29.7.12

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publicado por Hugo Gomes às 23:35
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28.7.12
28.7.12

 

Do realizador de Crouching Tiger, Hidden Dragon e The Brokeback Mountain, surge-nos um conto mágico baseado no best-seller fantástico de Yann Martel, The Life of Pi. Pi é o filho de um tratador de animais de um jardim zoológico que se confronta com tal bizarra situação. É que depois de ter conseguido sobreviver de um naufrágio, o nosso herói encontra-se á deriva em pleno oceano Pacifico com uma zebra, uma hiena, um orangotango e um tigre de Bengala. A Vida de Pi, titulo em português, terá data de estreia no nosso país no dia 29 de Novembro deste ano, conta com Irrfan Khan (The Amazing Spider-Man), Gérard Depardieu (Astérix & Obélix: Mission Cléopâtre), Tabu (Namesake) e a estreia de Suraj Sharma.

 


publicado por Hugo Gomes às 23:40
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A batpod e os fatos usados na produção do filme “O Cavaleiro das Trevas Renasce”, que estreia em Portugal a 2 de agosto, vão estar em exposição no Centro Colombo,na Praça do Equador (Piso 1), de 1 a 5 de agosto. Os fãs poderão assim viver o mundo de Gotham City ao ver em primeira mão o autêntico guarda-roupa e a mota usados na produção de um dos filmes mais aguardados do ano. A exposição estará na Praça Equador no Centro Colombo.

 

 


publicado por Hugo Gomes às 23:37
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publicado por Hugo Gomes às 23:33
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“O Circo chegou mais cedo!”

 

Os quatro fugitivos mais famosos entre as crianças chegam ao terceiro filme e previsivelmente facturam milhões na sua passagem pelos cinemas. Madagascar se torna assim num dos franchisings mais rentáveis da Dreamworks Animation Studios, e um dos motivos pelo qual o estúdio continua a apostar quase em demasia em sequelas dos seus “novos clássicos”. É claro que os mais novos irão vibrar com a terceira aventura do leão dançarino Alex (com vez de Ben Stiller), da optimista zebra Marty (Chris Rock), da maternal hipopotama Gloria (Jada Pinkett Smith) e da hipocondríaca girafa Melman (David Schwimmer), onde muita cor e gags mirabolantes abundam.

 

 

Mas o problema reside aí e neste terceiro filme tal teor é visível, Madagascar fascina a faixa etária mais jovem, mas não possui a ousadia e a riqueza que muitos outros exemplares da Dreamworks partilham, ou seja tudo se resume a um espectáculo infantilizado cujos adultos terão dificuldade em entrar no seu Universo.

 

 

Em Madagascar – Europe’s Most Wanted somos induzidos a um mundo concentradamente barroco em termos visuais, não é por nada que a temática deste terceiro filme seja o circo, mais concretamente alusões ao fenómeno cirque du soleil. Com isto são apresentada novas personagens, mas é a velha guarda que continua a ser o mais interessante do filme, porém não é o quarteto principal que se resume ao mais divertido, aliás não é por nada que esta saga animada seja destacada pelos psicóticos pinguins com tiques de “operações especiais” e pelo lémure egocêntrico e folião, infelizmente neste episodio encontram-se em versão reduzido perdendo muito do protagonismo.

 

 

Nas novidades ainda assinalo a vilã, a capitão do Controlo Animal, Chantel DuBois com a voz de Frances McDormand, contudo muito limitada ao seu estereótipo natural. Depois de um segundo capitulo mais ou menos ousado, Madagascar regressa ao seu formato de desenho animado das manhãs infantis, faz euforia nas bilheteiras, mas é caso equívoco de sucesso. Promete mais do que cumpre e ainda por cima cai no erro de abordar a Europa por estereótipos banais. O mais infantil e o pior da trilogia.

 

“Da-da-dadadada-da-da, circus, da-da-dadadada-da-da, afro! Circus afro, circus afro! Polka dot, polka dot, polka dot afro!”

