e outros afins de teor romântico, sem falar da maturidade e fama, tudo descrito em múltiplos episódios que nunca chegam a cruzar, porém, recheias por todo o humor agridoce do realizador de Match Point e de Annie Hall. Entramos assim numa Roma quase surreal, onde as suas personagens, assim como as suas vivências, não nos cede à monotonia, mas sim a um organismo em plena vitalidade.

 

 

Nesta utopia de histórias, encontramos um arquitecto (Alec Baldwin), que aufere a tarefa de conselheiro amoroso ao jovem Jesse Eisenberg (o qual se vê como uma versão de si), onde é obrigado a reviver os seus trajectos românticos e as suas dores no ramo (o qual lhe surge como um espectro ácido e irónico, algo idêntico que aconteceu entre Ian McShane Scarlet Johansson em Scoop). Roberto Benigni como o mediano Leopoldo Pisanello, que do dia para a noite converte-se numa celebridade sem razão aparente. O próprio Woody Allen e Judy Davis interpretando um casal norte-americano que viaja para a cidade italiana a fim de conhecer o noivo da sua filha, assim como sua respectiva família. O autor interpreta novamente o seu ego algo hipocondríaco e inseguro, desta vez como um ex-director de ópera que encontra acidentalmente na voz do pai do seu futuro genro (o famoso cantor tenor Fabio Armiliato) uma hipótese de regressar ao activo. Por fim, o casal recém-casado (Alessandro Tiberi e Alessandra Mastronardi) e as suas peripécias que se cruzará com a prostituta interpretada por Penélope Cruz (de regresso ao trabalho com o cineasta após quatro anos de Vicky Cristina Barcelona). São estas as histórias que nos deliciarão sem muita profundidade nos 88 minutos de duração, onde vislumbramos uma magnifica Roma digna de uma "resma" de postais.

 

 

São enredos de qualidade algures entre o onírico e a pura metáfora, um olhar atento do nova-iorquino cineasta a algumas das referências que ditaram o próprio cinema italiano, em particular na sua transição ao neo-realismo digno de Fellini. Apesar de tudo, Para Roma com Amor resume-se a “mais do mesmo” da filmografia do autor. É que depois do belíssimo Midnight in Paris, era de esperar que Woody Allen moldasse ou convertesse à nova faceta encontrada, ao invés disso manteve-se como o alleneano cineasta que é, gerando um universo à sua maneira e feitio. Por fim, fica mesmo a questão - Vale a pena entrar nesta Roma vista por Allen? Sim, para todo os efeitos vale uma viagem ao seu mundo nem que seja somente pelas suas captadas paisagens.

 

“I am not a socialist, I can't even share a bathroom.”

 

Real.: Woody Allen / Int.: Woody Allen, Judy Davis, Roberto Benigni, Flavio Parenti, Alison Pill, Fabio Armiliato, Alessandro Tiberi, Penélope Cruz, Alessandra Mastronardi, Jesse Eisenberg, Ellen Page, Greta Gerwig, Alec Baldwin

 

 

Ver Também

Midnight in Paris (2011)

You Meet A Tall Dark Stranger (2010)

Whatever Works (2009)

Vicky Cristina Barcelona (2008)

Scoop (2006)

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 21:33
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É com alegria que esperamos a terceira volta de Ben Affleck como realizador, a verdade é que o homem parece demonstrar mais talento fora do realmente no ecrã. Depois do fabuloso The Town em 2010 e Gone Baby Gone (2007), Affleck irá dirigir e protagonizar Argo, onde desempenhará um agente infiltrado da CIA que tem a arriscada missão de libertar seis americanos que se encontram no abrigo de um embaixador canadiano, tudo isto decorrido durante a revolta iraniana. Baseado em factos verídicos, Argo para além do actor / realizador ainda contará com Bryan Cranston (Drive), John Goodman (Red State, The Artist), Taylor Schilling (The Lucky One), Clea Duvall (Identity, The Grudge), Chris Messina (Devil), Victor Garber (Titanic, Milk), Alan Arkin (Little Miss Sunshine) e Philip Baker Hall (Magnolia, The Insider) no elenco. Com estreia nacional marcada para 8 de Novembro de 2012.