 

Real.: Tom McGrath, Eric Darnell, Conrad Vernon / Int.: Ben Stiller, Jada Pinkett Smith, Chris Rock, David Schwimmer, Jessica Chastain, Sacha Baron Cohen, Frances McDormand

 

 

O Melhor – Visualmente sedutor e gags divertidos para os mais novos

O Pior –demasiado pueril para ser partilhado com os mais velhos

 

Recomendações – Bee Movie (2007), Shrek Forever After (2010), The Wild (2006)

Ver Também

Madagascar (2005)

Madagascar Escape 2 Africa (2008)

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:48
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Real.: Jonathan Liebesman / Int.: Sam Worthington, Liam Neeson, Ralph Fiennes

 

Filme – Sequela do grande êxito Clash of Titans, porém de resultado insatisfatório para os espectadores. Desta vez Perseus (Sam Worthington) tem que impedir que Hades, o deus do submundo, consiga despertar Kronos, o pai dos deuses, o verdadeiro titã e devorador de Mundos. Excelentes efeitos visuais e bem elaboradas sequências de acção não conseguem redimir o filme que se torna confuso e ao mesmo tempo demasiado básico e vazio. Enquanto público grita pelo filme de God of War, espera-se pelo momento em que realmente o cinema consiga captar o misticismo da mitologia grega.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

Russo Dolby Digital 5.1

Checo Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

Inglês

Sérvio

Esloveno

Lituano

Eslovaco

Estónio

Russo

Checo

Croata

 

EXTRAS

Cenas Eliminadas

 

Distribuidora – Zon Lusomundo, SA

 

 

Ver também

Wrath of Titans (2012)

 

FILME –

DVD -

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:04
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28.7.12

“Teddy, mas improprio para as crianças.”

 

Imaginem o seguinte, John Bennett, uma criança pouco sociável recebe um urso de pelúcia na manhã de Natal e baptiza-o como Ted. Instantaneamente ambos se tornam inseparáveis, contudo Ted não fala, nem reage, trata-se apenas de um objecto inanimado, fazendo com que John deseje que o seu brinquedo se comporte como o melhor amigo que sempre quis e por um acto de magia inexplicável, o urso de pelúcia ganha vida. Com uma infância adorável e rica em amizade, John e Ted crescem, ambos se tornam adultos e com isso surge a responsabilidade, o qual ambos têm que lidar à sua maneira. Com o tempo, John Bennett (interpretado por Mark Wahlberg) apercebe que a sua vida não pode continuar ao lado das trapaceias do seu amigo de pelúcia.

 

 

Ted, fruto de imaginação de Seth MacFarlane, o qual se resume à sua primeira longa-metragem, expõe-se como uma comédia que se deixa enganar pela sua aparência "icónicamente" adorável. Trata-se de um exercício de vulgaridade e humor escatológico e ordinário já habituado às séries animadas Family Guy e American Dad, ambos criações do próprio realizador, mas surpreendentemente se revela num filme familiar próprio para adultos. Tal se verifica na proximidade do final em que o realizador exibe um climax emotivo o qual invoca todos os ingredientes necessário de qualquer exercício de cinema familiar digna da Disney.

 

 

Também dando a voz ao protagonista, MacFarlane dá vida ao mal-educado boneco de pelúcia em CGI. Mesmo “inundado” com humor de “casa-de-banho” e todo um non-sense forçado, Ted consegue incutir comédia numa forma rica e mista, e tal virtude advém do homónimo personagem que Seth MacFarlane recria com todas as paradoxos do seu mundo e a antítese da sua figura icónica (anexado o muito adorável “ursinho de peluche” com os contornos quase babilónicos). Por alguns momentos Ted tem a proeza de proferir humor inteligente e algum teor crítico-satírico, mas obviamente o ordinário prevalece. Porém é na premissa que a longa-metragem de estreia de Seth McFarlane se vinga, sendo a história inteligente e mesmo rudemente emotiva, assinalando a responsabilidade e o adiamento do crescimento como tema, além disso Ted consegue conter um deliciosa metáfora.

 

 

Não será certamente a comédia do ano, mas num ano fraco no género, Ted consegue ser um primor limitado mas criativo e subliminarmente delicioso. Com Mark Wahlberg (fraco, mas desculpável), Mila Kunis e as participações especiais de Ryan Reynolds, Tom Skerritt, Giovanni Ribisi, Norah Jones e Sam J. Jones, o eterno Flash Gordon.

 

“Yeah, because o' me! Look, look, Lori, you want him to be a man... Alright? But, as long as he's got his teddy bear... he's always gonna be a boy... He's waitin' down at Charlie's right now. So, if you go down there, and just talk to him... I'll be gone when you get back... forever. And... you'll see... He'll never be scared of thunder again.”

 

Real.: Seth MacFarlane / Int.: Mark Wahlberg, Seth MacFarlane, Mila Kunis, Ryan Reynolds, Tom Skerritt, Giovanni Ribisi, Norah Jones, Sam J. Jones

 

 

O Melhor – os momentos em que filme consegue ser inteligente …

O Pior - … e os momentos em que consegue demasiado básico

 

Recomendações – Knocked Up (2007), You, Me and Dupree (2006), Big (1988)

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 17:50
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publicado por Hugo Gomes às 17:20
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25.7.12


publicado por Hugo Gomes às 21:59
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Real.: Tarsem Singh / Int.: Lynn Collins, Julia Roberts, Armie Hammer

 

Filme – Para além de Snow White and the Huntsman de Rupert Sanders, o famoso e adorado conto dos irmãos Grimm obteve outra adaptação, desta vez uma comédia pomposa e visualmente deslumbrante pela mão de Tarsem Singh. Mirror, Mirror consegue captar alguma simpatia por parte do espectador, mas logo cedo se reduz a uma patética premissa envolvido numa fértil imaginação, mas cuja fraca substancia não resulta. Lynn Collins é uma adorável Branca de Neve, porém enfraquecida por um desenvolvimento desequilibrado e Julia Roberts brilha como a estrela que é.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

Português Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 01:03
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Apesar do tempo reduzido e da fraca actualização deste espaço, são vocês, leitores, que me dão forças para continuar com esta pequena “brincadeira”, que automaticamente se converteu num dos refúgios nesta vida. Pois bem, venho por este meio celebrar os cinco anos de Cinematograficamente Falando …, escusado será dizer que é meia década a falar de cinema e seguir de perto a sétima arte. Um muito obrigado a todos que me seguem atentamente, são vocês a causa deste blog que tanto cresceu.

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:01
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23.7.12

Longa vida para o “aranhiço”!

 

Erradamente apelidado de o quarto filme de Spider-Man, esta versão dirigida por Marc Webb é simplesmente um “reboot”, um regresso às origens do famoso super-herói da Marvel, que já havia sido recontada por Sam Raimi em 2002. Voltando a retratar o “déjà vu” envolto, The Amazing Spider-Man originou imensas reacções negativas acerca do seu conteúdo. Tudo, porque sejamos sinceros, nesta altura do campeonato, um reboot de Spider-Man é algo absolutamente fútil e oportunista (tendo em conta o hype em volta dos The Avengers e a sua coligação Marvel e Disney), mas na realidade os dados vêm mesmo contrariar a tendência e esta nova variação de Webb consegue em vários pontos superiorizar com o grande êxito protagonizado por Tobey Maguire e Kirsten Dunst. Aliás o grande calcanhar de Aquiles desta versão é mesmo o que de comum tem com o filme de Raimi em 2002, a memória do espectador ainda continua muito fresca e sendo assim é normal surgir imensas comparações, se não um eventual clima de déjà vu.

 

 

Todavia The Amazing Spider-Man ganha realmente força é nas escolhas que fez na sua produção e casting, a começar por Andrew Garfield (The Social Network) que consegue recriar um Peter Parker sem doses de esquizofrenia e sim … mais humano, tal adjectivo também faz jus à própria composição do seu alter-ego, ao contrário da trilogia anterior, o Homem-Aranha não é uma espécie de Hérculesmascarado” mas sim um acrobata implacável com a fragilidade de um simples homem. Mary Jane, o par romântico de Peter Parker, que foi interpretado na visão de Sam Raimi por Kirsten Dunst, encontra-se ausente nesta nova aventura, por sua vez encontramos Gwen Stacy (outro interesse amoroso do nosso herói, que esteve limitadamente presente na trilogia anterior pela pele de Bryce Dallas Howard). Emma Stone é então a Stacy, enchendo-o no grande ecrã com o carisma que Dunst nunca conseguiu obter na sua “dama em apuros” e o preenche com uma brilhante química para com Andrew Garfield, os momentos de ternura entre os dois já se encontram entre as sequências mais românticas do ano, recriando um foco amoroso nada tosco e talvez preparado para atingir um pico de climax numa possível futura tragédia (os conhecedores da BD sabem do que estou a falar).