 


publicado por Hugo Gomes às 19:02
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publicado por Hugo Gomes às 18:28
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publicado por Hugo Gomes às 15:57
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publicado por Hugo Gomes às 00:30
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Real.: Olivier Nakahe, Eric Toledano / Int.: François Cluzet, Omar Sy, Anne Le Ny

 

Filme – Um dos maiores êxitos do cinema francês de sempre, e não falamos apenas do sucesso no país de origem mas sim a nível internacional. Uma obra baseada em factos verídicos que une equilibradamente comédia com drama, ambas em doses generosas e contagiantes. Um “buddy movie” sensação com excelentes desempenhos e uma moral de vida a não perder. Para ver e ficar com um sorriso durante o resto do dia, quando a amizade é eterna.

 

AUDIO

Francês

Português

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Amigos Improváveis – A Verdadeira História

Cenas Eliminadas

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

 

Ver também

Intouchables (2011)

 

FILME –

DVD –

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publicado por Hugo Gomes às 00:24
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22.9.12

Josefel Zanatas anda a ver demasiados Hostels!

 

Depois de se ter iniciado no género do terror com Á Meia-Noite Levarei Sua Alma (que curiosamente também foi a primeira obra produzida do género no Brasil) em 1964, que teve direito a uma sequela em 1967 intitulada de Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver, José Mojica Marins se converteu num ícone de um novo tipo de cinema que não existia no seu país, e no resto do Mundo uma referência que nunca deveria ser contornada. O autor / actor regressa assim ao seu personagem predilecto, Josefel Zanatas, mais conhecido como o Zé do Caixão, em mais uma insaciável e sangrenta busca pela futura mãe do seu filho, um retorno á trilogia 44 anos após o primeiro filme e 30 pela última vez que José Mojica Marins dirigiu uma longa-metragem, fazendo deste filme um evento incomparável. Encarnação do Demónio, sendo esse o título, obteve um orçamento de um milhão de reais através de incentivos e donativos e foi apresentado no Festival de Veneza em 2008 numa secção chamada de Midnight Movies.

 

 

Enquanto os dois anteriores obviamente requisitavam o classicismo do género e a sua forma mais primordial, em Encarnação do Demónio, o espectador está perante de um reflexo do estado de insanidade do género, Zé do Caixão faz das suas, porém com toda a realidade e gore que a saga havia contido, pavoneado com torturas atrás de torturas, pausadas por pseudofilosofias da crença confusa do seu protagonista. Mojica Marins faz da sua figura icónica, num lavagem contemporânea de um personagem clássico, cuja decadência do seu próprio cinema converteu-o num wanna be face á nova geração. A verdade é que a nova obra do verdadeiro autor do terror brasileiro é um pesadelo cinéfilo de ressurreição de clássicos caracteres, trata-se de uma forma pouco convincente de trazer á vida velhos costumes num novo mundo.

 

 

Sem argumento algo aparente e com sequências de torturas impressionantes porém demasiado escusadas face ao enredo, Encarnação do Demónio é um vazio mórbido, falhado na secura, onde José Mojica Marins compete com novas gerações, não destacando, mas sim tentando á força entrar no seu “clube de amigos”.

 

“I'll be glad to meet your demons.”

 

Real.: José Mojica Marins / Int.: José Mojica Marins, Jece Valadão, Adriano Stuart

 

 

Ver também

Á Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964)

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 14:38
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publicado por Hugo Gomes às 13:34
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21.9.12

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publicado por Hugo Gomes às 21:10
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9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
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2/10 - Péssimo
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