 

 

Rhy Ifans compõe o vilão de serviço, o tão cobiçado pelos fãs, Doutor Lagarto. Possivelmente uma das figuras antagónicas mais populares e relacionadas com o próprio personagem heróico. Enquanto Ifans constrói uma figura trágica e nada mal-intencionada, a caracterização do vilão pode trazer algum desapontamento, principalmente para os mais “ferrenhos” da BD, porém os efeitos visuais são fabulosos e vivaços. O resto do elenco é bem credível e profissional, contando com Martin Sheen há muito não visto, Sally Field e Dennis Leary.

 

 

Ao contrário do que pode pensar, The Amazing Spider-Man mesmo explorando repetidamente as origens do dito super-herói, consegue ascender-se como um “super” interessante blockbuster de Verão, com todo os ingredientes necessários para um par de horas bem passadas. Para além disso, em tempos em que os heróis dos livros aos quadradinhos parecem banalizar-se (cof* The Avengers * cof), a nova fita de Marc Webb não é original mas sentimos uma certa frescura em revisitar tais lugares-comuns. Com um casting escolhido a dedo, um argumento bem escrito e criativo, como também mais credível e mesmo assim com uma fidelidade conservadora para com a matéria-prima, O Fantástico Homem-Aranha não é o fantástico como se adivinhava, mas a verdade é que não anda muito longe disso como entretenimento cinematográfico.

 

“We all have secrets; the ones we keep, and the ones that are kept from us.”

 

Real.: Marc Webb / Int.: Andrew Garfield, Emma Stone, Rhy Ifans, Dennis Leary, Sally Field, Martin Sheen

 

 

 

O Melhor – um casting muito bem escolhido

O Pior – é mesmo a sensação de voltar a ver tudo de novo

 

Recomendações – Batman Begins (2005), Iron Man (2008), Spider-Man (2002)

 

Ver Também

Spider-Man 2 (2004)

Spider-Man 3 (2007)

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:01
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Real.: Phyllida Loyd / Int.: Meryl Streep, Jim Broadbent, Alexandra Roach

 

Filme – Foi uma das mais discutidas interpretações do ano passado e talvez a mais controversa da carreira de Meryl Streep, como também uma das suas melhores (isso deriva da opinião do espectador, o qual divide entre o magistral e o simplesmente histérico). Com uma excelente protagonista, The Iron Lady resume a um simples e esquemático filme biográfico com pouca relevância face á figura retratada, Phyllida Loyd tem problemas na narração e no enquadramento dos seus personagens, sendo que o secundário de luxo é ofuscado pelas suas escolhas narrativas. Filme académico algo esquizofrénico com brilhante prestação.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

A Dama de Ferro - Programa Janela Indiscreta

Meryl Streep - A Actriz por Mário Augusto

Apresentação ao Filme

Entrevistas

Em Filmagens

Trailer

 

Distribuidora – PRIS Audiovisuais, SA

 

 

Ver Também

The Iron Lady (2011)

 

FILME-

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 18:20
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22.7.12


publicado por Hugo Gomes às 21:15
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publicado por Hugo Gomes às 21:14
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21.7.12


publicado por Hugo Gomes às 00:25
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16.7.12

 

Com a Comic-Con que decorreu neste fim-de-semana, muitas novidades e projectos foram revelados aos geeks de todo o Mundo, principalmente no cinema, com Marvel e DC Comics em peso no evento. Enquanto que a DC Comics aposta na promoção do seu terceiro filme de Batman, The Dark Knight Rises de Christopher Nolan, e a revelação de Man of Steel, o reboot do seu lendário Super-Homem, a Marvel apresentou uma agenda cheia, sendo que anunciou a todo o mundo a adaptação de Guardians of Galaxy, o filme de Ant-Man que terá tratamento pelas mãos de Edgar Wright (Hot Fuzz), Iron Man 3, que contará com nova armadura e o tão esperado Mandarim como vilão (interpretado por Ben Kingsley) e enquanto isso, Jessica Biel será Viper, a inimiga de Wolverine no homónimo filme dirigido por James Mangold (Walk the Line). Por fim os novos títulos para as sequelas de Captain America e Thor, o primeiro será intitulado de The Winter Soldier e o segundo por The Dark World. Com tantas novidades assim, qualquer fã que se preze da Marvel encontrará saciado durante algum tempo.

 

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publicado por Hugo Gomes às 01:33
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“Família é família”!


No cinema é porém muito difícil referir sequelas e deixar de parte o segundo tomo da clássica novela de Mario Puzzo, The Godfather part II, que em 1974, a sua adaptação cinematográfica teve a proeza de vencer o Óscar de Melhor Filme, sendo que a prequela tenha conhecido também tal feito. Francis Ford Coppola, o homem responsável pelas versões de cinema, incontornáveis obras fílmicas, demonstra como um “king of the world” perante o retrato quase familiar e novelesco de uma família no seio do crime organizado, filmando com grande dimensão o drama incutido neste bando de “larápios”.

 

 

Em The Godfather 2, a trama segue mais longe que o antecessor, o grande patriarca, Don Vito Corleone, havia falecido já no primeiro filme mas o seu espirito é mantido em todo enredo, além de tudo o espectador é bombardeado com uma narrativa paralela sobre as origens da família Corleone e a sua ascensão nos EUA, sendo que Robert DeNiro interpreta um Marlon Brando mais novo e capaz de lidar com o seu próprio testemunho. Mas voltando ao presente da narrativa, a grande família encontra-se agora sob a responsabilidade de Michael Corleone (Al Pacino), assim como os negócios familiares. Tal tarefa será complicada, sendo que o domínio de Michael é muitas vezes ameaçado até mesmo pelos seus parentes mais próximos, perante tais desventuras e traições, o nosso protagonista irá comporta-se conforme a sua ambição e o dever para com o legado do seu pai, Vito Corleone.

 

 

Talvez mais complexo dramaticamente que o gigante de 1972, The Godfather part II é a jornada de Michael e o seu olhar vazio perante um caminho de pecados e acções ilícitas que o levarão a uma posição de figura tragédia face a tal acto de ascensão no poder. O dito herdeiro é interpretado com todos os requisitos e talentos por Al Pacino, que molda uma figura calma, astuta, mas com um temperamento que explode subitamente tal como vulcão adormecido. É o achado de Francis Ford Coppola, o qual ficou surpreendido pela sua prestação em Panic in the Needle Park (Jerry Schatzberg, 1971), em consequência disso o convidou a desempenhar o papel de Michael Corleone neste incólume retrato da Máfia de Mario Puzzo. Mesmo sob a sombra do actor Marlon Brando em The Godfather (1972), o actor que integrou o elenco graças á força de Coppola, contrariando os restantes da equipa de produção, que consideravam-no bastante baixo para o papel, consegue um eficaz desempenho. Se Al Pacino se saiu bem, mesmo com a ofuscação do lendário Brando e o seu carisma galardoado, neste segundo tomo o actor nova iorquino ascende a si próprio e protagoniza um papel maduro, complexo e quando necessitava, poderosamente dramático. Nomeado ao Óscar de Melhor Actor Principal, acabando por não vencer, eis o papel que definiu o actor que nos dias de hoje é.

 

 

A segunda parte, mesmo sendo mais longa que o seu antecessor, consegue na mesma ser excitante na forma como capta a tragédia da família Corleone, abordando complexidades narrativas e nunca auto-satisfazer pelo simples exercício fílmico. Tal como sucedera ao filme de 1972, ver The Godfather part II é o mesmo que ler uma excepcional obra literária, bem escrita e descrita como “calhamaço”, grande mas nunca aborrecido. Francis Ford Coppola está irrepreensível no seu trabalho de realização, captando com frieza e por vezes emocional, o enredo transposto das páginas de Mario Puzzo. O elenco (sem falar de Al Pacino) é um “show” de interpretações de valor e as várias reconstituições históricas, um achado. Muito se fala desta ser um daqueles casos em que a sequela ultrapassa o original, porém na minha humilde opinião, a continuação não é melhor nem qualquer coisa do género em relação ao original de 1972, considero que ambas as obras são descritas como um todo e nada poderá mudar esse curso. Por isso se viram The Godfather são obrigados a visualizar este pequeno pedaço de arte!

 

“I know it was you, Fredo. You broke my heart. You broke my heart!”

 

 

Real.: Francis Ford Coppola / Int.: Al Pacino, Robert Duvall, Diane Keaton, Robert De Niro, John Cazale, Talia Shire, Lee Strasberg, Michael V. Gazzo, G.D. Spradlin, Richard Bright, Gastone Moschin, Tom Rosqui, Danny Aiello, Harry Dean Stanton, James Caan

 

 

O Melhor – é mais maduro e complexo que o anterior, Al Pacino se confirma como o excepcional actor que é.

O Pior – ser muitas vezes categorizado como apenas exemplo de sequela superlativa ao original.

 

Recomendações – Once Upon Time in America (1984), Eastern Promises (2007), The Godfather (1972)

 

Ver Também

The Godfather (1972)

10/10
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publicado por Hugo Gomes às 01:17
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publicado por Hugo Gomes às 01:07
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A semana dos Tubarões, agora em três dimensões!

 

Hollywood não tem ideias e com o 3D a servir de moda, tal factor se confirma. Esta tecnologia de exibição com valor acrescentado serviu para muitos franchisings moribundos terem a sua chance de “chular” os demais espectadores com o auxílio do proveito total desta experiencia com destino rotineiro. E noutros casos surgem entre nós filmes como este Shark Night, com temas tão banais e amadores que parecem ter sido retirados de um telefilme qualquer do canal Syfy, que é o caso da tão série B temática, ataque de tubarões.

 

 

Estes peixes carnívoros mais antigos que os próprios dinossauros, tiveram a sua glória cinematográfica quando Steven Spielberg decidiu expandir o pânico e a histeria envolto do animal no grande ecrã com Jaws (1975), um mega-êxito de Verão que mudou para sempre o curso do cinema comercial, se não fosse ele o primeiro e verdadeiro blockbuster. Tendo em conta o marco, pode-se considerar que os peixes antagónicos e cartilaginosos têm tamanha importância na Historia do cinema, mas a sua relevância fica-se por aqui, porque o pior surgiu logo a seguir.

 

 

Tirando as inevitáveis e ruinosas sequelas do sucesso criado por Spielberg, os tubarões conhecera as piores aparições em inúmeros objectos direct-to-video, de efeitos especiais amadores, interpretações toscas e uma total ignorância envolto do comportamento destes tão incompreendidos animais. Em 1999, Renny Harlin tenta devolver o orgulho cinematográfico dos “bichos” em Deep Blue Sea, uma mistura entre os clássicos ingredientes do tema, ficção cientifica á mistura e excelentes efeitos visuais (para variar!), porém o resultado ficou muito aquém do esperado, em comparação com os cerca de 500 milhões de dólares que Jaws – O Tubarão facturou em 1975 e nas suas respectivas reedições, Perigo no Oceano (titulo que a fita recebeu no nosso país) 160 milhões de dólares (nada mau, mas decepcionante para um blockbuster) e não foi muito bem recebido pelos críticos e espectadores comuns.

 

 

Com isto tudo devo dizer que Shark Night 3D, do mesmo realizador de Snakes on a Plane (David R. Ellis), não pretende nem tem estofo para mudar o rumo da fama destes animais no cinema, além disso é demasiado oportunista do 3D e da inflação de preços, mas daquilo que tenhamos visto no universo dos tubarões cinematográficos, Medo Profundo (tradução algo palerma) traz algumas surpresas. Verdade seja dita, é oco, o argumento é algo palerma, o enredo está mais que visto, mas Shark Night dota logo de inicio sabedoria no tema de tubarões, outra, o elenco é eficaz, com principal destaque para Dustin Milligan, Sinqua Walls e Chris Carmack. Mas tal como a temática dos peixes no mundo cinematográfico, em Shark Night, é melhor fiquemos por aqui, porque realmente não existe muito para dizer. Entretenimento instantâneo, passageiro e já mastigado, mas que funciona decerto em algumas instâncias, porém fica o conselho, visualiza-se muito melhor no conforto de sua casa do que propriamente gastar um bilhete inflacionado por isto.

 

A cookie cutter shark. The normal dive is nothing more than skin, blubber - flesh!”

 

Real.: David R. Ellis / Int.: Sara Paxton, Dustin Milligan, Sinqua Walls, Chris Carmack

 

 

O Melhor – mesmo burro, não é ignorante quanto aos comportamentos das tão infames criaturas

O Pior – nada de extraordinário e novo, apenas cinema para adolescentes em 3D

 

Recomendações – Piranha 3D (2010), Jaws (1975), Deep Blue Sea (1999)

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:56
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